TERÇA-FEIRA, 30-05-2017, ANO 18, N.º 6331
Parlamento condena `desmando´ das forças de segurança na manifestação de sábado
Guiné-Bissau A Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau condenou hoje, em comunicado, o `inqualificável desmando´ das forças de segurança durante a manifestação de sábado, que terminou em confrontos entre polícias e manifestantes. «A Assembleia Nacional Popular leva a público o seu mais veemente e enérgico repúdio e condenação por mais este inqualificável desmando das forças de autoridades, o que demonstra uma clara deriva ditatorial do atual regime suportado pelo Presidente da República (José Mário Vaz)», refere o comunicado. Os confrontos registados sábado durante uma manifestação do Movimento dos Cidadãos Inconformados da Guiné-Bissau provocaram dezenas de feridos, entre os quais sete polícias. No comunicado, o parlamento guineense sublinha que os `autores daqueles bárbaros atentados contra o direito e a dignidade´ dos cidadãos vão, `uma vez restabelecida a normalidade política e institucional´, ser `devidamente investigados e culpados trazidos à justiça´.
Governo empenhado em receber mais turistas portugueses para visitar país
Guiné-Bissau O Governo da Guiné-Bissau quer mais portugueses a visitar o país e lançou, recentemente, junto de várias agências de viagens portuguesas, cinco pacotes de férias para promover o destino em Portugal. A estratégia visa desenvolver o turismo guineense, principalmente o ecoturismo no arquipélago dos Bijagós, um conjunto 88 ilhas, classificadas pela UNESCO, desde 1996, como reserva da biosfera. «Entendemos que era mais fácil começar por Portugal, porque falamos a mesma língua, e existe um enorme filão de portugueses que conhecem a Guiné-Bissau, ao contrário de outro qualquer país da Europa. Passaram mais de 200 mil militares portuguesas na Guiné e que representam um milhão de potenciais turistas», afirmou à agência Lusa o ministro do Turismo, Fernando Vaz. Segundo o governante, como Portugal é membro da União Europeia, «facilmente» o nome da Guiné-Bissau como destino turístico de excelência poderá chegar a outros países europeus, «apesar de atualmente já aterrarem em Bissau turistas provenientes de França, Alemanha e Itália». A promoção do turismo da Guiné-Bissau pelas autoridades fez com que, segundo Fernando Vaz, a imprensa portuguesa começasse a abordar o país numa perspetiva positiva, «sem ser pelos golpes de Estado e instabilidade política». Para Fernando Vaz, «a Guiné-Bissau é um dos países mais seguros do mundo». E explicou porquê. «Não há quase policiamento noturno, não há criminalidade, não há raptos, assassínios e violações. Vê-se frequentemente as jovens a sair da discoteca à noite a ir para casa a pé», sublinhou. Depois, em jeito de conclusão, acrescentou: - O turismo ainda é bastante incipiente na Guiné-Bissau. Os nossos aeroportos movimentam cerca de pouco mais de 80 mil passageiros por ano, entre os quais 42 mil são turistas. Isto traduz o nível de incipiência do nosso turismo
Registados confrontos com a polícia em protesto dos Inconformados
Guiné-Bissau Confrontos foram hoje registados durante uma manifestação do Movimento Jovens Inconformados da Guiné-Bissau, depois de a polícia reagir às provocações de manifestantes que insistiam em chegar à Praça dos Heróis Nacionais, onde está situada a Presidência da Republica. Durante a manifestação, a polícia tentou impedir a passagem dos jovens para aquela praça, mas os participantes no protesto continuaram a tentar avançar para a zona da presidência, o que levou a polícia de intervenção rápida e a Guarda Nacional a disparar gás lacrimogéneo e a usar a força física. No local encontravam-se também presentes muitas crianças. O protesto do Movimento de Cidadãos Inconformados com a crise política na Guiné-Bissau foi inicialmente proibido, mas acabou por ser autorizado pela polícia. Os Inconformados exigem a renúncia do Presidente, José Mário Vaz, que acusam de ser o principal responsável pela crise no país. O movimento, constituído essencialmente por associações de jovens e mulheres, tem promovido manifestações de rua para exigir ao chefe do Estado guineense que abandone o poder.
ONG alerta para riscos do turismo para o arquipélago dos Bijagós
Guiné-Bissau O diretor-executivo da organização não-governamental guineense Tiniguena, Miguel Barros, disse hoje que tornar o turismo no arquipélago dos Bijagós numa vantagem para a promoção do país é um `grande risco´. «A questão de tornar o turismo na Guiné-Bissau, em particular o arquipélago dos Bijagós, como uma vantagem de promoção do país constitui um grande risco, porque não estão acautelados todos os elementos que permitam uma maior valorização do espaço, mas também conservação daquilo que existe no sentido de proteger as comunidades que lá estão e a economia nacional», afirmou o sociólogo guineense. Para Miguel Barros, a promoção do turismo na Guiné-Bissau começou ser feita de forma invertida. «Nós começamos a fazer o turismo de fora para dentro e não numa perspetiva de estruturar o setor», explicou, salientando que ainda não foi feito o quadro legal, faltam infraestruturas, nem foram definidas as oportunidades e rotas de investimento. Segundo o sociólogo, também não foi definido como é que a economia nacional e a do turismo se vão estruturar ´dentro da lógica de produção económica´, incluindo criação de emprego. «Isso não foi feito e atualmente, daquilo que é a receita do turismo, o Estado da Guiné-Bissau só beneficia de 6%», sublinhou. Outra preocupação do sociólogo, é o que facto de o turismo estar a ser projetado só para o estrangeiro, que é `entendido como quem tem capacidade financeira para comprar os serviços turísticos e isso é muito mau´. «É muito mau porque não favorece a lógica da apropriação dos espaços dos recursos de turismo, não favorece o conhecimento e a valorização daquilo que é o potencial turístico e nem cria uma fileira com estrutura, atores com competências, que permita trabalhar em toda a cadeia», explicou. No arquipélago dos Bijagós, segundo Miguel Barros, a `situação é ainda mais complexa´. «A forma como o turismo é projetado dá-nos pistas para aquilo que são os riscos de desapropriação das pessoas dos seus espaços e de recursos estratégicos para a sua sobrevivência», disse. É que, referiu, o perfil do atual operador turístico na Guiné-Bissau `não respeita a lei da terra" e os funcionários locais não têm seguro e contrato de trabalho e servem "postos de menor dimensão´, como por exemplo, segurança, ajudante de cozinha, ajudante de piroga. «No arquipélago dos Bijagós visitamos as 24 iniciativas de turismo existentes e na sua larga maioria são quase todas estrangeiras e isso vem mostrar a fragilidade que existe de inexistência de um setor privado capaz, competente, comprometido com a economia do turismo», disse.
Guineenses ultimam em Bissau preparativos para início do Ramadão
Guiné-Bissau O movimento no mercado do Bandim, principal centro de compras em Bissau, capital da Guiné-Bissau, é maior nos dias que antecedem o início do Ramadão, com os guineenses a ultimarem os preparativos para um mês de abstinência. O Ramadão, um dos cinco pilares em que assenta a religião muçulmana, deverá começar hoje ou sábado na Guiné-Bissau, porque depende da Lua, astro pelo qual se orienta o calendário dos muçulmanos. Em declarações à agência Lusa, Umaro Djaló, funcionário da Câmara Municipal de Bissau, disse que não costuma ir ao mercado de Bandim (principal centro de compras do país), mas por estes dias é o próprio que se preocupa em adquirir comida para o Ramadão. Djaló já comprou arroz, óleo alimentar, faltando apenas dinheiro para ir comprar carne e peixe para os dias do Ramadão. «Nos dias do Ramadão a família tem de comer boa comida», enfatizou Umaro Djaló, lembrando ser responsabilidade de "um bom chefe da família" dar boa alimentação aos seus, sobretudo em dias do Ramadão. Umaro Djaló disse estar `feliz e contente´ com a chegada do Ramadão que é `um grande acontecimento`, por permitir `uma maior demonstração da fé entre os muçulmanos´. Durante o Ramadão, os muçulmanos não podem, entre as 05:00 e as 19:00, comer, beber, fumar ou ter relações sexuais, podendo alimentar-se apenas depois de o sol desaparecer. Na Guiné-Bissau, país onde 45% da população é muçulmana, depois do por do sol os guineenses comem ‘muni` - uma sopa doce à base de milho-, bebem chás de ervas domésticas, nomeadamente ‘djambakatan` ou ‘kankeliba`, e comem arroz com carne ou peixe. Pão, mangas, maçãs e tâmaras são outros alimentos ingeridos durante a noite. O profeta Maomé, líder do Islão quebrava o Ramadão com tâmaras. Durante os dias do Ramadão, é frequente constatar uma inusitada enchente nas mesquitas guineenses uma vez que os que observam aabstinência estão também obrigados a rezar mais e a ler o Corão, livro litúrgico dos muçulmanos. Mesmo os muçulmanos pouco praticantes comparecem nas mesquitas e deixam de lado as práticas não recomendadas pelo Islão, como o consumo de bebidas alcoólicas. As mulheres muçulmanas mudam as suas vestimentas, passando a usar indumentárias mais recatadas (sem decotes), deixando de lado as calças. Os jovens também fazem uma vida mais serena e não frequentam durante o período do Ramadão discotecas nem participam em atividades lúdicas. O Ramadão também influencia a presença dos funcionários públicos nos locais de trabalho, já que, muitos, por ficarem até altas horas nas mesquitas ou na leitura do Corão, dormem durante o dia, e outros tiram férias.
Encontro da União de Exportadores da CPLP pela primeira vez no país
Guiné-Bissau Cerca de 50 empresários da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Espanha, França e Bélgica estão na Guiné-Bissau para analisar as oportunidades de negócios no país no âmbito do primeiro encontro da União de Exportadores da CPLP. Os empresários, dos setores mais variados, incluindo energia, agricultura, formação, construção e pescas, vão debater entre hoje e quinta-feira as oportunidades de negócios do país juntamente com os empresários locais. «A Guiné-Bissau é um país cheio de oportunidades de negócios. É um país com uma economia virgem, com recursos, com potencial turístico, tem um potencial na agricultura tremendo, a própria indústria transformadora não existe e a nível de prestação de serviços também há algumas deficiências e depois está numa sub-região bastante rica», afirmou Mário Costa, presidente da União de Exportadores da CPLP. Segundo Mário Costa, o objetivo do encontro é as empresas `virem ajudar a capacitar os empresários´ guineenses e exportar partir da Guiné-Bissau para mercados como o Senegal. «Temos o Senegal aqui ao lado, com uma taxa de crescimento de 6,7%, com estabilidade política e um ambiente de negócios fenomenal e onde também existem muitas oportunidades. É mais fácil fazer negócios com o Senegal a partir da Guiné-Bissau, que é o país vizinho, onde as condições aduaneiras são muito melhores» do que a partir de Portugal ou do Brasil, explicou. Paralelamente ao encontro da União de Exportadores da CPLP, está a decorrer uma pequena feira de promoção de produtos guineenses organizada pela organização não-governamental Cabaz di Terra com o projeto «Mulheres», financiado pela União Europeia. O projeto tem como principal objetivo promover a `economia solidária´, que produz sem destruir ou explorar o meio ambiente e valorizar a economia e produção local.
Parceria da União Europeia e UNICEF de apoio à saúde salva vidas
Guiné-Bissau Um programa de saúde, que arrancou em 2014, financiado maioritariamente pela União Europeia e assente em agentes de saúde comunitária, está a salvar vidas na Guiné-Bissau ao incutir nas populações hábitos tão simples como lavar as mãos. O projeto, que deverá ser renovado ainda este ano por Bruxelas, conta com um financiamento de 10 milhões de euros, 80% dos quais garantidos pela União Europeia e 20% pelos parceiros associados, nomeadamente o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF), Instituto Marquês Vale-Flor e Entrance Medical International, organizações não governamentais portuguesa e francesa, respetivamente. Assente na formação de agentes de saúde comunitária, a parceria beneficia diretamente 159.000 crianças menores de cinco anos, 205.763 mulheres com idades compreendidas entre os 14 e 49 anos e mais de 45 mil mulheres grávidas. Os agentes de saúde comunitária `salvam muitas vidas e desejamos que continuem a salvar muitas mais´, afirmou Cláudia Carracha, chefe da missão da AMI na Guiné-Bissau, que está a executar o programa no sul do país, na região de Quinara. Segundo Cláudia Carracha, naquela região guineense o programa de saúde comunitária é ´fundamental para a sobrevivência e qualidade de vida das populações´. «Efetivamente, os agentes de saúde comunitária permitem chegar às populações e transmitir informações tão simples e básicas como lavar as mãos, ou como evitar a diarreia numa criança menor de cinco anos», explicou. Cada aldeia escolhe o seu agente de saúde, que depois é formado e passa a controlar o estado de saúde de cada um dos habitantes da `tabanca´ (aldeia), mas também a ensinar as pessoas a executar simples regras de higiene e a melhorar a sua alimentação. Além do controlo da saúde, os agentes são também responsáveis pela referenciação de grávidas e pelo plano nacional de vacinas nas crianças. Na região sul, segundo Cláudia Carracha, os `resultados têm sido bastante positivos´. Houve um aumento de `consultas pré-natais, pós-natais, de partos assistidos em ambiente hospitalar e de centro de saúde, e de saneamento básico´, afirmou. A região de Quinara tem vários enfermeiros, mas apenas dois médicos, um dos quais assume a direção regional de saúde.
Comunidade senegalesa em Bissau contra visita do presidente Macky Sall
Guiné-Bissau Os representantes da coligação de forças políticas senegalesas na Guiné-Bissau que querem o afastamento do presidente Macky Sall do poder, avisaram hoje que estão contra a visita do líder do seu país a Bissau. Em carta entregue ao embaixador do Senegal na Guiné-Bissau, a coligação que reagrupa vários partidos senegaleses opositores ao regime de Macky Sall avisou que «ele não é bem-vindo». Segundo Mamadu Diop, coordenador da coligação, a visita de Macky Sall, ainda sem data marcada, apenas servirá para o líder senegalês «tratar dos assuntos do seu partido e dos seus interesses pessoais». Diop afirmou também que uma eventual visita do chefe de Estado à Guiné-Bissau «só poderá colocar em causa» a estadia dos senegaleses «num país onde vivem e trabalham sem problemas». Esta posição é coincidente com a do Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados com a crise politica na Guiné-Bissau que já se manifestaram publicamente contra a visita de Macky Sall. O movimento, constituído essencialmente por jovens, entregou uma carta aberta ao embaixador do Senegal, a informar que a visita é «indesejada». A 2 de julho, os senegaleses vão realizar eleições legislativas e a coligação de partidos de oposição senegalesa na Guiné-Bissau exige que haja um recenseamento de raiz de todos os cidadãos do Senegal. Uma importante comunidade senegalesa vive e trabalha na Guiné-Bissau, sobretudo no ramo do comércio.
Organização de proteção de biodiversidade alerta para desaparecimento de leões e elefantes
Guiné-Bissau O diretor do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP) da Guiné-Bissau, Alfredo da Silva, alertou hoje para o desaparecimento de leões, elefantes e búfalos nas florestas do país e pediu ao Governo para tomar medidas. O responsável culpou a ação do Homem, nomeadamente a caça furtiva, mas, sobretudo, o abate de árvores de grande porte como sendo o principal motivo para o desaparecimento daqueles animais. Em declarações à Lusa, no âmbito da semana da biodiversidade para assinalar o Dia Internacional da Biodiversidade, Alfredo da Silva sublinhou que se não forem tomadas medidas a Guiné-Bissau poderá deixar de ter leões, elefantes e búfalos. Para preservar «espécies animais emblemáticas e residentes», o IBAP criou recentemente um «corredor ecológico» que vai das florestas de Dolumbi até Boé, passando por Tchetche (entre o leste e o sul do país), onde se pensa terem existido no passado búfalos, leopardos, elefantes, leões e chimpanzés, observou Alfredo da Silva. De todas estas espécies, os chimpanzés são os únicos que ainda existem, «com toda certeza», nas florestas da zona, declarou o diretor do IBAP. Segundo Alfredo da Silva, foram detetados recentemente na zona dois leões, filmados por pesquisadores do IBAP, e um grupo de búfalos, nas florestas de Cantanhez, que estariam a regressar às matas guineenses depois de terem fugido para as florestas da Guiné-Conacri. Alfredo da Silva pediu as autoridades para que reforcem medidas de controlo da «grande fauna» para permitir que os animais regressem ao seu habitat de forma natural, salientando que a Guiné-Bissau pode «ganhar muito dinheiro» se preservar a sua floresta. Em relação às aves, a Guiné-Bissau está livre de ameaças por ser local de descanso e de procura de alimentos de milhares desses animais que todos os anos migram do hemisfério norte para fugir do inverno, notou o diretor do IBAP. Todos os anos a Guiné-Bissau recebe mais de um milhão de aves, sendo o segundo país no mundo em termos de avifauna, a seguir à Mauritânia, explicou Alfredo da Silva, que enaltece o facto por ser um «indicador da boa saúde da ecologia», porque aqueles animais não frequentam ambientes poluídos.
Comité de Sanções da ONU com visita marcada para junho
Guiné-Bissau Uma delegação do Comité de Sanções da ONU visita a Guiné-Bissau em junho para se inteirar da situação política e dos direitos humanos no país, informaram hoje à Lusa fontes do Governo guineense e da ONU. A visita decorrerá entre os dias 12 a 15 de junho. Segundo as fontes conactadas pela Lusa, a delegação deverá encontrar-se com «as mais altas autoridades» guineenses, líderes políticos e elementos da sociedade civil e no final da missão irá produzir recomendações ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. A missão deveria visitar Bissau em julho mas «dados aos últimos desenvolvimentos» relativamente à crise política, decidiu antecipar a viagem para junho, indicou fonte da ONU. A deslocação do Comité de Sanções das Nações Unidas à Guiné-Bissau acontecerá dias depois do fim do prazo dado aos atores políticos guineenses pela Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) para acabar com o impasse político que há dura há cerca de dois anos. O ultimato da CEDEAO termina a 25 de maio e se até lá não for aplicado o Acordo de Conacri, um documento patrocinado pela organização sub-regional, serão aplicadas sanções contra os que impedirem a sua execução. A ONU, através de uma resolução voltada pelo Conselho de Segurança no passado dia 11, também apoia a aplicação do Acordo de Conacri, tendo instado de forma direta o Presidente guineense, José Mário Vaz, a respeitar o acordo. No essencial, o Acordo de Conacri, prevê a nomeação de um novo Governo na base de consenso de todos os partidos representados no Parlamento e cujo primeiro-ministro será uma figura também apoiado por todos. O líder guineense, José Mário Vaz, já disse que não irá demitir o atual primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, figura que afirma ser da sua confiança.