Celebrar Portugal, através do futebol (artigo de Manuel Sérgio, 145)

Ética no Desporto 09-06-2016 19:27
Por Manuel Sérgio
Julgo que o meu (o nosso) patriotismo não conflitua com a admiração que pretendo manifestar, agora, por Muhammad Ali (1942-2016), um campeão que foi um Homem, digamos mesmo: um “livre-pensador” que mostrou repulsa por tudo o que enodoa ainda o nosso tempo: a violência, a guerra, o racismo, a exploração, qualquer assomo ditatorial, ou volúpia egoísta do Ter e do Poder.

Pelé, de lágrimas nos olhos, confessou, ao saber do falecimento do grande pugilista: “O universo do desporto sofre uma grande perda. Muhammad Ali era meu amigo, meu ídolo, meu herói”.

Como Pelé, também Muhammad Ali era meu ídolo e meu herói. Quando soube que seria recrutado para a guerra do Vietname, Muhammad Ali tomou uma atitude que me deixou, então, emocionado, ao lançar, como um dos seus socos, uma frase que ficou célebre: “Não tenho nada contra esses vietcongues”. Barack Obama, ao saber da morte, pela doença de Parkinson, do campeão mundial de pesados, em 1964, 1974 e 1978, afirmou à nação americana: “Muhammad Ali foi um homem que lutou pelo que era certo. Um homem que lutou por nós. Manteve-se na luta com Martin Luther King e Nelson Mandela: levantou-se quando era difícil, falou quando os outros se calaram. A luta fora do ringue custou-lhe o título e a imagem pública, deu-lhe inimigos à esquerda e à direita, quase o mandou para a cadeia. Mas Ali manteve a sua posição. E a sua vitória ajudou a que nos habituássemos à América onde nos reconhecemos hoje”.

Está aí à vista de toda a gente o naufrágio das ideias que os USA, com todo o seu poderio, designadamente o informacional, espalhavam pelo mundo. Está aí à vista de toda a gente a vitória das ideias que Muhammad Ali defendia, com uma lucidez e uma coragem inexcedíveis. Descobre-se muitas vezes (“et pour cause”...) uma visão pejorativa, ridícula, caricatural de homens (sejam desportistas, ou não) como Muhammad Ali. Mas, por fim, a História curva-se respeitosamente perante eles e... dá-lhes razão!

Sem aqueles valores sem os quais impossível se torna viver humanamente – sem esses valores, não há desporto! O patriotismo é um deles. Pelo amor à Pátria, o Eu aglutina-se a um Nós, com cimentos de simpatia filial, fraterna, paternal, maternal, etc., etc. A família nacional foi assim definida por Salazar: “Não se é português senão pelo sentimento e pela língua. São assim portugueses todos quantos, espalhados pelas cinco partes do globo, falam e sentem em português” (Comissão Executiva dos Centenários, 1940). Com 7 anos de idade (menino que se julgava eternamente menino) assisti, principalmente nas várias visitas que fiz, em Belém, à Exposição do Mundo Português, à celebração, pelo Estado Novo, do triplo centenário: a fundação, em 1140; o pico da expansão marítima em 1540; e a restauração da independência, em 1640. Mas, ainda pouco ou nada questionador do quotidiano, não percebi por que a palavra “patriotismo” se apagou dos discursos e das instituições “estadonovistas”, em proveito da palavra “nacionalismo”. É que o “patriotismo” surgia aos olhos de Salazar como a palavra mais utilizada pelos republicamos, nos conflitos com os monárquicos. E Salazar bebera boa parte da sua ideologia, no Integralismo, uma doutrina declaradamente conservadora e reacionária, que defendia, cegamente, a absurda subserviência medieval da fórmula dinástica. O nacionalismo era um dos estandartes do tradicionalismo. Ora, o nosso tradicionalismo, catolicamente ultraconservador, antidemocrático e antiliberal deixou-nos “orgulhosamente sós”... até no futebol! Valeu-nos o profissionalismo e a competência de Otto Glória e de Bela Guttman e o génio de alguns jogadores ultramarinos para, na década de 60, podermos apresentar um Benfica e uma seleção nacional, que não temiam cotejo com o melhor futebol que, então se praticava por esse mundo além.

A partir da década de 80, pela investigação científica levada a cabo nos ISEF`s de Lisboa e do Porto, onde se licenciaram os treinadores, entre outros, José Mourinho, Jesualdo Ferreira, Carlos Queirós, Nelo Vingada, José Peseiro, Rui Vitória, Jorge Simão, Daúto Faquirá e os metodólogos do treino David Monge da Silva e Vítor Frade; pela genialidade crítica do José Maria Pedroto e do Artur Jorge e do Mário Wilson; pela colaboração de alguns treinadores estrangeiros, como o Sven-Goran Eriksson e o Luiz Felipe Scolari; pelo trabalho rigoroso, meticuloso, apresentado pelos principais clubes portugueses, no âmbito da formação; pela adesão ao futebol-espetáculo da Imprensa escrita e radiodifundida e televisiva – a partir da década de 80, Portugal ultrapassou uma história baça e irrelevante (com exceção da década de 60, como vimos) e alcandorou-se a um futebol que merece a admiração dos estudiosos mais informados. Demais, são nossos também dois profissionais inigualáveis: o treinador José Mourinho e o jogador Cristiano Ronaldo. Não surpreende, por isso, a convicção do engenheiro Fernando Santos que julga capaz a atual seleção nacional, ou de ganhar o Euro-2016, ou de chegar ao último jogo da competição. Ele não aceita um futebol português sem conteúdo e sem substância. E julgo que tem razão. Depois do que Portugal já conseguiu, com a “Geração de Ouro” e a “Geração-Scolari”, com o trabalho, exemplar e continuado, ao nível da formação, do Sporting, do Benfica e do Porto - a vitória no Euro-2016 seria o corolário ideal ao que o futebol português tem feito, nomeadamente no século XXI. “É à geração que surge entre 2002 e 2008, potenciada por Scolari, que se deve, de facto, o melhor período da equipa das quinas de todos os tempos. É uma geração sem nome, ao contrário da Geração de Ouro mas que, em termos de resultados, é a melhor geração de sempre do futebol nacional. É composta por valiosos jogadores, como Ricardo, Paulo Ferreira, Miguel, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Costinha, Petit. Deco, Tiago, Nuno Valente, Simão, Ronaldo, Pauleta, Nuno Gomes e do seu líder incontestável, o único sobrevivente da Geração de Ouro: Luís Figo, que se retirou em 2006” (Ricardo Serrado, História do Futebol Português – II, Prime Books, p. 468).

Durante 500 anos, o projeto nacional do nosso País foi o império. Com o 25 de Abril de 1974, o grande objetivo do povo português parece ser a construção da democracia e a integração europeia, visando paz, saúde, educação, bem-estar... para todos e não só para alguns (isto é o que se diz, porque os grandes ordenados, os grandes vencimentos, os grandes salários são mesmo só para alguns). Que a seleção nacional de futebol, no seu comportamento durante o Europeu, se transforme, pelo seu fulgor, pela sua arte, numa experiência vivida dos grandes ideais que, hoje, nos animam, nos motivam. E que, pelos seus êxitos, nos ajude a redescobrir Portugal! Não parece ser por acaso que a FIFA estrutura, atualmente, o seu trabalho à luz do seguinte slogan: “For the Game. For the World (Pelo Jogo. Pelo Mundo). É este slogan o sinal certo de que o futebol, mais do que um jogo, quer transformar-se numa filosofia de vida? No pensar de Merleau-Ponty, “a filosofia é reaprender a ver o mundo”. E com que objetivo? Para dar sentido à vida! E qual o sentido da vida? O caminho (não a sua posse) da transcendência física, intelectual, psicológica, moral. Porque me transcendo, sei que estou vivo. Não pode ser outro o pensamento dos atletas e dos treinadores, incluindo aqueles que auferem milhões e milhões de euros, no fim de um ano só de trabalho. Fazer filosofia é estar a caminho. Na celebração das nossas vitórias, durante o Euro-2016, bem é que se tome o futebol como meio de excelência para a compreensão da sociedade atual. O nosso amor pelo futebol, muitas vezes, não nos deixa vê-lo, com o rigor necessário. E há que exigir mais do que futebol aos jogadores e aos treinadores, que pertencem à elite do futebol mundial.

Manuel Sérgio é professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto
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