A crise da esperança (artigo de Manuel Sérgio, 114)

Ética no Desporto 23-11-2015 16:46
Por Manuel Sérgio
Adormecer as grandes questões à força de hipersensibilidades clubísticas, patologicamente (com muito economicismo à mistura) ampliadas na Comunicação Social – eis aí o rápido panorama do ambiente em que o nosso futebol, muitas vezes, se movimenta.

Os problemas desportivos do país são, sem dúvida, desportivos mas condicionados, no chão da realidade, pelo estofo moral dos seus agentes. Não são dissociáveis uma revolução moral e um desporto novo. Para quando uma revolução moral, no teor da vida desportiva dos atletas, dos técnicos, dos dirigentes? Como é possível comentar e criticar o “fenómeno desportivo”, sem utilizar uma base mínima de conhecimentos científicos e permanecendo teimosamente num palavreado próprio tão-só de pessoas sem senso nem escrúpulos e marcado pelo ódio e pela intolerância? Em três campos deverão movimentar-se os que pretendem comentar o desporto: campo dos conhecimentos, campo dos valores e campo da ação.

Toda a gente de bom senso aceita a evidência que só praticando e estudando é possível alcançar o caminho certo na “procura da Verdade”. Ora, há pessoas, habituais na freima crítica, que nem praticam (como atletas, ou dirigentes, ou árbitros, ou treinadores e técnicos de saúde) nem investigam nem estudam e, no entanto, manifestam uma irreprimível tendência para se julgarem “trabalhadores do conhecimento”, na área do desporto. Assim, porque não dispõem de qualquer ideia significativa e determinante, só lhes resta a truculência desmedida com que achincalham muitos dos seus adversários.

O desporto, para esta gente, parece uma luta sem tréguas contra inimigos, o que o desporto não é, mesmo nas suas formas mais aparatosas e combativas. De facto, a deriva para um belicismo verbal, consequente à perda de significação, representa um estado de consciência diminuída. E é com esta abdicação da consciência que, em muitos casos, se comenta e critica o desporto. Desonestidade intelectual? Eu sei! Eu sei! Nem sempre com honestidade intelectual se vendem jornais e captam audiências...

Como se sabe, há mais de 40 anos venho tentando dizer (com as dúvidas inerentes a quem sabe que nada sabe) que o científico, no desporto, não é o fisiológico tão-só, mas a complexidade humana, que o desporto deverá estudar-se (e praticar-se) no âmbito das ciências humanas, que o treino desportivo (e a educação física) era um cartesianismo puro. Não poderei esquecer, por isso, no meio da desconfiança que me rodeava, o apoio que recebi de José Maria Pedroto, um treinador de futebol que pretendeu ultrapassar (como ninguém o fez, antes dele, no futebol) a superficialidade, por vezes rotunda, das ideias e das aspirações, no âmbito da sua profissão. Só que este cartesianismo ainda há gente que se compraz em apresentá-lo como o melhor dos métodos.

Até alguns professores do ensino secundário. Relembro um livro de António José Saraiva: “...condicionar o fomento da escola às necessidades e recursos existentes em dado momento é (quaisquer que sejam as razões e intenções de tal critério) condenar a colectividade nacional à pobreza crescente. O princípio justo é, pelo contrário, começar pela escola, como primeiro e mais eficaz meio de vencer o círculo vicioso da pobreza. A escola deve ser planeada, não em função do que a nação é, mas em função do que ela há-de ser; deve ser concebida na perspectiva e na escala do futuro (…). O que acabo de expor é uma ilustração do postulado segundo o qual a escola não prepara para o presente, mas para o futuro (…).

Sendo o futuro, em relação ao presente um ideal, torna-se claro que a escola prepara para uma sociedade ideal, isto é, mais perfeita do que aquela em que vivemos. Por outras palavras, não é função da escola consolidar as instituições e os hábitos e as teorias da sociedade existente; compete-lhe antes ser factor de um deve-ser social. A escola está criando o futuro; é um elemento transformador” (dicionário crítico de algumas ideias e palavras correntes, Publicações Europa-América, Lisboa, 1960, p. 58/59). Tem 55 anos este livro! E mantem-se atual!

“Não é função da escola consolidar as instituições e os hábitos e as teorias da sociedade existente”. E, no entanto, quem defende novas ideias é, num primeiro momento, batido pelos mais contraditórios ventos da intolerância e da desconfiança. Mas... adiante. Cabe portanto aos professores do ensino secundário, designadamente aos professores de educação física, atalhar a tempo a efervescência sem rumo do dualismo antropológico cartesiano, ainda vivo, e informar os alunos que o desporto é, sem margem para dúvidas, um humanismo e que sem esta filosofia o desporto não passa de uma farsa – uma farsa que por vezes chega ao impudor! A imaturidade dos alunos e dos atletas é, quase sempre, o espelho da imaturidade dos seus professores e dos seus treinadores. Li, com atenção e respeito, a entrevista do à revista do Expresso (2015/11/14). À pergunta da revista: “Como é que quer ser recordado?” Fernando Santos responde: “Quero ser lembrado como bom pai, como bom filho, como bom marido, como bom amigo”.

E o jornalista, decerto surpreso pela resposta do “engenheiro do penta”, onde o futebol parecia não caber, insistiu: “E o futebol?”. Aqui, Fernando Santos disse, em poucas palavras, os valores que lhe norteiam a vida: “Não importa. O futebol não significa nada, se o compararmos à paternidade ou à amizade. Nada. Zero”. Acompanho o engenheiro Fernando Santos, quando escrevo: “O futebol é a coisa mais importante das coisas pouco importantes, é o máximo do mínimo”. E, tanto o treinador da seleção nacional como eu (e aceito, mais ele do que eu) sabemos que o futebol é o fenómeno cultural de maior magia do mundo contemporânea. Só que, acima do futebol, há os valores que fundam a nossa civilização e decorrentes da filosofia grega, do espírito jurídico latino, da crítica do iluminismo e, sobre o mais, da mensagem judaico-cristã. O “amai-vos uns aos outros” do Evangelho, no meu modesto entender, divide em dois a história da humanidade...

O futebol tem de converter-se num espaço que nos leve ao encontro fraterno com os nossos adversários (sem perda da competitividade e da vontade do triunfo) e não ao separatismo faccioso. Urgente se torna, por isso, que os dirigentes desportivos e todos os “fazedores de opinião” façam dos textos fundadores do desporto moderno o seu “vade mecum”. Pura utopia? Relembro Ortega y Gasset: “como ser utópico, que vive sempre com anterioridade a si mesmo”, no ser humano coincidem a utopia e a esperança.

Ora, se a esperança é de compreensão mais óbvia, importa clarificar a noção de utopia. E é na literatura que a “utopia” nasce, ou seja, no país edénico, descrito na Utopia (1516) de T. More. Com o seu emprego continuado, o conceito deixou o espaço literário, passando a designar qualquer projeto de uma sociedade imaginada e perfeita. Assim, as utopias condensaram (condensam) a contestação à conjuntura presente e a fascinação por um possível ideal. Ernst Bloch, Horkheimer e Marcuse reabilitaram a noção de utopia, com receio que o esmorecimento da utopia permitisse um amplo assentimento da política injusta estabelecida.

O desporto (e portanto o futebol) não é violento, tem a violência que nós nele colocamos, através das nossas palavras, dos nossos atos, do nosso comportamento em suma. Do que venho de escrever se infere que compete ao desporto (e portanto ao futebol) ser um espaço com alguma utopia e muita esperança, cabe-lhe mesmo a tarefa de educador da esperança, mormente aos mais jovens, muitas vezes perdidos no meio da intranquilidade social e política do nosso tempo. Crise da esperança? O desporto (e portanto o futebol) deve ampliar e alentar a utopia de um mundo novo, de um homem novo! Com esperança!

Manuel Sérgio é Professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto
Ler Mais
16:39  -  15-11-2015
Lutaremos, meu Amor (artigo de Manuel Sérgio, 113)
23:44  -  08-11-2015
Jogar com os afetos (artigo de Manuel Sérgio, 112)
19:27  -  02-11-2015
Luís Filipe Vieira: ou um Benfica que enternece e cativa (artigo de Manuel Sérgio, 111)
16:24  -  26-10-2015
O último Benfica-Sporting e o novo campeão nacional (artigo de Manuel Sérgio, 110)
17:14  -  20-10-2015
A coisa mais importante das coisas pouco importantes (artigo de Manuel Sérgio, 109)
15:42  -  13-10-2015
Desporto e Humanismo ou o valor da transcendência (artigo de Manuel Sérgio, 108)
16:25  -  06-10-2015
Os treinadores portugueses no futebol internacional (artigo de Manuel Sérgio, 107)
23:13  -  29-09-2015
João Paulo S. Medina: - o “intelectual” do futebol brasileiro (artigo de Manuel Sérgio, 106)
00:04  -  23-09-2015
O último Porto-Benfica ou da biologia à cultura (artigo de Manuel Sérgio, 105)
18:11  -  15-09-2015
“Quem somos nós?” - a resposta do Desporto (artigo de Manuel Sérgio, 104)
18:20  -  08-09-2015
Joel Rocha – o “Mourinho” do futsal (artigo de Manuel Sérgio, 103)
18:35  -  02-09-2015
A História de Sísifo (artigo de Manuel Sérgio, 102)
17:34  -  28-08-2015
O mais relevante nem sempre é o mais mensurável (artigo de Manuel Sérgio, 101)
17:55  -  14-08-2015
Jorge Jesus: - o sublime iletrado! (artigo de Manuel Sérgio, 99)
18:54  -  07-08-2015
O que em mim sente está pensando (artigo de Manuel Sérgio, 98)
16:55  -  31-07-2015
A Cultura do Clube (artigo de Manuel Sérgio, 97)
21:45  -  21-07-2015
Do Jogo ao Desporto em Bourdieu e... não só (artigo de Manuel Sérgio, 96)
23:57  -  16-07-2015
Carta a Eugénio Lisboa (artigo de Manuel Sérgio, 95)
00:32  -  10-07-2015
António Simões: - o irmão branco do Eusébio (artigo de Manuel Sérgio, 94)
17:31  -  04-07-2015
Jorge Jesus ou a homeostasia organizacional (artigo de Manuel Sérgio, 93)
23:50  -  15-06-2015
No Benfica: estrutura ou carisma? (artigo de Manuel Sérgio, 90)
22:37  -  10-06-2015
Feyerabend e Ricardo Serrado no estudo de Lionel Messi (artigo de Manuel Sérgio, 89)
22:50  -  26-05-2015
Mais importante do que ter sucesso é ter valor! (artigo de Manuel Sérgio, 86)
00:30  -  23-05-2015
José Mourinho ou as razões da sua diferença (artigo de Manuel Sérgio, 85)
16:42  -  18-05-2015
É preciso, imperioso e urgente a continuação de J.J., no Benfica (artigo de Manuel Sérgio, 84)
18:16  -  10-05-2015
Roberto Carneiro: retrato de um ministro que eu conheci (artigo de Manuel Sérgio, 83)
16:30  -  01-05-2015
O empréstimo de jogadores é compatível com a ética? (artigo de Manuel Sérgio, 82)
16:54  -  20-04-2015
José Mourinho: por que será?... (artigo de Manuel Sérgio, 81)
17:17  -  14-04-2015
O Progresso Desportivo: - o que é isso? (artigo de Manuel Sérgio, 80)
19:15  -  07-04-2015
Mourinho escreve prefácio de livro de Manuel Sérgio, «O Futebol e Eu»
23:31  -  06-04-2015
O jornal “ A Bola” - desporto e humanismo (artigo de Manuel Sérgio, 79)
22:47  -  01-04-2015
Jorge Carlos Fonseca: o Presidente da República que é poeta (artigo de Manuel Sérgio, 78)
21:47  -  25-03-2015
Qual o fundamento radical na arbitragem? (artigo de Manuel Sérgio, 77)
16:34  -  21-03-2015
A Gestão do Desporto, segundo Gustavo Pires (artigo de Manuel Sérgio, 76)
16:40  -  13-03-2015
O Futebol é Anamnese... mesmo com Luís Figo? (artigo de Manuel Sérgio, 75)
17:47  -  07-03-2015
Ao Povo-Irmão de Cabo Verde (artigo de Manuel Sérgio, 74)
21:14  -  19-02-2015
“Cândido de Oliveira” - um livro inesquecível de Homero Serpa (artigo de Manuel Sérgio, 73)
21:10  -  12-02-2015
Só com os mesmos valores o diálogo é possível (artigo de Manuel Sérgio, 72)
17:04  -  08-02-2015
O modelo racionalista do jornal A Bola (artigo de Manuel Sérgio, 71)
16:32  -  01-02-2015
“A Bola”: uma práxis que é preciso manter (artigo de Manuel Sérgio, 70)
19:14  -  28-01-2015
Manuel Alegre: - um semeador de poesia (artigo de Manuel Sérgio, 69)
18:29  -  22-01-2015
Libertar o Direito e o Desporto ou um ensaio do Prof. Paulo Cunha (artigo de Manuel Sérgio, 68)
16:24  -  18-01-2015
A desparasitação do futebol ou a dupla Pinto da Costa-Pedroto (artigo de Manuel Sérgio, 67)
18:18  -  15-01-2015
O Desporto tem violência: - não é violento! (artigo de Manuel Sérgio, artigo 66)
17:57  -  10-01-2015
A “Arte da Guerra” no treinador Rui Vitória (artigo de Manuel Sérgio, 65)
00:17  -  07-01-2015
José Maria Pedroto: o conhecimento... (artigo de Manuel Sérgio, 64)
23:31  -  31-12-2014
Feliz Ano Novo ao Desporto Português (artigo de Manuel Sérgio, 63)
17:32  -  24-12-2014
A grande revolução de Jesus na Vida e... no Desporto! (artigo de Manuel Sérgio, 62)
17:53  -  20-12-2014
História e Filosofia das Ciências, no Desporto e... no Benfica! (artigo de Manuel Sérgio, 61)
22:56  -  17-12-2014
Uma resposta breve a Miguel Cardoso Pereira (artigo de Manuel Sérgio, 60)
18:57  -  11-12-2014
Desporto e Desenvolvimento ou um livro de Gustavo Pires (artigo de Manuel Sérgio, 59)
18:36  -  04-12-2014
Nossos contemporâneos (artigo de Manuel Sérgio, 58)
18:19  -  27-11-2014
Da Desconfiança à Solidariedade em Pinto da Costa e Filipe Vieira (artigo de Manuel Sérgio, 57)
23:19  -  20-11-2014
As incertezas da ciência (artigo de Manuel Sérgio, 56)
16:18  -  16-11-2014
O engenheiro Fernando Santos: - o mesmo e o diferente (artigo de Manuel Sérgio, 55)
18:39  -  11-11-2014
Ou interdisciplinaridade ou ignorância (artigo de Manuel Sérgio, 54)
10:25  -  08-11-2014
Carta Aberta ao Presidente da República de Cabo Verde (artigo de Manuel Sérgio, 53)
17:43  -  30-10-2014
Rui Jorge: e o treinador do Futuro (artigo de Manuel Sérgio, 52)
15:56  -  23-10-2014
O engenheiro Fernando Santos: o ser e o tempo (artigo de Manuel Sérgio, 51)
19:34  -  16-10-2014
O preparo físico dos nossos jogadores de futebol, 2.ª parte (artigo de Manuel Sérgio, 50)
17:38  -  11-10-2014
O preparo físico dos nossos jogadores de futebol (1) (artigo de Manuel Sérgio, 49)
22:14  -  03-10-2014
Eduardo Monteiro: perfil de um dirigente! (artigo de Manuel Sérgio, 48)
17:55  -  28-09-2014
A propósito do engenheiro Fernando Santos (artigo de Manuel Sérgio, 47)
16:47  -  22-09-2014
O campeão observado a dois ângulos de visão (artigo de Manuel Sérgio, 46)
00:24  -  18-09-2014
Há falta de treinadores negros (artigo de Manuel Sérgio, 45)
01:06  -  13-09-2014
Valdano: um homem que transporta uma frustração (artigo de Manuel Sérgio, 44)
18:39  -  08-09-2014
A grande revolução a fazer no futebol (artigo de Manuel Sérgio, 43)
18:36  -  03-09-2014
Mais Platão, menos Prozac! (Artigo de Manuel Sérgio, 42)
14:57  -  28-08-2014
Fiel ao Belenenses e... aos amigos! (artigo de Manuel Sérgio, 41)
18:38  -  17-08-2014
O Deus dos filósofos e os deuses do futebol (artigo de Manuel Sérgio, 40)
18:34  -  10-08-2014
O olho das rãs e o futebol (artigo de Manuel Sérgio, 39)
21:47  -  04-08-2014
“Francisco de Assis e Franscisco de Roma” - mais um livro de Leonardo Boff (artigo Manuel Sérgio, 38)
16:52  -  26-07-2014
“Preparar para Ganhar”: um livro de José Neto (artigo Manuel Sérgio, 37)
22:24  -  15-07-2014
O Futebol na Sociedade Pós-Capitalista ou a vitória da Alemanha (artigo Manuel Sérgio, 36)
00:43  -  07-07-2014
Código de Ética Desportiva (artigo Manuel Sérgio, 35)
16:35  -  02-07-2014
A Literatura e o Desporto: a propósito de Sophia (artigo Manuel Sérgio, 34)
20:53  -  27-06-2014
O Futebol e os Escritores (artigo Manuel Sérgio, 33)
22:45  -  22-06-2014
As dúvidas do Doutor Eduardo Barroso: as dele e as minhas! (artigo Manuel Sérgio, 32)
16:17  -  08-06-2014
Carta Aberta ao Ministro do Desporto do Brasil (artigo Manuel Sérgio, 31)
18:08  -  01-06-2014
Da poesia ao futebol (artigo Manuel Sérgio, 30)
18:57  -  27-05-2014
Factos e valores (artigo Manuel Sérgio, 29)
18:50  -  19-05-2014
Parabéns ao Benfica: na vitória e na derrota (artigo Manuel Sérgio, 28)
16:35  -  12-05-2014
Marco Silva: um grande treinador, com toda a certeza! (artigo Manuel Sérgio, 27)
21:07  -  01-05-2014
A grande revolução de Jesus ou o mundo que o desporto não tem (artigo Manuel Sérgio, 26)
00:52  -  24-04-2014
O 25 de Abril e o Futebol Português (artigo Manuel Sérgio, 25)
18:33  -  11-04-2014
Os mitos fundadores da Modernidade (artigo Manuel Sérgio 24)
23:56  -  06-04-2014
Os cem anos da FPF: em Portugal também há progresso? (artigo Manuel Sérgio 23)
20:01  -  30-03-2014
Nova Teoria do Sebastiano e o Futebol Português (artigo Manuel Sérgio 22)
23:11  -  23-03-2014
José Medeiros Ferreira: o desportisra, o político, o intelectual (artigo Manuel Sérgio 21)
17:26  -  18-03-2014
Nossos contemporâneos (artigo Manuel Sérgio 20)
21:39  -  03-03-2014
Há necessidade de uma utopia (artigo Manuel Sérgio 19)
00:49  -  22-02-2014
“Filosofia e Futebol: troca de passes” - um livro de grande atualidade ( artigo Manuel Sérgio 18)
22:28  -  16-02-2014
A Inteligência Competitiva e o Espectáculo Desportivo (artigo Manuel Sérgio 17)
18:50  -  12-02-2014
Plano Nacional de Ética no Desporto (artigo Manuel Sérgio 16)
21:08  -  02-02-2014
Porque sou belenenses... (artigo Manuel Sérgio 15)
00:04  -  28-01-2014
Aurélio Pereira ou um projeto antropológico (artigo Manuel Sérgio 14)
00:19  -  23-01-2014
O nome da rosa (artigo Manuel Sérgio 13)
00:11  -  15-01-2014
Cristiano Ronaldo: agilidade física ou intelectual? (artigo Manuel Sérgio 12)
00:38  -  13-01-2014
Eusébio tem lugar indiscutível no panteão nacional (artigo Manuel Sérgio 11)
23:59  -  03-01-2014
Ciência no Futebol e outras coisas mais... (artigo Manuel Sérgio 10)
00:04  -  30-12-2013
O Desporto nem sempre educa... (artigo de Manuel Sérgio 9)
00:37  -  23-12-2013
Carta Aberta aos jogadores do Bom Senso F.C. (artigo de Manuel Sérgio 8)
00:14  -  10-12-2013
Os golos do Ronaldo e a ética da palavra (artigo de Manuel Sérgio 7)
22:14  -  03-12-2013
Cristiano Ronaldo: - um herói da cultura! (artigo de Manuel Sérgio 6)
21:39  -  20-11-2013
Os erros dos árbitros e os erros dos outros... (artigo de Manuel Sérgio 5)
11:56  -  28-10-2013
«O Desporto (o Futebol) não é violência» (artigo de Manuel Sérgio 4)
22:58  -  18-10-2013
«O Desporto e o Desafio do Sentido» (artigo de Manuel Sérgio 3)
22:45  -  06-10-2013
«O pensamento ético contemporâneo e o Desporto» (artigo de Manuel Sérgio 2)
18:40  -  27-09-2013
«O Desporto em que eu acredito» (artigo de Manuel Sérgio 1)
Comentários (0)

Últimas Notícias

ATENÇÃO: Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais