O Mito e a Alta Competição Desportiva (artigo de Manuel Sérgio, 120)

Ética no Desporto 04-01-2016 20:01
Por Manuel Sérgio
Paul Ricoeur, na sua obra Le Conflit des Interprétations, escreve: “É convicção antiga minha, e hoje mais estruturada do que nunca, de que a nossa relação com a realidade é originária e essencialmente de ordem simbólica e por consequência mítica, de tal modo que Logos algum alcançará jamais subtrair-se a esse estatuto de realidade humana simbolizante”. Ora, se a nossa relação com a realidade é de ordem essencialmente mítica, muito mais o será em relação ao maravilhoso irrealismo do mundo do futebol-espetáculo. Sou amigo do Jorge Jesus, atual treinador do Sporting C.P.; acompanho-o, com frequência, designadamente em almoços que muito têm servido ao enriquecimento intelectual do meu autodidatismo, em matéria do “desporto-rei” - posso por isso testemunhar a sua popularidade, melhor: o culto idolátrico que o envolve e a que ele corresponde de riso nos olhos, saboreando cada minuto da existência, como se fosse o último. Eu já não tenho ídolos, como um dia ouvi ao inesquecível parlamentar e insigne legislador e jurista António de Almeida Santos: “mas tenho referências humanas”.

Entre essas referências humanas, encontro o Jorge Jesus. Impulsivo, arrebatado, emotivo, durante os jogos e nos treinos, sereno, compreensivo, bondoso, no dia-a-dia, junto da família e dos amigos. Sendo hoje, em Portugal, uma das mais carismáticas e polémicas figuras públicas e que portanto mais paixões desperta, é de uma surpreendente maturidade, no recato de uma conversa. Foi ele a dizer-me: ”Os aplausos populares, no futebol, são quase todos passageiros. Num só dia, tanto um treinador, como um jogador, pode ir de besta a bestial. Basta mudar de clube, basta perder um jogo de grande importância, basta ser vítima de uma notícia maldosa”. E rematou: “Sou um apaixonado do futebol, mas já ando nisto há muitos anos e conheço os homens e conheço as suas fraquezas”.

Fernando Santos, selecionador nacional de futebol, em entrevista ao jornal A Bola (2015/12/26) e, a respeito do seu benfiquismo, confessou: “Quanto ao meu benfiquismo nunca me atrapalhou porque, quando decidi ser treinador o profissionalismo pesou sempre mais. Nunca desmenti que fui adepto do Benfica, durante muitos anos mas, quando comecei a ser treinador de futebol, essa paixão de adepto morreu. Quando entrei no F.C.Porto, passei a ser do F.C.Porto, não tenham dúvidas! Ao contrário, seria a mesma coisa! O clube que mais me marcou sentimentalmente foi o AEK, mas isso não me impediu de treinar o Panathinaikos ou o PAOK. Percebo que isso tenha sido estranho para as pessoas. Muitos amigos deixaram de me falar nessa altura. Amigos não, conhecidos que acharam que aquilo foi uma traição”.

Jorge Jesus e Fernando Santos, dois atlantes do nosso futebol, ambos com uma vocação instintiva e precoce para a profissão de treinador de futebol e com experiência duradoura das inclemências de um clubismo doentio que, ora idolatra, ora calunia e insulta! Ou seja, todo o mito dá uma imagem das pessoas altamente deformada e deformante. Eduardo Lourenço parece ver-nos “como um povo com uma fortíssima propensão para a renovação da sua história, por vezes falseando-a, mas mitificando-a sempre” (Maria Manuel Baptista, Eduardo Lourenço: Estudos 1, Ver o Verso Edições, Lda., Maia, 2006, p. 52). “Grosso Modo”, não sei se não poderá afirmar-se que, não só em Portugal, mas no mundo todo civilizado, o clubismo desportivo cresce, ao mesmo tempo que se realiza uma despolitização massiva da sociedade. Os jornais, a rádio, a TV, as redes sociais dão à vida dos campeões do desporto, aos resultados das competições, mormente as internacionais, lugar de tamanho relevo que torna insensíveis aos “ventos da história” os seus leitores, os seus ouvintes, os seus espectadores e... os próprios atletas!. Não há dúvida o “ópio do povo”, atualmente, é mesmo o futebol-espetáculo. E assim a função cultural do desporto atravessa uma fase verdadeiramente agónica.
Miguel Real, em livro que, salvo melhor opinião, deverá integrar a galeria dos grandes ensaios que se conhecem na cultura portuguesa, encontra no sentimento trágico, em Eduardo Lourenço, os seguintes cinco vetores. “Nada de exterior ou transcendente (…) é superior e determinante, face à consciência singular do sujeito; nenhum valor em si e nenhuma escala axiológica encontram legitimação universal, fora da sua própria instauração epocal, social e histórica (…); nenhum código linguístico e nenhuma substância de linguagem podem dar conta da realidade em si, da sua essência, senão fragmentaria e incompletamente (…); nenhum corpo doutrinal é intrinsecamente capaz de espelhar com realidade o movimento e a substância do Ser; finalmente, nenhuma ação coletiva ou individual, nenhuma palavra coletiva ou individual são capazes de preencher, senão ilusória e efemeramente, o vazio de absoluto, que se instaurou no coração do homem, nestes momentos terminais de uma civilização que, tendo conhecido o paraíso da crença inocente, se oferece hoje a si próprio o inferno de uma aceleração histórica, tão feita de presente fugaz, quanto de um futuro sem sentido” (Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa, Quidnovi, 2006, pp. 377/8).

E assim, e porque “a ideologia dominante é a ideologia da classe dominante”, tudo se conjuga para que a mitologia desportiva se transforme em elemento de valor inestimável ao progresso e aceitação generalizada da ideologia neoliberal que nos governa. E, ao mesmo tempo que o Papa Francisco nos diz que teria vergonha de dormir, no luxuoso apartamento que o Vaticano lhe destinava, o Cristiano Ronaldo mostrou à televisão a casa onde habita, própria tão-só de quem ostenta uma riqueza faraónica. E o humanismo deste desporto serve, sobre o mais, para que o pobre, o desprezado, o marginalizado, o excluído acreditem na bondade de um sistema social que os explora. Nada tenho contra o Ronaldo, nem contra o Messi, nem contra o Neymar, o campeão desportivo tem o seu papel imprescindível numa política de desenvolvimento desportivo, na criação de um conceito de corpo como valor cultural e de uma educação onde o homem todo seja educado e não tão-só as suas virtualidades intelectuais e cognitivas. Mas que o atleta de nomeada, mesmo inconscientemente, como é o caso, não seja o cartaz de uma determinada ideologia...

“O que se opõe ao descuido e ao descaso é o cuidado. Cuidar é mais do que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais do que um momento de atenção, de zelo, de desvelo. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro (…). Entretanto, o cuidado é ainda algo mais que um ato, uma atitude, entre outras. Disse-o o filósofo que melhor viu a importância essencial do cuidado, Martin Heidegger (1889-1976), em seu famoso Ser e Tempo: Do ponto de vista existencial, o cuidado se acha a priori, antes de toda atitude e situação do ser humano, o que sempre significa dizer que ele se acha em toda atitude e situação de fato” (Leonardo Boff, Saber cuidar, Editora Vozes, Petrópolis, 1999, pp. 33/4). E continua Leonardo Boff: “”Quer dizer, o cuidado se encontra na raiz primeira do ser humano, antes que ele faça qualquer coisa”. Significa isto, diz ainda este teólogo, que o cuidado é “um modoi-de-ser essencial sempre presente e irredutível à outra realidade anterior. É uma dimensão fontal, originária, ontológica, impossível de ser totalmente desvirtuada”. O atleta-campeão reflete e multiplica as categorias do sistema capitalista: a competição, a medida, o rendimento, o recorde, a especialização.

Por isso, o campeão tem por si um sistema que dele precisa, para dar forma humana às ideias que o próprio sistema defende. Assim, o campeão “fabrica-se” de acordo com os interesses.de quem principalmente beneficia da sociedade de mercado. Por que será que o campeão, superdotado e hiperespecializado, não manifesta normalmente uma cuidada consciência política? Ele é tão-só, para muitas pessoas, o homem-máquina, a besta esplêndida, que bate recordes, que ostenta inigualáveis desempenhos mas, sobre o mais, um exemplo de alienação desportiva. Para mim, não está em causa, nem o desporto, nem o espetáculo desportivo, nem o atleta-campeão. Nunca o escondi: para mim, o meu espetáculo preferido é um bom jogo de futebol! No entanto, se nos comprometemos com o nascimento de um mundo novo, não podemos esquecer também a formação de atletas que saibam ver, na sua prática profissional, um sistema económico, uma sociedade, uma cultura. Afinal, que sejam menos mitos e mais pessoas.

Manuel Sérgio é Professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto
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