Primeiro Minitstro diz que greve da polícia foi «atentado ao Estado de direito»

Cabo Verde 30-12-2017 22:15
Por Lusa
O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, considerou hoje, em São Vicente, a greve da Polícia Nacional um ´atentado ao Estado de direito democrático´, com desrespeito pela requisição civil e manifestações ilegais.

O chefe do Governo reagia assim, pela primeira vez, à greve de três dias da Polícia Nacional (PN), que terminou às 00:00 horas de hoje.

Para o primeiro-ministro, as forças policiais existem para manter a segurança da população e do património e a boa imagem da segurança do país, considerando não serem admissíveis fenómenos desta natureza em Cabo Verde.

«Iremos tomar todas as medidas para responsabilizar aqueles que violaram e confrontaram de forma muito clara a lei da requisição civil e das manifestações», adiantou Correia e Silva, citado pela agência cabo-verdiana de notícias Inforpress.

O primeiro-ministro assegurou que o Governo não dialoga ´sob pressão, chantagem e muito menos sob violação das regras´ a que se devem conformar as forças policiais num Estado de direito democrático.

Questionado sobre o futuro do relacionamento do Governo com a classe policial, Ulisses Correia e Silva lembrou que a maioria das forças policiais e dos agentes que integram a Polícia Nacional ´não fizeram a greve e estiveram do lado da lei, respeitando o seu papel´ e reafirmou que aqueles que ´violaram, confrontaram e tentaram colocar o país numa situação de dificuldade´ vão ter que responder.

O primeiro-ministro adiantou ainda que o executivo vai abordar e refletir com a sociedade cabo-verdiana a tomada de medidas para evitar que situações semelhantes se repitam, adiantando que estas poderão passar pela revisão do direito à greve nas forças policiais.
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