Jorge Jesus ou a homeostasia organizacional (artigo de Manuel Sérgio, 93)

Ética no Desporto 04-07-2015 17:31
Por Manuel Sérgio
Tenho a certeza que coube exclusivamente a Jorge Jesus a responsabilidade da organização do departamento de futebol e da escolha dos elementos (materiais e humanos) que o constituem. Octávio Machado, Manuel Fernandes, Raul José, Miguel Quaresma, Mário Monteiro são, para além de funcionários, amigos que o Jorge Jesus aprecia e escuta, com viva e fraterna admiração.

Com isto se afirma, o que aliás é conhecido: só têm assento, nas cadeiras dos seus colaboradores, amigos que ele muito estima e respeita. As qualidades mestras dos seus colaboradores são, como se vê, “gente do futebol-prática” e uma sólida amizade, mormente aquela que se mantém desde as horas despreocupadas da alegre mocidade.

Aos teóricos, só teóricos, mesmo aos que escrevem livros e expendem ideias, com algum fôlego intelectual, não lhes dá o mínimo crédito, no que ao futebol diz respeito. Pode aprender, com eles, política, economia, medicina, direito, etc., etc.; pode admirar o seu magistério de especialistas, nas várias áreas do conhecimento; pode mesmo aceitar as suas palavras persuasivas e quentes, durante um encontro de amigos – se lhes dão conselhos, sobre o futebol, a conversa “entra a cem, sai a duzentos”. Para ele, não há teoria, sem prática – para ele, teoria do futebol, sem prática do futebol, é puro oportunismo. Mas estou a escutar a interrogação dos meus leitores: “E por que diz ele que gosta de falar consigo?”. Simples a resposta: eu nunca falo de futebol, com ele! Talvez o Jorge Jesus tenha razão. As coisas extraordinárias que o ser humano escreveu e jurou cumprir e afinal a guerra e a miséria e a fome ainda não foram erradicadas da face da terra! A justiça social, por exemplo, não pode ser mais adiada. E não é por falta de palavras! No entanto, tão perigoso é o dogmatismo da teoria como o dogmatismo da prática. Vou repetir o que ensinava, nas minhas aulas: “Quem só teoriza – não sabe. Mas quem só pratica – repete”. De facto, o ser humano é, por natureza, um interrogador ilimitado. Quem só repetir, portanto, não passa de um pobre títere incapaz de sonhar o longe do cais onde adormece.

Mas o Jorge Jesus não é um repetidor. Lutando, trabalhando, porfiando quem não o vê um subversivo, até onde o fôlego e as circunstâncias o permitem? Se o não fosse, se não se abrisse de par em par a novas ideias, não teria chegado onde chegou. A presença de Manuel Fernandes e Octávio Machado, no departamento de futebol do Sporting CP, o que é senão um esforço de Jorge Jesus, para ser diferente? Demais, tem consigo, medularmente aclimatado ao anonimato de treinador adjunto, o Miguel Quaresma, um homem de muita e seleta leitura. Acredito que não sejam muitos os ex-jogadores profissionais de futebol que procurem uma informação atualizada, como o faz o Miguel Quaresma.

Mas mais importante do que tudo o que se queira salientar deverá referir-se a liderança de Jorge Jesus. E, por sobre a liderança do Jorge Jesus, a alma do Sporting Clube Portugal! A alma que eu, rapaz ainda, contemplei e senti no Mourão, no Pireza, no João Cruz, no Soeiro, no Azevedo, no Cardoso, no Canário, nos “cinco violinos”, no Fernando Mendes e tantos mais. Conta espirituosamente um escritor francês o caso de um poeta que, sentado no banco público de um jardim, por baixo de um nicho de santo (que não descortinava) correspondia, com impecável aprumo, a todos os cumprimentos, que reputava dirigidos a si, dos transeuntes que passavam, descobrindo-se...diante da imagem do santo.

Foram uns curtos momentos de glória que viveu, pois que bastou mudar de banco, para cair na dura realidade de que o único admirador dele era...ele mesmo! Qualquer treinador de um Clube, com a História do Sporting CP, trabalha sob um nicho sagrado, o prestígio incontroverso dos seus fundadores e dos treinadores e jogadores e sócios que o sentiram e amaram e viveram, julgando servir valores que davam sentido à própria vida. Qualquer pessoa, que trabalhe no Sporting, desde o presidente ao funcionário de mais humildes funções, passando pelos treinadores, jogadores, atletas e técnicos de saúde, não pode orgulhar-se tanto dos seus préstimos, no cotejo com homens que muito sacrificaram à pureza e à realeza do espírito (do espírito mesmo – sei o que escrevo). A cerimónia da entronização do Jorge Jesus, como treinador de futebol do Sporting, foi, para o Dr. Bruno de Carvalho, antes do mais, tenho a certeza, o símbolo da comunhão entre o presente e o passado e o futuro de um grande Clube.

Ainda há pouco, em conversa com o Dr. Augusto Baganha, presidente do IPDJ, um basquetebolista de invulgares recursos técnicos e exemplo vivo do que se entende por “ética no desporto”, ele me confessava: “Joguei no Sporting e numa equipa que fez história, no basquetebol nacional e saí dela sportinguista mesmo. É um Clube de grandes pergaminhos, de grandes tradições, onde se não aprende somente a fazer desporto”. O Dr. Augusto Baganha sabe, pelo homem que é e por experiência própria, que o desporto não é uma atividade física tão-só. Descobre-se nele um vínculo ao mundo-outro das ideias, da cultura, do espírito que dele faz, mais do que um saber, uma sabedoria. Saber do futebol tem o Jorge Jesus. E até está bem acompanhado, como já vimos.

Há pessoas pequenas que se julgam grandes porque nunca tentaram medir a altura dos outros. Ora, o treinador da equipa principal do Sporting é amigo do seu amigo e tem um amigo em cada um dos seus adjuntos e dos seus colaboradores. Ao cabo e ao resto, nada tem de um chefe intolerante e agressivo. Espontâneo e acessível, de uma cordialidade a toda a prova, as suas palavras são sempre de um grande calor de comunicação. Como sou um ignorante, em matéria do futebol, é o que nele mais me agrada: a sua noção de que o verdadeiro civismo consiste numa sólida paixão pela família e num entusiasmo fraterno pelos amigos e num respeito cristão pelos pobres e no cumprimento escrupuloso dos seus deveres profissionais.

E assim se vai cumprindo este treinador de futebol, que é assim e não doutro modo porque se trata de um homem admirável. Sou seu amigo. E julgo, por isso, não dever calar as suas qualidades, nas quais incluo uma inteligência incomum. Só uma inteligência de clarividência indiscutível poderia fazer o que ele fez, com as habilitações académicas que tem e o mundo cultural por onde habitualmente deambula. É um superdotado, com extrema confiança em si mesmo. Nada lhe falta para ser um treinador de futebol, de currículo predominantemente vitorioso. Mesmo quando, diante do Golias, parece só ter nas mãos a frágil funda do David.

No entanto, no vazio de anos e anos sem a conquista de um campeonato, os sportinguistas querem (a mala a abarrotar de frustrações) atos e não palavras, isto é, querem a alegria de um campeonato. Com Jorge Jesus e a sua equipa técnica e com os jogadores que se conhecem a vitória final é possível. Falta agora a homeostasia organizacional, quero eu dizer: que o Otávio Machado e o Manuel Fernandes e o dr. Bruno de Carvalho e o Jorge Jesus convivam e trabalhem como especialistas (ou trabalhadores do conhecimento) e como amigos que se estimam e respeitam. Ensina o Doutor Gustavo Pires que a homeostasia “começa em nós próprios” (cfr. Gestão do Desporto, apogesd, p. 12). Para que a energia emotiva, a fome de vitórias, as humilhações recalcadas não se convertam em permanente ressentimento pelos árbitros, pelos dirigentes da Liga e da FPF e pelos jornalistas! Vi jogar os “cinco violinos”.

Eram vencedores-natos. Porquê? Eram, naqueles meus anos de rapaz, os melhores, entre os melhores. Nada mais! O Fernando Peyroteo, na Direção-Geral dos Desportos, arroubado de felicidade, relatou-me, certo dia: “Antes de alguns jogos, chegávamos a perguntar uns aos outros: estes quantos levam?”. O Fernando Peyroteo, um atleta e um desportista sem mácula! Possante (como poucos, na história do nosso futebol) e com permanente fome de golo, tornava-se num perigo constante às balizas adversárias. O Mariano Amaro (que há 70 anos jogava como mais tarde o faria, “mutatis mutandis”, o Rui Costa) nos nossos jantares das quartas-feiras, com o Acácio Rosa, relembrava, com um sorriso maroto nos lábios, referindo-se ao Peyroteo: “O Fernando? Grande amigo! Era, em todas as circunstâncias, um cavalheiro! Mas, no campo, só à porrada se aguentava!”. As conversas são como as cerejas: diz o povo e tem razão. Pois se eu, neste artigo, pouco mais queria dizer que, com o Jorge Jesus, o Sporting vai ser um candidato ao título, já na época de 2015/2016...

Manuel Sérgio é Professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto
Ler Mais
23:50  -  15-06-2015
No Benfica: estrutura ou carisma? (artigo de Manuel Sérgio, 90)
22:37  -  10-06-2015
Feyerabend e Ricardo Serrado no estudo de Lionel Messi (artigo de Manuel Sérgio, 89)
22:50  -  26-05-2015
Mais importante do que ter sucesso é ter valor! (artigo de Manuel Sérgio, 86)
00:30  -  23-05-2015
José Mourinho ou as razões da sua diferença (artigo de Manuel Sérgio, 85)
16:42  -  18-05-2015
É preciso, imperioso e urgente a continuação de J.J., no Benfica (artigo de Manuel Sérgio, 84)
18:16  -  10-05-2015
Roberto Carneiro: retrato de um ministro que eu conheci (artigo de Manuel Sérgio, 83)
16:30  -  01-05-2015
O empréstimo de jogadores é compatível com a ética? (artigo de Manuel Sérgio, 82)
16:54  -  20-04-2015
José Mourinho: por que será?... (artigo de Manuel Sérgio, 81)
17:17  -  14-04-2015
O Progresso Desportivo: - o que é isso? (artigo de Manuel Sérgio, 80)
19:15  -  07-04-2015
Mourinho escreve prefácio de livro de Manuel Sérgio, «O Futebol e Eu»
23:31  -  06-04-2015
O jornal “ A Bola” - desporto e humanismo (artigo de Manuel Sérgio, 79)
22:47  -  01-04-2015
Jorge Carlos Fonseca: o Presidente da República que é poeta (artigo de Manuel Sérgio, 78)
21:47  -  25-03-2015
Qual o fundamento radical na arbitragem? (artigo de Manuel Sérgio, 77)
16:34  -  21-03-2015
A Gestão do Desporto, segundo Gustavo Pires (artigo de Manuel Sérgio, 76)
16:40  -  13-03-2015
O Futebol é Anamnese... mesmo com Luís Figo? (artigo de Manuel Sérgio, 75)
17:47  -  07-03-2015
Ao Povo-Irmão de Cabo Verde (artigo de Manuel Sérgio, 74)
21:14  -  19-02-2015
“Cândido de Oliveira” - um livro inesquecível de Homero Serpa (artigo de Manuel Sérgio, 73)
21:10  -  12-02-2015
Só com os mesmos valores o diálogo é possível (artigo de Manuel Sérgio, 72)
17:04  -  08-02-2015
O modelo racionalista do jornal A Bola (artigo de Manuel Sérgio, 71)
16:32  -  01-02-2015
“A Bola”: uma práxis que é preciso manter (artigo de Manuel Sérgio, 70)
19:14  -  28-01-2015
Manuel Alegre: - um semeador de poesia (artigo de Manuel Sérgio, 69)
18:29  -  22-01-2015
Libertar o Direito e o Desporto ou um ensaio do Prof. Paulo Cunha (artigo de Manuel Sérgio, 68)
16:24  -  18-01-2015
A desparasitação do futebol ou a dupla Pinto da Costa-Pedroto (artigo de Manuel Sérgio, 67)
18:18  -  15-01-2015
O Desporto tem violência: - não é violento! (artigo de Manuel Sérgio, artigo 66)
17:57  -  10-01-2015
A “Arte da Guerra” no treinador Rui Vitória (artigo de Manuel Sérgio, 65)
00:17  -  07-01-2015
José Maria Pedroto: o conhecimento... (artigo de Manuel Sérgio, 64)
23:31  -  31-12-2014
Feliz Ano Novo ao Desporto Português (artigo de Manuel Sérgio, 63)
17:32  -  24-12-2014
A grande revolução de Jesus na Vida e... no Desporto! (artigo de Manuel Sérgio, 62)
17:53  -  20-12-2014
História e Filosofia das Ciências, no Desporto e... no Benfica! (artigo de Manuel Sérgio, 61)
22:56  -  17-12-2014
Uma resposta breve a Miguel Cardoso Pereira (artigo de Manuel Sérgio, 60)
18:57  -  11-12-2014
Desporto e Desenvolvimento ou um livro de Gustavo Pires (artigo de Manuel Sérgio, 59)
18:36  -  04-12-2014
Nossos contemporâneos (artigo de Manuel Sérgio, 58)
18:19  -  27-11-2014
Da Desconfiança à Solidariedade em Pinto da Costa e Filipe Vieira (artigo de Manuel Sérgio, 57)
23:19  -  20-11-2014
As incertezas da ciência (artigo de Manuel Sérgio, 56)
16:18  -  16-11-2014
O engenheiro Fernando Santos: - o mesmo e o diferente (artigo de Manuel Sérgio, 55)
18:39  -  11-11-2014
Ou interdisciplinaridade ou ignorância (artigo de Manuel Sérgio, 54)
10:25  -  08-11-2014
Carta Aberta ao Presidente da República de Cabo Verde (artigo de Manuel Sérgio, 53)
17:43  -  30-10-2014
Rui Jorge: e o treinador do Futuro (artigo de Manuel Sérgio, 52)
15:56  -  23-10-2014
O engenheiro Fernando Santos: o ser e o tempo (artigo de Manuel Sérgio, 51)
19:34  -  16-10-2014
O preparo físico dos nossos jogadores de futebol, 2.ª parte (artigo de Manuel Sérgio, 50)
17:38  -  11-10-2014
O preparo físico dos nossos jogadores de futebol (1) (artigo de Manuel Sérgio, 49)
22:14  -  03-10-2014
Eduardo Monteiro: perfil de um dirigente! (artigo de Manuel Sérgio, 48)
17:55  -  28-09-2014
A propósito do engenheiro Fernando Santos (artigo de Manuel Sérgio, 47)
16:47  -  22-09-2014
O campeão observado a dois ângulos de visão (artigo de Manuel Sérgio, 46)
00:24  -  18-09-2014
Há falta de treinadores negros (artigo de Manuel Sérgio, 45)
01:06  -  13-09-2014
Valdano: um homem que transporta uma frustração (artigo de Manuel Sérgio, 44)
18:39  -  08-09-2014
A grande revolução a fazer no futebol (artigo de Manuel Sérgio, 43)
18:36  -  03-09-2014
Mais Platão, menos Prozac! (Artigo de Manuel Sérgio, 42)
14:57  -  28-08-2014
Fiel ao Belenenses e... aos amigos! (artigo de Manuel Sérgio, 41)
18:38  -  17-08-2014
O Deus dos filósofos e os deuses do futebol (artigo de Manuel Sérgio, 40)
18:34  -  10-08-2014
O olho das rãs e o futebol (artigo de Manuel Sérgio, 39)
21:47  -  04-08-2014
“Francisco de Assis e Franscisco de Roma” - mais um livro de Leonardo Boff (artigo Manuel Sérgio, 38)
16:52  -  26-07-2014
“Preparar para Ganhar”: um livro de José Neto (artigo Manuel Sérgio, 37)
22:24  -  15-07-2014
O Futebol na Sociedade Pós-Capitalista ou a vitória da Alemanha (artigo Manuel Sérgio, 36)
00:43  -  07-07-2014
Código de Ética Desportiva (artigo Manuel Sérgio, 35)
16:35  -  02-07-2014
A Literatura e o Desporto: a propósito de Sophia (artigo Manuel Sérgio, 34)
20:53  -  27-06-2014
O Futebol e os Escritores (artigo Manuel Sérgio, 33)
22:45  -  22-06-2014
As dúvidas do Doutor Eduardo Barroso: as dele e as minhas! (artigo Manuel Sérgio, 32)
16:17  -  08-06-2014
Carta Aberta ao Ministro do Desporto do Brasil (artigo Manuel Sérgio, 31)
18:08  -  01-06-2014
Da poesia ao futebol (artigo Manuel Sérgio, 30)
18:57  -  27-05-2014
Factos e valores (artigo Manuel Sérgio, 29)
18:50  -  19-05-2014
Parabéns ao Benfica: na vitória e na derrota (artigo Manuel Sérgio, 28)
16:35  -  12-05-2014
Marco Silva: um grande treinador, com toda a certeza! (artigo Manuel Sérgio, 27)
21:07  -  01-05-2014
A grande revolução de Jesus ou o mundo que o desporto não tem (artigo Manuel Sérgio, 26)
00:52  -  24-04-2014
O 25 de Abril e o Futebol Português (artigo Manuel Sérgio, 25)
18:33  -  11-04-2014
Os mitos fundadores da Modernidade (artigo Manuel Sérgio 24)
23:56  -  06-04-2014
Os cem anos da FPF: em Portugal também há progresso? (artigo Manuel Sérgio 23)
20:01  -  30-03-2014
Nova Teoria do Sebastiano e o Futebol Português (artigo Manuel Sérgio 22)
23:11  -  23-03-2014
José Medeiros Ferreira: o desportisra, o político, o intelectual (artigo Manuel Sérgio 21)
17:26  -  18-03-2014
Nossos contemporâneos (artigo Manuel Sérgio 20)
21:39  -  03-03-2014
Há necessidade de uma utopia (artigo Manuel Sérgio 19)
00:49  -  22-02-2014
“Filosofia e Futebol: troca de passes” - um livro de grande atualidade ( artigo Manuel Sérgio 18)
22:28  -  16-02-2014
A Inteligência Competitiva e o Espectáculo Desportivo (artigo Manuel Sérgio 17)
18:50  -  12-02-2014
Plano Nacional de Ética no Desporto (artigo Manuel Sérgio 16)
21:08  -  02-02-2014
Porque sou belenenses... (artigo Manuel Sérgio 15)
00:04  -  28-01-2014
Aurélio Pereira ou um projeto antropológico (artigo Manuel Sérgio 14)
00:19  -  23-01-2014
O nome da rosa (artigo Manuel Sérgio 13)
00:11  -  15-01-2014
Cristiano Ronaldo: agilidade física ou intelectual? (artigo Manuel Sérgio 12)
00:38  -  13-01-2014
Eusébio tem lugar indiscutível no panteão nacional (artigo Manuel Sérgio 11)
23:59  -  03-01-2014
Ciência no Futebol e outras coisas mais... (artigo Manuel Sérgio 10)
00:04  -  30-12-2013
O Desporto nem sempre educa... (artigo de Manuel Sérgio 9)
00:37  -  23-12-2013
Carta Aberta aos jogadores do Bom Senso F.C. (artigo de Manuel Sérgio 8)
00:14  -  10-12-2013
Os golos do Ronaldo e a ética da palavra (artigo de Manuel Sérgio 7)
22:14  -  03-12-2013
Cristiano Ronaldo: - um herói da cultura! (artigo de Manuel Sérgio 6)
21:39  -  20-11-2013
Os erros dos árbitros e os erros dos outros... (artigo de Manuel Sérgio 5)
11:56  -  28-10-2013
«O Desporto (o Futebol) não é violência» (artigo de Manuel Sérgio 4)
22:58  -  18-10-2013
«O Desporto e o Desafio do Sentido» (artigo de Manuel Sérgio 3)
22:45  -  06-10-2013
«O pensamento ético contemporâneo e o Desporto» (artigo de Manuel Sérgio 2)
18:40  -  27-09-2013
«O Desporto em que eu acredito» (artigo de Manuel Sérgio 1)
Comentários (0)

Destaques

ATENÇÃO: Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais