SEXTA-FEIRA, 24-03-2017, ANO 18, N.º 6264
UNITA acusa João Lourenço de «mesquinhez política» por declarações em Moçambique
Angola A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) acusou hoje o ministro da Defesa e candidato do MPLA às eleições gerais de agosto de «mesquinhez política», depois de João Lourenço se ter referido à oposição como «malandros». O maior partido da oposição angolana reagia em comunicado às declarações proferidas por João Lourenço durante uma visita oficial a Moçambique, no domingo, ao falar da oposição nos dois países africanos de língua portuguesa. Em Maputo, referiu-se à tentativa para derrubar os governos partidos libertadores do regime colonial em Angola e em Moçambique. «Os malandros estão unidos, quer os de dentro, quer os de fora e andam todos os dias a pensar na forma como derrubar a Frelimo e na forma de derrubar o MLPA», disse, citado na imprensa local. «João Manuel Gonçalves Lourenço foi infeliz, revelou a sua mesquinhez política, bem como o seu espírito arruaceiro, ao pronunciar-se nos termos em que o fez. Ainda bem que assim tenha sido, pois mostrou que não está à altura de dirigir os destinos de Angola e dos angolanos», acusa a UNITA. João Lourenço, que é também vice-presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), encabeça a lista proposta pelo partido no poder desde 1975 às eleições gerais previstas para agosto e após as declarações em Moçambique foi criticado no parlamento pela oposição local. «A UNITA reconhece e agradece a pronta e pontual reação dos parlamentares moçambicanos, que repudiaram as insinuações do MPLA, considerando-as perniciosas aos esforços e processos de paz e reconciliação em curso tanto em Angola como em Moçambique, recordando que nem o MPLA é Angola, nem a Frelimo é Moçambique», refere ainda o comunicado do partido liderado por Isaías Samakuva.
Abel Xavier: «Contra Angola queremos provar que estamos a crescer»
Angola O selecionador dos Mambas, Abel Xavier, afirmou que o jogo com Angola será importante para medir o nível de crescimento, sobretudo em termos dos processos de jogo. «Para lá da rivalidade que existe entre os dois países, nós queremos continuar a crescer. É um jogo que os jogadores quererão continuar a afirmarem-se. Vejo que começam a ganhar uma postura corajosa que os faz encararem os jogos sempre com objectivo de ganharem, quer em casa, quer fora",disse, acrescentado que será fundamental para os jogadores terem contacto com os Palancas, já que em julho poderão defrontar esta seleção nas eliminatórias para o CAN-Interno. Abel Xavier mostrou-se confiante para o embate com os Palancas Negras. «Os indicadores deixados contra a África do Sul, último jogo amigável que fizemos, foram muito bons e dá-nos confiança para este jogo», comentou. Falando em particular sobre Angola, avaliou como um adversário de grande quilate. «Nós sabemos que Angola está também num processo de transição técnica. É um país que marcou presença em vários CAN e até já esteve num Mundial. Tem um campeonato muito competitivo. Portanto estamos a falar de uma seleção bem cotada», rematou. Moçambique joga sábado com Angola no estádio do Zimpeto.
Preço do dólar no mercado de rua em Luanda cai para 340 kwanzas
Angola O preço para comprar uma nota de dólar norte-americano nas ruas de Luanda sofreu nova queda na última semana, renovando mínimos do ano, nos 340 kwanzas (1,90 euros). Esta descida, novamente de cerca de cinco por cento face à semana anterior, foi constatada pela Lusa hoje, na habitual ronda semanal pelas ruas de Luanda, e acentua a tendência de quebra da cotação de moeda estrangeira no mercado informal desde os primeiros dias do ano. Este novo mínimo contrasta com o pico de 500 kwanzas (2,85 euros) por cada dólar dos primeiros dias de janeiro, no mercado de rua, enquanto continuam as limitações no acesso a divisas nos bancos, inclusive nas contas em moeda estrangeira, tornando a venda paralela, para muitos nacionais e estrangeiros, a única forma de aceder a dólares ou euros em Angola. Os empresários que necessitam de importar matéria-prima estão agora obrigados a dirigir uma carta ao Ministério da Indústria para solicitarem divisas nos bancos, enquanto os não residentes cambiais já não podem levantar moeda estrangeira nas próprias contas, por determinação do banco central. Na ronda feita hoje pela Lusa, as ´kinguilas´ de Luanda, como são conhecidas as mulheres que se dedicam à compra e venda de divisas, atividade ilegal, explicam a consecutiva quebra da cotação do mercado informal com a falta de kwanzas suficientes para realizar as trocas, valorizando dessa forma a moeda nacional. A venda de cada dólar está hoje fixa nos 340 kwanzas no bairro do São Paulo (370 na semana anterior) e nos 350 kwanzas no bairro dos Mártires de Kifangondo (365 kwanzas). Na Mutamba, a nota de dólar norte-americano é transacionada a 340 kwanzas (380 kwanzas), o mesmo preço do praticado pelas ´kinguilas´ do Maculusso (380 kwanzas). Face à falta de dólares nos bancos, as taxas de rua já estiveram próximas dos 600 kwanzas por cada dólar em agosto e julho, depois de máximos de 630 kwanzas em junho. A Lusa noticiou este mês que Angola tinha em circulação, em janeiro, notas e moedas no valor de 447.718 milhões de kwanzas (2.500 milhões de euros), uma quebra de 10% no espaço de um mês que também justifica a valorização da moeda nacional no mercado paralelo. De acordo com dados do Banco Nacional de Angola (BNA) a que a Lusa teve acesso, sobre a Base Monetária Ampla do país, entre dezembro e janeiro deixaram de estar em circulação (física) no país 48.661 milhões de kwanzas (mais de 275 milhões de euros). Em Luanda desde quarta-feira, para contactos prévios com as autoridades angolanas no âmbito das consultas anuais, o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para Angola, Ricardo Velloso, admitiu que a retirada de circulação de moeda nacional é uma medida positiva, pelas repercussões no corte nas taxas de câmbio no mercado paralelo, que permanecem em mais do dobro do valor oficial. «É uma medida muito importante, que ajuda no controlo da inflação e ajuda a reduzir o diferencial entre a taxa de câmbio do mercado de rua e a taxa oficial», destacou o chefe da missão do FMI, questionado pela Lusa. Angola vive desde finais de 2014 uma profunda crise financeira e económica decorrente da quebra para metade nas receitas com a exportação de petróleo, tendo desvalorizado o kwanza, face ao dólar, em 23,4% em 2015 e mais 18,4% ainda no primeiro semestre de 2016. A taxa de câmbio oficial cifra-se atualmente em cerca de 166 kwanzas (95 cêntimos de euro) por cada dólar, quando antes do início da crise das receitas do petróleo, ainda em 2014, era de 100 kwanzas.
Investigadores definem perfil genético de estirpes da tuberculose em Luanda
Angola Investigadores portugueses definiram o perfil genético das estirpes da bactéria da tuberculose em circulação em Luanda, Angola, o que vai permitir o controlo das formas multirresistentes da infeção aos antibióticos. «Este estudo constituirá uma base de trabalho para a monitorização e controlo da tuberculose multirresistente em Angola», referiu, num texto enviado à Lusa, Nuno Taveira, um dos investigadores da faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Segundo o investigador, o estudo «caracteriza pela primeira vez o perfil genético das estirpes de ‘Mycobacterium tuberculosis’ em circulação em Luanda, a capital de Angola, bem como o perfil de suscetibilidade das bactérias aos antibióticos». No estudo participaram 100 doentes diagnosticados com tuberculose do Hospital da Divina Providência em Luanda. «Das 89 bactérias isoladas destes doentes quatro (4,5%, uma taxa considerada moderada) tinham um perfil de resistência múltipla (MDR-TB) ou seja resistência a pelo menos dois dos mais importantes fármacos utilizados no tratamento de primeira linha da tuberculose (isoniazida e rifampicina)», refere o estudo. O estudo sublinha que nos doentes infetados com aquele tipo de bactéria a «taxa de sucesso terapêutico é baixa (menos de 50%)» e a «taxa de mortalidade é bastante elevada (cerca de 20%)». «Através de métodos moleculares foi ainda possível identificar os principais clones de ‘Mycobacterium tuberculosis’ em circulação em Luanda bem como a sua dispersão geográfica e dinâmica de transmissão, gerando-se desta forma um conhecimento bastante profundo sobre a epidemiologia da tuberculose em Luanda». O artigo sobre aquele estudo foi publicado este mês na revista Scientific Reports (Grupo Nature).
Noite de chuva em Luanda provocou pelo menos 11 mortos
Angola Onze mortos, com idades entre os dois e os 70 anos, é o novo balanço provisório das fortes chuvas que caíram entre o final da tarde de terça-feira e a madrugada de quarta-feira em Luanda, anunciou fonte dos bombeiros. De acordo com o Serviço Provincial de Proteção Civil e Bombeiros de Luanda, a chuva provocou a inundação de 5.773 residências e o desabamento de outras 13, deixando pelo menos 344 famílias desalojadas. As chuvas inundaram ainda duas escolas, sete centros de saúde e uma igreja, sobretudo nos municípios do Cazenga, Cacuaco e Viana, arredores de Luanda. As 11 vítimas mortais - mais cinco do que o balanço feito ao final da tarde de quarta-feira - registadas até ao momento pelos bombeiros aconteceram na sequência do desabamento de casas e por terem sido levadas pela correnteza das águas, além da queda de um poste de transporte de eletricidade de alta tensão. De acordo com os bombeiros, um raio atingiu a subestação da SONEF, que abastece energia elétrica aos distritos urbanos do Cazenga, Hoji Ya Henda e Kima Kieza, o que provocou um incêndio na casa das máquinas da subestação e paralisou o seu funcionamento. Para tentar minimizar os estragos das chuvas, estão a ser realizados trabalhos de sucção das águas, a abertura de valetas, e assistência aos sinistrados pelas comissões municipais. No entanto, as autoridades alertam para a iminência do enchimento e transbordo de várias bacias de retenção de águas das chuvas, bem como o alagamento da maior parte de ruas secundárias e terciárias da periferia de Luanda, dificultando, pelo segundo dia consecutivo, a movimentação de pessoas e viaturas. A época das chuvas em Angola começou em agosto e prolonga-se até maio, mas desde o início do ano que praticamente não chovia em Luanda.
Estados Unidos estão a cortar na compra de petróleo a Angola
Angola Os Estados Unidos estão a reduzir as compras de petróleo angolano desde janeiro e em três semanas nem sequer foram feitas aquisições, indicam dados da unidade de estatística (EIA) do Departamento de Energia norte-americano, reunidos hoje pela Lusa. Nos primeiros cinco meses de 2016, os Estados Unidos compraram a Angola cerca de 173.000 barris de crude por dia, que foi então o melhor registo desde 2013, equivalente a mais de 10% da produção angolana da altura, que era de cerca de 1,7 milhões de barris diários. Segundo os dados da EIA, o pico das compras norte-americanas em 2017 foi logo na primeira semana do ano, com uma média de 142.000 barris por dia, seguindo-se semanas de quedas, logo na seguinte com 22.000 barris por dia. No mês de fevereiro foram feitas vendas apenas numa semana, então com uma média de 119.000 por dia. Em 11 semanas já contabilizadas em 2017 pelo Departamento de Energia, a média de compras de petróleo bruto a Angola rondou apenas os 56.000 barris por dia, equivalente a pouco mais de 3% da produção diária angolana (que desceu este ano para cerca de 1,6 milhões de barris por dia). A Nigéria, que concorre com a Angola como principal fornecedor africano de petróleo aos Estados Unidos, garantiu neste mesmo período vendas médias equivalentes a 266.000 barris de crude por dia. Cerca de 50% do petróleo angolano é comprado pela China, logo seguida pela Índia, que tem vindo a reforçar as compras de crude a Angola.
´Crónicas do Bar dos Canalhas`, livro solidário apresentado no Porto
Cultura Chama-se Crónicas do Bar dos Canalhas e reúne histórias, perfumadas com aromas de vários locais, do Brasil à Índia, contadas por autores diversos e escolhidos por Eduardo Águaboa, o mentor da obra e já um autor renomado no universo da Lusofonia. Depois de ter sido lançada em Lisboa na última sexta-feira, numa lotada Casa do Alentejo, cerimónia que contou com as presenças do Embaixador de Angola para a CPLP, Luís d`Almeida, e do Adido Cultural da Embaixada de Angola em Portugal, Luandino Carvalho, a obra vai ser apresentada esta sexta-feira, às 21 horas, nas instalações da Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC), em Valbom, Gondomar, instituição para a qual revertem, na íntegra, os direitos dos autores. A alocução estará a cargo de Miguel Vieira Duque, conservador da Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro. Tal como em Lisboa, onde Paulo Flores, figura maior da música angolana, e Pedro Valdágua, um dos coautores e homem também de harmonias, abrilhantaram a cerimónia com as suas melodias, também no Porto haverá um momento musical, desta vez a cargo da appSound, que integra membros e colaboradores da APPC. O autor, que recusa recolher quaisquer louros, diz-nos o que esperar. «Em Lisboa foi um sucesso! Uma sala repleta de gente bonita, amigos, grandes canalhas! Infelizmente, tive mais elogios do que aqueles que merecia. O mérito é de todos os canalhas que escreveram as crónicas. Mostraram que os canalhas podem ser boas pessoas e partilhar mensagens muito positivas. Por isso, todos, numa prova de enorme grandeza, cederam os seus direitos à APPC, que desempenha um trabalho notável. Acredito que vai ser um momento memorável e que deixará marca indelével na cidade do Porto», exulta Eduardo Águaboa a A BOLA, ele que conta já no currículo com mais de uma dezena de livros, num dos quais, a 2. edição do Taras de Luanda, contou com a colaboração de Pepetela. A cariz solidário desta obra foi redimensionado num impulso particular de Guilherme Mampuya, nome grande da pintura de Angola, que criou propositadamente uma tela para apadrinhar o livro, exposta em Lisboa e já vendida. Uma parte desse valor serviu para a aquisição de 15 exemplares do Crónicas do Bar dos Canalhas pelo Atelier Guilherme Mampuya e metade reverterá para ajudar uma biblioteca de um colégio de Luanda. A vida a partir de um bar No Crónicas do Bar dos Canalhas são-nos contadas histórias de gente comum que têm um bar como ponto de encontro ou como ponto de partida. «No bar dos canalhas, numa mesa ou num banco, há sempre alguém que toca a nossa vida ou pode vir a tocá-la», escreve Águaboa no seu introito. Chegar até aqui não foi fácil. O caminho teve escolhos que, porém, não abalaram a vontade férrea de Eduardo Águaboa. Bateu a várias portas até encontrar uma editora que com ele estivesse em sintonia. E foi a Colibri, «imediatamente rendida à ideia», que trouxe à estampa esta diversidade de sensibilidades, de olhares sobre a essência da vida e sobre as relações humanas, narrada ora de uma forma elegante, ora ousada, ora com um irresistível sentido de humor, ora de uma forma mais crua e sem travão nas palavras, dando largas ao devaneio. Para ler ou, se preferir, beber. O livro, refira-se, será igualmente editado no Brasil pela Drago e apresentado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que este ano se realiza entre 31 de agosto e 10 de setembro.
João Lourenço reconhece «relações frias» entre Angola e Portugal
Angola O vice-presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e candidato a sucessor de José Eduardo dos Santos na Presidência da República, falava em Maputo, questionado pela imprensa angolana à margem de uma visita a Moçambique. Sobre as relações com Portugal, após a constituição como arguido do vice-presidente da República, Manuel Vicente, por corrupção ativa, numa investigação da Justiça portuguesa, João Lourenço acentuou o momento de desencontro entre os dois Estados. «As relações estão, de alguma forma, frias, apenas frias. Estamos obrigados, os dois governos, a encontrar soluções para a situação que nos foi criada», disse o ministro e dirigente do MPLA, em declarações reproduzidas esta terça-feira em Luanda. «Nas relações entre Estados deve haver reciprocidade. Nós nunca tratamos mal as autoridades portuguesas e por esta razão exigimos, de igual forma, respeito pelas principais entidades do Estado angolano», acrescentou. Na passada sexta-feira, o chefe da diplomacia angolana tinha reiterado a necessidade de haver reciprocidade nas relações entre Angola e Portugal, com o tratamento igual às entidades políticas angolanas que é dado aos portugueses. Georges Chikoti referia-se à publicação pela imprensa portuguesa de notícias sobre a acusação do Ministério Público português contra o vice-presidente angolano. O ministro das Relações Exteriores de Angola considerou Portugal um parceiro importante, mas as relações entre ambos os países «só podem ser boas se houver reciprocidade de tratamento de entidades políticas, de tratarem Angola como deve ser». E referiu ainda que é preciso que haja a mesma reciprocidade de tratamento pela comunicação social, porque a angolana «não ataca nem dirigentes, nem outros países». «E mesmo na separação das instituições, as nossas, mesmo que tenham eventualmente cidadãos portugueses que cometam erros aqui, têm o tratamento específico, que fica no fórum judicial e não têm tratamento público pela imprensa», apontou.
Angola com Banco Postal após investimento de 182 M€
Angola O Banco Postal de Angola, lançado hoje em Luanda, vai disponibilizar serviços financeiros de última geração e resulta de um investimento, público e privado, de mais de 30 mil milhões de kwanzas (182 milhões de euros). O novo banco é detido por acionistas como os Correios de Angola, a seguradora pública Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA) ou a EGM Capital. Durante a cerimónia de apresentação do Banco Postal, que surge no âmbito da reestruturação da empresa pública Correios de Angola, o presidente do conselho de administração, N´Guni Olívio, salientou o contributo da instituição para potenciar a inclusão financeira dos angolanos. «Potenciar a inclusão financeira e o crescimento económico e sustentável dos angolanos através de uma abordagem e oferta totalmente inovadora e de uma implementação nacional, gradual e bem estruturada«, afirmou o responsável. O Banco Postal é um banco comercial que agrega três distintos segmentos de negócios, nomeadamente "Xikila Money" um serviço "financeiro inovador" que permitirá a abertura de conta bancária e transação de valores em tempo real através de um telemóvel, ainda o Corporate & Personal, vocacionada para as médias e grandes empresas e particulares, com rendimentos elevados, e o Comércio & Empresários, dedicada às pequenas empresas. «O banco tem a capacidade de mudar a vida dos angolanos atribuindo personalidade financeira aos mesmos, cujas principais características são a proximidade, o impacto e a inovação social», realçou. Transferências de dinheiro, depósitos, remessas, pagamentos e compras são algumas das valências que a instituição bancária disponibiliza.
UNITA escolhe candidatos às eleições em Angola com conferências em cada província
Angola A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) vai realizar, a partir da próxima semana, conferências provinciais em todo o país para definir os candidatos do partido às próximas eleições gerais, previstas para agosto. A informação consta do comunicado final da reunião do comité permanente da Comissão Política do maior partido da oposição em Angola, enviada hoje à Lusa, encontro que serviu para aprovar o regulamento de candidatura a deputados à Assembleia Nacional, envolvendo «filiados e não filiados na UNITA». O partido definiu ainda o período de 27 de março a 8 de abril para a realização das conferências provinciais «que irão eleger os candidatos filiados na UNITA», bem como «mandatar o presidente do partido para elaborar a lista final», a submeter às eleições gerais.
Chuvas causam quatro mortos e desabamento de casas em Luanda e Cuanza Norte
Angola Pelo menos quatro pessoas morreram e mais de 300 casas desabaram devido às fortes chuvas que afetaram sobretudo as províncias de Luanda e Cuanza Norte, divulgaram hoje os Serviços Nacionais de Proteção Civil e Bombeiros. Os dados constam do relatório de ocorrências da instituição, conforme fez saber hoje, em declarações à agência Lusa, o porta-voz, Faustino Sebastião, sendo as províncias de Luanda e Cuanza Norte as mais problemáticas, a última com um total de 2.900 pessoas desabrigadas, devido às chuvas do final de semana. De acordo com Faustino Sebastião, a situação na província do Cuanza Norte é «crítica» e obriga a corporação a «redobrar esforços» para abrigar as pessoas cujas casas desabaram ou ficaram inundadas devido às fortes enxurradas que estão a afetar a região. Ainda em consequência das chuvas, na província da Lunda Norte uma criança morreu e outras ficaram feridas, devido ao deslizamento de terras, segundo sublinhou o responsável, acrescentando que a instituição registou um total de 37 ocorrências em todo país, entre as quais 15 incêndios. Do total de incêndios, Luanda registou nove casos e os restantes ocorreram nas províncias de Malange, Zaire, Cabinda, Cuanza Norte e Cuando Cubango, com o setor residencial a ser o mais visado, por negligência e curto-circuito. Os Serviços de Proteção Civil e Bombeiros de Angola registaram ainda nove afogamentos. Quanto às chuvas que caíram na madrugada de hoje em Luanda, Faustino Sebastião explicou que «não há situações relevantes», estando os efetivos do serviço a fazer o levantamento dos danos.

classificações

Angola - Girabola
7. ª jornada
classificação
19-03
Interclube
40
Progresso Lunda Sul
19-03
Sag. Esperança
10
1º de Agosto
19-03
Bravos Maquis
31
Ac. Lobito
19-03
1º de Maio
41
Desp. Huíla
20-03
Progresso
23
Kabuscorp
20-03
Petro Luanda
30
JGM Huambo
20-03
Santa Rita de Cássia
00
Rec. Caála
22-03
Rec. Libolo
-
ASA
8. ª jornada
01-04
Progresso Lunda Sul
-
1º de Maio
01-04
ASA
-
Interclube
01-04
Kabuscorp
-
Rec. Libolo
01-04
JGM Huambo
-
Progresso
01-04
Rec. Caála
-
Petro Luanda
01-04
1º de Agosto
-
Santa Rita de Cássia
01-04
Ac. Lobito
-
Sag. Esperança
01-04
Desp. Huíla
-
Bravos Maquis
J
V
E
D
GM-GS
P
1
Kabuscorp
7
6
1
0
14-5
19
2
1º de Agosto
7
5
1
1
12-2
16
3
Petro Luanda
7
5
0
2
11-4
15
4
Rec. Caála
7
4
2
1
9-4
14
5
Sag. Esperança
7
4
1
2
9-3
13
6
Interclube
6
3
1
2
8-4
10
7
Rec. Libolo
4
3
0
1
5-1
9
8
Progresso
7
2
3
2
11-8
9
9
Bravos Maquis
7
2
2
3
6-7
8
10
1º de Maio
7
2
1
4
11-14
7
11
Desp. Huíla
7
2
1
4
6-11
7
12
Santa Rita de Cássia
7
1
3
3
5-8
6
13
JGM Huambo
7
1
2
4
3-15
5
14
ASA
6
0
4
2
3-6
4
15
Ac. Lobito
7
1
1
5
6-16
4
16
Progresso Lunda Sul
6
0
1
5
1-12
1