Carta Aberta ao Lindelof (artigo de Manuel Sérgio, 129)

Ética no Desporto 07-03-2016 18:14
Por Manuel Sérgio
Meu caro Lindelof, após o resultado do último Sporting-Benfica, os comentadores dão especial relevância aos “avançados”. Num jogo de futebol (e porque tudo é multidimensional) poderão salientar-se as claques, os dirigentes, os treinadores (o principal e os adjuntos), as leis do jogo, a imprensa, os dirigentes, a equipa, os médicos, os fisioterapeutas, etc., etc.

Após o resultado do último Benfica-Sporting, quero salientar, sobre as mais, a sua atuação de jogador notável que é: forte, sereno e singular previsor de jogadas, designadamente as dos seus adversários. No baile de corpos e de cores, que é um jogo de futebol, o Lindelof parece que é inteligência tão-só – parece, pois que se sabe que não há inteligência sem emoção. Da sua atuação já se sente, nítida, uma grande vontade de bem servir os obetivos propostos pelo seu Clube.

O Nietzsche (no livro Humano demasiado Humano) dizia que o super-homem subverte todos os valores. Não vou chamar-lhe super-homem, mas o meu amigo também subverte todos os valores reinantes num jogo de futebol: num mundo onde impera, muitas vezes, a irracionalidade, o Lindelof proclama a quem o entende que é possível jogar futebol, com atenção, com capacidade de autocrítica, com exemplar adaptação aos inúmeros problemas em que o futebol se manifesta, com inteligência, em suma. Embora nada saiba de futebol (tantas vezes me ocorre o “só sei que nada sei” do grego Sócrates) fiquei surpreso a vez primeira que o vi jogar e cheguei a escrever qus os adeptos benfiquistas ainda iriam prosternar-se diante da sua indesmentível classe. O “penso, logo existo”, no futebol transforma-se em “ganho logo existo”. No seu caso, no entanto, é tão evidente a sua classe que só um cego não a vê (e o clubismo doentio é a pior das cegueiras). Um rapaz de 20 anos que joga o que o meu amigo joga é com certeza muito inteligente (inteligência que se revela na humildade, principalmente nos êxitos mais aplaudidos).

De facto, os jogadores do Benfica partilharam, nas redes sociais, uma fotografia da festa, no balneário do Benfica, findo que foi o jogo de Alvalade. E, entre as mensagens que publicaram, donde emergia uma alegria imparável, li a sua: “Vitória importantíssima. Parabéns a todos. Orgulho de fazer parte dessa equipa”. É assim no desporto (e no mais): sem equipa, nada se consegue. Aponta-se o tridente atacante do Barcelona (Messi, Suarez, Neymar) como a razão primeira dos êxitos desta incomparável equipa. Mas, por que se esquece o Iniesta? E os restantes companheiroa da equipa, mesmo os que menos jogam? Já o Píndaro, antes de Cristo, cantava os êxitos dos atletas vencedores, adiantando que eles mantinham especiais inrimidades com os deuses.

Afinal, o trabalho, o profissionalismo, a honestidade dos menos dotados também estão nos golos do Suarez, do Messi e do Neymar. Normalmente, o golo não resulta, unicamente, do virtuosismo de um só jogador, mas do querer de uma equipa que “quis” que ele acontecesse. A propósito, deixo-lhe a opinião autorizada de Bernardinho, treinador de voleibol da seleção brasileira, no seu livro Cartas a um Jovem Atleta: “Todo o atleta ao conquistar um título deveria fazer a si mesmo estas perguntas: O que me trouxe até aqui? E como me manter neste nível? Em geral, após o triunfo, o entorno passa a exaltar o grande campeão, suas qualidades, seu talento, levando-o a negligenciar as razões básicas dos seus êxitos” (p. 56).

As razões básicas, que são a honestidade, o treino, o espírito de sacrifício. Óscar, considerado o maior basquetebolista brasileiro de todos os tempos, costumava dizer: “A dor faz parte do uniforme do atleta”. Para manter e superar os desempenhos que o distinguem, o campeão não pode deixar de treinar-se, sempre, com rigor e de considerar-se numa equipa “um de nós”. Logo que terminou o jogo com o Real Madrid (em 28 de Fevereiro de 2016), Simeone disse aos jornalistas: “Esto es lo que somos”. E continuou: “ O trabalho e o sacrifício necessários até nos parecer normal ganhar ao Real Madrid e às melhores equipas do mundo”...

Perdoe-me o facto de falar-lhe de temas que o Lindelof conhece bem melhor do que eu. Integrando uma equipa onde, no centro da defesa, pontificavam o Luisão (o grande capitão) e o Jardel e o Lisandro, o meu amigo entra na equipa e não parece inferior a nenhum deles. Nem individual, nem coletivamente. Bernardinho sublinha que é fundamental avaliar, dia após dia, “se o jogador tem espírito de equipe, se é um team player, disposto a pôr o talento individual a serviço do conjunto, dos objetivos gerais, como faz o grande solista ao integrar-se na orquestra. Há jogadores que, designados para a reserva, rebelam-se contra a decisão do treinador, imaginando-se que têm lugar reservado, sem condições, na equipe principal. Em geral, porque não têm espírito de autocrítica, julgam-se preteridos por motivos pessoais (…).

É bem diferente a reação do jogador no qual prevalece o espírito de equipe. Ele entende a reserva como uma posição momentânea que o seu trabalho pode superar (…) Como treinador, quero no banco jogadores inconformados. Não rebelados, ou revoltados, mas incomodados, querendo uma oportunidade, brigando para que ela apareça, treinando com afinco para conquistá-la. É saudável e louvável a disputa interna entre atletas da mesma equipe, por uma posição, pela titularidade. Se for ética e leal esta disputa, só engrandece o time e satisfaz o treinador, nessa caso acometido, como na blague, da famosa dor de cabeça de ter bons jogadores em excesso, todos comprometidos, naturalmente, com o mesmo objetivo: ganhar e produzir o máximo possível” (p. 81). Mas eu não quero enfadá-lo com uma carta longa e carregada de citações. Só quero dizer-lhe afinal que me parece estar a nascer no Lindelof um defesa-central de classe incontroversa. Tem muito que aprender? Tem! Tem muito que aprender! Só os que julgam que sabem muito não querem aprender mais. E, por isso, cada vez sabem menos.

Estou certo que isto mesmo dir-lho-á o seu presidente Luís Filipe Vieira que, no meu modesto entender, na hora em que se votou ao Benfica tudo generosamente lhe deu – e nada lhe pediu . Quero eu dizer: que, num momento supremo da vida do Clube, encarnou a alma benfiquista, assegurou a continuidade de uma instituição à beira do precipício. Isto mesmo dir-lho-á também o seu treinador, um homem de estudo e de ética. E, hoje, sem ética e sem estudo, a liderança não acontece. Caro amigo, a sua mentalidade simples, clara, lógica dispensa bem os meus comentários. O Lindelof tem tudo para ser um grande jogador de futebol. Seja agora o homem que, ao jogar honestamente o jogo da vida, também aprende a jogar melhor o futebol. Seu. Manuel Sérgio.

Manuel Sérgio é Professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto
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