DOMINGO, 28-05-2017, ANO 18, N.º 6329
Guiné-Bissau
Dissidentes do PAIGC reúnem-se com secretário nacional para discutir reintegração
18:29 - 15-05-2017
Uma delegação dos 15 deputados dissidentes do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, maior força política da Guiné-Bissau), esteve esta segunda-feira reunida com o secretário nacional do partido para discutir a sua reintegração.

«Não é por nossa vontade que não estamos no partido; não estamos no PAIGC porque fomos corridos», afirmou, aos jornalistas, no final do encontro o deputado Tumane Mané.

A delegação dos deputados dissidentes incluía, além de Tumane Mané, o antigo primeiro-ministro Baciro Djá, que era terceiro vice-presidente do PAIGC até à sua expulsão, Aurora Sano e Abel da Silva.

Segundo Tumane Mané, o encontro de hoje realizou-se na sequência dos apelos internacionais para o entendimento entre os deputados dissidentes e a direção do PAIGC.

«Sempre houve vontade da nossa parte para a reintegração. Não podemos falar em nome do partido, mas, pelo menos, das conversas que ouvimos mostraram-nos que querem ultrapassar o problema», disse.

No entanto, a reunião foi interrompida, porque a delegação dos dissidentes entende que devem estar presentes nas conversações os 15 deputados.

«Foi o primeiro passo. A nossa posição foi de agradecer aquela amabilidade de aceitarem o nosso convite», disse o secretário nacional do PAIGC, Ali Hijazi, salientando alguns deputados estiveram ausentes «por estarem fora do país e a participar na campanha de caju».

Ali Hijazi espera que no próximo encontro, que se deverá realizar ainda esta semana, se alcance o objetivo que todos pretendem, «a reintegração dos 15».

«Estamos disponíveis a qualquer momento para continuar com este diálogo franco e aberto. Pensamos que só com boa vontade e bom senso é que havemos de chegar a um ponto de encontro para ultrapassar esta situação complicada que nosso o país atravessa», acrescentou.

Os 15 deputados do PAIGC foram expulsos em janeiro de 2016, por se terem posicionado contra o programa do Governo do antigo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, no Parlamento.

Domingos Simões Pereira acabou por ser demitido pelo presidente José Mário Vaz, em agosto de 2016.
Lusa

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