QUARTA-FEIRA, 29-03-2017, ANO 18, N.º 6269
São Tomé e Príncipe
Governo são-tomense obriga condutores a substituir cartas de condução e livretes em 2018
14:15 - 12-03-2017
O governo são-tomense vai substituir em 2018 as atuais cartas de condução e livretes de viaturas por outras biométricas como medida para contornar a falsificação deste documento, disse o diretor dos Transportes Terrestres.

«A nova carta terá um código, um holograma de segurança, vai ter mais acrescentos, incluindo o número do bilhete de identidade (BI), cartão fiscal, e seguramente vai haver maior dificuldade na falsificação destes dois documentos», afirmou Alcides Cardoso.

«Toda a gente tem um ano para trocar tanto as cartas como os livretes», explicou.

O ministro da Defesa e da Administração Interna, Arlindo Ramos, considerou que a medida é «uma boa iniciativa» para aliviar «o problema de segurança rodoviária» em São Tomé e Príncipe.

«Nós temos um problema de segurança rodoviária, as pessoas estão a circular sem carta de condução, estão a utilizar apenas com uma simples guia de autorização o que não é suficiente», disse Arlindo Ramos.

«Por isso, aconselhamos a Direção dos Transportes Terrestres a acelerar o processo para que toda a gente que tem pedidos de carta de condução sejam portadoras dessas cartas», acrescentou o ministro.

O governante considerou que esses documentos constituem a garantia da credibilidade dos condutores e proprietários das viaturas.

Arlindo Ramos disse ainda que o seu governo tem conhecimento «dos problemas que existem com a falsificação dos livretes», adiantando muitos desses problemas são descobertos durante o processo de fiscalização.

«Muitas vezes temos um livrete para um tipo de viatura e durante a fiscalização descobrimos que essa viatura não corresponde ao que está no Livrete», explica.

Há cerca de cinco anos a polícia judiciárias portuguesa desmantelou a partir de Portugal uma rede de falsificadores de cartas de condução a partir de São Tomé, uma operação que conduziu à prisão de pelo menos três homens em São Tomé.
Lusa

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