DOMINGO, 26-02-2017, ANO 18, N.º 6238
Manuel Vicente
Angola
Vice-presidente Manuel Vicente acusado de corrupção ativa
17:38 - 16-02-2017
O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) de Portugal, acusou, esta quinta-feira, o vice-presidente de Angola pelo crime de corrupção ativa em relação ao antigo procurador do Ministério Público Orlando Figueira.

Segundo o Diário de Notícias (DN), Manuel Vicente é suspeito de ter pago 760 mil euros ao então magistrado para obter decisões favoráveis em dois inquéritos, de acordo com uma nota da Procuradoria-geral da República (PGR).

De acordo com um comunicado da Procuradoria, Orlando Figueira, além de corrupção, foi ainda acusado dos crimes de «branqueamento de capitais, outro de violação do segredo de justiça e um último de falsificação de documento.

Por sua vez, Manuel Vicente foi também acusado de branqueamento de capitais e falsificação de documentos.

No rol de arguidos acusados, constam ainda Armando Pires, representante fiscal de Manuel Vicente em Portugal, por um crime de branqueamento e outro de falsificação de documento.

Paulo Blanco, advogado de Vicente, foi acusado, em coautoria com Vicente e Armando Pires, por um crime de corrupção ativa, outro de branqueamento e, por fim, falsificação de documento.

Tal como o DN já tinha adiantado, a descoberta de uma conta secreta de Orlando Figueira em Andorra, para a qual terá sido transferida grande parte do dinheiro, terá sido a peça final para o DCIAP acusar os arguidos.

«Três arguidos estão acusados de, em conjugação de esforços, terem pago ao magistrado, que, na altura, trabalhava no DCIAP, cerca de 760 mil euros e outras vantagens, designadamente, colocação profissional numa instituição bancária. Em troca, o ex-procurador da República (atualmente em licença sem vencimento) proferiu, em dois inquéritos, despachos que favoreceram o presidente da empresa angolana.

Estes dois processos vieram a ser arquivados pelo referido magistrado», refere o comunicado da PGR, que acrescenta:

- No decurso da investigação foram arrestados e apreendidos ao ex-procurador da República cerca de 512.000 euros que se encontravam em contas bancárias portuguesas, em cofres e em contas bancárias sedeadas no Principado de Andorra
Redação

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