DOMINGO, 23-07-2017, ANO 18, N.º 6385
Angola
Professores da província do Bengo paralisam reclamando pagamento de dividas
15:38 - 18-05-2017
Os professores da província angolana do Bengo anunciaram hoje uma paralisação nas aulas a partir de segunda-feira, caso não sejam pagas alegadas dívidas de 2016, denunciando ainda `intimidações e exonerações´ por parte da direção de Educação.

Em declarações hoje à agência Lusa, o porta-voz do Sindicato Provincial dos Professores (Sinprof) explicou que durante a greve nacional dos professores que decorreu em abril e maio `o diretor da Educação do Bengo exonerou doze coordenadores de disciplina´.

«Grande parte deles coordenadores dos núcleos sindicais em algumas escolas e três dos quais dirigentes sindicais, violando assim o memorando do levantamento da greve realizada na província do Bengo entre os dias 03 e 04 de outubro de 2016, onde as partes acordaram a não-violação dos acordos», explicou Mbaxi Paulino.

Na província do Bengo, segundo Mbaxi Paulino, as dívidas para com a classe docente datam desde outubro de 2016. Uma marcha de protesto foi já realizada no dia 13 de maio, «pedindo a demissão do diretor de Educação e o pagamento das dívidas», referentes a pagamentos e contribuições.

Além da greve, ainda por tempo indeterminado, o porta-voz do Sinprof no Bengo adiantou que os professores não descartam recorrer as instâncias judiciais para verem os seus direitos salvaguardados.

«Estamos à espera de um pronunciamento das autoridades da província. Caso não haja acordo vamos recorrer com uma ação cível a nível do tribunal, por terem sido violadas gravemente algumas normas», apontou.

Mbaxi Paulino acusou mesmo o diretor de Educação do Bengo - que remeteu uma posição para mais tarde - de fomentar na província ações de compadrio, intrigas e intimidações no setor que dirige.

«Há uma promoção de nepotismo e despotismo a nível do setor da educação fomentada pelo próprio diretor e os seus auxiliares, situações que nos levam a solicitar a demissão do diretor, porque ele sido o fomentador de intrigas e perseguições dos elementos do sindicato», disse ainda o sindicalista.

A não-exoneração dos coordenadores que tinham à aderido a greve anterior e a não retirada da quota sindical constam do caderno reivindicativo agora alegadamente violado.
Lusa

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