QUINTA-FEIRA, 25-05-2017, ANO 18, N.º 6326
Afonso Dhlakama, líder da Renamo
Moçambique
Renamo dá sinal de que «a paz veio para ficar»
15:49 - 21-04-2017
O porta-voz da Frelimo, partido no poder em Moçambique, disse hoje à Lusa que o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, está a dar um sinal de que `a paz veio para ficar no país´.

«Nós, a Frelimo, apreciamos positivamente posições que transmitem otimismo em relação à prevalência de uma paz efetiva em Moçambique», disse António Niquice.

Afonso Dhlakama disse esta semana, numa teleconferência com jornalistas, que `a guerra está no fim´.

Niquice afirmou que as declarações do líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) são um sinal de que o compromisso do Presidente da República, Flipe Nyusi, e da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) com a restauração de uma paz duradoura no país, está a ter eco.

«O Presidente da República tem-se empenhado nos esforços da restauração de uma paz efetiva e é encorajador que mais vozes da sociedade moçambicana se juntem a esse desejo», afirmou o porta-voz da Frelimo.

Na terça-feira, Afonso Dhlakama disse que a `guerra está no fim´ em Moçambique, a duas semanas de terminar a atual trégua, que se poderá tornar permanente.

«Tenho mantido contactos com o meu irmão Filipe Nyusi», Presidente de Moçambique, «para ver se encontramos uma saída para a paz efetiva porque não queremos ver mais sangue» derramado, disse Dhlakama.

«Voltaremos a abraçar nossas famílias, circular pelas estradas, visitar nossos familiares e trabalhar para produzir. Isso é que nós desejamos», acrescentou.

Moçambique vive uma trégua decretada a 03 de março por Afonso Dhlakama, em vigor até 04 de maio - daqui a duas semanas.

É a terceira trégua anunciada desde dezembro, depois de uma primeira, que durou uma semana, logo prorrogada por uma segunda e pela atual de 60 dias.

A paz em Moçambique tem estado sob permanente ameaça nos últimos anos, devido a clivagens entre a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, e a Renamo.

Entre 2013 e finais de 2016, o país foi assolado por ações de violência opondo as Forças de Defesa e Segurança (FDS) e o braço armado da Renamo, no âmbito da contestação do processo eleitoral de 2014 pelo principal partido da oposição.
Lusa

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