ONU denuncia «limpeza étnica» contra muçulmanos rohigya

Birmânia 11-09-2017 12:55
Por Redação
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra`ad Al Hussein, afirmou esta segunda-feira que o tratamento que a Birmânia está a dar à minoria muçulmana rohingya se assemelha a «um exemplo retirado do livro de limpeza étnica».

O Conselho de Direitos Humanos da ONU criou em março uma missão internacional independente para investigar a violência que teria sido cometida pelo exército contra a minoria muçulmana rohingya, mas o país não autorizou a viagem dos especialistas.

Os rohingya, tratados como estrangeiros num país onde mais de 90% da população é budista, são considerados apátridas, apesar da presença de algumas famílias há várias gerações.

Ataques violentos e rebeldes rohingya contra postos policiais no fim de agosto provocaram uma nova onda de repressão do exército birmanês. «Esta operação é claramente desproporcional e não leva em consideração os princípios fundamentais do direito internacional», afirmou o Alto Comissário.

«Recebemos múltiplas informações e imagens de satélite que mostram as forças de segurança e as milícias locais incendiando vilas rohingya, assim como informações coerentes que citam execuções extrajudiciais, incluindo tiros contra civis em fuga», disse ainda.

De acordo com os dados mais recentes da ONU, 313.000 rohingya já se refugiaram no vizinho Bangladesh.


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