Há uma comunidade científica no desporto português? (artigo de Manuel Sérgio, 116)

Ética no Desporto 09-12-2015 16:59
Por Manuel Sérgio
Podemos dizer, sem medo de errar, que há uma comunidade científica, no desporto português? Segundo o Gérard Fourez de La Construction des Sciences: “O método de produção das ciências passa pelos processos sociais, que permitem a constituição de equipas estáveis e eficazes, com um paradigma evidente, e ainda subsídios, contratos, alianças sócio-políticas, etc.”.

Defendo, há um bom par de anos, que o desporto é um processo humano, feito por humanos, para humanos e com humanos. Para mim, o paradigma é também evidente e situa-se entre as várias ciências hermenêutico-humanas. Ao contrário do que alguns “cientistas” do desporto ainda pensam, a fisiologia ou a biologia não são o paradigma científico da sua área de especialidade. Integram-no, de facto; são indispensáveis - mas não o abarcam, na sua totalidade.

Por isso, na hierarquização de um departamento de futebol, a liderança é ao especialista em futebol que cumpre assumi-la e não ao biólogo ou ao fisiologista. Mas voltemos a Gerard Fourez (sirvo-me de uma tradução, de 2008, do Instituto Piaget): “Há momentos em que a evidência de um paradigma ciêntífico é posta em causa. Assim, no início do século XX, todos os estudos, relativos à saúde, se identificavam com a biologia. Hoje, os fatores psicossomáticos e os ambientais adquirem um lugar cada vez mais importante no estudo desta problemática”.

E continua: “Há aqui uma nova maneira de reestruturar um objeto do conhecimento”. Edgar Morin propõe, na sua Sociologia (Publicações Europa-América, 1998), às ciências humanas, três desafios: devem assumir, simultaneamente, a cultura científica e a humanista; devem promover e estudar a complexidade antropossocial; devem despertar a necessidade da mudança de paradigma, nas várias ciências humanas. Por redonda ignorância da epistemologia hodierna, muitos dos “cientistas” que dominam o desporto (e não só em Portugal) imobilizados por rotinas paralisantes, ainda pensam que dos conceitos, como projeto, finalidade, autor, sujeito só há abordagens metafísicas. Desconhecem o contributo da Teoria dos Sistemas e portanto das dependências sistémicas até de um simples chuto numa bola...

Morin defende ainda o “princípio antrópico”, formulado por Brandon Carter, que pretende estabelecer que só pode conceber-se o universo, tendo em conta a vida e a consciência humana. Nasce, assim, uma nova racionalidade científica onde o positivismo que superabunda, nos estudos do desporto – morreu! Seria bom que não se esquecesse que se produziu mais informação e conhecimento, nos últimos 30 ou 40 anos, que nos últimos cinco milénios. E que portanto uma compreensão e explicação de tudo e de todas as coisas supõe uma rede dinâmica de sub-sistemas inter-relacionados em que nenhum deles pode dispensar os demais, pois que o todo tem qualidades que não se encontram nas partes.

Entende-se por que os investigadores e até alguns treinadores dêem especial relevo ao que pode ser quantificável. E o biológico, o fisiológico tomam a primazia, imediatamente. Só que um jogador é ele e o conjunto das relações que formam a equipa a que pertence. O Ronaldo, o Suarez, o Neymar, o Messi, o Iniesta praticam um futebol de rara eficiência e beleza, a sua genialidade de singulares recursos é indiscutível. Mas precisam da solidariedade dos seus colegas de equipa e da liderança de um treinador de personalidade inconfundível e da organização do clube onde trabalham e do afeto familiar, “porque uma acção obedece muito mais a um jogo incerto de interacções e de retroacções do que às intenções daqueles que as efectuam” (Edgar Morin).

E a incerteza é mais difícil de matematizar do que o determinismo de algumas leis e até de algumas táticas. Aliás, no futebol, como em qualquer outra modalidade desportiva, porque é um homem (ou mulher) a praticá-lo, há tanta causalidade como caosalidade, há tanta certeza como incerteza, há tanta razão como intuição. O treinador que pensa que a incerteza não passa de uma ameaça, é vítima de um profundo equívoco, porque é na incerteza que o jogador sabe que está certo. Quero eu dizer: porque é na incerteza que o jogador sente que a sua preparação é, ou não, a ideal. Um treinador que queira tão-só jogadores obedientes não faz uma equipa, faz um rebanho.

E continuo com Edgar Morin, em resposta a uma pergunta do sociólogo Réda Benkirane, no livro de que este é o autor, A Complexidade: Vertigens e Promessas (Instituto Piaget, 2006): “É habitual considerar-se a literatura, a música e o cinema, como luxo ou entretenimento, quando são escolas para compreender justamente a complexidade humana, que não se encontram nos manuais de psicologia. A complexidade humana encontra-se em Balzac, Proust e Dostoievski. É através das personagens dos romances que reconhecemos as nossas próprias verdades. Se quisermos aprender o que é a vida e aprender a conhecermo-nos a nós próprios, teremos de começar a dar à cultura humanista todo o seu valor de aprendizagem da condição humana e não opor a cultura humanista à cultura científica”(p.32).

Talvez hoje os meus antigos alunos do INEF, do ISEF e da FMH e que trabalhem na alta competição desportiva entendam por que eu lhes aconselhava a leitura do Torga, do Régio, do José Cardoso Pires, do António Lobo Antunes, do Jorge Amado, da Clarice Lispector, do João Ubaldo Ribeiro e dos nomes maiores das literaturas portuguesa e brasileira daquele tempo. É que o desporto é vida e os atletas são homens, só homens e nada mais do que homens. Procurar o homem que o atleta é parece-me o trabalho primeiro de um treinador, porque é o homem, antes de tudo o mais, que emerge do desempenho de todos (todos!) os seus jogadores. Trabalhei um ano no futebol do Benfica e surpreende-me que a ingénua sinceridade dos críticos e até de alguns treinadores e ex-jogadores não ultrapasse o quadriculado da tática e os erros dos árbitros, na análise de um jogo de futebol. Um rigor escrupuloso de observação de um jogo de futebol deve começar por ver no jogador o homem que é e a cultura que o distingue. E que não se esqueça que a muita “caosalidade” de um jogo de futebol faz, muitas vezes, das certezas táticas uma ténue nuvem de fumo que se desfaz no ar. Na competição desportiva, são dois os conceitos que sobrelevam os demais: a repetição das ordens recebidas do treinador e a criatividade que faz do jogador o intérpre instintivo do seu conceito de jogo. O futebol (como o desporto) é, para mim, uma bio-sócio-lógica, ou seja, há nele tudo o que o homem é e criou.

No dia em que se criar uma comunidade científica, no desporto (e portanto no futebol) português e sem os erros do cartesianismo e do positivismo, será possível levantar a questão: qual a ciência que fundamenta o trabalho de um profissional de futebol? A fisiologia? Mas há fisiologistas! A biologia? Mas há biólogos! A psicologia? Mas há psicólogos! A medicina? Mas há médicos! Onde situar então o desporto, como conhecimento autêntico? É verdade que não nos basta um saber gnosiológico ou epistemológico, pois que o ontológico é bem mais do que uma soma de saberes.

Mas, se nos ocupamos do desporto, como ciência autónoma, é nas ciências hermenêutico-humanas que podemos encontrá-lo. Da fisiologia, da biologia, da psicologia, da medicina, etc., etc. pode visionar-se o desporto, mas não a sua complexidade, a sua condição estrutural e originante. Sem pôr de lado as “ciências auxiliares” do desporto, como as que acima lembrei, designadamente nos seus aspetos quantitativos, faço minhas as palavras de Brian Goodwin: ”Necessitamos de prestar mais atenção à qualidade, pois ela é um indicador fiável das propriedades emergentes, holísticas, dos sistemas complexos, quer se trate de organismos, de comunidades, de organizações ou de cooperativas. Creio que o conceito de saúde, tanto em sentido literal como metafórico, oferece uma abordagem interessante, combinando a vertente quantitativa e as dinâmicas subtis dos sistemas complexos. Estes podem ter assinaturas quantitativas, a par com avaliações do qualitativo. Precisamos de desenvolver uma ciência qualitativa que integre os aspectos quantitativos.

Este será o grande desafio para o século XXI” (in Réda Benkirani, op. cit., p. 165). Ora, também no desporto são visíveis as três principais divisões do saber contemporâneo (as humanidadas, as ciências da natureza e as ciências hermenêutico-humanas), o quantitativo e o qualitativo, o que exige bem mais do que o habitual da crítica e da polémica (e até dos estudos universitários) do “fenómeno desportivo”. Enfim, está por nascer em Portugal uma comunidade científica, capaz de entrar em diálogo e mesmo em competição com os principais “agentes do desporto”. O que mais se vê, na crítica desportiva, não passa de uma grande incapacidade para explicar o que o desporto vale e o que é. A estreiteza cultural do desporto, por culpa nossa, é demasiado flagrante. E está na cultura a via do progresso do desporto.

Manuel Sérgio é Professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto
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