Villas Boas confirma presença a 1 de dezembro

Rali Dakar 23-11-2017 11:23
Por Paulo Ribeiro, enviado de A BOLA a França
«Condições de competição extremamente diferentes de um país para outro, capazes de criar grandes surpresas dia após dia, num percurso excecional, através do Peru, Bolívia e Argentina, com geografias e climas bem diversos.» Resumo do diretor do Dakar, Etienne Lavigne, na apresentação, ontem, no pavilhão d’Armenonville, em Paris, da 40.ª edição da mítica prova criada por Thierry Sabine… em África. Desafio em versão revista e ampliada que, pela 10.ª vez em solo sul-americano, atrai mais de 500 pilotos (515 para ser exato) que estarão à partida no dia 6 de janeiro, em Lima. Entre eles deverá estar André Villas Boas, com o treinador de futebol de bem-sucedida carreira em emblemas como o FC Porto, Chelsea, Tottenham, Zenith e Shangai SIPG a concretizar, aos 40 anos, o sonho há muito acalentado e nunca escondido!

Atualmente a treinar um dos mais importantes clubes chineses - que discute a final da Taça da China, domingo, frente ao arquirrival Shangai Shenhua - Villas Boas tem contrato até 31 de novembro, tendo já mostrado disposição para mudar de ares. E, assim, ficar com tempo para cumprir sonho de alinhar na mais mediática prova motorizada do Mundo, mesmo se a lista de inscritos ainda não apresenta o nome do portuense. Que deverá fazer equipa com o experiente piloto de motos Rúben Faria, 2.º classificado em 2013 e com 3 triunfos em etapas, que, assim, deixa o papel de diretor desportivo da Husqvarna.

A aventura, tudo indica, será feita aos comandos do Toyota Hilux T1.1 preparado pela equipa belga Overdrive, com motor V8 de 5 litros de capacidade e potência a rondar os 375 cavalos e que, olhando para a lista de inscritos, poderá ter o número 346 nas portas. Desafio de números impressionantes para todos os pilotos e ainda mais para um estreante, em prova com 8793 quilómetros, sendo 4329 km cronometrados, ao longo de 14 etapas, sete das quais integralmente disputadas em dunas e off-piste.

E com dificuldades desde os primeiros dias, com tiradas arenosas logo à saída de Lima, passando pelas altitudes andinas até aos rios e mais dunas na Argentina, com final em Rosário.

Variedade de terrenos que promete complicar a vida à dupla Villas Boas/Faria, como ao também rookie, um dos 78 estreantes do ano, Pedro de Mello Breyner que, com Pedro Velosa (3 presenças no Dakar) no Yamaha YXZ 1000R n.º 370 da equipa de Camelia Liparoti, será um dos 14 inscritos na categoria UTV, pela 1.ª vez com classificação independente dos automóveis.

Mais experientes, Carlos Sousa alinha com o Renault Duster oficial n.º 315 navegado pelo francês Pascal Maimon, enquanto Filipe Palmeiro integra a alargada comitiva da Mini X-Raid, ao lado do rápido e consistente Boris Garafulic n.º 317, em lista de 86 automóveis do total de 332 veículos inscritos.

Paulo Gonçalves na crista da Honda

Ponta-de-lança da comitiva portuguesa nas duas rodas, Paulo Gonçalves é apontado como um dos grandes candidatos ao triunfo, no ano em que a Honda parece estar mais perto que nunca da dominadora KTM. Aos comandos das máquinas austríacas, Joan Nani Roma ganhou em 2004, enquanto o agora diretor desportivo do Dakar, Marc Coma, venceu por 5 vezes entre 2006 e 2015, e comungam da opinião de que «este será o ano mais complicado para a KTM, porque as outras marcas estão mais competitivas, com melhor estrutura e mais capazes de vencer».

Entre as rivais, destaque natural para a Honda CRF 450 de Paulo Gonçalves, que ambos colocam «entre os 7 ou 8 fortes candidatos ao triunfo», realçando «a rapidez e enorme espírito de sacrifício» do esposendense. Que, por seu turno, acredita que «o próximo Dakar será um dos mais competitivos da história e, talvez, um dos mais difíceis até à data», teoria confirmada durante a cerimónia de apresentação, onde «pudemos ver que não teremos um único dia relaxado, com todas as etapas extremamente exigentes, em termos físicos, como de condução e de navegação».

Entre os 190 pilotos de motos e quads à partida de Lima, a 6 de janeiro, estarão ainda Joaquim Rodrigues, na renovada Hero N.º 26, Mário Patrão (KTM, n.º 30) e Fausto Mota (KTM, n.º 56), o endurista do Marco de Canavezes apresentado como… espanhol!

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