SÁBADO, 27-05-2017, ANO 18, N.º 6328
Guiné-Bissau
PAM denuncia confusão com arroz que oferece às crianças e doentes
16:37 - 19-05-2017
O Programa Alimentar Mundial (PAM) na Guiné-Bissau denunciou hoje a confusão com o arroz que está a doar para as crianças desnutridas e os doentes com sida com um cereal `falso e de plástico´ que é vendido no mercado.

Em comunicado a que a agência Lusa teve acesso, o PAM avisa a população guineense sobre `a fraude´ que é associar o arroz que doa para programas de cantina escolar e de assistência às crianças desnutridas e ainda para o apoio aos doentes com VIH/Sida, com um cereal `falso e de plástico´.

«Esse arroz que se encontra no mercado, popularmente chamado arroz do PAM, tem semelhanças na forma do grão com o disponibilizado pelo PAM», diz a organização mundial, mas desmente que o cereal que fornece à Guiné-Bissau esteja a ser comercializado.

O PAM alerta, no entanto, se no caso do arroz que fornece for vendido no mercado guineense então seria por ação fraudulenta de alguns parceiros envolvidos no processo de distribuição.

A organização nota ainda que o arroz que distribui, de forma gratuita para crianças e doentes, encontra-se em sacos brancos com letras garrafais do doador do produto - USA e USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos de América, em sigla inglesa).

Está aberta uma linha verde (3344) para receber denúncias sobre a utilização inapropriada dos géneros doados pelo PAM às crianças menores de cinco anos, pessoas e familiares de portadores do VIH.

O PAM avisa ainda que irá recorrer às instâncias judiciais guineenses para castigar pessoas eventualmente envolvidas no desvio de géneros alimentícios que disponibiliza às crianças e doentes.
Lusa

Imprimir Enviar e-mail Facebook Twitter

mais de GUINÉ-BISSAU

Guiné-Bissau Confrontos foram hoje registados durante uma manifestação do Movimento Jovens Inconformados da Guiné-Bissau, depois de a polícia reagir às provocações de manifestantes que insistiam em chegar à Praça dos Heróis Nacionais, onde está situada a Presidên
Guiné-Bissau O diretor-executivo da organização não-governamental guineense Tiniguena, Miguel Barros, disse hoje que tornar o turismo no arquipélago dos Bijagós numa vantagem para a promoção do país é um `grande risco´. «A questão de tornar o turismo na Guiné-

destaques