QUARTA-FEIRA, 28-06-2017, ANO 18, N.º 6360
Gaza regista atrasos antes de Festival dos Jogos Desportivos Escolares
Moçambique A província de Gaza acolhe a partir de 14 de julho a 13ª Edição do Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares, sendo que muitas infraestruturas encontram-se ainda a beneficiar de obras de reabilitação. A governadora de Gaza, Stella Pinto Novo Zeca, tem estado a visitar os recintos desportivos que vão acolher os jogos bem como locais de hospedagem tendo constatado que algumas delas ainda se encontram em obras. A governante apelou aos empreiteiros contratados no sentido de respeitarem os prazos assinados de modo a não comprometer o arranque dos jogos apesar de reconhecer o trabalho árduo por parte dos trabalhadores. Os jogos escolares vão decorrer em Macia e Xai-Xai e Stella Novo Zeca, disse ter destacando alguns membros do seu executivo no sentido de fazerem acompanhamento diário dos trabalhos. O prazo para entrega das obras é final deste mês e os empreiteiros garantem respeitar os prazos destacando os campos de futebol do Ferroviário de Gaza, Clube de Gaza e Escola Secundaria Joaquim Chissano. O rinoceronte será o símbolo do 13º Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares.
Auditoria à dívida tem afirmações enganadoras e erradas
Moçambique A consultora financeira Palomar considera que o relatório da Kroll sobre a dívida oculta em Moçambique ´tem falhas, está incompleto, e contém uma série de afirmações enganadoras e erradas´, lamentando não ter colaborado no processo. «Apesar da oferta da Palomar para reunir com a Kroll, em nenhuma altura até à divulgação do relatório a Kroll pediu qualquer informação ou procurou colaboração da Palomar para perceber as transações em causa», lê-se numa nota da consultora enviada à Lusa. O resultado, acrescentam, é que ´o relatório tem falhas e está incompleto, e contém uma série de afirmações enganadoras e erros materiais´, nomeadamente no que diz respeito a esta consultora financeira e de gestão de ativos com forte presença em África. No comentário à divulgação, no sábado, do sumário executivo da auditoria apresentada pela consultora Kroll à Procuradoria-Geral da República de Moçambique, cuja publicitação era uma das condições defendidas pelos doadores e pelas instituições financeiras internacionais para voltarem a ajudar o país, o nono mais pobre do mundo. Na declaração enviada à Lusa, a Palomar exemplificou que a auditoria sugere que esta consultora ´aconselhou todos os empréstimos iniciais às três empresas moçambicanas, o que é simplesmente errado´. A Palomar ´não esteve envolvida no lançamento dos empréstimos da Proindicus em 2013 em qualquer formato, nem com o empréstimo da Ematum em 2013, e foi uma co-facilitadora não remunerada da MAM em maio de 2014´. O relatório, conclui a gestora de ativos financeiros, ´arrisca-se a escurecer as águas à volta de um assunto complexto e importante, o que é uma desilusão´. A auditoria às dívidas ocultas de Moçambique foi divulgada no sábado, mas deixou por esclarecer o destino dos dois mil milhões de dólares contraídos por três empresas estatais entre 2013 e 2014, disse a PGR no domingo. «Lacunas permanecem no entendimento sobre como exatamente os 2.000 milhões de dólares (1.780 milhões de euros) foram gastos, apesar dos esforços consideráveis» para esclarecer o assunto, refere a PGR em comunicado sobre a investigação da Kroll. Por outro lado, ´a auditoria constatou que o processo para a emissão de garantias pelo Estado parece ser inadequado, sobretudo no que respeita aos estudos de avaliação que devem ser conduzidos, antes da sua emissão´, acrescenta-se. As garantias foram passadas sob a presidência de Armando Guebuza, sem conhecimento do parlamento, nem dos parceiros internacionais - como o Fundo Monetário Internacional (FMI) - para suportar os empréstimos contraídos pelas empresas Ematum, Proindicus e MAM. O escândalo das dívidas ocultas rebentou em abril de 2016 - a dívida de 850 milhões de dólares (759 milhões de euros) da Ematum era conhecida, mas não os 622 milhões (556 milhões) da Proindicus e os 535 (478) da MAM - e atirou Moçambique para uma crise sem precedentes nas últimas décadas.
Transações móveis cresceram sete vezes de 2015 para 2016
Moçambique O número de transações financeiras através de telemóvel em Moçambique aumentou sete vezes no último ano, em comparação com 2015, de acordo com dados do banco central consultados pela Lusa. O Banco de Moçambique registou 21,3 milhões de transações através dos serviços financeiros móveis em 2015, número que saltou para 149,8 milhões no último ano, de acordo com um boletim estatístico publicado este mês. As transações registadas incluem operações de compra de moeda eletrónica (também designadas ´cash in´), levantamentos (´cash out´), transferências e pagamentos. Ainda de acordo com o mesmo boletim, este ano já existem cerca de 6,4 milhões de contas de transação eletrónica através de telemóveis, mais 14% que no final de 2016. Fernanda Massarongo, investigadora do Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE) de Moçambique, disse à Lusa que ´há uma certa adaptação e ganho de confiança em relação à tecnologia de operações financeiras móveis´. O cenário representa uma evolução no acesso ao serviço. «Em 2014, quando fizemos um estudo sobre finanças rurais e ligação financeira, notávamos que as pessoas tinham receio em relação a operações financeiras móveis», referiu. Também do lado da oferta, na altura, ´alguns dos bancos que hoje estão na frente do processo diziam que tinham outros focos´ e as próprias empresas de telecomunicações ´estavam timidamente envolvidas com os processos´. Nos últimos três anos, ´tem havido aumentos significativos tanto do lado da procura como da oferta e isso culmina com um maior número de operações´. «Hoje o processo de experimentação e consciencialização, bem como experiências de outros países, como o Quénia, têm influenciado a massificação do uso», acrescentou. A flexibilidade das finanças móveis são o seu principal trunfo, refere Fernanda Massarongo. «Algumas dessas vantagens são a facilidade de fazer uma série de pagamentos de serviços e transferências sem ter que se deslocar, reduzindo o chamado custo da sola do sapato e a própria inconveniência das enchentes». As finanças móveis também acabam por ser ´um meio de inclusão financeira, na medida e que é possível fazer transações com pessoas que não tem conta bancária´ tradicional. A investigadora alertou, no entanto, para a necessidade de precaver ´questões de segurança´. «São transações sensíveis», referiu, questionando «até que ponto há instrumentos legais e técnicos suficientemente atualizados para proteger os usuários de fraudes e ‘hackers`».
Mambas goleados pelo Zimbabué (4-0) na estreia na Taça Cosafa
Moçambique Estreia para nunca mais recordar da seleção moçambicana de futebol na Taça Cosafa, esta segunda feira, diante do Zimbabué, goleada, por 4-0, na primeira jornada do Grupo B. Os golos do Zimbabué foram marcados por Karuru (45+2 e 66 minutos), Mushure (78) e Majarira (90+3). Esta derrota (pesada) compromete a possibilidade dos Mambas transitarem para os quartos de final, pelo que nos próximos jogos, frente a Madagáscar e Ilhas Seychelles, a margem de erro é nula para os comandados de Abel Xavier. Apuram-se para os quartos de final os primeiros classificados de cada grupo – caso Moçambique siga em frente, defrontará nos quartos de final a Suazilândia, seleção que não entrou na fase de grupos, como a África do Sul, Zâmbia, Botswana, Namíbia e Lesotho. O grupo A é composto por Angola, Maurícias, Tanzânia e Malawi. Esta prova, que já vai na 16.ª edição, decorre na África do Sul e junta as seleções da zona austral do continente africano.
«O hóquei em Moçambique está a crescer a todos os níveis», assinala Bruno Pimentel
Moçambique Bruno Pimentel, um dos maiores hoquistas moçambicanos de todos os tempos, que recentemente dirigiu um curso de árbitros de nível básico, considera que a modalidade está a observar um crescimento a todos os níveis. «O hóquei em Moçambique, de algum tempo a esta parte, está a atingir níveis muito satisfatórios. Depois de um tempo em que as camadas de formação desapareceram (só os seniores é que jogavam), atualmente temos competições em todos os escalões. Portanto, conseguimos revitalizar a modalidade, criando bases para que tenha pernas para andar e continuar a desenvolver-se durante muitos anos. No final da semana passada, encerrou um curso, no qual foram formados 40 árbitros, e em breve será promovido uma formação para treinadores. A modalidade está a atravessar uma nova fase de reestruturação e a regressar aos tempos áureos a nível interno, visto que no panorama internacional a nossa seleção nunca deixou de passar uma boa imagem ao mundo», disse. Bruno Pimentel, que além de hoquista é treinador e árbitro, ao mesmo tempo que desempenha a função de vice-presidente para área de formação na Federação Moçambicana de Patinagem (FMP), reforçou que «a formação foi sempre a principal aposta da FMP» e que o recente curso de árbitros «mostra que a federação está a cumprir com as metas estabelecidas no manifesto eleitoral». O hoquista, recordista de internacionalizações pela seleção de Moçambique, defende que, agora, será preciso criar incentivos para os árbitros. «A associação de Maputo, em particular, deve articular formas de os manter a apitar ou a trabalhar em prol do hóquei, dando incentivos, como tem feito com os árbitros que estão no ativo. A verdade é que todos manifestaram o desejo de continuar ligados a modalidade. Vamos ver, o futuro dirá», frisou. Em jeito de conclusão, Bruno Pimentel afirmou que «os formandos assimilaram bem as matérias dadas e a próxima fase será dar uma credenciação a nível internacional, de modo a que um dia possam apitar jogos do Mundial do Grupo A».
Rogério Gonçalves estreia-se com empate (0-0) na receção do Ferroviário da Beira ao Maxaquene
Moçambique O português Rogério Gonçalves estreou-se esta segunda-feira – prolongamento do feriado por ocasião do Dia da Independência Nacional - como novo treinador do Ferroviário da Beira com um empate na receção ao Maxaquene, na conclusão da 18.ª jornada do campeonato moçambicano de futebol da 1.ª Divisão (Moçambola). Com o Chiveve sedento de vitórias no campeonato doméstico, o Ferroviário da Beira até desfrutou do maior quinhão de oportunidades, porém, o Maxaquene, com uma estrutura defensiva bem montada e que se desdobrava em contra-ataques venenosos, não permitiu que o campeão chegasse ao almejado triunfo, no regresso de Rogério Gonçalves ao futebol moçambicano, após ter comandado o Ferroviário de Nampula. Entretanto, considerando a derrota sofrida pelo Costa do Sol, no domingo, ante o Ferroviário de Maputo, a União Desportiva do Songo desperdiçou excelente chance de continuar destacada no comando. Com efeito, a formação treinada por Chiquinho Conde foi a Nampula empatar (0-0) com o Ferroviário local. Em queda livre continua a Liga Desportiva de Maputo, com sucessivas derrotas. Desta vez, no seu campo, na Matola, perdeu frente ao Clube do Chibuto por 0-2, atirando praticamente a toalha ao chão nas pretensões de conquistar ao título. Já o Chingale de Tete, do português Carlos Graça, continua… em estado de graça: recebeu e venceu a ENH de Vilankulo, por 2-0. Por fim, o lanterna vermelha Associação Desportiva de Macuácua ganhou em casa à Universidade Pedagógica do Niassa, por 1-0.
Resultados completos da 18.ª jornada: Ferroviário de Maputo-Costa do Sol 1-0 1.º de Maio de Quelimane-Ferroviário de Nacala 0-1 Desportivo de Nacala-Textáfrica do Chimoio 1-0 Liga Desportiva de Maputo-Clube do Chibuto 0-2 Ferroviário de Nampula-União Desportiva do Songo 0-0 Chingale de Tete-ENH de Vilankulo 2-0 Ferroviário da Beira-Maxaquene 0-0 Associação Desportiva de Macuácua-UP Niassa 1-0 Classificação: UD Songo, 36 pontos; Costa do Sol, 34; Ferroviário de Nacala, 31; Ferroviário de Maputo, 30; Desportivo de Nacala (menos um jogo) e Clube do Chibuto, 26; Liga Desportiva, 25; Ferroviário de Nampula, 23; ENH de Vilankulo, 22; Ferroviário da Beira (menos dois jogos), 21; Maxaquene e Chingale, 20; UP Niassa (menos um jogo), 1º de Maio de Quelimane e Textáfrica do Chimoio, 18; AD Macuácua, 15.
Rogério Gonçalves estreia-se esta tarde diante do Maxaquene
Moçambique O treinador português de futebol Rogério Gonçalves já foi apresentado como novo técnico da equipa principal do Ferroviário da Beira. Rogério Gonçalves iniciou as funções no comando técnico na passada sexta-feira, em substituição de Aleixo Fumo. O Ferroviário da Beira vai defrontar o Maxaquene esta segunda-feira, jogo referente à 18.ª jornada do Moçambola. Na primeira volta as duas equipas empataram a dois golos e agora Rogério Gonçalves tem a missão de devolver a alegria aos adeptos. O novo treinador dos «locomotivas» considera que a sua estreia é difícil tendo em conta que o Maxaquene é uma grande equipa e merece respeito. Para o técnico, todos os jogos são considerados difíceis independentemente da classificação das equipas, sendo que Rogério Gonçalves diz não faz magia, mas promete muito trabalho. O Ferroviário da Beira ocupa a 10.ª posição com 20 pontos e o Maxaquene está na 11.ª posição com 19 pontos.
Joaquim Chissano diz que auditoria às dívidas ocultas «ajuda a promover transparência»
Moçambique O antigo presidente moçambicano Joaquim Chissano afirmou hoje, em Maputo, que a auditoria às dívidas ocultas «vai ajudar a promover a transparência na gestão dos recursos públicos e a reconquistar a credibilidade internacional do país». «As recomendações do relatório da auditoria vão ajudar a melhorar o uso do nosso dinheiro e dos nossos recursos», disse Chissano, em declarações a jornalistas, na Praça dos Heróis, onde esteve presente nas celebrações do dia da independência nacional. Joaquim Chissano, que chefiou o Estado entre 1986 e 2005, assinalou que a divulgação do sumário do relatório da auditoria internacional independente à dívida pública de Moçambique também vai ajudar o país «a recuperar a confiança dos parceiros internacionais». Por seu turno, Armando Guebuza, sucessor de Joaquim Chissano e cujo Governo avalizou as chamadas dívidas ocultas, escusou-se a comentar o relatório, afirmando que ainda não leu o documento. A Procuradoria-Geral da República de Moçambique (PGR) divulgou, no sábado, o sumário do relatório da auditoria que a firma norte-americana Kroll realizou aos mais de dois milhões de dólares (1,7 mil milhões de dólares) que o Governo moçambicano avalizou entre 2013 e 2014, a favor de uma empresa de pesca de atum e de duas firmas ligadas à segurança marítima. Segundo a PGR, a auditoria às dívidas ocultas de Moçambique deixou por esclarecer o destino dos dois mil milhões de dólares contraídos por três empresas estatais entre 2013 e 2014. O escândalo das dívidas ocultas rebentou em abril de 2016 - a dívida de 850 milhões de dólares da Ematum era conhecida, mas não as de 622 milhões dólares da Proindicus e de 535 milhões de dólares da MAM - e atirou Moçambique para uma crise sem precedentes nas últimas décadas. Os parceiros internacionais suspenderam apoios, a moeda desvalorizou a pique e a inflação subiu até 25% em 2016 - o reatamento das ajudas internacionais ficou dependente da realização desta auditoria independente às dívidas. Entretanto, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou, no sábado, que vai enviar uma missão técnica a Maputo em julho, para avaliar a situação, tendo considerado que a auditoria às dívidas ocultas de Moçambique deixou pontos por esclarecer.
Costa do Sol de Nélson Santos volta a marcar passo no Moçambola
Moçambique Depois de na quarta-feira ter cedido um empate (1-1) na receção ao Ferroviário de Nampula, o Costa do Sol voltou a marcar passo na sua titânica luta com a União Desportiva do Songo pela liderança do campeonato moçambicano de futebol da 1.ª Divisão (Moçambola). Com efeito, este domingo, no Estádio da Machava e num dos desafios da 18.ª jornada, a formação treinada pelo português Nélson Santos foi derrotada (0-1) pelo Ferroviário de Maputo, facto que, em contraponto, fez ressuscitar as aspirações dos locomotivas da capital na busca pelo comando da prova. Neste momento, na tabela classificativa, a União Desportiva do Songo, com menos um jogo, lidera com um ponto a mais em relação ao Costa do Sol, podendo, desse modo, alargar a sua vantagem, caso vença, esta segunda-feira, em Nampula, o Ferroviário local. Nas outras partidas realizadas este domingo, e com o mesmo resultado de 1-0, Ferroviário e Desportivo, ambos de Nacala, que surpreendentemente estão no quinteto da frente, obtiveram vitórias. Os locomotivas ganharam em Quelimane ao 1.º de Maio local e Desportivo bateu, na Bela Vista, o Textáfrica do Chimoio.
Resultados da 18.ª jornada:
Domingo: Ferroviário de Maputo-Costa do Sol 1-0 1.º de Maio de Quelimane-Ferroviário de Nacala 0-1 Desportivo de Nacala-Textáfrica do Chimoio 1-0
Segunda-feira: Liga Desportiva de Maputo-Clube do Chibuto Ferroviário de Nampula-União Desportiva do Songo Chingale de Tete-ENH de Vilankulo Ferroviário da Beira-Maxaquene Associação Desportiva de Macuácua-UP Niassa
Nyusi afirma que economia do país «está a reerguer-se»
Moçambique O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou hoje em Maputo que a economia do país está a reerguer-se, assinalando que as perspetivas de investimento nacional e estrangeiro são agora animadoras. «Notamos com satisfação que a nossa economia está a reerguer-se. Depois de enfrentarmos, nos últimos dois anos, situações macroeconómicas desafiantes, podemos afirmar que a nossa economia está de volta ao caminho do crescimento», afirmou Filipe Nyusi numa declaração que leu aos jornalistas na Praça dos Heróis, em Maputo, por ocasião do dia da independência nacional. Na declaração, que não teve direito a perguntas, o chefe de Estado moçambicano frisou que o Produto Interno Bruto (PIB) vai atingir 5,5% este ano, face a 3,8% em 2016. A inflação, continuou, regista uma tendência decrescente, tendo alcançado 21,7% no primeiro trimestre contra 25,7% em todo o ano passado. «O metical tem vindo a melhorar, de 80 meticais o dólar em 2016, para os atuais 60 meticais o dólar», comparou o chefe de Estado moçambicano. Filipe Nyusi adiantou que as reservas internacionais líquidas de Moçambique totalizam cerca de dois mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros) e permitem suportar 5,4 meses de importações de bens essenciais, contra 1,8 mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros) para 3,6 meses de importações em 2016. «As nossas perspetivas macroeconómicas de investimento produtivo nacional e estrangeiro continuam fortes e firmes emitindo sinais bastante encorajadores», acrescentou Filipe Nyusi. A economia moçambicana registou no ano passado o crescimento mais baixo das últimas décadas, devido à combinação de fatores como a queda do preço das matérias-primas, redução do investimento direto estrangeiro, calamidades naturais, desvalorização da moeda e aumento exponencial da dívida pública. A espiral da dívida pública foi exacerbada pela descoberta de empréstimos secretamente avalizados pelo anterior Governo moçambicano, entre 2013 e 2014, superiores a dois mil milhões de dólares. A descoberta das chamadas dívidas ocultas, em abril do ano passado, levou as instituições financeiras e os principais doadores internacionais a suspenderem a ajuda ao país, agudizando a crise económica e financeira.
Nyusi anuncia retirada das Forças de Defesa e Segurança de zonas de confronto com Renamo
Moçambique O Presidente moçambicano anunciou este domingo a retirada, até ao final de segunda-feira, das Forças de Defesa e Segurança de nove posições que ocupavam no âmbito dos confrontos com o braço armado da Renamo, principal partido da oposição. «Como forma de continuar a manter um ambiente de confiança mútua entre as duas partes [Governo e Renamo], iremos, mais uma vez, instruir a retirada das Forças de Defesa e Segurança de mais posições até ao final do dia de amanhã [segunda-feira]», disse Filipe Nyusi, numa declaração à imprensa, na Praça dos Heróis em Maputo, por ocasião do dia da independência nacional. O chefe de Estado moçambicano adiantou que as Forças de Defesa e Segurança vão retirar-se de nove posições no centro do país, em que se tinham instalado no contexto dos confrontos que travaram com o braço armado da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) entre 2015 e finais de 2016. «Todas as ações [de implementação da trégua nos confrontos] são confirmadas pela equipa conjunta de monitoria e verificação», acrescentou Filipe Nyusi. Nyussi assinalou que as comissões do Governo e da Renamo encarregues de negociar as condições para um acordo de paz definitivo no país estão empenhadas na busca de soluções compatíveis com a realidade moçambicana e favoráveis ao investimento estrangeiro. «O diálogo com a Renamo continua através das comissões de descentralização e dos assuntos militares», sublinhou o chefe de Estado moçambicano. Filipe Nyusi adiantou que as duas partes estão a preparar propostas dos instrumentos legais relativos à descentralização administrativa, depois de ter sido acordada a trégua e a agenda entre os grupos de trabalho que negoceiam a paz definitiva. «A cultura de paz mantém-se como a premissa para a consolidação da nação moçambicana e garantia do seu desenvolvimento», salientou o chefe de Estado moçambicano. Moçambique assiste, desde o início de maio, a uma trégua por tempo indeterminado, na sequência de contactos entre o Presidente moçambicano e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama. Paralelamente à trégua em vigor, o Governo e a Renamo estão em negociações em torno da descentralização do Estado, despartidarização das Forças de Defesa e Segurança e desarmamento do braço militar do principal partido da oposição.

classificações

Moçambique - Moçambola
18. ª jornada
classificação
1° Maio Quelimane
01
Fer. Nacala
Liga Desportiva
02
Chibuto FC
Fer. Nampula
00
UD Songo
Fer. Maputo
10
Costa do Sol
Chingale Tete
20
ENH Vilankulo
Fer. Beira
00
Maxaquene
AD Macuácua
10
UP Lichinga
CD Nacala
10
Textáfrica
19. ª jornada
Textáfrica
-
1° Maio Quelimane
Fer. Nacala
-
Liga Desportiva
Chibuto FC
-
Fer. Nampula
UD Songo
-
Fer. Maputo
Costa do Sol
-
Chingale Tete
ENH Vilankulo
-
Fer. Beira
Maxaquene
-
AD Macuácua
UP Lichinga
-
CD Nacala
J
V
E
D
GM-GS
P
1
UD Songo
18
11
3
4
22-11
36
2
Costa do Sol
18
10
4
4
22-11
34
3
Fer. Nacala
18
9
4
5
14-11
31
4
Fer. Maputo
18
9
3
6
19-15
30
5
CD Nacala
17
6
8
3
13-8
26
6
Chibuto FC
18
7
5
6
18-18
26
7
Liga Desportiva
18
7
4
7
24-23
25
8
Fer. Nampula
18
4
11
3
15-12
23
9
ENH Vilankulo
18
5
7
6
20-21
22
10
Fer. Beira
16
5
6
5
21-17
21
11
Maxaquene
18
4
8
6
17-19
20
12
Chingale Tete
18
5
5
8
18-23
20
13
1° Maio Quelimane
18
4
6
8
17-22
18
14
UP Lichinga
17
5
3
9
9-15
18
15
Textáfrica
18
5
3
10
16-24
18
16
AD Macuácua
18
3
6
9
10-25
15