DOMINGO, 30-04-2017, ANO 18, N.º 6301
Costa do Sol de Nélson Santos vence (2-0) Maxaquene e cola-se aos primeiros
Moçambique O Costa do Sol venceu, na tarde deste sábado, o Maxaquene, por 2-0, no jogo da abertura da nona jornada do campeonato moçambicano da 1.ª Divisão (Moçambola). Com este triunfo, os canarinhos colaram-se, à condição, à Liga Desportiva de Maputo e União Desportiva do Songo no topo da tabela, todos com 16 pontos. Hilário e Kito, aos 26 e 73 minutos, respetivamente, marcaram os golos da equipa treinada pelo português Nélson Santos. A jornada completa-se este domingo, com os seguintes jogos: Liga Desportiva de Maputo-Chingale de Tete; União Desportiva do Songo-Universidade Pedagógica de Lichinga; Ferroviário de Nampula-Ferroviário de Maputo; 1.º de Maio de Quelimane-Ferroviário da Beira; Ferroviário de Nacala-Associação Desportiva de Macuácua; Textáfrica de Chimoio-ENH de Vilankulo e Chibuto FC-Desportivo de Nacala.
Abel Xavier leva crianças de rua ao cinema e a jantar
Moçambique Abel Xavier, selecionador dos Mambas, tornou o sonho de 7 crianças da rua em realidade ao levá-las ao cinema a ver o filme «Velocidade Furiosa 8», que vai fazendo muito sucesso nas salas de cinema. O treinador português contou ter sido abordado por uma criança na rua que, ao contrário de muitas outras sem meios de subsistência que pedem uma moeda para comprar pão, pediu encarecidamente que o levasse ao cinema. Foi aí que Abel Xavier decidiu mostrar o seu lado solidário, levando consigo não só o tal rapaz, mas outros 6 que com ele estavam. O gesto filantrópico de Abel Xavier não se ficou pelo cinema, já que a seguir levou-as a jantar num restaurante dos mais badalados da cidade de Maputo. A verdade é que as crianças tiveram um dia de sonho, enquanto Abel Xavier mereceu rasgados elogios de todos que através das fotos publicadas nas redes sociais ficaram a saber que o ex-jogador da seleção portuguesa, Benfica, Liverpool entre outros clubes, tinha tido um gesto daqueles que quase já não se vê nos tempos que correm.
Militares retiram-se na Gorongosa e cresce esperança na paz duradoura
Moçambique As Forças de Defesa e Segurança moçambicanas «começaram a sair da Gorongosa» e os militares que restam «andam sem arma», disseram hoje habitantes do centro de Moçambique, à agência Lusa. Aos olhos da população, andar sem armas é sinal «de que já não há perigo». A desmobilização é a face visível dos avanços nas negociações de paz entre o Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo). O Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou na quinta-feira que deu ordem de retirada das posições que os militares ainda ocupavam na região. Já os tinha mandado sair de outros postos e agora chegou a altura de abandonar um último reduto junto do que classificou ter sido «a principal base da Renamo» durante as hostilidades. O anúncio foi feito perante oficiais das Forças Armadas moçambicanas e da Renamo, reunidos numa sala do Palácio da Presidência, em Maputo, e todos Nyusi foi cumprimentar, de igual para igual, antes de sair. «Não deve haver desconfianças entre moçambicanos», rematou, ao explicar que os homens ali reunidos iam começar a trabalhar juntos em dois centros de controlo e vigilância das condições de paz, no centro e sul do país. A confiança constrói-se depois dos confrontos de 2016: Forças de Defesa e Segurança moçambicanas e o braço armado da Renamo trocaram fogo no centro e norte do país depois da recusa do maior partido da oposição em aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, exigindo governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio. Foi o retorno da violência armada ao país, que ficou igualmente marcada por assassínios políticos de membros da Frelimo e da Renamo e por ataques a alvos civis como autocarros, comboios de mercadorias, entre outros - vitimando um número desconhecido de pessoas, afundando a economia do centro do país e provocando uma crise de refugiados. Quem teve esta guerra à porta, acalenta agora esperança no futuro ao ver a saída dos militares, como disse um comerciante local à agência Lusa. «Não há a avalanche de carros como foi aquando da entrada, mas o número de tropas diminui significativamente desde a trégua», iniciada em dezembro e desde então prolongada pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama. Os poucos militares «que ainda estão por aqui, circulam sem armas, como se estivessem avisando que já não há perigo», acrescentou. Fonte militar confirmou que as forças governamentais «estão a sair daqueles pontos em que controlavam acessos e movimentos na serra [da Gorongosa]». Agora até é possível contar quantos homens fardados estão em cada sítio. Numa primeira posição «só ficaram alguns homens da guarda-fronteira e da UIR [Unidade de Intervenção Rápida]. Em Mussicazi ficaram dois e no cruzamento para Casa Banana também ficaram muito poucos e não andam com armas», relatou um residente que hoje passou por aquelas posições militares junto à N1, a principal estrada de Moçambique. Próximo de Nhamapadza, os homens também se contam pelos dedos das mãos, pelo que «as coisas estão muito tranquilas», referiu. Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama têm feito declarações públicas em que se mostram confiantes num anúncio de paz efetiva após o período de tréguas declarado pelo líder da Renamo e que termina na quinta-feira, 4 de maio. Além do pacote de descentralização e da cessação dos confrontos, a agenda do processo negocial integra a despartidarização das Forças de Defesa e Segurança e o desarmamento do braço armado da oposição e sua reintegração na vida civil.
Cornelder tem nova comissão executiva depois de acidente aéreo
Moçambique Na sequência do acidente aéreo que vitimou quatro membros da Direção da Cornelder de Moçambique, o Conselho de Administração e Conselho Fiscal da empresa deliberou a criação de uma Comissão Executiva de Gestão, liderada por um Diretor Executivo, integrando um Diretor Executivo-Adjunto e quatro Diretores de área. Em comunicado a empresa anuncia a nova estrutura de gestão composta por Jan de Vries, Director Executivo, Anselmo Guila, Diretor de Operações; Leonel Muchanga, Diretor de Finanças e Contabilidade, Elsa Muzambue, Diretora de Recursos Humanos e Miguel de Jenga, Diretor Comercial. Jan de Vries é quadro sénior da Cornelder de Moçambique deste Outubro 2009, tendo coordenado vários projetos de desenvolvimento portuário e ocupado diversos cargos de gestão, sendo de destacar o de Diretor Comercial da empresa, nos últimos dois anos.
Festival Tropical Zouk junta vedetas na Matola
Moçambique A cidade da Matola será até sábado uma autêntica passarele de vedetas da música dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa a juntar a banda das Antilhas, os Kassav, que irão actuar na 6ª edição do Festival Tropical Zouk 2017. O acontecimento, que já é uma marca a nível dos maiores espectáculos de música africana, centrado no estilo zouk-kizomba, volta a juntar num só palco, algumas das melhores vozes africanas dos países africanos de língua portuguesa. A banda da Guiné-Bissau, Tabanka Djaz, o cabo-verdiano, Nelson Freitas, os angolanos Yola Semedo, Edmazia, Irmãos Verdade, o grupo revelação de São Tomé e Príncipe, os Calema, e ainda o maior agrupamento mundial da música zouk, os Kassav, são algumas das actuações que irão abrilhantar a noite de hoje e de amanhã na cidadela da Matola. Os cantores da casa (moçambicanos) também prometem levar a multidão a loucura. Júlia Duarte, Humberto Luís, os Irmãos Maricoa, são apenas alguns que subirão ao palco. Na conferência de imprensa do lançamento do mega evento, o presidente do Conselho Municipal da Matola, Calisto Cossa, garantiu estar tudo preparado para que o Festival de Zouk decorrera num ambiente de paz, harmonioso e de segurança. É a primeira vez que a cidade da Matola acolhe o Festival Tropical Zouk, sendo que as outras cinco edições foram realizadas na cidade capital do país.
Têxtil de Pùngué com participação no campeonato nacional em risco
Moçambique A equipa do Têxtil de Pùngué queixa-se de falta de dinheiro para participar no campeonato nacional de futebol da Divisão de Honra, que começa sábado nas três regiões do país. A direção da equipa fabril reconhece ter manifestado interesse em participar na prova ao contar com alguns apoios financeiros de empresários e estruturais governamentais e municipais, mas que até à data pouco dinheiro chegou. O maior constrangimento está no transporte e alojamento estimado em pouco mais de nove milhões de meticais, cerca de 600 mil euros. Aliás a direção diz que até ao momento não conseguiu metade deste valor para arrancar o campeonato. Tendo em conta que a equipa está fora da primeira jornada dado o número impar das equipas da região centro, a direção continuara a tentar obter os valores necessários para viabilizar a sua participação no campeonato.
Sábado de Clássico no campo do Costa do Sol
Moçambola A 9ª jornada do Moçambola abre este sábado com o clássico entre o Costa do Sol e o Maxaquene, uma partida que sempre é alvo de particular interesse por parte de milhares de adeptos do desporto rei. O campo do Costa do Sol, palco do encontro, deve por isso, registar casa cheia com as claques de ambas as colectividades a fazerem-se presentes em massa. Este desafio ganha uma dose de maior interesse, visto que canarinhos e tricolores chegam a esta ronda colados na 4ª posição, com 13 pontos e o mesmo número de golos marcados e sofridos (8-5). Para além da rivalidade de mais de 40 anos, as duas equipas vêem neste embate uma oportunidade para atacarem o 1º lugar, mas para tal precisam que o líder, a Liga Desportiva de Maputo (16 pontos), Un(16) e o Ferroviário de Maputo (14), não vençam. Com várias equipas posicionadas nose lugares cimeiros e separadas por 1, 2 ou 3 pontos, é prevesivel que haja mudança de líder. A Liga, a comandar, recebe o Chingale, e é das equipas do topo a que teoricamente tem a tarefa menos difícil. Já a União Desportiva do Songo joga em casa com a Universidade Pedagógica de Lichinga, até agora a equipa sensação do campeonato, enquanto o Ferroviário de Maputo joga no campo do seu homónimo de Nampula. O Ferroviário da Beira, actual detentor do título, tem uma saída complicada à cidade de Quelimane, ondfrontará o 1º de Maio, sendo que precisar pontuar para deixar a modesta 8ª posição que ocupa com 12 pontos. Noutros jogos, o Ferroviário de Nacala bate-se com o último classificado, Associação Desportiva de Macuácua, o Textáfrica de Chimoio joga com a ENH de Vilankulo, enquanto o Chibuto de Danielela será anfitrião na partida diante do Desportivo de Nacala.
Mortes nas estradas diminuem em 2016 mas total ainda é «elevado»
Moçambique O número de mortes em acidentes rodoviários em Moçambique diminuiu em 2016, mas o valor ainda é «elevado», considera um relatório da Procuradoria-Geral da República (PGR) hoje consultado pela Lusa. «O nosso país continua a registar índices elevados de sinistralidade rodoviária, causando mortes e destruição de bens», refere a informação anual da PGR moçambicana relativa às atividades de 2016, que revela dados do Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (INTT). No último ano, 1379 pessoas morreram nas estradas de Moçambique, menos 13% que as 1592 registadas no ano 2015 - sendo que já nesse ano o número tinha caído 24% em relação a 2014. O número total de acidentes de viação em 2016 também diminuiu: houve uma redução de 22,3% em relação a 2015 (de 2511 acidentes para 1951). Ainda assim, são números considerados «elevados», sublinha a PGR, que analisou a sinistralidade no âmbito dos «homicídios e ofensas corporais involuntárias» que constam do relatório anual das atividades daquele órgão. «No universo dos acidentes, destacaram-se os atropelamentos, com 952 casos registados», refere o documento. O excesso de velocidade e a prática de manobras perigosas estão entre as principais causas de sinistralidade, tal como noutras partes do mundo. No entanto, a lista inclui ainda riscos associados a diversas situações características do quotidiano do país. O comércio informal praticado na berma das estradas também propícia acidentes, assim como o «deficiente estado técnico dos veículos» e o «aumento do parque automóvel, sem o acompanhamento infraestrutural adequado», refere o relatório.
Morreu ex-árbitro Asselam Khan
Moçambique Asselam Khan, ex-árbitro internacional de futsal, que actualmente desempenhava a função de instrutor FIFA, faleceu na noite de ontem, vítima de doença. Sabe-se que Asselam Khan não gozava de boa saúde nos últimos meses e por isso estava sob cuidados médicos na Índia. Foi numa das unidades hospitalares daquele país asiático que o melhor árbitro moçambicano de futsal de todos os tempos viria a falecer. Como árbitro teve um percurso invejável, tendo marcado presença nos grandes palcos mundiais, sendo de destacar a presença no Mundial de futsal, Brasil-2008. As suas boas exibições levaram-no a ser eleito no mesmo ano o melhor árbitro africano. Após pôr fim à carreira de árbitro, foi indicado para exercer o cargo de instrutor FIFA. A última vez que esteve presente numa grande competição, como instrutor FIFA, foi em Abril do ano passado na Taça das Nações Africanas de Futsal, uma prova de boa memória para todos os moçambicanos, visto que Moçambique apurou-se pela primeira vez para o Mundial realizado na Colômbia em Setembro último. Além de ser um homem do apito e instrutor FIFA, Asselam Khan era um homem que gostava de passar toda a sua experiência e passar ensinamentos sobre as regras do jogo não só do futsal, bem como no futebol de 11. Durante muitos anos tinha um espaço seu no maior jornal desportivo do país, o Desafio, e foi comentador dos programas desportivo da STV, um dos mais prestigiados canais de televisão de Moçambique, onde passava informações preciosas para o crescimento da arbitragem.
Maioria dos autos contra estrangeiros deve-se a perda do cartão de residente
Moçambique A maioria dos autos abertos em Moçambique contra cidadãos de outros países, desde o início do ano, está relacionada com a perda do Documento de Identificação de Residente Estrangeiro (DIRE), anunciaram hoje as autoridades. Desde o início do ano foram abertos 602 autos a cidadãos estrangeiros, segundo dados divulgados hoje pelo Serviço Nacional de Migração (Senami) de Moçambique. Quem perde o cartão ou o torna inutilizável não fica «necessariamente em situação ilegal», na medida em que o respetivo processo estará instruído, mas trata-se de uma situação que as autoridades querem evitar, referiu Cira Fernandes, porta-voz do Senami. «Se for comprovado que a perda do DIRE resultou de uma ação negligente por parte do seu titular, efetuamos a cobrança do dobro do valor necessário» à emissão, como medida dissuasora, acrescentou. O valor normal varia entre 14.000 a 22.000 meticais (200 a 314 euros). O número de casos em que se detetam residentes sem cartão tem subido. A título de exemplo, na última semana registou-se o dobro dos casos registados no mesmo período de 2016, concluiu Cira Fernandes.
Governo e Renamo vão criar centros de monitorização da paz
Moçambique O Governo de Moçambique e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) vão criar dois centros conjuntos de verificação e controlo da pacificação do país, anunciou hoje o Presidente da República, Filipe Nyusi. «Vamos criar grupos conjuntos de verificação e controlo para funcionarem até as coisas se estabilizarem», referiu o chefe de Estado numa declaração aberta aos jornalistas na Presidência da República, em Maputo. Nyusi falava à margem de um encontro do grupo de trabalho para assuntos militares, que junta Governo e Renamo, no âmbito do diálogo político em curso. A declaração deixa antever a efetivação das tréguas em vigor desde dezembro entre os dois lados e cujo último prolongamento vai até 4 de maio. O próprio Filipe Nyusi referiu que não será necessário estar de olho no calendário para ver quando chega o dia - nem os centros hoje anunciados fariam sentido se fosse por tão pouco tempo. O anúncio dos dois núcleos de monitorização foi feito com várias referências ao diálogo com Afonso Dhlakama, líder da Renamo, e à construção da paz efetiva, sem «desconfianças» entre moçambicanos. Um centro vai funcionar em Maputo com quatro pessoas: dois elementos da Renamo e outros dois do Governo. Outro vai ficar instalado na Gorongosa, região de maior movimentação da Resistência Nacional Moçambicana, com oito pessoas: quatro da Renamo e outras tantas do Governo. Dirigindo-se aos elementos que vão estar nestes postos, Filipe Nyusi referiu que vão ter que «estar atentos a toda a hora e intervir», se for caso disso, para «dar sinal de que não deve haver confusão». Seja como for, o desenho detalhado de como as estruturas vão funcionar vai ainda ser feito. O grupo de trabalho para assuntos militares, criado no âmbito do diálogo político, vai elaborar os termos de referência para o funcionamento destes núcleos de monitorização. A criação deste tipo de centros de observação constou de anteriores acordos de paz. Em 1992 chegaram a funcionar sob alçada das Nações Unidas, no âmbito do Acordo Geral de Paz de Moçambique, mas no Acordo de Cessação das Hostilidades Militares de 2014, apesar de estarem previstos, não foram operacionalizados.

classificações

Moçambique - Moçambola
8. ª jornada
classificação
Fer. Nampula
10
Textáfrica
Fer. Maputo
01
Liga Desportiva
Chingale Tete
22
1° Maio Quelimane
Fer. Beira
20
Fer. Nacala
AD Macuácua
00
Chibuto FC
CD Nacala
10
UD Songo
UP Lichinga
10
Costa do Sol
Maxaquene
10
ENH Vilankulo
9. ª jornada
Fer. Nampula
-
Fer. Maputo
Liga Desportiva
-
Chingale Tete
1° Maio Quelimane
-
Fer. Beira
Fer. Nacala
-
AD Macuácua
Chibuto FC
-
CD Nacala
UD Songo
-
UP Lichinga
Costa do Sol
-
Maxaquene
Textáfrica
-
ENH Vilankulo
J
V
E
D
GM-GS
P
1
Liga Desportiva
8
5
1
2
13-8
16
2
UD Songo
8
5
1
2
8-3
16
3
Fer. Maputo
8
4
2
2
9-6
14
4
Costa do Sol
8
4
1
3
8-5
13
5
Maxaquene
8
3
4
1
8-5
13
6
UP Lichinga
8
4
1
3
8-7
13
7
Fer. Nampula
8
3
3
2
10-6
12
8
Fer. Beira
8
3
3
2
12-9
12
9
Chibuto FC
8
3
3
2
8-7
12
10
ENH Vilankulo
8
2
4
2
7-7
10
11
Textáfrica
8
3
1
4
6-11
10
12
CD Nacala
8
2
3
3
4-6
9
13
Fer. Nacala
8
2
2
4
3-7
8
14
1° Maio Quelimane
8
1
4
3
9-12
7
15
Chingale Tete
8
1
1
6
3-9
4
16
AD Macuácua
8
0
4
4
3-11
4