Mulheres de Wiggins e de Froome em guerra

Ciclismo 16-12-2017 10:21
Por Fernando Emílio
ASky vive momentos conturbados após o controlo positivo de Chris Froome na 18.ª etapa da Volta à Espanha, com a análise à urina do britânico a revelar uma concentração de 2.000 nanogramas por mililitro de sangue de salbutamol (substância utilizada para o tratamento da asma), o dobro do autorizado pela AMA.

Enquanto aguarda o resultado da investigação, o corredor da Sky, que incorre numa suspensão de, pelo menos, um ano, não se livra de críticas. Catherine Wiggins, mulher de Bradley, que foi companheiro de equipa do britânico e a quem Froome ajudou a conquistar o Tour de 2012, recorreu às redes sociais para insultar o astro da Sky.

«Isto põe-me doente. Se acreditasse em teorias de conspiração, diria que eles usaram o meu rapaz para bode expiatório com o propósito de encobrir este réptil escorregadio [Froome]», escreveu. Algumas horas depois a mensagem foi apagada e substituída por outra: «Peço desculpa, o meu comentário foi uma reação emocional. Estava demasiado stressada e não era minha intenção deitar mais achas para a fogueira».

A guerra entre as famílias de Wiggins e Froome remonta a 2012, quando, no decorrer da Volta à França, o primeiro era o líder da equipa, mas o segundo estava mais forte e contribuiu para o triunfo de Bradley em Paris. Durante a prova houve uma altura em que Wiggins ameaçou desistir por não confiar em Froome. Depois, Cath Wiggins agradeceu a todos os companheiros de equipa o esforço e o profissionalismo, exceto a Froome.

A mulher do britânico, Michelle, respondeu: «Se quer lealdade, compre um cão Froome, uma qualidade que eu valorizo, embora seja aproveitada pelos outros!». Uma história que promete ter mais capítulos.
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