André Horta revela qual o seu problema no Benfica

SC Braga 16-05-2018 10:36
Por Pascoal Sousa

Aos 21 anos, André Horta vai para a Liga norte-americana e para trás ficam o SC Braga, que o queria consagrar como jogador mais caro da história do clube, e o Benfica, que ama incondicionalmente. Entrevista que pode ler esta quarta-feira em A BOLA.

- Depois duma época de rendimento tão elevado em Braga, e uma vez que a cedência ao SC Braga não contemplava opção de compra, o regresso ao Benfica não era um cenário óbvio?


- Começo pelo princípio: na temporada passada não joguei muito e quase no final da pré-época falei com o treinador para saber quais eram as expectativas dele. Tinha 20 anos e precisava de jogar. Só me viram ter este rendimento no Braga porque joguei. Para um jogador jovem se desenvolver e ganhar certas ferramentas tem de jogar. Na pré-época do Benfica pouco tinha jogado e o treinador explicou-me a sua ideia. Ia ser, provavelmente, quinta ou sexta opção num meio-campo em que jogávamos com dois médios. Isso sem contar com o João Carvalho, que era aposta. Ia acontecer o que mesmo que na época anterior, em que nem para o banco ia e não queria isso para mim. Sentia que precisava de jogar porque tinha confiança no meu futebol e se jogasse teria rendimento.


- Acabou  por rumar ao SC Braga.


- Na altura o treinador disse-me que não sabia bem, mas sim acabou por me deixar sair emprestado. O Braga foi a melhor opção.


- Correram rumores de eventuais problemas na altura em que deixou de jogar no Benfica, é verdade?


- Só para esclarecer, não deixei de jogar no Benfica por ter algum problema com alguém, como ouvi. No futebol toda a gente dá opinião, advogados, engenheiros. Não vejo jogadores a ir para a televisão comentar as profissões dos outros. Os adeptos precisam de ter cuidado, porque às vezes falam-se de questões que não são verdade. O meu único problema no Benfica no ano passado, e digo isso com um sorriso de felicidade porque é um problema bom, foi um senhor chamado Pizzi, que fez uma super época! E digo felicidade porque criei com ele uma espetacular amizade e sempre que vou a Almada estou com ele. Temos uma relação incrível, trato-o por pai, porque foi um segundo pai para mim naquele plantel. Para as pessoas perceberem: na minha posição estava simplesmente o melhor jogador do campeonato!


- Além do SC Braga o Benfica é também um capítulo encerrado?
 

- Para mim o Benfica nunca é um capítulo encerrado. Não é segredo o amor que tenho pelo clube. Mesmo estando do outro lado do mundo vou acompanhar o Benfica, ver os jogos, e nas férias ser presença assídua também nos jogos. Só é um capítulo fechado do ponto de vista profissional e desportivo. Daqui a uns anos, se acharem estar com capacidade e qualidade para jogar lá, abro essa porta e penso que o clube também a vai ter aberta para mim.

 

- Despede-se também do futebol português. Apetece perguntar: porquê aos 21 anos ir para a MLS, o campeonato norte-americano de futebol?


- Não me deixei levar pelo dinheiro, até porque não sou assim. Foi um projeto muito aliciante que surgiu numa altura em que jogava menos. Um clube novo, estádio novo, centro de treinos novo e condições top, ao estilo americano. [risos] Mais importante que isso, foi desejarem-me. Foram cinco meses longos, um processo que envolveu o Benfica e não foi fácil. Mas pensei bem e senti que era o momento de experimentar algo novo e que a mudança, nesta idade, seria melhor que a perspetiva de uma reforma antecipada na MLS aos 33 ou 34 anos. Sinto que vou evoluir como homem e como jogador, porque é uma Liga em ascensão e conta com grandes futebolistas. Voltarei muito mais maduro.



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