SEGUNDA-FEIRA, 23-01-2017, ANO 17, N.º 6204
Cidade da Beira
Moçambique
Empresa denuncia sistema de roubo de combustíveis no porto da Beira
18:44 - 11-01-2017
O Porto da Beira, na província de Sofala, no centro de Moçambique, está a sofrer roubos sistemáticos de combustíveis e assaltos a camiões, afirmou o diretor-executivo da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).

«O problema é grave e é urgente solucioná-lo», declarou Cândido Jone, citado hoje no diário O País, acrescentando que os roubos são protagonizados por jovens residentes nos bairros dos arredores do porto da Beira.

De acordo com a mesma fonte, a maior parte dos roubos acontece à saída do Porto da Beira e, nas proximidades, existem depósitos informais de combustível, uma situação que preocupa as autoridades, na medida em que a maior parte das casas nestes locais foram construídas com material altamente inflamável.

«Em caso de incêndio de uma viatura transportando combustível, a tragédia será inevitável e a possibilidade desta acontecer é muito grande, pois os assaltantes pouco se importam com questões de segurança», afirmou.

Associado ao problema do roubo de combustível no Porto da Beira, o desvio de mercadorias por parte de condutores é apontado como outro problema, uma situação que já é conhecida pelas autoridades moçambicanas.

Além de o Governo ter criado uma comissão interministerial para fazer face aos roubos e aos desvios de bens, em coordenação com os operadores do Porto da Beira, de acordo com O País, as autoridades moçambicanas têm apostado em várias estratégias para combater os problemas, mas ainda não há resultados concretos.

Em dezembro de 2015, pelo menos 16 pessoas morreram na sequência de um incêndio durante uma tentativa de roubo de combustível no Porto da Matola, arredores de Maputo.

O fogo deflagrou durante uma operação de descarga de trigo numa plataforma da Silos e Terminal Granuleiro da Matola, ao mesmo tempo que os assaltantes recorriam a um sistema de transporte de combustível já desativado mas que ainda se encontrava ligado ao existente.

Mais recentemente, em novembro passado, mais de cem pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na explosão de um camião-cisterna na província de Tete, durante um roubo coletivo de combustível.
Lusa

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