SÁBADO, 27-05-2017, ANO 18, N.º 6328
Angola
Empresários turísticos queixam-se de extorsões da polícia sobre turistas
16:59 - 19-05-2017
Os operadores turísticos de Angola queixam-se do `excesso de zelo das autoridades policiais´ como `fator impeditivo´ da entrada e circulação de turistas estrangeiros no país, também preocupados com casos de `limitações de mobilidade´ ou `extorsões´.

A posição foi assumida hoje pelo presidente da Associação dos Hotéis e Resorts de Angola (AHRA), Armindo César, quando falava em Luanda, na cerimónia de abertura do encontro sobre as melhores práticas do turismo com segurança em Angola, promovido pela Polícia Nacional.

De acordo com o responsável, são várias as práticas protagonizadas pelas autoridades ligadas aos órgãos de polícia e segurança que constrangem os turistas, sobretudo de origem estrangeira, como dificuldades em fazer fotografias ou vídeos para recordação.

«Os turistas, regra geral, quando se deslocam a um país, nas suas bagagens também trazem câmara fotográficas, máquinas de filmagem, pois querem levar recordações, para mostrar às suas famílias e amigos, mas postos cá enfrentam várias limitações», apontou.

«Como é que as nossas autoridades reagem quando encontram esses turistas por exemplo no Cazenga ou Zango a filmar ou fotografar. Imaginemos que estes turistas sejam detidos ou lhes sejam confiscados os seus meios, com que imagem é que ficam de Angola», questionou.

Para Armindo César, que falava em representação da classe empresarial do setor, os turistas estrangeiros têm sido os `alvos preferenciais para a extorsão de dinheiro´ nos postos de controlo que ligam as províncias de Angola.

«Como é que o turista reage quando de Luanda para Benguela se lhe manda parar por sete ou dez vezes nos controlos montados? E o mais grave ainda é quando por qualquer falha na documentação da viatura, alguns agentes desonestos o retém por longas horas restando a única alternativa a de, para continuar a viagem, pagar a famosa gasosa», lamentou.

O presidente da AHRA saudou a iniciativa da Polícia Nacional, em congregar os agentes públicos e privados da indústria turística nacional para a garantia da segurança dos turistas, defendendo por outro lado a criação de condições para atrair turistas a visitarem o país.
Lusa

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