SEGUNDA-FEIRA, 26-06-2017, ANO 18, N.º 6358
Angola
Parlamento chumba voto de condenação sobre repressão de ativistas
16:22 - 19-05-2017
O parlamento chumbou hoje um voto de condenação, apresentado pelo Bloco de Esquerda (BE), da `repressão de ativistas´ em luta `pela democracia em Angola´ numa manifestação em abril em Cacuaco, na periferia de Luanda.

O texto mereceu votos a favor do BE, do deputado do PAN e de 12 deputados do PS, incluindo João Soares, Isabel Moreira, Pedro Bacelar Vasconcelos ou Paulo Trigo Pereira, e com restante bancada do PS a juntar-se a PSD, CDS e PCP nos votos contra.

O Partido Ecologista `Os Verdes´ absteve-se, tal como dois parlamentares do CDS: João Almeida e Ana Rita Bessa.

No texto, o Bloco pedia que a Assembleia da República condenasse a «perseguição sistemática aos ativistas cívicos em Angola, a repressão e a violência sobre as manifestações e o desrespeito pelos princípios da liberdade e da democracia».

O PCP votou contra mas numa declaração de voto assinalou a sua `defesa do direito de opinião e manifestação´ mas não acompanhando "ações que pretendem premeditadamente perturbar, colocar em causa e, se possível, deslegitimar o normal desenvolvimento das eleições gerais em Angola".

Sete ativistas foram condenados por um tribunal de Luanda a penas de 45 dias de prisão efetiva, por resistência às autoridades, ao tentarem manifestar-se contra alegadas irregularidades no processo de registo eleitoral, que antecede as eleições gerais de agosto.

A informação foi confirmada à Lusa em 20 de abril pelo secretário-geral do autodenominado Conselho Nacional dos Ativistas de Angola, António Kissanda, dando conta de que os sete jovens, com idades entre os 25 e os 35 anos, foram condenados em processo sumário, pelo tribunal do Cacuaco.

A manifestação, em que exigiam ainda transparência na governação, a terceira do género promovida pelos mesmos elementos daquela organização, aconteceu em 16 de abril.
Lusa

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