«Vamos para o estádio … que se faz tarde!...» (artigo de José Neto, 55)

Espaço Universidade 08-09-2017 08:44
Após o calendário competitivo ao nível das exigências por parte dos jogadores dos clubes nas respetivas seleções e a retoma de funções nos clubes de origem, vendo-se-lhes associados novos interlocutores, advindo dos diversos mercados de transferência, estaremos naturalmente atentos ao percurso dos seus níveis de apronto para a tarefa, que basicamente deverá ter como suporte um plano suficientemente claro no concernente ao modelo de jogo já existente e demais caraterísticas de apuramento para um previsível sucesso.

No que respeita aso jogos das seleções, com os jogadores a sujeitar-se a uma média de oito a dez dias de interregno de rotinas presenciais de treino no seu clube, pelo facto de ainda encontrarem outros graus de exigência comportamental, técnica, tática, competitiva e emocional, tendo na sua liderança equipas técnicas diferenciadas, com objetivos de conquista medidos a curto prazo, será mais um facto a ter em avaliação de retoma competitiva interna.

Também a acrescentar a definição de utilização ou não de jogadores e sua correspondência ao rendimento e resultado exposto, associando mais um facto por parte de alguns jogadores em pressão constante neste paradigmático dilema de mudança ou não de clube, viagens, alterações climáticas e consequentes adaptações a situações de possível dessincronização neuro biológica, podemos sem dúvida permitir que o julgamento da prestação não vive em “lar de solteiro”.

Porventura, julgo eu, esta paragem competitiva ajudou a reconstruir um coletivo mais coeso por parte de equipas em que porventura não viram convocados alguns dos seus ativos nas seleções, procurando colmatar algumas deficiências de resultados negativos obtidos ou por questões conhecidas de jogadores que se encontravam lesionados ou em processo de recuperação.

Perante os fenómenos evidenciados, nuns e noutros casos, será muito interessante verificar esta readmissão de processos na competição que regressa e verificar o “andamento” das equipas e dos seus jogadores por comparação do ranking de rendimento de competências adquiridas em termos do tempo próximo passado … isto é, para quem tem os dados objetivamente definidos na avaliação comportamental de desempenho!...

José Neto: Metodólogo de Treino Desportivo; Mestre em Psicologia Desportiva; Doutorado em Ciências do Desporto/Futebol; Formador de Treinadores F.P.F./U.E.F.A.; Docente Universitário.

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