Basquetebol Espanhol: Líder do Ranking Europeu senior masculino e feminino e do Ranking Combinado das selecções jovens (artigo de Eduardo Monteiro, 24)

Espaço Universidade 27-12-2017 00:28
Por Eduardo Monteiro
As selecções nacionais de seniores masculinos e femininos de basquetebol da nossa vizinha Espanha, entram no novo ano (2018), posicionadas no segundo lugar no respectivo ranking mundial, elaborado pela Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), logo atrás das representações dos Estados Unidos da América (USA). Deste modo, são líderes absolutos em ambas as categorias, por diferenças acentuadas de pontuação, no ranking do continente europeu.

Ranking Europeu de Seniores Masculinos

1º Espanha (693 pontos), 2º Sérvia (642), 3º França (636), 4º Lituânia (618), 5º Eslovénia (522), 6º Croácia (506), 7º Grécia (463), 8º Rússia (441), 9º Turquia (384), 10º Itália (322), 11º Letónia (296), 12º Ucrânia (292), 13º Finlândia (267), 14º Alemanha (259), 15º República Checa (220), 16º Geórgia (216), 17º Polónia (215), 18º Bélgica (214), 19º Montenegro (189), 20º Israel (164), 21º Grã Bretanha (160), 22º Macedónia (159), 23º Hungria (146), 24º Bosnia Herzegovina (139), 25º Holanda (127), 26º Islândia (122), 27º Estónia (116), 28º Bulgária (116), 29º Suécia (100), 30º Áustria (96), 31º Bielorússia (92), 32º Portugal (80), 33º Roménia (79), 34º Suiça (68), 35º Eslováquia (66) e 36º Dinamarca (50).

A selecção masculina espanhola que já conquistou 3 medalhas de ouro (2009, 2011 e 2015), 5 de prata (1973, 1983, 1999, 2003 e 2007) e 4 de bronze (1991, 2001, 2013 e 2017) no EuroBasket, lidera o Ranking Europeu com mais 51 pontos que a segunda (Sérvia), + 57 ( França), + 75 ( Lituânia) e por aí fora, numa demonstração de incontestável superioridade.

Ranking Europeu de Seniores Femininos:

1ª Espanha (690 pontos), 2ª França (550), 3ª República Checa (352), 4ª Turquia (308), 5ª Sérvia (278), 6ª Rússia (214), 7ª Bielorússia (213), 8ª Croácia (74), 9ª Grécia (70), 10ª Grã Bretanha (59), 11ª Montenegro (38), 12ª Letónia (36), 13ª Eslováquia (35), 14ª Bélgica (30), 15ª Lituânia (29), 16ª Itália (27), 17ª Ucrânia (18), 18ª Suécia (17), 19ª Hungria (9), 20ª Polónia (9), 21ª Alemanha (6), 22ª Israel (6), 23ª Eslovénia (5) e 24ª Roménia (1).

A selecção feminina de Espanha que, também, já conquistou 3 medalhas de ouro (1993, 2013 e 2017), 1 de prata (2007) e 5 de bronze (2001, 2003, 2005, 2009 e 2015) no EuroBasket das senhoras lidera, igualmente, o Ranking Europeu com mais 140 pontos do que a segunda classificada (França), +338 (República Checa), +382 (Turquia). É, de facto, uma diferença abismal no panorama europeu do basquetebol feminino ao nível de selecções nacionais.

Entretanto, a Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) através das Confederações Continentais, tem organizado, regularmente, diversos quadros competitivos entre selecções de jovens (masculinas e femininas) de diferentes escalões etários, durante os períodos das férias escolares de verão. Estes programas competitivos têm tido como preocupação fundamental dar experiência internacional aos jogadora(e)s jovens e, em simultâneo, descobrir novos talentos que numa progressão sistematizada, ao longo dos anos, possam representar uma mais valia para as selecções subsequentes.

Embora a participação nestes quadros competitivos tenham, em primeira instância, a valorização dos jovens praticantes e a oportunidade de intercâmbio com jogadores oriundos de diversos países e continentes, a competição desportiva requer uma avaliação e posterior ordenação. Assim, em função dos resultados destes encontros, as equipas são agrupadas por divisões para futuras competições e, para além disso, são elaborados rankings continentais e internacionais que servem de ponto de referência ao trabalho que cada federação tem realizado e, de exemplo, para as outras que trabalham menos bem.

Ranking Europeu das selecções jovens masculinas:

1º Lituânia (340 pontos), 2º Turquia (304), 3º Espanha (303), 4º Sérvia (283), 5º Croácia (250), 6º França (220), 7º Grécia (194), 8º Itália (133), 9º Bósnia Herzegovina (117), 10º Letónia (112), 11º Rússia (100), 12º Alemanha (82), 13º Polónia (70), 14º Finlândia (57), 15º Montenegro (35), 16º República Checa (32), 17º Ucrânia (23), 18º Inglaterra (20), 19º Suécia (13), 20º Eslovénia (11), 21º Bélgica (9), 22º Israel (8), 23º Estónia (6), 24º Bulgária (4) e 25º Dinamarca (3).

Ainda existem outros países europeus cujas selecções nacionais masculinas de jovens participam, com regularidade, nas competições de (sub-16, sub-18 e sub-20). No entanto, como não conseguem bons resultados desportivos não obtêm pontos para figurar no respectivo ranking.

Ranking Europeu das selecções jovens femininas:

1ª Espanha (529 pontos), 2ª França (383), 3ª Rússia (293), 4ª República Checa (215), 5ª Itália (190), 6ª Hungria (112), 7ª Bélgica (102), 8ª Sérvia (100), 9ª Portugal (82), 10ª Holanda (81), 11ª Turquia (79), 12ª Croácia (75), 13ª Letónia (73), 14ª Lituânia (60), 15ª Alemanha (50), 16ª Eslovénia (44), 17ª Eslováquia (38), 18ª Suécia (31), 19ª Grécia (27), 20ª Bielorússia (15), 21ª Israel (12), 22ª Polónia (12), 23ª Inglaterra (6), 24ª Dinamarca (4), 25ª Bulgária (3) e 26ª Estónia (3).

Neste ranking, Portugal aparece na nona posição como consequência dos excelentes resultados obtidos nas provas internacionais pelas nossas selecções jovens femininas. Contudo, se somarmos os pontos obtidos no conjunto dos dois rankings (masculino e feminino) teremos um ranking combinado que indicará os países que melhores resultados obtiveram no conjunto das categorias jovens do basquetebol europeu.
Ranking Combinado das selecções jovens:
1º Espanha (832 pontos), 2º França (603), 3º Lituânia (400), 4º Rússia (393), 5º Sérvia (383), 6º Turquia (383), 7º Croácia (325), 8º Itália (323), 9º República Checa (247), 10º Grécia (221), 11º Letónia (185), 12º Alemanha (132) e 13º Bélgica (111).

Neste ranking combinado só estão incluídos os países que obtiveram no mínimo 100 pontos, de acordo com os resultados registados no conjunto das selecções masculinas e femininas, ou seja, os que melhor trabalham com as equipas de formação.

Nuestros hermanos, tiveram a virtude de aproveitar os resultados internacionais das selecções seniores e fazer o trabalho de casa com as gerações mais novas de forma a acautelar o futuro. O sistema desportivo dos nossos parceiros da Península Ibérica é baseado, em primeira mão, na educação desportiva (ensino desportivo) na escola, através do trabalho realizado por professores interessados e competentes, onde os professores medíocres não sobrevivem. Os clubes de modalidade dão seguimento ao trabalho escolar fazendo o aperfeiçoamento dos jovens no desporto que querem continuar a praticar. Os mais dotados entram na especialização desportiva que, eventualmente, os pode conduzir até à alta competição naqueles clubes que enveredaram por essa via.

Por outro lado, as autarquias apoiam os clubes no seu trabalho ajudando a contratar técnicos competentes para trabalharem no aperfeiçoamento desportivo dos jovens. A regionalização do desporto foi uma medida importante no desenvolvimento desportivo dos nossos vizinhos, atendendo a que os quadros competitivos para os mais jovens passou a ser feito através das competições regionais. Deste modo, a loucura dos campeonatos nacionais para os escalões de formação desapareceu e com essa alteração ficou facilitada a sustentabilidade financeira dos clubes.

Postas as coisas desta maneira percebe-se mas não se aceita a situação em que o basquetebol nacional se encontra vivendo paredes meias com os espanhóis. Mas isso são contas de outro rosário. Lá iremos.

Eduardo Monteiro é ex-treinador do SL Benfica e das Seleções Nacionais

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