SEXTA-FEIRA, 21-07-2017, ANO 18, N.º 6383
São Tomé e Príncipe
Fundo das Nações Unidas financia estratégia sanitária no setor das pescas
16:14 - 16-05-2017
O Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) anunciou hoje que está a financiar uma estratégia para eliminar as barreiras que travam o comércio do pescado são-tomense com a União Europeia.

O projeto, financiado em 400 mil dólares (361 mil euros) `responde às prioridades no setor das pescas inscrito no Plano Nacional de Investimento no setor agrícola, alimentar e nutricional de São Tomé e Príncipe, adotado para o período 2016 -2020´, explicou Lionel Kadijh representante do FAO durante um seminário organizado pela direção das Pescas são-tomense.

O governo são-tomense solicitou em 2014 à FAO que ajudasse a identificar os problemas sanitários no setor das pescas, tendo, nesse âmbito, sido contratada uma consultora internacional que elaborou um `diagnóstico´ sobre a situação sanitária nesse domínio.

O documento foi submetido hoje para discussão e recomenda a elaboração de uma estratégia sobre segurança sanitária dos alimentos provenientes da pesca.

«Estamos a falar de uma verdadeira estratégia sanitária de segurança alimentar dos produtos produzidos localmente ou importados, no quadro de um programa de aproximação integrada e articulada com o setor da produção animal e vegetal», disse Lionel Kadijh.

«O desenvolvimento de uma tal estratégia é importante tanto para o consumidor nacional como para a proteção dos recursos haliêuticos, da fauna e da flora, via para o desenvolvimento do turismo local, setor tido como o principal polo desenvolvimento económico do país», acrescentou.

O governo do arquipélago considera que a maneira como se conserva, se vende e se comercializam os produtos da pesca em São Tomé e Príncipe `desencoraja os consumidores´, particularmente cidadãos estrangeiros.

«Esse projeto tem a ver com a comercialização do pescado no nosso mercado que todos sabemos que não é da melhor forma», disse o diretor das Pescas, João Pessoa, sublinhando a `urgência´ do executivo são-tomense em ´melhorar todos os aspetos que têm a ver com a captura, manuseamento e comercialização do pescado´.

João Pessoa garante que o estudo revela que o pescado são-tomense `não tem sido tratado da melhor maneira para a segurança sanitária dos consumidores´.
Lusa

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