A Literacia Científica e a Compreensão do Futebol (artigo de Manuel Sérgio, 181)

Ética no Desporto 08-02-2017 12:34
Por Manuel Sérgio
A sofisticação, a complexidade do futebol-espetáculo tem, necessariamente, uma relação com a ciência, mesmo para a execução das mais triviais tarefas, que não deverá subvalorizar-se. Não me refiro às palavras bravas, iracundas de alguns programas ditos desportivos. No entanto, outros há onde predominam a nota sentimental e as boas maneiras, mas onde o cavaquear, mesmo que irreverente e iconoclasta, não tem assomo de raciocínio crítico ou de mudança conceptual. Tudo o que se diz parece dito e gasto. Num tempo, como o nosso, onde as redes estão subjacentes ao conhecimento, desde a internet às redes de eletricidade, passando pelas redes do terrorismo internacional, não há desculpa para manter o futebol distante do convívio que se vem estabelecendo, desde o século passado até hoje, entre a sociedade e a ciência. Basta dizer-se que das duas Guerras Mundiais, que enodoaram o século XX, a primeira (1914-1918) é conhecida como a Guerra da Química e a segunda (1939-1945) como a Guerra da Física. E o impacto da ciência no modo como vivemos? E o impacto da ciência na saúde, particularmente através de vacinas, de cirurgias, dos inúmeros meios auxiliares de diagnóstico e das terapias (fisioterapias, radioterapias, quimioterapias)? Enfim, repito-me, esta é uma das características, e das mais importantes, do nosso tempo: a íntima relação sociedade-ciência! E, tendo em conta a natureza complexa e multidisciplinar dos problemas, as várias ciências sentem-se, muitas vezes, obrigadas a libertar-se dos espartilhos disciplinares (que o Augusto Comte, no século XIX, defendia) e procurar, noutras províncias do saber, novos fatores de desenvolvimento. Relembro o meu saudoso amigo e famoso gastrenterologista, Doutor Orlando Bordalo, a explicar-me, após a minha primeira colonoscopia, os contributos da tecnologia, naquele ato médico…

Porque é em rede a ciência atual, a necessidade da transdisciplinaridade, no desenvolvimento do conhecimento científico, a qual não deverá confundir-se “com interdisciplinaridade nem com multidisciplinaridade (…). A transdisciplinaridade, como o seu nome indica, transcende as disciplinas e acaba por ser o motor de quase toda a actividade científica contemporânea, cada vez mais personalizada e não institucionalizada, contextualizada e não dirigida pelo conteúdo. A importância prática deste conceito é tão grande que há quem queira basear nele a formação científica dos investigadores, no que chamam um Professional Doctorate (Pr. D) que substituiria a formação convencional disciplinar do Philosophical Doctorate (Ph. D)” (Duarte Costa Pereira, Nova Educação na Nova Ciência para a Nova Sociedade, Universidade do Porto, 2007, p. 299). Neste passo, vale a pena um resumo (um pequenino resumo) dos conceitos de multidisciplinaridade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade. Quando um objeto de estudo se observa de múltiplos pontos de vista, como (um exemplo) uma pintura se analisa ao nível da Arte, da Sociologia, da Psicologia, da Religião, etc. Neste caso de justaposição de conhecimentos, há multidisciplinaridade. Quando se transfere um método de uma disciplina para outra, atinge-se o espaço da interdisciplinaridade. Um exemplo atual é a ciência do caos. Iniciou-se com o estudo da turbulência na evolução das nuvens e, daí, desenvolveram-se métodos que se aplicam às ciências mais díspares, como a Biologia, a Economia, a Medicina, etc. A transdisciplinaridade estuda temas que estão para além da disciplinaridade, mas aplicam-se a todas as disciplinas. O paradigma é um assunto transdisciplinar. Outro tanto acontece com o mundo dos valores. A sabedoria de vida é também um tema transdisciplinar.

Na Carta da Transdisciplinaridade, apresentada em Portugal, durante o Primeiro Congresso Mundial da Transdisciplinaridade, em Novembro de 1994, assim reza o Artigo 3º.: “A Transdisciplinaridade não procura o domínio de várias disciplinas, mas a abertura de todas as disciplinas ao que as atravessa e as ultrapassa”. Ocorre-me, neste passo, uma ideia, bem controversa, de Michel Foucault. Para ele, as ciências humanas “não falam do homem”, porque analisam tão-só normas, regras, conjuntos significantes, “que revelam à consciência as condições de suas formas e de seus conteúdos”. Vivendo no interior de uma cultura, o homem é mais cultura do que ele mesmo. Aqui, afasto-me de Foucault, ao mesmo tempo que me aproximo de Sartre: “O essencial não é o que se fez do homem, mas o que ele fez daquilo que fizeram dele”. O que pretendi mostrar (com todas as minhas limitações) é que uma especialidade científica, atualmente, é simultaneamente ciência e cultura. E, por isso, numa base mínima de conhecimentos, há pensamento lógico, análise quantitativa e uma constante referência a valores. A OCDE decidiu apresentar uma definição: “A literacia científica é a capacidade de usar o conhecimento científico, de identificar e desenvolver conclusões baseadas na evidência, de modo a compreender e a tomar decisões sobre o mundo natural e sobre as mudanças nele introduzidas pela atividade humana”. Portanto, um especialista numa ciência qualquer deverá manifestar competências: no âmbito dos conhecimentos, ao nível dos valores e no campo da ação. Assim, para uma linguagem que possa refletir o futebol, quero eu dizer: para utilizar os conceitos precisos que nos dêem um retrato fiel de um jogo de futebol, os conceitos periféricos da linguagem quotidiana não bastam – nem resumir um jogo de futebol aos erros dos árbitros, ou a essa coisa que, para muitos, parece ser, por si só, a “pedra filosofal” de um jogo de futebol: a tática!

Para mim, o mais importante numa crítica a um jogo de futebol é uma visão holística do que se passou em campo, onde cada uma das variáveis aparecem, ligados interdisciplinarmente, como elementos de uma totalidade. É evidente que, por mais que se excogite a solução, o consenso é impossível. Há pessoas que pensam que as equipas da sua simpatia (melhor: da sua paixão) são tão perfeitas que, nelas, só se descobre um único defeito: não têm defeitos! E, porque não têm defeitos, o erro é sempre dos adversários (ou dos árbitros). No conhecimento científico, a verdadeira racionalidade é uma racionalidade aberta, inacabada, com o conhecimento pleno dos seus limites. A linguagem típica de muitos comentadores (e até agentes) do futebol, na análise de um jogo de futebol, não é portanto científica. É uma linguagem para ingénuos, ou para obcecados. Cito um livro de Gérard Fourez, La Construction des Sciences: “Para se poder ter uma opinião autónoma, ou uma séria participação, numa área do conhecimento, é preciso ser, cientifica e tecnologicamente alfabetizado” – o que não acontece, de facto, com a maioria das pessoas que compõem os programas, sobre futebol, que a televisão nos oferece. Segundo este mesmo autor, “um espaço, com o mínimo de cientificidade, deverá ser um modelo de multidisciplinaridade”, já que, em todos os momentos e em todas as situações, se verifica uma “urgência de complexidade”. Isto é, só se conhece verdadeiramente um objeto científico, quando descobrimos as causas (e não uma causa só) que o fizeram nascer. Em Edgar Morin tudo é uma “unitas multiplex”, traduzindo: a unidade de uma multiplicidade. A chamada Terceira Revolução Educativa exige um currículo onde estes problemas se estudem. Há necessidade de uma ciência-para-todos, na educação-para-todos. O que se passa, no futebol português, no discurso de muitos dois seus comentaristas e dirigentes, pode servir para ganhar eleições e desculpabilizar derrotas. Não serve para um conhecimento rigoroso do futebol.

PS.: Faleceu, no passado dia 3 do mês em curso, o antigo vice-presidente da FPF, Amândio de Carvalho. Era um homem naturalmente simpático, naturalmente fraterno. Conhecía-o, há 50 anos. E, pelas suas qualidades humanas, não o esquecerei jamais. À família enlutada, endereço os meus sentidos pêsames.

Manuel Sérgio é professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto
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