DOMINGO, 23-07-2017, ANO 18, N.º 6385
Moçambique
Saída da lista negra da União Europeia vai criar novas oportunidades
14:06 - 18-05-2017
As agências de viagens de Moçambique esperam que a decisão da União Europeia (UE) de retirar as transportadoras aéreas do país da sua lista negra crie novas oportunidades de negócios, disse hoje um dos representantes à Lusa.

Noor Momade, presidente da Associação dos Agentes de Viagens e Operadores Turísticos de Moçambique (AVITUM), apelou às companhias nacionais para capitalizarem o espaço europeu.

«A expetativa é que os nossos pacotes turísticos, por um lado, e o volume de vendas de passagens aéreas, por outro, registem um crescimento», referiu em resposta por escrito a questões colocadas pela Lusa.

Aquele responsável afirmou que se forem criadas ligações aéreas entre Moçambique e os países da UE isso poderá resultar numa maior procura de voos e gerar um aumento do volume de comissões na venda de bilhetes.

Tanto o turismo de lazer como o de negócios, prosseguiu, podem conhecer um incremento.

«O povo moçambicano estará mais próximo do povo europeu na sua rica diversidade e com o aproximar dos destinos europeus aos destinos moçambicanos, o turismo, tanto de lazer como de negócios, também ganhará com a decisão», acrescentou o presidente da AVITUM.

Noor Momade defendeu que as companhias aéreas moçambicanas, principalmente as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), devem ser criteriosas na escolha dos destinos que vão explorar na UE, como forma de salvaguardar a sustentabilidade económica.

«Será muito importante evitar aventuras. Com isso quero dizer que a companhia aérea nacional moçambicana deve fazer uma triagem rigorosa dos destinos europeus a incluir nas suas rotas internacionais intercontinentais, tendo em conta critérios que garantam a sua sobrevivência e ganhos empresariais», declarou.

Para Noor Momade, as entidades envolvidas no negócio do transporte aéreo devem empenhar-se no cumprimento rigoroso das exigências impostas pela UE.

«As agências de viagens e turismo, a indústria hoteleira e demais entidades privadas e públicas, como aeroportos, serviços da migração e das alfândegas, devem contribuir para que o país tire partido desta oportunidade», acrescentou Momade.

A Comissão Europeia retirou na terça-feira as transportadoras aéreas que operam em Moçambique da ‘lista negra` de segurança aérea, permitindo que voem para a União Europeia (UE).

Na atualização da lista, a Comissão Europeia justificou a decisão com uma `melhoria da segurança aérea´.
Lusa

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