SEGUNDA-FEIRA, 27-02-2017, ANO 18, N.º 6239
Nova fábrica embala mil toneladas de hortofrutícolas por ano
Angola Um grupo privado angolano está a investir meio milhão de dólares (475 mil euros) para instalar em Luanda uma fábrica que vai embalar cerca de mil toneladas de frutos e legumes por ano. A informação consta do contrato de investimento entre a empresa Agrocape - Comércio e Distribuição de Bens Alimentares, e o Ministério da Indústria, oficializado a 31 de janeiro, ao qual a Lusa teve hoje acesso. Trata-se de uma fábrica «vocacionada ao tratamento e embalamento de hortofrutícolas», a instalar em Viana, arredores de Luanda, para criar 33 postos de trabalho, sendo o projeto considerado pelo Governo angolano como «relevante para a indústria de bens alimentares», lê-se. O contrato de investimento prevê uma capacidade de produção e embalagem naquela fábrica, em média, de 529,9 toneladas de frutos diversos e 446,5 toneladas de legumes, anualmente. No contrato de investimento, o Ministério da Indústria compromete-se a «proceder ao licenciamento da atividade e a facilitar as condições que garantam o equilíbrio funcional do projeto». Angola vive uma profunda crise económica, financeira e cambial decorrente da quebra para metade, desde finais de 2014, das receitas com a exportação de petróleo. O Governo angolano lançou em janeiro de 2016 um programa que visa dinamizar a produção nacional e diversificação além do petróleo, para travar as importações e aumentar as exportações, gerando outras fontes de divisas, sendo a agricultura a principal aposta. Mais de dois milhões de famílias angolanas vivem da agricultura, setor que emprega no país 2,4 milhões de pessoas e que conta com 13.000 explorações empresariais, segundo dados governamentais
Metade das divisas nos bancos na última semana foi para importar alimentos
Angola A venda de divisas pelo Banco Nacional de Angola (BNA) à banca comercial praticamente duplicou na última semana, para 348,6 milhões de euros, quase metade para importar alimentos e com as companhias aéreas a voltarem a receber moeda estrangeira. A informação consta do relatório semanal do BNA, divulgado hoje, sobre a evolução dos mercados monetário e cambial entre 20 a 24 de fevereiro, e surge após os 182,3 milhões de euros e os 142,6 milhões de euros das duas semanas anteriores. Segundo o documento, consultado pela Lusa, as divisas disponibilizadas - mantêm-se em euros há praticamente um ano -, em vendas diretas equivalentes a 389,5 milhões de dólares, cobriram as necessidades de importação de bens alimentares (126,4 milhões de euros) e também operações dos setores da Indústria (18,7 milhões de euros), do Petróleo (53,7 milhões de euros) e para importação de peças e acessórios para o setor dos transportes (37,6 milhões de euros). Para a cobertura das operações das companhias aéreas, que reclamam da retenção em Luanda de verbas por falta de divisas para repatriar, o BNA vendeu na última semana 17,9 milhões de euros e para garantir o repatriamento de salários por trabalhadores expatriados foram disponibilizados 880 mil euros. As casas de câmbio voltaram a ser contempladas com divisas (5,4 milhões de euros), assim como as empresas de envio de remessas para o estrangeiro (4,5 milhões de euros). Angola enfrenta desde finais de 2014 uma crise financeira e económica com a forte quebra das receitas com a exportação de petróleo devido à redução da cotação internacional do barril de crude, tendo em curso várias medidas de austeridade. Esta conjuntura levou a uma forte quebra na entrada de divisas no país e a limitações no acesso a moeda estrangeira aos balcões dos bancos, dificultando as importações. Além disso, devido à suspensão de acordos com bancos estrangeiros para correspondentes bancários, a banca angolana apenas consegue comprar divisas ao BNA. A taxa de câmbio média de referência de venda do mercado cambial primário, apurada pelo banco central no final da última semana, permaneceu inalterada nos 166,733 kwanzas por cada dólar e nos 186,287 kwanzas por cada euro. No mercado de rua, a única alternativa, embora ilegal, face à falta de divisas aos balcões dos bancos, cada dólar norte-americano custa menos de 400 kwanzas, uma forte quebra face a semanas anteriores.
Chineses vão produzir calçado em Luanda
Angola O Governo angolano aprovou o investimento de um milhão de dólares (946 mil euros) apresentado por dois empresários chineses para a instalação, em Luanda, de uma fábrica de produção de calçado. De acordo com o teor do contrato de investimento, que data de janeiro de 2014, mas que apenas foi oficializado pelo Ministério da Indústria a 31 de janeiro deste ano, esta fábrica será instalada até final do primeiro semestre de 2017 no bairro do Capalanca, em Viana, arredores de Luanda. Da responsabilidade dos investidores chineses Min Yin e Runqiu Liang, a fábrica da sociedade CEIEC terá uma capacidade instalada de produção, segundo o projeto de investimento, de 24.000 pares de calçado por ano. Está previsto o recrutamento de 36 trabalhadores para esta fábrica, seis dos quais expatriados chineses. O ministro da Economia de Angola demonstrou em novembro, em Luanda, o desejo angolano de contar com o capital e recursos intelectuais, de gestão e tecnológicos da China, para promover o desenvolvimento nacional. Abraão Gourgel falava então no Fórum de Investimento Angola-China, que durante dois dias reuniu, em Luanda, mais de 450 empresários chineses, tendo resultado na assinatura de acordos de intenção e tramitação de projetos de investimentos privados, avaliados em mais de 1.200 milhões de dólares (1.100 milhões de euros). O ministro afirmou que as infraestruturas continuam a ser as prioridades do Governo de Angola, que conta com uma maior participação do setor privado, inclusive o de estrangeiro, sob certas condições e com as garantias adequadas. Segundo Abraão Gourgel, os setores do agronegócio, da indústria, da geologia e minas, comércio externo e turismo dispõem de oportunidades de investimento com taxas de retorno diferenciadas e grande potencial de crescimento. «O Estado angolano continuará, para esse efeito, a assegurar as necessárias garantias jurídicas aos investidores privados, bem como a implementar os quadros regulatórios adequados à proteção dos interesses nacionais», referiu o ministro.
Libolo perde e deixa Kabuscorp na liderança do campeonato
Angola O Recreativo do Libolo perdeu hoje, em Luanda, com o Progresso do Sambizanga, deixando o Kabuscorp isolado no topo do campeonato angolano de futebol da 1.ª Divisão (Girabola). A equipa de Libolo, que contava seis pontos nos dois jogos já disputados no Girabola, entrou pressionada para terceira jornada, sabendo das vitórias dos principais adversários, no dia anterior, e acabou por sucumbir num terreno em que em 201 ditou o afastamento dos então bicampeões da renovação do título. O Progresso do Sambizanga acabou por se superiorizar ao longo da primeira parte, que concluiu com o golo de Fofó, resultado que permaneceu inalterado até final do jogo, levando à primeira derrota no Girabola para o treinador português Carlos Vaz Pinto, no comando do Recreativo do Libolo. Já o Kabuscorp do Palanca cimentou a liderança - três vitórias em três jogos - na deslocação a Luena, onde defrontou o Bravos do Maquis. No derby de Luanda, entre Petro e Interclube, também realizado sábado, os ‘petrolíferos’ levaram a melhor sobre os ‘polícias’, vencendo por 2-0. Os golos da equipa da casa, que derrotaram a formação treinada pelo português Paulo Torres, surgiram na segunda parte e foram marcados por Abdul (66) e depois por Manguxi (71). Este domingo, o Santa Rita de Cássia, treinado pelo português Sérgio Traguil, voltou a sorrir no regresso a casa, no Uíge, no Estádio 4 de janeiro, onde no jogo de estreia do Girabola morreram 17 adeptos entre centenas que se precipitaram a entrar no recinto pelo único portão. A formação do Uíge venceu o confronto com o Progresso da Lunda Sul por 2-1 e conquistou, à terceira jornada, os primeiros pontos no Girabola. Resultados da 3.ª jornada: 1.º de Maio-1.º de Agosto, 0-3 Petro de Luanda-Interclube, 2-0 Sagrada Esperança-ASA, 1-0 Bravos do Maquis-Kabuscorp do Palanca, 0-1 Académica do Lobito-Recreativo da Caála, 2-1 Santa Rita de Cássia-Progresso da Lunda Sul, 2-1 Progresso do Sambizanga-Recreativo do Libolo, 1-0 Desportivo da Huíla-JGM Huambo, 2-0 Classificação: 1. Kabuscorp, 9 pontos 2. Sagrada Esperança, 7 3. 1.º de Agosto, 6 (menos um jogo) 4. Petro de Luanda, 6 5. Recreativo do Libolo, 6 6. Progresso do Sambizanga, 4 7. Bravos do Maquis, 4 8. Académica do Lobito, 4 9. Desportivo da Huíla, 4 10. Recreativo da Caála, 3 (menos um jogo) 11. Santa Rita FC, 3 12. Interclube, 3 13. ASA, 2 14. JGM Huambo, 1 15. Progresso da Lunda Sul, 1 16. 1.º de Maio, 1
Lar em Luanda acolhe até oito novas crianças sem apoio todos os dias
Angola O lar de infância Kuzola, em Luanda, está a receber diariamente entre duas a oito crianças desprotegidas e abandonadas, e há muito que já esgotou a capacidade, admitiu à Lusa a diretora da instituição, assumindo a preocupação. A situação de sobrelotação na instituição obriga mesmo a uma contagem regular, sempre na esperança de se encontrar espaço para uma criança, num lar cuja capacidade máxima de 250 menores há muito que se esgotou, conforme explicou Engrácia Etelvina do Céu. «Todos os dias entram e saem crianças, daí que todas as segundas-feiras fazemos uma contagem para certificar o número de crianças no espaço. É um número que pode baixar ou reduzir, sendo que em 2016 foi o ano em que tivemos o teto máximo, de 315 crianças», disse a responsável pelo lar. O lar acolhe crianças entre os 0 e os 14 anos, em situação de vulnerabilidade, crianças abandonadas pelos familiares, sob medidas de proteção e órfãs, que são distribuídas por quatro áreas distintas. «Todos os dias, infelizmente, entram crianças e o número diário varia entre duas a oito crianças. A capacidade do lar é para 250, mas nós ultrapassamos esta capacidade devido ao fluxo diário de entrada de crianças, este ano já atingimos as 295 crianças», assumiu Engrácia Etelvina do Céu. O lar de infância kuzola é uma instituição pública de caráter social criada em 1976 e reinaugurada em 2014. Desde 2011 que é tutelada pelo Governo Provincial de Luanda, sendo gerido pela Fundação Lwini, presidida pela primeira-dama de Angola, Ana Paula dos Santos, e financiado pela petrolífera francesa Total. O berçário da instituição recebe bebés até aos três anos, contando ainda com uma área para as crianças até aos seis anos e outra, escolar, para os menores até aos 14. Uma quarta área do lar recebe crianças e adultos portadores de necessidades educativas especiais. «Entraram crianças e ainda aqui se encontram, hoje são adultos», observou. A instituição, vocacionada para o acolhimento, proteção, educação e ensino da criança, conta atualmente com 136 trabalhadores, desde professores, a técnicos e pessoal auxiliar, mas funciona com menos 40 funcionários face à sobrelotação e constante entrada de menores. «No berçário, por exemplo, temos 36 bebés e às vezes apenas três senhoras a trabalhar, o que é um número insuficiente. Vamo-nos apoiando com as crianças mais crescidas», reconheceu. Ao fim de mais de dois anos de crise em Angola, a situação social reflete-se igualmente nas crianças. «Esses abandonos surgem em função da fragilidade das famílias, por falta de condições de sobrevivência. São vários os motivos que poderíamos apontar desde a desestruturação familiar, em que o parceiro deixa a parceira e esta suporta os filhos sem o acompanhamento do pai», contou a diretora. Apesar dos apoios, as dificuldades são várias e o problema está longe de ser minimizado. «Mas procuramos criar um espaço do qual a criança não se distancie tanto daquilo que é a vida numa família. Para que ao voltar para um lar ou ao ser inserida numa família esteja preparada para aquilo que é a vida quotidiana», assinalou Engrácia Etelvina do Céu.
Jornal de Angola critica justiça portuguesa e diz que «custa ver tanta falta de vergonha»
Angola O Jornal de Angola retoma hoje as críticas a Portugal, afirmando que ´custa ver tanta falta de vergonha`, a propósito da divulgação pela comunicação social do processo na Justiça portuguesa envolvendo o vice-Presidente angolano, Manuel Vicente. A posição é apresentada como ´simples nota de rodapé` no espaço semanal de opinião do diretor do jornal, detido totalmente pelo Estado angolano, assinado hoje pelo diretor adjunto, Victor Carvalho, intitulado ´Palavras desadequadas` e essencialmente dedicado a críticas ao líder da UNITA, Isaías Samakuva, o maior partido da oposição. No artigo do Jornal de Angola é sublinhada a ´justeza da nota de protesto´ que o Ministério das Relações Exteriores angolano emitiu, na sexta-feira, sobre o «modo como as autoridades portuguesas divulgaram um suposto caso de Justiça» envolvendo o vice-Presidente da República, Manuel Vicente. «A maneira leviana como as autoridades portuguesas ´permitiram´ a fuga de informação que levou para a imprensa lusa esta ´notícia´, é a confirmação daquilo que aqui já havia sido dito sobre a existência de uma campanha internacional especialmente orquestrada para denegrir a imagem de Angola e dos seus principais dirigentes neste ano de eleições», lê-se no artigo. O Ministério Público português acusou formalmente, há cerca de uma semana, entre outros, o vice-Presidente de Angola (e ex-presidente da Sonangol) Manuel Vicente, no âmbito da ´Operação Fizz´, relacionada com corrupção e branqueamento de capitais, quando ainda estava na petrolífera estatal. Este artigo do Jornal de Angola acrescenta: «Apesar de estarmos preparados para isso, a verdade é que nos custa ver tanta falta de vergonha, sobretudo vinda da parte daqueles que se dizem nossos amigos». O jornal estatal angolano tinha já feito manchete, na edição de sábado, com a ameaça às relações entre os dois países que este caso representa, a propósito do comunicado emitido no dia anterior pelo Ministério das Relações Exteriores que classificou como «inamistosa e despropositada» a forma como as autoridades portuguesas divulgaram a acusação do Ministério Público de Portugal ao vice-Presidente de Angola. A diplomacia angolana, nesse comunicado, protestou veementemente contra as referidas acusações, «cujo aproveitamento tem sido feito por forças interessadas em perturbar ou mesmo destruir as relações amistosas existentes entre os dois Estados». No documento do Ministério, refere-se que as autoridades angolanas tomaram conhecimento «com bastante preocupação, através dos órgãos de comunicação social portugueses», da acusação do Ministério Público português «por supostos factos criminais imputados ao senhor engenheiro Manuel Vicente». Para o Governo angolano, a forma como foi veiculada a notícia constitui um «sério ataque à República de Angola, suscetível de perturbar as relações existentes entre os dois Estados». «Não deixa de ser evidente que, sempre que estas relações estabilizam e alcançam novos patamares, se criem pseudo-factos prejudiciais aos verdadeiros interesses dos dois países, atingindo a soberania de Angola ou altas entidades do país por calúnia ou difamação», sublinha a nota. O Governo português está desde 2016 a preparar a visita oficial do primeiro-ministro António Costa a Angola, prevista para a próxima primavera. Contudo, já esta semana, a visita da ministra da Justiça portuguesa, Francisca Van Dunem, a Angola, que deveria ter começado na quarta-feira, foi adiada ´sine die´, no dia anterior, «a pedido das autoridades angolanas, aguardando-se o seu reagendamento», anunciou em comunicado o Ministério da Justiça português.
Kabuscorp vence (1-0) Bravos do Maquis nos descontos e garante liderança provisória
Angola Foi já no tempo de compensação (90+4) que os jogadores do Bravos do Maquis viram o Kabuscorp do Palanca marcar o único golo da partida, em jogo da terceira jornada do campeonato angolano de futebol da 1.ª Divisão (Girabola). No Estádio Mundunduleno do Luena, os sócios e adeptos maquizardes não esconderam a desilusão após o golo de Ebunga. Na próxima ronda, os maquisardes defrontam o JGM do Huambo, ao passo que o Kabuscorp mede forças com o Sagrada Esperança.
Angola com dois milhões de novos eleitores entre oito milhões já registados
Angola Cerca de oito milhões de cidadãos já efetuaram o registo eleitoral em Angola para as eleições previstas para agosto, sendo que desse número dois milhões são novos registos, na sua maioria de jovens. Os dados foram avançados pelo secretário de Estado para os Assuntos Institucionais do Ministério da Administração do Território de Angola, Adão de Almeida, no final da reunião nacional de avaliação sobre o processo de registo eleitoral, em curso desde agosto, que decorreu em Luanda. «Em termos globais do ponto de vista de produção nacional estão registados grosso modo cerca de 8 milhões de cidadãos. Desses temos novos registos que estão a rondar os dois milhões (...) na sua maioria jovens que se registaram pela primeira vez», disse. O processo de registo eleitoral em Angola, que envolve prova de vida dos eleitores que votaram em 2012 e o registo de novos eleitores, antecede as eleições gerais de agosto, termina a 31 de março, arrancando depois a fase de tratamento de dados para posterior entrega à Comissão Nacional Eleitoral. «No dia 31 de março terminamos a operação e a partir de 01 de abril tem início o tratamento dos dados, que é a recolha de toda a informação das operações. Para que durante o mês de abril consigamos entregar os dados à Comissão Nacional Eleitoral», esclareceu Adão de Almeida. Em termos da abrangência do processo, acrescentou, o programa «tem sido executado conforme o programado», assegurando o governante que «tudo indica» que nas próximas duas semanas será concluída a programação de deslocação das brigadas de registo, por via área, às zonas de difíceis acessos. «Estão em falta, de acordo com a programação, nas províncias do Bié, na segunda fase, e na província de Benguela, e também o Cuando Cubango, que necessita de algum reforço. Daí que nas próximas semanas devemos alcançar essas províncias para mais um reforço das ações», concluiu.
Empresário chinês e grupo angolano investem na produção de milho em Benguela
Angola Um empresário chinês pretende investir, em conjunto com um grupo angolano, quase três milhões de euros para produzir milho na província de Benguela, criando 130 postos de trabalho, conforme contrato de investimento a que a Lusa teve hoje acesso. O contrato em causa foi aprovado por despacho do Ministério da Agricultura a 27 de janeiro e envolve a empresa angolana Ovaxing, que vende 49 por cento do seu capital social ao empresário chinês Deng Xingwu, que também assegurará uma parte do novo investimento. Com sede no município da Ganda, Benguela, a Ovaxing e o investidor chinês pretendem avançar com o cultivo e transformação de milho e outros produtos agrícolas naquela província, num investimento global de 3.062.000 dólares (2,9 milhões de euros) a concretizar até final deste ano e que permitirá, lê-se no contrato, «proporcionar parcerias entre entidades nacionais e estrangeiras». Como contrapartida, os investidores vão beneficiar de incentivos fiscais como a redução de 60% no pagamento de impostos de SISA, Industrial e sobre Aplicação de Capitais durante oito anos. As necessidades angolanas em termos de milho ascendam este ano a 5,5 milhões de toneladas, para consumo humano e ração animal, mas cerca de metade desta quantidade ainda é importada.
Angola bate em janeiro maior receita petrolífera em 16 meses com mais de 900 M€
Angola A receita fiscal angolana com a exportação petrolífera atingiu em janeiro o valor mais alto em 16 meses, ultrapassando os 900 milhões de euros, segundo dados do Ministério das Finanças a que a Lusa teve hoje acesso. De acordo com um relatório mensal sobre as receitas com a venda de petróleo, Angola exportou em janeiro 52.250.079 barris de crude, a um preço médio superior a 51 dólares. Trata-se de um aumento superior a 3,3 milhões de barris de petróleo face a dezembro de 2016, mês em que cada barril foi vendido, em média, a 44,2 dólares, tendo então representando um encaixe em receita fiscal para o Estado angolano na ordem dos 114,5 mil milhões de kwanzas (655 milhões de euros). As vendas de janeiro traduziram-se, segundo os dados do Ministério das Finanças compilados pela Lusa, num encaixe de 158,9 mil milhões de kwanzas (909 milhões de euros), que apenas encontra paralelo em outubro de 2015. Angola exportou assim, só em janeiro, mais de 2,6 mil milhões de euros em petróleo. Angola exportava cada barril, em 2014, a mais de 100 dólares, mas o valor chegou a mínimos de vários anos em março passado, quando se cifrou em 30,4 dólares por barril. Cada barril de crude vendido por Angola em janeiro ficou, em média, mais de cinco dólares acima do valor que serviu de base à elaboração do Orçamento Geral do Estado para 2017, que é de 46 dólares.
Angola tem mais de 1.100 igrejas e Luanda cinco igrejas a cada quarteirão
Angola Angola tem atualmente 1.111 igrejas legalmente reconhecidas e outras 827 denominações religiosas ainda aguardam o reconhecimento, a maioria em Luanda, com um total de 721, segundo um relatório da Assembleia Nacional revelado hoje. O documento foi elaborado para apoio do debate mensal sobre a ´Laicidade do Estado, a Liberdade Religiosa e o Respeito pela Lei e os Direitos Fundamentais em Angola´, tema proposto pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido maioritário. O relatório refere que a cada quarteirão de centros urbanos de Luanda existem cerca de cinco denominações religiosas, a maioria localizadas em bairros criados depois da independência do país, entre 1979 a 1990, designadamente Palanca, Rocha Pinto, Mabor, Petrangol, Golfo I e II. A seguir a Luanda, as províncias com mais igrejas por reconhecer são Cabinda (33), Moxico (11), Huíla (10), Zaire e Uíge cada uma com (nove), e com menor número Malange, Lunda Sul e Cunene (uma cada). De acordo com o relatório, nos últimos seis anos foram registadas em Angola 284 novas igrejas, que se expandem e conseguem fiéis através da manipulação de «camadas mais vulneráveis da sociedade angolana». «Assediam adolescentes, para melhor consolidarem a suas seitas e a religião», conclui o estudo. Outra das conclusões foi de que o surgimento e expansão de novas igrejas, deve-se ao enraizamento de outras culturas alheias aos dos angolanos, bem como a casamentos entre os crentes, de maioria estrangeira «com a camada feminina mais vulnerável, adolescentes e jovens». O branqueamento de capitais, a inculcação doutrinal anárquica, o aumento das cifras demográficas e a fragmentação, originando líderes improvisados, fiéis teleguiados, assediados e o místico de influência das práticas supersticiosas também foram apontados como objetivos da implantação de novas denominações religiosas em Angola. O parlamento angolano recomenda ao Governo a revisão da Lei da Liberdade de Religião em vigor, a supervisão dos locais de culto numa ação conjugada ente os Governos provinciais e as representações dos Ministérios da Cultura, da Justiça e Direitos Humanos e do Interior.

classificações

Angola - Girabola
3. ª jornada
classificação
25-02
Progresso
10
Rec. Libolo
25-02
Petro Luanda
20
Interclube
25-02
Santa Rita de Cássia
21
Progresso Lunda Sul
25-02
Sag. Esperança
10
ASA
25-02
Bravos Maquis
01
Kabuscorp
25-02
Desp. Huíla
20
JGM Huambo
25-02
Ac. Lobito
21
Rec. Caála
25-02
1º de Maio
03
1º de Agosto
4. ª jornada
04-03
Rec. Libolo
-
1º de Maio
04-03
Interclube
-
Progresso
04-03
Progresso Lunda Sul
-
Petro Luanda
04-03
ASA
-
Santa Rita de Cássia
04-03
Kabuscorp
-
Sag. Esperança
04-03
JGM Huambo
-
Bravos Maquis
04-03
Rec. Caála
-
Desp. Huíla
04-03
1º de Agosto
-
Ac. Lobito
J
V
E
D
GM-GS
P
1
Kabuscorp
3
3
0
0
6-1
9
2
Sag. Esperança
3
2
1
0
2-0
7
3
1º de Agosto
2
2
0
0
5-0
6
4
Petro Luanda
3
2
0
1
4-2
6
5
Rec. Libolo
3
2
0
1
2-1
6
6
Desp. Huíla
3
1
1
1
3-2
4
7
Progresso
3
1
1
1
4-4
4
8
Bravos Maquis
3
1
1
1
2-2
4
9
Ac. Lobito
3
1
1
1
3-5
4
10
Rec. Caála
2
1
0
1
3-3
3
11
Interclube
3
1
0
2
2-3
3
12
Santa Rita de Cássia
3
1
0
2
2-4
3
13
ASA
3
0
2
1
1-2
2
14
Progresso Lunda Sul
3
0
1
2
1-3
1
15
1º de Maio
3
0
1
2
3-7
1
16
JGM Huambo
3
0
1
2
1-5
1