A propósito de Paulo Freire e Blondel e Sartre (artigo de Manuel Sérgio, 119)

Ética no Desporto 28-12-2015 20:42
Por Manuel Sérgio
Com os meus 82 anos de vida, sou tentado a recordar o que já vivi, o que já fui. Desta feita, regresso a Agosto de 1987 e na Pontifícia Universidade Católica de S. Paulo, onde integrei um júri de mestrado, na companhia de Paulo Freire. Era mestrando o Lino Castellani, meu querido amigo e que integrou o primeiro governo do presidente Lula. Aliás, para que não restem dúvidas, eu era um simpatizante (sempre crítico) do Partido dos Trabalhadores (PT) que, naquele tempo, me parecia necessário ao Brasil tumultuário, confiante, adolescente, vigoroso, que eu conheço.

Acompanhava, também, com alguma atenção, as reivindicações do Movimento dos Sem Terra (MST), que obedecem a três grandes princípios: a democratização da terra; a implementação de uma autêntica reforma agrária; e o termo do neo-liberalismo excludente. É evidente que interessa extirpar da mente de muitos trabalhadores a ideia falsa e, não raro, caricatural, de que as reformas podem concretizar-se ao ritmo das necessidades e dos desejos de cada um, ou que é o mesmo (embora possam ser as mesmas a sinceridade e a constância, no combate às injustiças de toda a ordem) ser Governo ou Oposição. Os contextos que aprisionam as relações internacionais; uma certa morosidade, na resolução dos múltiplos problemas sociais; e um ou outro chefe destituído de capacidade e competência – surgem aos olhos de observadores menos atentos, como resultados de governos reaccionários e poltrões. Ora, diante do velho e clássico problema: vontade da Lei – vontade do Príncipe, em Lula da Silva, pensava eu, então, que a vontade de uma Lei que intensamente se critica e paulatinamente se refunde, era nele evidente, dado que, para Lula da Silva, de certo, a Ética seria a Filosofia Primeira, o que parece não ter acontecido com alguns dos seus mais próximos colaboradores...

Mas, voltando aos começos deste artigo, conheci, pessoalmente, pela primeira vez, o notável pedagogo Paulo Freire, em Agosto de 1987. Isso me bastou para em encontros casuais (um deles, na Avenida Paulista, lembro-me bem) ter admirado, no insigne Mestre, a paciência para aceitar a minha pimpante impertinência de pretenso filósofo do desporto e ainda a clareza e a elegância expositiva, ao explicar-me as suas principais ideias que desnudavam a metodologia obsoleta de uma educação vista unicamente como transmissão de ideias prontas e acabadas, ou seja, de uma “educação bancária e domesticadora”, onde valem mais o conteúdo e o produto do que o processo de construção do conhecimento.

“Por isso (dizia o Mestre) a educação, hoje, é muito mais interessante fora da Escola, a qual prossegue, teimosamente, na reprodução de modelos antiquados e gastos”. Sobre o mais, pareceu-me uma pessoa fundamentalmente boa, um S. Francisco de Assis dos nossos tempos. Mas o que eu pretendo realçar, neste momento, é que Paulo Freire alimentava a forte convicção que a prática educacional enfermava dos seguintes defeitos: compartimentação do conhecimento, através de disciplinas que recusam a interdisciplinaridade; comportamentos pré-estabelecidos, que ensinam a não questionar, a não exprimir os próprios pensamentos, levando à passividade e à reprodução; ênfase concedida à racionalidade, onde se estimula bem pouco a criatividade, a comunicação, a educação motora; obsoleta metodologia, onde o professor é o proprietário exclusivo do saber; ausência de educação política, que não se confunde com partidarização, já que tem em vista a formação de cidadãos livres, críticos, capazes de levantar o pendão da sua ideologia, responsavelmente assumida e com a necessária tolerância por todas as ideologias democráticas. De facto, a ausência de educação política é uma das grandes lacunas do sistema educativo, não aprendendo o educando que ter ideias implica agir por elas e com elas.

A Escola não pode ser apolítica (as aulas não devem ser apolíticas), por esta simples razão: o homem culto, isto é, que se cultiva, é essencialmente um homem político, alguém que se sabe o criador do seu destino histórico, que teoriza o real, porque o sente e o vive e o quer transformar. Hanna Arendt não hesita, ao afirmar que reside no bios politikós e não no bios theôretikós o radical fundante do verdadeiro pensamento. Hoje, porém, não há democracia, sem laicidade (todo o fundamentalismo religioso é de uma infeliz apologética, ao mesmo tempo que rejeita a democracia e a tolerância); hoje, também, torna-se perniciosa a economia de mercado, se dela não emerge a solidariedade e se não procede do reconhecimento da realidade lamentável dos miseráveis e do ecocídio (o neo-liberalismo mundial é explorador do Homem e depredador da Natureza); hoje, ainda, o Direito à Educação significa, acima do mais, que o educando é sujeito e não objecto da Educação e que portanto ele tem o direito a aprender a ser livre, diferente e melhor; por fim, sabe-se, hoje, que a pedagogia do Direito à Educação deve ser assente no diálogo, na comunicação “fundamentalmente ético-comunicacional e não principalmente científico-didáctica”, como o assinala Manuel Reis, no seu oportuníssimo livro, onde se associam o valor intelectual e a emoção humana do seu autor, Ética Profissional para Professores e Educadores (p.99).

Ora, tudo isto deve circular, como seiva, em todas as aulas e em tudo isto transluz uma irrefutável formação política, anunciadora do Homem Novo, semente do Mundo Novo que é preciso construir. É na Escola que o aluno deve aprender a apreender-se, transfigurando a realidade em sonho para que o sonho possa ainda ser realidade. E neste labor o desporto escolar (onde se trabalha e estimula a motricidade humana) é também chamado a assumir o papel de contra-poder ao poder de algumas taras que vão persistindo, tais como o de fazer da educação um espaço de férrea domesticação e manipulação, ou inquinar o currículo escolar de um pragmatismo desprovido de princípios e valores.

Poderíamos evocar, aqui e agora, a Teologia da Libertação, para sugerirmos que é possível a construção de uma Pedagogia da Libertação, onde o Desporto não se esgota num naturalismo bio-médico, ou na sobrevivência da lei do mais forte e do mais apto, nem as demais disciplinas num intelectualismo platónico, porque, numa escola democrática e laica, tudo deve ser responsavelmente (sem arbitrariedade, portanto) livre e solidariamente (empenhado, por isso) libertador, na formação ou edificação de uma Cultura que se estabeleça, em diálogo igualitário e permanente com os explorados e marginalizados. E que esta Cultura (e só esta) se transforme, na nossa segunda natureza. Como queria Maurice Blondel, é preciso lutar pela unidade entre pensar, ser e agir – fenómeno que pode tornar-se evidente, nas aulas da chamada “educação física” e no desporto escolar. Ficou célebre a interrogação de Maurice Blondel, no início do seu L’Action: “Sim ou não, a vida tem um sentido e o homem tem um destino?” (p. VII).

Na sequência de Blondel, poderá também levantar-se a pergunta: “Sim ou não, o desporto tem um sentido?”. Resume-se a “dar saúde” ao praticante? Nos gregos, a ginástica era médica e militar e atlética. Se “a existência precede a essência”; se o ser humano é, de facto, livre e princípio de tudo aquilo em que se transforma – o desporto terá o sentido que nós tivermos. Primeiro é ser do que filosofar sobre o ser. Portanto, o desporto é o que nós quisermos que ele seja. O Desporto é meio, não é fim. Talvez tenhamos de começar por aqui, no início do ano de 2016. E, para terminar, com uma água doce de sonho, Feliz Ano Novo, onde seja possível respirar um ar puro de fraternidade.

Manuel Sérgio é Professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto
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