Carta Aberta a Luís Filipe Vieira (artigo de Manuel Sérgio, 142)

Ética no Desporto 22-05-2016 17:33
Por Manuel Sérgio
Meu Exmº. Amigo. Por generosidade de Pinto da Costa e José Pedroto, acompanhei e aplaudi o renascimento do F.C.Porto, concebido e levado a cabo pela acuidade de perceção, pela destreza de raciocínio e por um entranhado amor ao seu Clube destes dois extraordinários “agentes do desporto”. Hoje, em tempos diferentes, faço o mesmo, em relação ao S.L.Benfica, dado que igual fenómeno se processa, no Benfica.

Da palavra torpe, da injúria sistemática, da atitude equívoca, em que alguns se especializaram e onde se vincam as linhas das suas personalidades, procuro fugir. Quero eu dizer: deixei de os ler! Apreciando enormemente o convívio e a conversa, mesmo com certa dose de irreverência, há nalgumas pessoas, mesmo dirigentes desportivos, razões que a minha razão não só não entende como rejeita. Não me considero melhor do que ninguém. Como S. Paulo, digo também: “Faço o que não quero e quero o que não faço”. Mas é a competição sem conflito a principal característica do Desporto. Um conflito permanente apaga, desfigura, mitifica o que, na motricidade humana, pode ser Desporto. Foi, por isso, de alma em festa, que ouvi o seu discurso, na receção aos novos campeões nacionais, na Câmara Municipal de Lisboa:

“No futebol, quanto mais forte for a concorrência, melhor para todos, mais competitiva é a Liga e mais valor tem o Campeonato-. É isso que procuram todos os que investem no futebol. Parabéns ao Sporting Clube de Portugal. Os seus sócios e adeptos devem sentir orgulho pelo que fizeram e pelo que nos obrigaram a fazer. Foi sem dúvida um dos campeonatos mais competitivos dos últimos anos, algo que valoriza a Liga”. E acrescentou o meu Amigo, dando ênfase ao que dizia: “Se a isto pudermos retirar o campeonato das palavras e das insinuações, todos teremos a ganhar”.

Eu sei que não é possível a mesma ética para todos. Michel de Montaigne já o referiu: “Aqui, vive-se de carne humana; ali, é um ato de piedade matar o próprio pai já idoso; noutro lado, os pais decidem, com os filhos ainda no ventre das mães, quais os que serão alimentados e conservados e os que serão abandonados e mortos; nalguns povos, os maridos impotentes emprestam as mulheres aos jovens para delas se servirem; noutros, as mulheres têm muitos homens e, com isso, não pecam; num determinado país, chega-se ao ponto de as mulheres trazerem tantas borlas franjadas, na orla dos seus vestidos, quantas as vezes que copularam com machos” (Essais, Gallimard, Paris, 1:14).

Nos seus Pensamentos, Pascal generaliza: “Não vemos nada de justo ou de injusto, que não mude de qualidade, quando se muda de clima. Quanto a David Hume, salientando que tudo retira o seu valor do interesse, da paixão que pomos na sua procura, conclui um texto célebre: “beleza e valor são puramente relativos”. Ainda hoje, mormente por motivos de ordem religiosa, a moral é bem diferente, entre os povos cristãos e os muçulmanos (um exemplo, entre outros). Valores morais diferentes encontram-se, quase sempre, radicados, em tradições, em culturas diferentes, irredutíveis entre si, que moldaram o sentir e o pensar das pessoas. Poderia amealhar mais textos, incluindo os de outros autores. Tudo isto é verdade. Mas no futebol (no desporto) a guerra é meramente simbólica. Rodeia o futebol uma linguagem bélica? Sem dúvida! Por isso, ao goleador se chama “artilheiro” e ao jogador que representa o “onze”, junto dos árbitros, é por “capitão” que se conhece. Os futebolistas do Atlético de Madrid, para alguns jornalistas, irradiam os sentimentos típicos dos “guerreiros” e jogadores há que, em razão da sua força e pujança, é por “tanques” que os distinguem.

O futebol, designadamente desde o século XIX, é de essência clubista, reside no clube a sua inapagável identificação. Não surpreende, por isso que, para muitos benfiquistas, ou sportinguistas, ou portistas, etc., etc., mais os entusiasme um jogo dos seus clubes do que um jogo da seleção nacional. O próprio Maradona proclamou, de lágrima no olho, que a vitória do Nápoles, no campeonato italiano, era, para ele, mais importante do que a vitória num Mundial. No entanto, nas leis que regulam o desporto, há uma benignidade nas relações entre os seus agentes, uma cautela em não aguçar arestas, um número incontável de zonas amortecedoras entre os competidores em liça, que não permitem um estado permanente de guerra, incluindo uma guerra verbal.

O futebol não é só uma indústria, é também uma instância produtora e promotora de valores, é uma ciência e uma sabedoria, ou seja, o futebol, ou tem rosto humano, ou não é futebol, ou... não é desporto! Julgo que foi esta a mensagem que o meu Amigo quis transmitir, sem esquiva, nem disfarce. E, por isso, o felicito e o aponto como exemplo. O trabalho de pacificação do futebol português tem, decerto, lugar de relevo, no livro da sua vida – porque o progresso do nosso futebol acontecerá tão-só com um clima de paz, ramificado numa sucessão de encontros entre os dirigentes mais responsáveis. Não digo que a camaradagem entre os dirigentes dos vários clubes tenha de associar-se, sempre, a uma grande estima ou nela se fundir, mas um diálogo frequente e digamos sem receio: fraterno tem necessariamente de existir entre os dirigentes do futebol português, sem exceções. Só com treinadores competentes, de inesperada intuição criativa, o futebol, em Portugal, não é o que poderia ser.

“O futebol é festa que tem periodicamente festas, as comemorações de sucesso. No caso de vitórias nacionais, é todo um país que tende a ficar envolvido pelo clima de euforia e orgulho pátrio, milhões de pessoas festejam por todo o território. Mas o caso de clubes talvez seja mais expressivo. Primeiro, porque ocorre em ambiente global não favorável, o conjunto das outras torcidas que se constituem sempre em maioria. Depois, porque manifesta a força do espírito clânico, qualitativamente tão ou mais intenso do que o espírito nacional”(Hilário Franco Júnior, A Dança dos Deuses, S. Paulo, 2008, p. 256). O Benfica está em festa! Para tanto, muito contribuiu (principalmente, pois que muitos mais nomes deveria citar, incluindo o do Rui Vitória) a inteligência e o talento e a vontade e a probidade mental do seu presidente.

Mas, ao mesmo tempo que aumentou a alegria, no coração dos benfiquistas, aumentou também o número daqueles que sofrem pungentemente com os êxitos alheios, que tentam esquecer o muito e louvável que o meu Amigo fez e publicamente nunca lhe perdoarão um só erro cometido. Não é o meu caso, já que pretendo ser um homem naturalmente fraterno, que descobriu no desporto a casa comum de todos os seres humanos. No desporto (no futebol, portanto) tem de nascer uma nova cultura de relação, com o outro e com a natureza, que nele não possa nascer, nem o ódio, nem a inveja, nem a intolerância, nem a violência, nem qualquer clubismo que se confunda com um avassalador fanatismo. Aceite, por isso, com um abraço fraterno, as homenagens sinceras do Manuel Sérgio

Manuel Sérgio é professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto
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