Sete pontos que ajudam a explicar a queda do futebol italiano

Itália 14-11-2017 18:09
Por Redação
A não qualificação da Itália para o Mundial de 2018 deixou os italianos em estado de choque, mas também causou surpresa no mundo do futebol. Num trabalho apresentado pelo UOL, são referidos sete interessantes pontos que podem ajudar a explicar a queda de Itália e, de forma mais alargada, o declínio do futebol italiano de há uns anos para cá. Leia e conclua.

Escândalos. Têm sido realmente muitos, no futebol italiano. Milan e Lazio foram despromovidos, em 1980, após escândalo de manipulação de resultados; em 2006 também a Juventus sofreu idêntico castigo e igualmente por envolvimento em esquema de corrupção no futebol. Também vários jogadores italianos, de renome, se viram envolvidos em esquemas fraudulentos de apostas online. Houve perda de confiança no futebol italiano, com consequente retrocesso de investidores e patrocinadores.

Experiência em excesso. A tendência parece estar a mudar, mas ainda assim é marcante, na seleção de Itália. Um atleta experiente é preferível ao risco da juventude. Naturalmente que essa opção tem os seus custos, e que o mais direto é o envelhecimento da seleção. Na segunda-feira passada, frente à Suécia, no encontro que ditou o adeus ao Mundial da Rússia, a seleção italiana teve cinco dos onze titulares já acima dos 30 anos. No final, Buffon, Chiellini, Barzagli e De Rossi colocaram ponto final na carreira de internacionais.

Falta talento? A discussão tática e a forma como os jogadores a interpretam, parece continuar a ser a principal exigência para os italianos, por ventura relegando para segundo plano o talento dos jogadores. O avançado Insigne, do Nápoles, é um dos mais virtuosos desta geração, mas, frente à Suécia, não saiu do banco de suplentes…

Formação. Olhando para os sub-21 italianos, está longe a fase dourada que viveram entre 1992 e 2004. Agora, já há 13 anos que não consegue troféus.

Globalização. É verdade, poucos eram melhores que os italianos a pensar a tática, a forma que montar as suas equipas e igualmente a melhor forma de anular as dos adversários. O futebol italiano era temido, cínico, diziam. O problema é que o conceito agora é global, os treinadores e jogadores evoluíram um pouco por todo o mundo, sobretudo na Europa. Hoje, todos, ou muitos, sabem aquilo que os treinadores sabiam. E fazem melhor.

Intercâmbio. A falta dele. Exemplo: dos 27 jogadores convocados para o play-off com a Suécia, apenas cinco não jogam em Itália. Faltará competitividade ao campeonato italiano, fechado sobre ele mesmo e não dando a possibilidade aos seus jogadores de defrontarem os melhores do mundo. Nas décadas de 80 e 90, muitos dos melhores do mundo estavam, ou sonhavam, jogar no Calcio. Hoje não é assim.

O selecionador. No mínimo uma escolha questionável. Conte, Ancelotti, Allegri, Capello…e tantos outros; mas esta seleção italiana foi liderada pelo veterano Gian Piero Ventura, que alicerçou a carreira em projetos medianos, de clubes com pouca dimensão.
Ler Mais
Comentários (9)

Últimas Notícias

ATENÇÃO: Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais