Líderes religiosos tentam mediar crise política

Guiné-Bissau 29-12-2017 19:36
Por Lusa
Líderes das várias confissões religiosas na Guiné-Bissau iniciaram uma série de contactos com diferentes entidades políticas para «tentar mediar o impasse político», disse fonte da igreja católica que lidera o processo.

Segundo a mesma, o pedido de mediação foi feito pelo presidente guineense, José Mário Vaz, e o grupo é liderado pelo bispo de Bissau, José Camanté.

O grupo de religiosos já iniciou consultas, tendo sido recebido pelo líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.

À saída do encontro, na sede do PAIGC, em Bissau, nenhuma das partes prestou declarações.

«A tarefa que o presidente incumbiu aos religiosos é de tentar aproximar as partes», declarou fonte da igreja católica.

José Mário Vaz pediu aos líderes das igrejas guineenses, no sentido de levarem as partes desavindas na crise que afeta o país, que se entendessem para que se possa cumprir um roteiro de negociações.

O roteiro, que o chefe de Estado apresentou na ultima cimeira de lideres da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) prevê a nomeação de um novo governo, de consenso, mas «desde que o PAIGC readmita nas suas fileiras dos 15 deputados expulsos, sem condições».

A direção do PAIGC, porém, tem repetido que aceita a reintegração dos deputados na sua bancada desde que retornem ao partido «como simples militantes».

A CEDEAO deu até um prazo de 30 dias, que deve terminar a 16 de janeiro de 2018, para que haja um entendimento na Guiné-Bissau e seja cumprido na integra o Acordo de Conacri, um instrumento que patrocina e com o qual acredita que se possa terminar com a crise.

O líder guineense acredita que, cumprido o roteiro que elaborou, o Acordo de Conacri será implementado.

A Guiné-Bissau vive uma crise política desde que, em 2015, José Mário Vaz exonerou o governo do PAIGC saído das eleições realizadas um ano antes.

O atual governo, de iniciativa do presidente, não é reconhecido por quatro dos cinco partidos com assento no Parlamento.

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