A coisa mais importante das coisas pouco importantes (artigo de Manuel Sérgio, 109)

Ética no Desporto 20-10-2015 17:14
Por Manuel Sérgio
Diante do drama inenarrável dos refugiados, fugindo ao Daesh e a uma guerra interminável; diante da instabilidade política, em Portugal, que os politólogos sublinham, de testa franzida numa ruga austera; diante das negociações com a esquerda, que abrem uma ferida, larga e funda, no Partido Socialista (Marina Costa Lobo sustenta que o “PS arrisca-se a ficar refém do BE e da CDU”); diante do início da campanha eleitoral para a Presidência da República (Eanes reiterou apoio a Sampaio da Nóvoa); diante da certeza que, no passado dia 1 do mês em curso, surgiu, em Gaza, uma terceira Intifada; diante do atentado, levado a cabo por dois bombistas suicidas, que matou mais de cem pessoas, no centro de Ancara; diante da greve da fome do luso-angolano, Luaty Beirão; diante da crise em que baloiça o governo de Dilma Rousseff – diante de tudo isto (que é muito) eu, um apaixonado pelo futebol-espetáculo, sou tentado a repetir-me: o futebol é a mais importante das coisas pouco importantes, ou seja, é o máximo do mínimo!

Demais, seja o governo do PSD, ou do PS (embora, reconheço, com maior intensidade, no PSD) as receitas que preconizam resumem-se, principalmente, a três: disciplina orçamental, privatizações e liberalização. “A disciplina orçamental significa, sobretudo, diminuição das prestações sociais do Estado, designadamente nas áreas da saúde, da educação e da segurança social. O objectivo é reduzir a dívida pública e a solução consiste em sacrificar os serviços subvencionados, através dos quais o Estado poderia realizar alguma solidariedade que compensasse as desigualdades sociais. Trata-se de neutralizar o Estado, para dar todo o espaço ao mercado”.

Acontece o mesmo, com as privatizações e a liberalização. “É claro que nisso tudo vão implicadas políticas de desregulação das relações de trabalho, permitindo a redução dos salários e facilitando os despedimentos. O Estado demite-se da sua função reguladora e oferece às empresas e aos investidores estrangeiros todas as condições, incluindo privilégios fiscais para uma reprodução fácil e rendosa do capital investido” (Fernando Cabral Pinto, A Idade da Realização, Instituto Piaget, Lisboa, 2011, p. 36).

Mas vale a pena continuar a ler o livro de Fernando Cabral Pinto: “As empresas não têm amigos, entre as que disputam o mesmo segmento de mercado: só têm concorrentes. Uma empresa é sempre, objetivamente, um obstáculo ou uma limitação ao desenvolvimento de qualquer outra que opere na mesma área de negócios. Por isso todas se desejam mutuamente o insucesso. Nesse contexto, lutar para sobreviver e crescer significa exatamente o mesmo que lutar pelo empobrecimento e falência das concorrentes. Analogamente (…) os trabalhadores só se reconhecem como concorrentes uns dos outros.

A solidariedade que devia uni-los (…) esboroa-se no mercado competitivo do trabalho, onde todos travam, egocentricamente, a luta pela sobrevivência” (idem. ibidem, p. 112). Ora, porque o futebol-espetáculo dos nossos dias é também uma indústria e um comércio, ele reproduz, multiplica e amplifica a “sociedade de mercado” donde nasce. E assim um individualismo atroz (bem expresso no clubismo patológico de alguns comentadores televisivos) pode empurrar os amantes do futebol mais acríticos a comportamentos ilícitos, que os aproximam da pré-história da humanidade. Jean Ziegler, no livro Império da Vergonha (Edições ASA, Porto, 2007, p. 29) escreve, com acerto: “Os donos do império da vergonha organizam conscientemente a escassez e esta obedece à lógica da maximização do lucro”. Enfim, a competição global, o mais visível fator da dinâmica da “sociedade de mercado”, ninguém melhor a pode publicitar e servir do que o futebol-espetáculo. E, quando alguns sportinguistas fremem de gozo, em todas as circunstâncias, pelas derrotas do Benfica e alguns benfiquistas espumam de alegria pelos inêxitos dos “leões” (também em todas as circunstâncias) – neste “bellum omnium contra omnes” (guerra de todos contra todos) desprezam-se, quase sempre, a solidariedade, a tolerância, a cooperação, baluartes indiscutíveis da vida em sociedade.

“Há pouco mais de um ano, já depois da falência do Lehmann Brothers, quando a crise verdadeiramente rebentou, o filósofo Slavoj Zizek escreveu um artigo no London Review, intitulado “Don`t just do something talk” (não se limitem a fazer alguma coisa, conversem). Obviamente, este apelo pretendia dizer que, naquele momento, era tão importante salvar o sistema financeiro de um colapso imediato como pensar as causas da crise – na verdade, repensar e discutir o próprio sistema que a tornou possível. Por uma vez, apesar do seu habirual radicalismo, Zizek fez um apelo sensato (…). Não quer isto dizer que a filosofia possa competir com a economia, na explicação das causas económicas da crise. Mas é provável que as causas da crise não sejam apenas económicas (ou financeiras). Podem ser também políticas e até mesmo morais” (João Constâncio. “Pode a ética salvar-nos da crise?”, in Michel Renaud e Gonçalo Marcelo, coord., Ética, Crise e Sociedade, FCT).

Também o mal-estar que se instalou nas relações Benfica-Sporting nada tem de bom, nem de sugestivo, nem de útil, nem de necessário. E, por muito que pese aos velhos “homens do futebol”, quem sabe só de futebol pode não saber resolvê-lo. Com um pouco do espírito desportivo e uma pitada de boa vontade, as contrariedades, os aborrecimentos, os mal-entendidos poderiam ter uma solução agradável. “Espírito Desportivo, o que é isso?” perguntarão enfastiados alguns leitores. Segundo o Código de Ética Desportiva, editado pelo Plano Nacional de Ética no Desporto (IPDJ): “O Espírito Desportivo encerra em si mesmo um conjunto alargado de valores e princípios, que deverão ser assimilados e vivenciados no Desporto. Trata-se de um conjunto de valores que têm a função de imprimir um sentido positivo à atividade desportiva e que, sem os quais, esta perde a sua finalidade primordial: contribuir para o desenvolvimento harmonioso e universal da pessoa humana”.

É verdade que a violência é uma constante estrutural da História e, na alta competição desportiva, ela irrompe, necessariamente, aqui e além. Só que, no Desporto, quando a violência começa, deixa de haver Desporto. A Comunicação Social hipervaloriza “os fatos violentos, ocorridos no futebol (…). Isso acontece devido a uma obediência, nem sempre desprovida de oportunismo, aos padrões e critérios imediatistas e mercantilistas, hegemónicos ao que parece, na atualidade da mídia” (Maurício Murad, A Violência e o Futebol, Editora FGV, Rio de Janeiro, 2007, p., 171).

Recordo o que se passou, no último sábado, no Benfica-Sporting, em futsal. Foi de um desportivismo exemplar, onde a ética desportiva surgiu, em todas as suas vertentes. Nada que se parecesse com aquelas discussões, epileticamente enraivecidas, as bocas cheias de espuma, os olhos inchados e rubros, a que já assistimos. Findo o jogo, os treinadores cumprimentaram-se, os jogadores abraçaram-se, as claques aplaudiram, vibrantemente, os seus atletas e... a esmagadora maioria da Comunicação Social esqueceu o facto!

Uma ou outra palavra injuriosa e desabrida, provenientes das bancadas, pejadas de adeptos dos dois clubes, não chegaram para macular aquele Benfica-Sporting, para mim, inesquecível. No entanto, porque não houve sangue, porque a polícia não teve necessidade de crescer, em direção às claques – não interessou! Assim se explica que frequentem as televisões, com tamanha insistência, algumas figuras ridículas, vincadas de ódios. O Benfica e o Sporting, dois clubes portugueses, de indiscutível grandeza moral, merecem mais, muito mais, do que a vaidade presunçosa de quem não conhece, nem se conhece. Espero que o espírito que presidiu ao Benfica-Sporting, em futsal, no passado sábado, prossiga, triunfantemente, no Benfica-Sporting do próximo domingo. E que a vitória aconteça, não por acaso, mas porque se preparou e se mereceu.

Manuel Sérgio é Professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto
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