Lufinha com planos para o mundo português

Mais Desporto 14-09-2017 21:46
Por Miguel Candeias
Concluídos em kitesurf, com a alemã Anke Brandt, os 1.646 km que ligaram Ponta Delgada, nos Açores, ao continente (Oeiras) para um recorde mundial de distância em dupla com revezamento - quarta travessia do projeto Odyssey que Francisco Lufinha se propôs cumprir desde 2013 -, chegou a hora de pensar em novos desafios. O velejador português ainda não quis revelar muito sobre tais planos, mas deixou uma pista no ar quando ainda recuperava forças após dez duas de esgotante viagem.

«Sim, há planos para o futuro. Existem tantos países que falam português. Temos que começar por aí, vai ser a seguir. Já pensei muito no assunto, agora há que investigar mais depois de ter concluído este projeto Portugal é Mar. Passados quatro anos está fechado. E depois é explorar estes países», começa por contar Francisco que: em 2013 realizou a viagem Porto-Lagos (564 km em 29h); em 2014 ligou as ilhas Selvagens, ponto mais a sul do território português, ao Funchal (306 km em 12h); e em 2015 fixou um recorde do mundo, igualmente em kitesurf, entre Lisboa e a Madeira (874 km em 48h).

Uma vez que um longo período de falta de vento fez com que uma travessia que poderia ser cumprida em quatro ou cinco dias se estendesse a dez, interessava saber se dentro de um ou dois anos Lufinha e Brandt gostariam de repeti-la nesse espaço de tempo. «Não!», responde sem necessitar de pensar, «Checked! Está feito. Nunca mais!».

Anke ainda pergunta: «Fazer de novo a mesma coisa, com vento mais forte? Não, não se faz a mesma coisa duas vezes. Foi desafiante, aprendemos muito, tivemos problemas que não se podem prever, o que acho que foi a parte divertida, mas não há necessidade de repetir tudo. Será esta experiência com que ficamos nas nossas mentes. O próximo desafio terá de ser um novo», deixa bem claro a alemã que disse ainda que «não poderia ter arranjado um melhor parceiro para atravessar o Atlântico. Isso é certo.»

Mas seja qual for a próxima odisseia de Lufinha, todos a partir de agora terão mais atenção face a um problema crescente e preocupante que encontrou no Oceano. «De notar a quantidade que lixou que encontrámos. A quantidade de plástico que se vê é mesmo um problema sério. Recolhemos algum, até bolas de ténis encontrámos. Basicamente tudo o que não é posto no lixo ou reciclado vai dar ao mar. Essa será umas das grandes preocupações que terei mais no futuro com estes projetos», deixa o aviso.

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