SEGUNDA-FEIRA, 27-02-2017, ANO 18, N.º 6239
SHM de Vilankulo conquista Supertaça de Inhambane
Moçambique A SHM de Vilankulo conquistou a Supertaça de Inhambane em futebol, ao vencer a ENH da mesma cidade, por 5-4, nos penalties. No final do tempo regulamentar e do prolongamento registava-se um empate a 2 golos. O resultado acabou por ser surpreendente, visto que a ENH , formação que milita no Moçambola, partia como favorita frente a um adversário da segunda divisão. Este jogo marcou a estreia de João Chissano no comando técnico da ENH. Refira-se que parte da receita da venda dos bilhetes será canalizada para as vítimas do ciclone Dineo que afectou a zona sul do país, em particular a província de Inhambane.
Milhares de pessoas regressam a casa confiantes no fim do conflito
Moçambique Milhares de moradores de várias aldeias, que ficaram desertas na sequência do conflito político-militar entre o Governo moçambicano e a Renamo, começaram a regressar às origens em Manica, centro do país, dando crédito no fim das hostilidades. «Já não há mais guerra, então regressei com a minha família, porque aqui conseguia fazer negócios (venda de maçaroca para viajantes) para o nosso sustento», disse à Lusa Elisa Roque, uma moradora de Nhamatema, no distrito de Báruè, largamente afetada pelo conflito, enquanto acena para viaturas com uma bacia cheia de maçaroca cozida e assada. Nos arredores da aldeia – onde foi feito o ataque da comitiva do Governo e foi forçada a evacuação sob suspeitas de serem apoiantes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) - também começaram a reabrir tradicionais estações de venda de mel e carvão vegetal. Várias aldeias, sobretudo no distrito de Mossurize (sul) e Báruè, a norte de Manica, ficaram completamente abandonadas, devido aos confrontos entre as forças governamentais e o braço armado da Renamo. Contudo, desde o anúncio da trégua de 60 dias, decretada pelo líder da Renamo em janeiro, a população tem ponderado o regresso às suas habitações, tendo alguns iniciado a limpeza dos escombros das casas destruídas por fogo posto dos beligerantes. «Tínhamos fugido para Catandica, para casa de um familiar, e só estávamos à espera de tudo acabar para regressar, muitos continuam a vir para cá, porque já não há guerra», disse à Lusa Estevão Ndinda, um morador de Honde (Báruè), o epicentro da retomada em 2016 do conflito militar entre as partes, e severamente fustigada pela situação. Ndinda lembrou que fugiu de casa numa madrugada do inverno passado sem roupas no corpo. Em Chiuala, o centro dos ataques atribuídos pela Polícia a homens armados da Renamo junto à N7, a estrada que liga Manica a Tete, e desta aos países africanos do interior, uma aldeia ocupada pelas forças governamentais para aquartelamento voltou a receber os moradores que reativaram o comércio. «Primeiro começámos a vender mangas, mesmo com as escoltas de carros, mas agora a situação melhorou ainda e muitos já estão a voltar para casa, porque já não há guerra», precisou um comerciante local, sustentando que os militares que tinham ocupado a aldeia retiraram-se desde o anúncio da trégua, tendo ficado apenas um grupo de vigilância. Nesta aldeia, onde foi registado um maior número de ataques na N7, ainda se pode ver a presença de militares estatais fardados, mas muitos de chinelos e sem arma entre as casas. O período da trégua de 60 dias decretado pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, em janeiro, para dar espaço às negociações de paz entre o Governo e o seu partido, termina a 4 de março. Apesar de ainda não serem conhecidos avanços concretos, foram anunciados este mês pelas partes grupos de trabalho para preparar a nova fase do diálogo para os assuntos militares e da descentralização. Em entrevista à Lusa recentemente, Afonso Dhlakama manifestou esperança de ver encontrada uma solução para a equação da paz antes do fim do prazo da trégua, apesar das denúncias de violações. O centro e o norte de Moçambique estavam a ser assolados há mais de um ano pela violência militar, na sequência da recusa da Renamo em aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, exigindo governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio.
Morreu Manuel António, ex-ministro do Interior de Moçambique
Moçambique Morreu na madrugada de ontem, na cidade da Beira, o ex-ministro do Interior, Manuel José António Mucananda, ou simplesmente Manuel António, nome pelo qual era tratado. Manuel António, segundo fontes familiares, morreu vítima de doença prolongada no Hospital Central da Beira, para onde foi transportado depois de se sentir mal. Um dos filhos disse que uma das causas da morte pode ter sido uma paragem cardíaca, tendo em conta que o pai era hipertenso. Coronel na reserva, ex-ministro de Interior, Manuel António foi também governador da província de Manica e um dos combatentes da Luta de Libertação Nacional. O funeral deverá realizar-se próxima semana, no distrito de Bùzi, na localidade de Nova Sofala.
Federação internacional de Ténis oferece material desportivo
Moçambique Com objetivo de contribuir para a prática do ténis no país, a Federação Internacional de Ténis (FIT) ofereceu diversos materiais, avaliados em pouco mais de 300 mil meticais a congénere moçambicana. As províncias de Inhambane e Gaza serão as primeiras a beneficiarem deste lote de material composto por raquetes, bolas e redes, só para citar alguns exemplos. Aliás este material foi enviado pela FIT numa parceria com o Fundo de Desenvolvimento Grand Slam. Para a FMT, «este material vai contribuir bastante para a massificação da modalidade no país, particularmente na área de formação e vai ainda estimular a prática do ténis nas escolas e bairros».
Federação apela aos clubes para inscreverem os seus jogadores dentro dos prazos
Moçambique As inscrições dos jogadores quer profissionais ou amadores dentro das normas estabelecidas pela FIFA terminam próximo dia 26 de fevereiro (domingo) e a Federação Moçambicana de Futebol (FMF), apela aos clubes a tudo fazerem para cumprirem com os prazos estipulados. Este apelo da FMF surge em virtude de maior parte dos clubes não terem até ao momento feito as inscrições dos seus atletas, o que pode complicar com a sua situação junto da FIFA. Por outro lado, a FMF diz que este apelo para além de tentar cumprir com as orientações FIFA visa também acelerar a emissão de cartões de jogadores em tempo útil de modo a facilitar no arranque de algumas provas oficiais da presente época. O organismo que gere o futebol moçambicano chama atenção que caso os clubes não façam a inscrição dos seus atletas até a data marcada os mesmos só poderão ser inscritos entre os meses de maio e junho. «Neste momento decorre a primeira fase das inscrições, sendo que a segunda só terá lugar entre 16 de maio e 14 de junho, e todos aqueles jogadores que não serem inscritos agora não poderão jogar, pois não terão os chamados cartões provisórios» diz a FMF. Já em comunicado enviado aos clubes a FMF diz que ate ao passado dia 9 do mês em curso apenas dois clubes já tinham a situação dos atletas regularizada, nomeadamente União Desportiva de Songo e Ferroviário da Beira, lançando mais uma uma vez apelo aos clubes para acelerarem com as inscrições.
Embaixador em Angola nomeado também para São Tomé e Príncipe
Moçambique O Presidente Filipe Nyusi nomeou esta quinta-feira o embaixador moçambicano em Angola, Santos Álvaro, para o mesmo cargo em São Tomé e Príncipe, passando a acumular as duas funções, informou hoje um comunicado da Presidência enviado à Lusa. Santos Álvaro é embaixador de Moçambique em Angola desde 2015, tendo substituído Domingos Estevão Fernandes. O novo embaixador de São Tomé e Príncipe foi diretor para a Integração Regional e Continental no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, antes de entrar na carreira diplomática.
Ferroviário da Beira já se treina sob luz artificial
Moçambola O Ferroviário da Beira realizou na noite de ontem o seu primeiro treino sob luz artificial no seu campo. A primeira impressão é que será preciso melhorar a intensidade da luz. A instalação de postes de iluminação no campo dos campeões moçambicanos de futebol é uma parte das obras de benificiação que decorreram ao longo dos últimos 3 meses. A relva foi melhorada, as bancadas pintadas e os balneários dos jogadores, árbitros e público, completamente renovados.
Desportivo pontifica entre os clubes da Divisão de Honra
Moçambique O histórico Desportivo de Maputo pontifica entre as formações que este ano vão disputar o Campeonato Nacional de Futebol da Divisão de Honra, que decorrerá entre os dias 15 de Abril e 22 de Outubro. Despromovidos do Moçambola, facto que sucede pela segunda vez em menos de cinco anos, os alvi-negros colocam-se como os principais favoritos à conquista da prova pela Zona Sul, no entanto, enfrentarão a forte concorrência de outros conjuntos que também aspiram o regresso à maior competição futebolística nacional, casos do Estrela Vermelha, do Matchedje e do Incomáti, qualquer deles com uma passagem digna pelo Moçambola. Aliás, neste quarteto que se digladiará pelo primeiro lugar no Sul encontram-se dois clubes que figuram na lista dos campeões nacionais, designadamente Desportivo e Matchedje, sobre os quais em nenhum momento se pensou que podiam descer de divisão. O sorteio do Campeonato da Divisão de Honra das Zonas Sul e Norte, segundo deu a conhecer a Federação Moçambicana de Futebol, será realizado no dia 2 de Março, na sua sede. As equipas participantes na competição já se encontram inscritas. Pela Zona Sul, são o Desportivo, Matchedje, Estrela Vermelha, Águias Especiais e Vulcano Clube de Futebol, da Cidade de Maputo; Incomáti Escola de Formação de Sargentos de Boane e Ntumbuluku Futebol Clube, da Província de Maputo; Associação Desportiva de Chókwè e Ferroviário de Xai-Xai, de Gaza; Palmeiras de Homoíne e SHM de Vilankulo, de Inhambane. Em relação à Zona Norte, estarão no campeonato Ferroviário, Liga Desportiva de Pemba e Desportivo de Mueda, da Província de Cabo Delgado; Ferroviário de Lichinga, Liga Desportiva de Cuamba e Águias Especiais, de Niassa; Angoche Clube de Desportos e Sporting, de Nampula. O Campeonato Nacional de Futebol da Divisão de Honra é disputado no sistema clássico de todos contra todos, apurando-se o primeiro classificado para o Moçambola. Os últimos campeões são a Associação Desportiva de Macuácua, de Gaza, e a Universidade Pedagógica do Niassa. No que diz respeito à Zona Centro, ainda não foi definido o figurino da respectiva prova, estando dependente da cessação total das hostilidades militares na região. No ano transacto, realizaram-se primeiro os campeonatos nas quatro províncias, Zambézia, Tete, Manica e Sofala, para depois se disputar a Poule de Apuramento, ganha pelo Textáfrica do Chimoio.
Macome convoca 16 jogadores para seleção de básquete
Moçambique O técnico principal da seleção moçambicana de basquetebol sénior masculina, Milagra Macome, convocou 16 jogadores , que a partir da próxima semana iniciarão a preparação para as eliminatórias de qualificação para o Afrobasket-2017. Nota na convocatória para a ausência de Fernando Mandlate (Nandinho) que durante muitos anos foi capitão da seleção e de Samora Mucavele. Eis a convocatória: Custódio Muchate, Pio Matos Jr., Augusto Matos, Amarildo Matos, Ermelindo Novela, Orlando Novela, Edson Monjane, Manuel Uamusse, Bagio Chimonzo, Octávio Magoliço, David Canivete Jr., Ismael Nurmamad Inércio Carlos, Dércio David Mula, Helton Ubisse e Hugo Martins.
Governo italiano quer ajudar na descentralização
Moçambique O Governo italiano manifestou hoje disponibilidade para apoiar Moçambique na descentralização política e administrativa, assinalando que esse processo é importante para a manutenção da paz no país africano. Em declarações aos jornalistas, após ser recebido pelo primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, o embaixador de Itália em Moçambique, Marco Contecelli, afirmou que o seu país acolhe neste momento uma visita de deputados da Assembleia da República de Moçambique para uma troca de experiências sobre o processo de descentralização em Itália. «Neste momento, há uma delegação de deputados do parlamento moçambicano, que efetua uma visita a Itália para trocar experiências sobre o tema da descentralização», declarou Contecelli. A aposta na descentralização, prosseguiu o diplomata, é um passo importante para a promoção e manutenção da paz em Moçambique. «Isto também é um aspeto fundamental sobre o processo de paz e queremos confirmar a nossa disponibilidade de apoiar», afirmou o embaixador italiano em Maputo. O aprofundamento da descentralização do país é um dos principais pontos das negociações entre o Governo moçambicano e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição. A exigência da Renamo de criação de províncias autónomas nas regiões onde reivindica vitórias nas eleições gerais de 2014 foi uma das causas do conflito militar que afetou o país durante o ano passado e que foi interrompido no âmbito das tréguas declaradas pelas duas partes no final do ano passado. Além de apoiar o processo de descentralização, o embaixador italiano em Maputo expressou a vontade do seu país de intensificar a cooperação com Moçambique no domínio económico, comercial e da ajuda ao desenvolvimento. «Itália é um dos principais investidores em Moçambique. Estamos comprometidos no âmbito económico, não somente no gás e energia, como também na agricultura, turismo e infraestruturas. Sobre estes temas, queremos consolidar o nosso compromisso», acrescentou Marco Conticelli. A italiana ENI lidera um consórcio que vai produzir gás natural numa das maiores concessões deste recurso em Moçambique, localizada na bacia do Rovuma, norte do país.
Ivo Gonçalves treina Têxtil do Pùngué
Moçambola Ivo Gonçalves é o novo treinador da equipa principal de futebol do Têxtil de Pùngué da cidade da Beira, que este ano vai disputar o campeonato nacional da Divisão de Honra ao nível da zona Centro de Moçambique, envolvendo as províncias de Sofala, Tete, Manica e Zambézia. O principal objetivo da equipa, de acordo com a direção dos fabris, é de regressar ao campeonato nacional da 1ª divisão (Moçambola) do próximo ano e o novo treinador disse ter aceitado este desafio com maior naturalidade e ciente das dificuldades que vai encontrar por frente. O plantel da equipa treinada por Ivo Gonçalves será constituído por 26 jogadores e Ivo espera que a equipa tenha rodagem suficiente para encarar os jogos com maior responsabilidade. «Neste momento a preocupação é ter um 11 base ainda temos muito tempo. Alias temos jogadores experientes que já passaram por equipas que militam no Moçambola que este ano vão ajudar o Têxtil a regressar ao principal campeonato», disse Ivo. Já o vice–presidente do clube para alta competição disse ao nosso jornal que para este ano o único objetivo é devolver a equipa ao nacional da 1ª divisão, estando neste momento a serem criadas todas as condições necessárias para que tudo aconteça. Jordão Tomo falou de alguns atletas contratados este ano como o caso de Dondo, Buramo (Ex Ferroviário de Namula), Mpoga (Ex Ferroviário da Beira) entre outros.