Antigo ministro da justiça detido por alegada tentativa de suborno

São Tomé e Príncipe 05-12-2017 10:23
Por Lusa
O antigo ministro são-tomense da Justiça e conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça Justino Veiga foi detido hoje à noite pela polícia, por alegada tentativa de suborno a magistrados, disse à Lusa fonte judicial.

Justino Veiga, que deverá ser ouvido terça-feira pelo Ministério Público (MP), exerceu até finais de novembro as funções de assessor do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Manuel Silva Gomes Cravid, que o demitiu e o acusou junto do MP de tentativa de suborno a dois magistrados judiciais, incluindo o próprio líder do Supremo.

Fonte ligada ao processo adiantou à Lusa que o Ministério Publico são-tomense expediu igualmente duas ordens de detenção contra o vice-presidente do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social Democrata (MLSTP-PSD) e administrador-geral da Empresa Nacional de Combustível e Óleo (ENCO), Osvaldo Vaz, e o vice presidente do Partido de Convergência Democrática (PCD), segundo maior partido da oposição, Delfim Neves.

Fonte judicial confirmou que a detenção ocorreu na sequência da queixa ao Ministério Publico por Silva Gomes Cravid, que acusa estes dois responsáveis políticos de serem os mandantes e financiadores de uma «tentativa de corrupção» contra o presidente do STJ e de outros magistrados.

Toda a polémica gira à volta da cervejeira Rosema, vendida pelo Estado são-tomense, depois de concurso público, ao empresário angolano Melo Xavier.

Mas, há cerca de dez anos esta empresa mudou de mãos, depois de uma polémica entre Melo Xavier e um conterrâneo seu, que através de uma carta rogativa enviada do Tribunal de Luanda a instituição homóloga em São Tomé conseguiu a posse da Rosema e vendeu-a a dois irmãos empresários são-tomenses.

Há vários anos que Melo Xavier tem tentando reaver a sua fábrica de cerveja.

O vice-presidente do MLSTP-PSD Osvaldo Vaz encontra-se ausente do país e Delfim Neves é deputado e goza de imunidade parlamentar, por isso ainda não foram detidos.
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