Cerca de 12.500 são-tomenses obtiveram vistos de entrada em Portugal entre 2014 e 2017

São Tomé e Príncipe 22-12-2017 15:25
Por Lusa
Nos últimos quatro anos, a embaixada portuguesa em São Tomé e Príncipe concedeu cerca de 12.500 vistos a cidadãos são-tomenses, do total de 15.251 solicitações, disse à Lusa Manuel Rodrigues, responsável da secção consular.

Até outubro deste ano, pelo menos 4.351 cidadãos do arquipélago pediram vistos de entrada em Portugal, 3.347 dos quais foram atribuídos, sendo que 572 beneficiaram estudantes.

«Existe um grande empenho do Estado português em atribuir os vistos», disse Manuel Rodrigues, sublinhando que «a tendência para crescimento» das solicitações tem levado o pessoal desta missão diplomática a «trabalhar muito mais horas do que é habitual».

Nos últimos anos, particularmente neste de 2017, cidadãos são-tomenses têm criticado a missão diplomática portuguesa por alegadamente estar a dificultar a atribuição de vistos.

O assunto levou o ministro são-tomense dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Urbino Botelho, a convocar o embaixador de Portugal em São Tomé, Luís Gaspar da Silva, acreditado no arquipélago há cerca de dois meses para pedir explicações.

Manuel Rodrigues disse que tem havido da parte portuguesa «máxima competência, brio e empenho na atribuição de vistos» a cidadãos são-tomenses, lembrando, contudo que «há um quadro legal português com o espaço Schengen que não dá margens para mais manobras».

«Queremos que a atribuição de vistos seja o mais célere, mais simples, mais fácil possível, mas também não podemos alienar-nos das nossas responsabilidades com o espaço Schengen», disse.

O responsável referiu que «a questão dos vistos tem uma importância política», e considerou que o «bom trabalho que tem sido levado a cabo pela embaixada» tem permitido «boas relações com as autoridades são-tomenses» nessa matéria.

Outra crítica dos cidadãos prende-se com a exigência por parte da embaixada de um termo de responsabilidade para poder conceder vistos no caso da transferência de doentes com junta médica.

A embaixada reconhece que isso coloca algum obstáculo na transferência de doentes, mas esclarece que esse facto deve-se a «critérios socioeconómicos» e à necessidade de «salvaguardar a própria pessoa».

«Em caso de problema adicional, já se pode identificar alguém que possa acompanhar o doente até o tempo que ele regressa», explicou Manuel Rodrigues.

O responsável adiantou, no entanto, que em breve o Governo português vai introduzir «algumas modificações» nos pedidos de vistos para junta médica ou tratamento clínico particular, que até outubro deste ano atingiu um total 302, acrescidos de 125 pedidos de acompanhamento familiar.

De acordo com os dados facultados à Lusa, em 2014 houve 3.226 pedidos, dos quais 2.798 foram emitidos, em 2015 foram 3.574 pedidos, 2.953 atendidos, em 2016 fizeram pedidos 4.100 cidadãos, sendo que 3.419 receberam vistos, e em 2017 somaram-se 4.351 solicitações, tendo sido atribuídos 3.347 até outubro.

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