Perguntas e respostas sobre o videoárbitro

ARBITRAGEM 07-12-17 7:50
Por Redação

Tem dúvidas sobre o funcionamento do VAR?
Eis algumas perguntas e respostas que o podem ajudar.

Um videoárbitro (VAR) é avaliado tal como é o árbitro de campo?
Sim. Dos 18 países que estão a usar, de forma experimental ou oficial, o videoárbitro, Portugal é o único onde o VAR é avaliado após cada jogo.

Como foi criada a avaliação?
Pelo Conselho de Arbitragem da FPF, uma vez que nem o IFAB (International Football Association Board), que é a entidade que supervisiona o VAR nem a própria UEFA obrigam à avaliação do VAR. Os critérios foram criados de raiz e existe um ranking interno.

Como é feita a avaliação?
Obedece a critérios diferentes do árbitro de campo, que tem uma avaliação de 1 a 10. A avaliação do VAR é de 1 a 3. A média tem sido positiva, mas já houve casos em que o VAR teve a pior nota (1). Se o VAR analisar tudo bem mas não um lance que tenha influência direta no jogo (um penalty, um fora de jogo não assinalado que esteve na origem de uma jogada ou uma entrada violenta que não foi sancionada com o respetivo vermelho), tem nota 1.

Quando é feita a avaliação?
Às terças-feiras, após o visionamento de todos jogos da Liga que têm VAR. Na sexta-feira os árbitros sabem se tiveram uma avaliação positiva ou negativa, mas sem saberem a nota porque só no final da época será conhecido o somatório de todas as suas avaliações.

A avaliação como VAR tem influência na classificação final?
Sim, tal como as avaliações como árbitro de campo.

O árbitro assinala mal um penalty e o VAR não reverte a decisão. Quem é penalizado na avaliação?
Ambos.

O árbitro assinala bem um penalty mas o VAR dá-lhe uma indicação contrária. O juiz de campo decide ver pelos seus olhos o lance no monitor e mantém a decisão inicial. Há penalização?
Pode dar para o VAR, caso o áudio prove que este analisou mal o lance. Neste caso, o árbitro tem uma classificação positiva (a respeito daquele lance concreto) e o VAR tem nota negativa.

O VAR tem indicações para rever o lance de um golo desde o início. Quando é, verdadeiramente, o início da jogada?
Aqui aplica-se o bom senso. Nem o IFAB determina quando começa. Mas as situações mais comuns são as que levaram à anulação do golo do SC Braga frente ao Paços de Ferreira, por exemplo (fora de jogo antes de se concretizar a parte final da jogada).

Que práticas do VAR foram afinadas ao longo do tempo?
A revisão dos golos e dos cartões.

Quais os lances mais complicados para o VAR?
Os de interpretação. Por indicação do IFAB, o VAR tem a indicação para não interferir em lances de dúvida.

Porque os árbitros continuam a apitar nos lances de fora de jogo quando o protocolo manda esperar?

Porque ainda não desligaram o chip de muitos anos de apitar mal seja levantada a bandeira ou por causa do hábito de apitar jogos da Liga 2 ou no estrangeiro, onde a regra é inversa. É o maior erro que está a marcar o VAR.

É possível que o árbitro e o VAR coincidam na interpretação de um lance capital e mesmo assim venham a ter nota negativa?

Sim, se a Secção de Classificações (SC) entender que analisaram mal. Serão poucos os casos porque a formação da SC é igual à do VAR.

O VAR tem limitação de jogos para um determinado clube?
Não, ao contrário do que se verifica com os árbitros de campo, como mandam os regulamentos. Um mesmo árbitro é muitas vezes juiz na Liga2 e VAR num jogo de Liga no mesmo fim de semana. Um árbitro lesionado pode ser VAR.

Quanto recebe um VAR?
25 por cento do que ganha um árbitro, sendo que este ganha mil euros limpos (em recibo verde) por jogo de Liga.

Poderão no futuro os ex-árbitros exercerem a função de VAR?
Não, segundo as regras atuais em Portugal. Mas é provável que atuais juízes de campo passem a ser exclusivamente VAR quando se reformarem. Porque ganharam experiência com o atual protocolo.