QUARTA-FEIRA, 08-07-2015, ANO 16, N.º 5639
Wenger reserva posição 10 para Ozil
Arsenal O médio alemão Mesut Ozil tem reservado o papel de número 10 no Arsenal na próxima época. Depois de ter utilizado o jogador sobre o lado esquerdo e sobre o lado direito, Arsène Wenger tem presente que o melhor será mesmo fixar o médio no centro do campo, logo atrás dos avançados. É a posição preferida de Ozil, catalogado há cerca de dois anos por José Moutinho como «o melhor número 10 do Mundo». Duas épocas depois, Arsène Wenger está finalmente convencido que o médio alemão, contratado ao
Kiko Casilla muito perto de assinar
Real Madrid Segundo avança a rádio espanhola ‘Cope’, o guarda-redes do Espanhol, Kiko Casilla, está muito perto de se transferir para o Real Madrid por três milhões de euros. Os ‘merengues’ não querem correr riscos, já que Iker Casillas ainda tem o futuro indefinido, Keylor Navas lesionado pelo menos três semanas e sem avanços na contratação de David De Gea, Casilla parece ser a solução encontrada.
«Não tive contactos com o FC Porto» - Lucas Silva
Real Madrid O médio brasileiro Lucas Silva admite que poderá ser emprestado pelo Real Madrid, mas garante que não esteve em contacto com qualquer outro clube, nomeadamente por parte do FC Porto. Contratado pelos merengues em janeiro passado ao Cruzeiro, por por 14 milhões de euros, Lucas Silva apenas participou em 9 jogos num total de 427 minutos. O jogador, de 22 anos, garante que tem em mente ficar no clube, mas também admite a possibilidade de ser emprestado. «O que tenho em mente é continua
«Jesus já me queria quando estava no Benfica» - Bryan Ruiz
Sporting O novo reforço do Sporting, Bryan Ruiz, revelou que Jorge Jesus foi fundamental na sua vinda para Alvalade e que o interesse do técnico leonino já vem desde os tempos do Benfica. «Já me queria quando ainda estava no Benfica. Agora quero mostrar o meu trabalho e agradecer-lhe dentro de campo a confiança que depositou em mim», projetou, numa entrevista publicada no seu site oficial. «Queria uma oportunidade para poder voltar a ganhar títulos. Quero aproveitar e dedicar todo o meu esforço ao
Antigo alvo do Benfica anuncia final da carreira aos 29 anos
Alemanha O lateral alemão Marcell Jansen, que recentemente foi associado ao interesse do Benfica, anunciou esta terça-feira que vai abandonar a carreira, numa altura em que conta 29 anos e terminou contrato com o Hamburgo. «Pensei durante muito tempo, durante dias, algumas semanas mesmo. Mas agora tudo está claro para mim: a minha carreira acabou, vou parar», afirmou Jansen, citado pelo site bz-berlin.de. «Tinha grandes ofertas, mas jogar fora desta região não é opção para mim. Não posso jogar em q
Eleições vão realizar-se até final do mês
Liga A Liga de Clubes vai a votos até final de julho, segundo ficou decidido esta terça-feira em Assembleia Geral extraordinária, realizada em Santa Maria da Feira. A data exata será anunciada posteriormente pelo presidente da Mesa da Assembleia, José Mendes, que prevê que o prazo para apresentação de candidaturas termine a 24 ou 25 de julho. As eleições foram marcadas pela alteração de estatutos, aprovada esta terça-feira, que prevê a substituição do modelo de Comissão Executiva pela criação d
Mais dois reforços leoninos vindos do... Benfica
Futsal A equipa sénior feminina do Sporting, que garantiu a subida à primeira divisão de futsal, contratou mais duas jogadoras ao rival Benfica: a guarda-redes Maria Rocha e a ala Micaela Semedo, ambas com 19 anos. «Quando recebi o convite disse logo que sim, foi instantâneo. Sou sportinguista de coração desde que nasci e espero ser campeã», disse a guardiã, ao passo que Micaela Semedo sublinhou a ambição de «ganhar títulos». Este foi mais um rude ‘golpe’ para a equipa do Benfica, que também já v
Luís Magalhães confirmado como novo selecionador de basquetebol
Cabo Verde Luís Magalhães foi confirmado esta terça-feira como novo selecionador de basquetebol de Cabo Verde. Tal como A BOLA noticiou, o treinador português vai orientar os «Tubarões Martelo» na fase final do Afrobasket, que decorre de 19 a 30 de agosto, na Tunísia. O presidente da Federação Cabo-verdiana de Basquetebol (FCBB), Kitana Cabral, garantiu que Luís Magalhães estará na cidade da Praia ainda esta semana para assistir à fase final do campeonato nacional de basquetebol. Luís Magalhães
Rúben Vezo vive sonho em Valência sem esquecer infância em Setúbal
Portugueses emigrantes Rúben Vezo tem apenas 21 anos mas já concretizou muitos dos seus sonhos. A estreia na liga portuguesa frente ao FC Porto. A mudança de Setúbal para o Valência. A chamada à Seleção A portuguesa. A estreia na liga espanhola e o golo no segundo jogo com a camisola che. Vezo tem muito para contar sobre a sua ainda curta carreira. O central português cresceu em Setúbal e foi no Clube Desportivo «Os Pelezinhos» que começou a dar os primeiros passos rumo a um sonho partilhado por muitos joven
Laranjeiro aguarda convites
Futebol Nuno Laranjeiro não deve continuar no UD Leiria. O jogador, formado no Sporting e que chegou a ser internacional desde os sub-18 até aos sub-21, está em final de contrato com os leirienses e ainda não foi abordado para renovar. O lateral, que tanto pode atuar à direita como à esquerda, tinha regressado no início de 2014/15 ao emblema da cidade do Lis, depois de passagens por Leixões, Fátima, Freamunde e Chaves, disse a A BOLA que não pensa, para já, no final de carreira, garantindo que aos 3
Liverpool devolve Manquillo
Atlético Madrid O Atlético Madrid confirmou, esta terça-feira, que o lateral Javier Manquillo foi devolvido pelo Liverpool, clube ao qual estava emprestado. O jogador, de 21 anos, não teve os minutos desejados para crescer desportivamente (participou apenas em 10 jogos), pelo que os clubes acertaram por mútuo acordo não levar adiante o segundo ano de empréstimo. Através de comunicado, o Atlético Madrid revela que Manquillo não será integrado nos trabalhos de pré-época do clube, uma vez que nos próximos di
«A posição do Sporting sobre Luís Duque é clara» - Bruno Mascarenhas
Liga O Sporting fez-se representar por Bruno Mascarenhas e por Patrícia Silva Lopes na Assembleia Geral da Liga, mantendo-se à margem ao apoio manifestado pelos clubes em relação à permanência de Luís Duque na presidência do organismo. Bruno Mascarenhas, vogal da Direção do clube de Alvalade, referiu que terá de ser o presidente Bruno de Carvalho a tomar uma posição sobre apoios a eventuais candidatos à liderança do organismo, deixando, contudo, praticamente uma certeza em relação a Luís Duque.
Luciano Vietto assina por seis épocas
Atlético Madrid O Atlético Madrid anunciou, esta terça-feira, ter chegado a acordo com o Villarreal para a transferência de Luciano Vietto, que assinou um contrato válido para as próximas seis temporadas. Os colchoneros não adiantam os valores envolvidos no negócio, mas a imprensa espanhola avança que será uma operação a rondar os 20 milhões de euros. 20 foram também os golos que Vietto apontou pelo Villarreal na última época: 12 na liga espanhola e 8 na Liga Europa.
Luís Duque promete ponderar eventual candidatura
Liga No final da Assembleia Geral da Liga, Luís Duque agradeceu o apoio manifestado pelos clubes e mostrou-se satisfeito com o trabalho desenvolvido no período em que esteve à frente dos destinos do organismo. «Estou satisfeito com o trabalho desenvolvido e com o apoio manifestado pelos clubes», referiu Luís Duque, que vai sair da liderança do organismo devido à alteração de estatutos, aprovada em Assembleia Geral. O dirigente prometeu, contudo, considerar uma eventual candidatura ao cargo: «A
Derrota frente ao Luton Town (0-1)
Farense Com uma semana de trabalho, o treinador Jorge Paixão testou pela primeira vez o remodelado plantel dos leões de Faro, frente aos ingleses do Luton Town. Num jogo-treino realizado em Vila Real Santo António, a equipa algarvia saiu derrotada, por uma bola a zero, com O’Donnell a marcar aos 38 minutos. Num amigável interessante de seguir, a garra, a determinação e a vontade de corresponder às exigências de Jorge Paixão prevaleceu, numa equipa que está ainda a assimilar as novas ideias de um t
«Vou para a 12.ª época mas tenho a mesma motivação do primeiro dia» - Nuno Piloto
Académica É com uma grande dose de mística que a Académica prepara a entrada em cena na época 2015/16. Além do treinador, José Viterbo, que é um academista dos sete costados, há também no plantel jogadores que se confundem com a própria história da Briosa. Um deles é Nuno Piloto. Além da brilhante carreira que tem construído dentro dos relvados, o médio conseguiu, também, percorrer todos os degraus da formação académica e atingir o grau de Mestre em Bioquímica. Foi, aliás, o primeiro jogador da históri
«A Liga Europa é uma montra muito importante» - Cafú
V. Guimarães O Vitória de Guimarães acelera a passada tendo em vista a Liga Europa. Os vimaranenses continuam a trabalhar no Centro de Estágios do Luso e na tarde desta terça-feira foi Cafú o porta-voz da ambição dos conquistadores. O médio está consciente da grandeza das equipas que vão marcar presença na referida competição internacional mas, ainda assim, diz que os minhotos tudo farão para levar o clube além-fronteiras: - Estamos na terceira semana de trabalho, jogamos já no dia 30 a pré-eliminatóri
Pandev anunciado no Génova
Galatasaray Goran Pandev, foi esta terça-feira anunciado pelo site oficial do Génova como a mais recente contratação do clube italiano. O avançado macedónio de 31 anos assinou a custo zero depois de representar o Galatasaray na última época.
«Guardiola queria treinar o Brasil, mas não o quiseram» - Dani Alves
Brasil O lateral direito do Barcelona, Daniel Alves, revelou em entrevista ao programa ´Bola da Vez`, que o seu antigo treinador no Barcelona, Pep Guardiola, antes de iniciar o Mundial 2014 no Brasil, queria treinar a seleção ´canarinha´, mas os responsáveis brasileiros não aceitaram. «Antes do Mundial, o Pep queria treinar a seleção brasileira e não quiseram», revelou o brasileiro. «Pep disse que queria fazer de nós campeões do mundo e tinha toda a estratégia, mas não quiseram», reafirmou. «
«Messi é o melhor, mas Iniesta é o meu ídolo» - Arda Turan
Barcelona Arda Turan já fala à Barcelona. Em declarações ao ‘Mundo Deportivo’, o médio ofensivo, que rendeu 34 milhões de euros aos cofres do Atlético Madrid, confessou estar a viver o melhor momento da carreira. «É algo incrível, jogar no Barcelona sempre foi o meu sonho. Desde que soube do interesse, nem conseguia dormir. Ligava todos os dias para o meu empresário para saber se o negócio já estava feito», revelou. «Foi o treinador Luis Enrique que me deu a notícia, um pormenor que valorizo muito e
Manchester United propõe 17 milhões por Darmian
Torino Matteo Darmian é o alvo dos ´Red Devils´ para reforçar o lado direito da defesa, tendo o clube inglês, segundo o jornal ´The Mirror´, oferecido cerca de 17 milhões de euros pelo italiano do Torino. O jogador de 25 anos, caso se mude para Inglaterra, poderá vir a auferir cerca de 500 mil euros por mês.
Souza confirmado como reforço para Vítor Pereira
Fenerbahçe O Fenerbahçe, que será orientado pelo português Vítor Pereira, oficializou a contratação de Souza, antigo médio do FC Porto e que nos últimos anos representou o São Paulo. O médio brasileiro, de 26 anos, já se encontra em Istambul, tendo assinado contrato válido por quatro épocas. O Fenerbahçe vai pagar pela contratação do jogador cerca de oito milhões de euros, dos quais dois milhões entrarão nos cofres do FC Porto, que ainda detinha parte dos direitos económicos do médio.
Jimmy Kebé aprovado no Maiorca
Espanha O extremo franco-maliano Jimmy Kebé, de 31 anos, foi esta terça-feira aprovado nos testes médicos realizados no Maiorca (Espanha) e deverá assinar um compromisso com o clube das Baleares, que milita na 2.ª divisão espanhola, para as próximas duas temporadas. Nascido no Mali, pelo qual foi internacional sub-23 e cuja seleção principal representa, Jimmy Boubou Kebé possui dupla nacionalidade e estava livre, desde que deixou o Crystal Palace (Londres, Inglaterra, Premier League) em janeiro. F
Ould-Chikh em destaque na vitória dos sub-19 da Holanda
Benfica Bilal Ould-Chikh, reforço do Benfica, entrou da melhor forma no Campeonato da Europa de sub-19 ao serviço da seleção da Holanda. O jovem extremo esteve nas melhores iniciativas da sua equipa, participando também no lance que valeu o golo da vitória sobre a Rússia (1-0). Pelle van Amersfoort foi o autor do golo, aos 44 minutos, dando a melhor sequência a livre batido por Bilal Ould-Chikh, que antes já tinha estado também perto de marcar em duas ocasiões. O novo jogador do Benfica viria, no ent
Bastia recorre da despromoção, Evian deve descer
França O Bastia, que no último dia 30 de junho havia sido despromovido à 2.ª divisão de França por via administrativa, anunciou esta terça-feira que irá recorrer da decisão e que já possui as garantias financeiras que a Direção Nacional de Controlo de Gestão (DNCG) considerava, há uma semana, não chegarem. A 30 de junho, a DNCG considerou «insuficientes» as garantias financeiras apresentadas pelo clube da Córsega para se inscrever na Ligue 1, e apontava a necessidade de «realizar imediatamente fluxo
Jovetic muito perto do Inter de Milão
Manchester City De acordo com a imprensa italiana, Manchester City e Inter de Milão chegaram a um acordo pelo avançado montenegrino, Stevan Jovetic. O jornal italiano ´tuttomercatoweb´ afirma que o jogador será emprestado por uma época com uma opção de compra obrigatória de 15 milhões de euros em 2015/2016. A transferência deverá no entanto, ser oficializada nos próximos dias, transferência esta, que valerá três milhões e 500 mil euros por ano ao jogador, menos do que auferia em Inglaterra.
Jebbour três anos no Montpellier
França O marroquino Yassine Jebbour, do Bastia, mas que jogou a temporada 2014/15 por empréstimo do clube francês no Varese (Série B de Itália), assinou esta terça-feira pelo Montpellier por três épocas, até junho de 2018. Internacional sub-21, sub-23 e pela principal seleção de Marrocos, Jebbour foi formado no Paris Saint-Germain (PSG) e no Rennes, tendo atuado – então por empréstimo - pelo Nancy e pelo mesmo Montpellier que agora comprou os seus direitos desportivos em definitivo em 2013. O lat
Evaldo também oficializado
Moreirense O Moreirense confirmou a contratação do lateral esquerdo Evaldo, que na última época esteve ao serviço do Gil Vicente. Com 33 anos, o jogador vai assim conhecer o sexto clube em Portugal, depois de passagens por FC Porto, Marítimo, SC Braga, Sporting e o já referido Gil Vicente.
Guerrero troca Corinthians pelo Flamengo
Brasil Paolo Guerrero foi, esta terça-feira, apresentado como novo reforço do Flamengo para as próximas três temporadas. O avançado, de 31 anos, representou o Corinthians nas últimas quatro épocas, mas agora diz-se pronto para ajudar os ‘rubro-negros’. «É um dos maiores clubes do mundo, estou muito feliz por estar aqui», começou por dizer, em conferência de imprensa. O Flamengo é atualmente 15.º classificado no campeonato brasileiro, com apenas 10 pontos em 11 jogos, mas o peruano mostrou-se otimist
Karl Vedova às ordens de Lito Vidigal
Arouca O médio brasileiro Karl Vedova, de 22 anos, é o mais recente reforço do Arouca, tendo integrado já o treino desta terça-feira do plantel comandado por Lito Vidigal. Proveniente do Caxias, da Série C do campeonato brasileiro, o jogador assinou contrato válido por três épocas.
Standard de Liège segura Dussaut
Bélgica O Standard de Liège vai renovar por mais uma época o vínculo, válido para já até junho de 2017, com o defesa direito francês Damien Dussaut, de 20 anos. O jovem, que o clube belga comprou ao Valenciennes (França), deu boa conta de si nos dez jogos em que atuou esta época e estaria, alegadamente, no radar de José Mourinho e do Chelsea, e a direção do Standard precaveu-se: irá propor uma renovação e melhorar as condições financeiras do jogador, além de subir a cláusula de rescisão, avança o ‘L’
Jorge Lima e José Costa lideram Campeonato da Europa de 49er
Vela A dupla portuguesa Jorge Lima/José Costa lidera o Campeonato da Europa de 49er, após vencer duas das quatro regatas disputadas no primeiro dia da competição, que decorre até domingo no Porto. A tripulação lusa tem quatro pontos, um de vantagem sobre os segundos classificados, os polacos Lukasz Przybytek/Pawel Kolodzinski, e dois sobre os britânicos John Pink/Stuart Bithell (seis), que ocupam o terceiro lugar da classificação. Os jovens Rodolfo Pires e Gonçalo Pires fizeram a sua estreia c

classificações

Liga
Liga 2
1. ª jornada
2. ª jornada
classificação
1. ª jornada
2. ª jornada
classificação
23-08
Académica
-
V. Setúbal
23-08
Arouca
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Benfica
23-08
Boavista
-
Tondela
23-08
Estoril
-
Moreirense
23-08
Marítimo
-
FC Porto
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Nacional
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União
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Belenenses
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Rio Ave
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SC Braga
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Sporting
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P. Ferreira
15-08
Benfica B
-
Penafiel
15-08
SC Braga B
-
Gil Vicente
15-08
Famalicão
-
Olhanense
15-08
Farense
-
Oliveirense
15-08
Freamunde
-
Varzim
15-08
Mafra
-
Sporting B
15-08
Portimonense
-
Académico
15-08
Leixões
-
Atlético
15-08
Feirense
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Aves
15-08
Covilhã
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Chaves
15-08
Oriental
-
V. Guimarães B
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Santa Clara
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FC Porto B
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1
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P. Ferreira
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Chaves
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Covilhã
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Portimonense
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Nudez, homossexualidade e violência valem mais do que... Lebron James
A correr no Tempo Acredite, é mesmo verdade: as finais da NBA perderam em audiência com a final do Mundial de Futebol feminino nos Estados Unidos. Ronaldo assistiu em casa, Messi chegou muito perto, mas mais uma vez não conseguiu o ouro. Num verdadeiro duelo de titãs foi a vez de o Chile brilhar frente a uma Argentina à beira de um ataque de nervos. Os chilenos conquistaram pela primeira vez a Copa América onde Alexis Sanchez marcou à Panenka o penalty decisivo. E no Canadá o futebol também deu que falar no desafio à eternidade. Carli Lloyd fez de Pelé numa noite mágica para a seleção dos Estados Unidos que goleou o Japão por 5-1, reconquistando o título que lhe fugia há 16 anos. Dento de campo, a vitória foi festejada entre beijos, fora dos relvados o futebol é outro... Olivia enganou-se. Em Tochigi, no centro do Japão existe um zoológico onde habita uma veterana muito especial – chama-se Olivia, um papagaio fêmea que há seis anos decide a sorte ou o azar daqueles que cruzam o caminho da seleção japonesa. Durante o Mundial no Canadá, o papagaio previu corretamente a vitória do Japão nas seis partidas que as ´Nadeshiko´ se atiraram à revalidação do título de campeãs do mundo mas, desta vez o feitiço virou-se contra o feiticeiro. Num duelo amargo, Lloyd resolveu para os Estados Unidos, e precisou apenas de 16 minutos. Resultado: quatro golos de bola parada, um monumental do meio campo em homenagem a Pelé e uma esmagadora vitória americana que deixou a seleção japonesa impotente. Os EUA não pediram mas os números falam por si – enquanto o futebol brasileiro feminino sofre para ganhar terreno no cenário nacional, as musas americanas protagonizaram um filme digno de um Óscar em Hollywood -campeãs do Mundo entraram para a história como vencedoras face a um Japão anestesiado com o jogo mais visto do desporto em território americano – cerca de 25,4 milhões telespetadores. A audiência do jogo foi tanta que ultrapassou os resultados obtidos com as finais da NBA entre Warriors e os Cavaliers, no duelo empolgante entre Lebron James e Stephen Curry....
Estrela de Diamante É a parte 10. Com Eusébio no Panteão, relembramos-lhe Eusébio – o Eusébio Como Nunca se Viu do livro que A D. Quixote publicou em parceria com A Bola. Mesmo que já o tenha lido, não deixe de ir até ao fim – porque, aqui, há muito de novo para ler sobre o Eusébio e o país do Eusébio, o mundo do Eusébio. E não deixe também de atirar os olhos à galeria de fotos porque só assim poderá ver o Eusébio como o Eusébio nunca se viu, mais ainda do que o Eusébio que se viu no Eusébio como Nunca se Viu... Talvez ninguém antes tivesse posto, como ele pôs, o futebol a correr no encanto do seu frenesim – e isso, para Eusébio, tinha uma razão, razão que revelou a Afonso de Melo, está lá, na obra notável que é Eusébio - Enciclopédia: - Ter praticado atletismo deu-me algo de bom, posso agradecer isso! A velocidade, o arranque... Hoje já não vejo os vídeos do meu tempo, quem vê é o meu neto, porque fico com saudades. Mas se me recordo da minha maneira de jogar, há que dizer que tirei muito do meu estilo de correr do tempo em que treinava atletismo. E isso deu-me vantagem sobre os adversários na forma como corria com a bola controlada... O JOELHO QUE FOI DRAMA SÓ SEU E ATÉ VIROU CANÇÃO... Mas foi dessa vertigem também que lhe saltou para o joelho o que haveria de ser o seu calcanhar de Aquiles. Sim, o joelho de Eusébio foi mais do que drama só seu – e, muitas vezes, para que o Benfica ganhasse no campo (e, sobretudo, na tesouraria) ele aceitava que o injetassem para enganar dores, poder jogar - e, em 1969, uma banda chamada... Conjunto Sem Nome pôs em disco O Joelho de Eusébio, por entre os seus acordes em marcha sambada, ouvia-se: O joelho do Eusébio fez o mundo estremecer / Mas o Eusébio, tem joelho ‘inda` para dar e vender/ O joelho do Eusébio/ dá para a defesa mais rude/ e o menisco do Eusébio/ é o menisco da saúde. O JOELHO ESTAVA DOENTE, EUSÉBIO NÃO SUPORTOU A «CACETADA»... ... E por causa desse joelho, do joelho que às vezes fazia estremecer o mundo, houve dois instantes (dois instantes apenas...) em que Eusébio não foi ferro. O primeiro? Ainda em 1968, a 22 de agosto, na tarde em que o Benfica bateu o Vitória de Setúbal por 2-1. Eusébio tabelou com Simões – e quando se esgueirava para a baliza Conceição atacou-o de faca na liga: - Deu-me uma cacetada no joelho, logo no joelho a que eu tinha sido operado. Isso irritou-me, enervei-me, perdi a cabeça, lamento imenso a minha atitude... O que é que ele fez, que atitude foi essa? Reagiu ao pontapé no joelho com agressão – e foi expulso... Expulso também foi Simões por ter saltado brusco em sua defesa – e Conceição fez em A Bola a sua caramunha: - Tropecei no Eusébio, dei-lhe no joelho, mas sem querer. Gerou-se aquale confusão toda, só sei que o Simões correu para mim e me agrediu e depois o Eusébio também veio direito a mim e... olhem...... A SAIR DE MUSTANG, APLAUDIDO EM DELÍRIO... Eusébio acabara de mudar de carro – nesse dia saiu da Luz já de Mustang, com multidão de benfiquistas à porta a gritar por ele, a aplaudi-lo em delírio como se tivesse marcado um golo, alguns murmurando: - Não se faz o que o Conceição fez: atacar o joelho doente do Eusébio, como ele atacou... Soube-se que apesar de estar a jogar, jogava com uma atrofia de cinco centímetros: - ... e isso é brutal, ninguém sabe como é que ele aguenta... A FPF aplicou-lhe três jogos de castigo – e essa foi a terceira expulsão da vida de Eusébio, no clube a imagem que se passou foi: - Ainda bem, vai ter três semanas de descanso, o joelho agradece... AS EXPULSÕES DE EUSÉBIO? SÓ DUAS ANTES, UMA RIDÍCULA NAS ANTAS... (As expulsões anteriores de Eusébio? A primeira dera-se em junho de 1963 – e em desafio para a Taça Ribeiro dos Reis também fora posto fora de campo por reagir a agressão de Mira, defesa do Barreirense, na tarde em que o Barreirense bateu o Benfica por 5-1: A outra expulsão? Foi nas Antas, em outubro de 1964 – e ridícula: por desobedecer a uma ordem do árbitro, que o avisara de que não podia mexer na bola, antes de marcar o livro. Ajeitou-a ao de leve, ele pô-lo na rua – e o espanto foi tal que até Otto Glória, o treinador do FC Porto, saltou em sua defesa, falando de uma tremenda injustiça... DEPOIS DE CONCEIÇÃO, CALADO EM MAIS UM ATAQUE... Não, depois de ter atingido Conceição – nunca mais voltou a ver cartão vermelho. Mas, para isso, teve de deitar vezes sem conta água para a fervura. E a 2 de fevereiro de 1969, em Matosinhos, voltou a ser vítima de massacre. Calado fora emprestado pelo Benfica ao Leixões – e aos 68 minutos do jogo em Matosinhos fez o que depois contou: - O Eusébio ia a esgueirar-se perigosamente para a baliza, quis agarrá-lo, não consegui. A única hipótese de evitar o golo era aquela: rasteirá-lo. Foi o que fiz, mas tive a infelicidade de o magoar. Fiquei desesperado, pedi-lhe desculpa, sou amigo do Eusébio como de um irmão, creio que ele não ficou zangado, até me disse: Deixa lá, paciência... Mas quero ir outra vez pedir-lhe desculpa, estou à espera que saia do balneário... ... JOSÉ ÁGUAS SÓ DISSE: «TEM CALMA EUSÉBIO, TEM CALMA...» Para o lugar de Eusébio entrara José Augusto – e Eusébio continuava a viver no no pavor de que o seu menisco, o seu joelho, se transformasse, outra vez, no seu calcanhar de Aquiles – e por isso fez o que já ninguém imaginaria que ele fosse capaz de fazer... Lembrando-se de que Gentil lhe atacara a perna esquerda a pés juntos, não se dignara sequer a desculpar-se-lhe, remoendo a dor, vendo-o sair do balneário, aproximou-se sem palavra, espetou-lhe um soco. O outro, comprometido, nem pestanejou – e José Águas, que era o treinador do Leixões, fechou a questão com um murmúrio: - Tem calma, Eusébio, tem calma! Eusébio afastou-se suspirando, repetindo, que tinha medo que tanta pancada, acabasse por destruí-lo. (Pouco faltou, numa ou outra situação - e, claro, passou a vida arrependido de ter feito o que fez ao Gentil, contava-se...) ...
Estrela de Diamante No último dia de janeiro de 1969, houve três totalistas no Totobola – e um deles pode ter perdido uma «fortuna»: ele, o apostador, esquecera-se de colocar nome e morada no boletim, que preenchera com seis apostas, gastando 10 escudos e registara algures pelo Alentejo. Sim, não se sabe se perdeu ou não: a Santa Casa tentou encontrá-lo – e para isso colocou cópia da aposta em A Bola, o que nunca se soube foi se o descobriu porque de um pormenor não se esqueceu: de se considerar anónimo. Nessa semana, em que a surpresa maior foi a derrota do Sporting em Guimarães, um dos talões milionários (eram quatro...) estava em nome de um desportista famoso: Sérgio Malpique, então tenente da Marinha, fora atleta do Almada e fazendo equipa com um vulto de literatura: Romeu Correia sagrara-se campeão nacional do lançamento do peso em 1940. Também jogou andebol – e foi dirigente da Federação Portuguesa de Atletismo. Não, não ficou com os 1192 contos só para si, repartiu-os por cinco amigos, com quem fizera sociedade... ESTRANHO? SIM, ESTRANHO UM BENFICA CAMPEÃO COM APENAS 10 GOLOS DE EUSÉBIO... Menos de um mês depois, Francisco Bravo Seromenho ganhou 3 830 contos - e, na semana seguinte, o Departamento de Apostas Mútuas lançou uma «novidade sensacional no totobola»: juntou no mesmo boletim sete jogos apenas, seis apostas eram para o resultado ao intervalo, sete para o resultado final – e não, dessa vez não houve milionário. Foi a jornada que em que o Benfica fez, uma vez mais, a festa de campeão, em Tomar. Ganhou por 4-0, Eusébio marcou dois golos (e essa fora uma época estranha para si: por causa do joelho só fizera 21 jogos no campeonato, nesses 21 apontara 10 golos apenas, Torres marcara 16, mas, na Taça de Portugal, em nove jogo averbou 18...) QUE ERA EXILADO POLÍTICO, ISSO NÃO SE PODIA DIZER... Por essa altura, em abril de 1969, A Bola pôs foto supreendente na sua primeira página - uma foto de Chico Buarque com a camisola do Benfica. Viera a Lisboa para concertos no Monumental e no Villaret, com Vinicius de Moraes e Nara Leão. A revolução que fizera na música brasileira (e não só...) obrigara-o a exilar-se em Roma. (Claro: na entrevista que A Bola lhe fez, esse facto foi cortado, como cortadas a lápis azul foram todas as referências ao espírito de intervenção do que cantava – quando ele contou: - Em Itália não sou só cantor, estou jogando num clube a sério. Estamos federados e tudo...) REBELDE, AO LADO DE NARA E VINICIUS, O CHICO COM A CAMISOLA DO BENFICA No espetáculo do Villaret, exibira a camisola do Benfica da foto – e falara empolgado do modo como o «time de seu Otto e do grande Eusébio» ganhara o campeonato ao FC Porto, graças a um empate a zero na Luz, no domingo anterior. A camisola que usara com um ex-voto, dera-lha o Eusébio: - Sim, é verdade: não podendo, por infelicidade de calendário, ver o Benfica jogar, fui ver o Benfica treinar. Ou melhor: o Eusébio. O cara não engana: simpatiquíssimo, honrou-me com uma camisa do Benfica até... A ZANGA E A «BARBARIDADE» DE EUSÉBIO... Nuno Ferrari estava lá, na Luz, fez as fotos do encontro das estrelas, juntou-lhes Mário Coluna e Otto Glória - e uma guitarra, uma guitarra nas mãos de Eusébio: - Gostei muito de conversar com o «chapa». Eusébio sabe de música, gosta de música boa. Repito, cara: só tive pena de não o poder ter visto a jogar. Mas é o tal problema: nós cantamos ao domingo, a televisão não transmite os jogos... Não, também não vi o que Eusébio fez no Mundial de 66, mas li que foi... barbaridade. No Brasil, a TV não deu esses jogos em direto, estava para ver o Portugal-Brasil em direto, mas, ao saber do resultado, zanguei-me com o «escrete», não vi mais desafio nenhum. Parece que fiz mal, perdi o espetáculo que Portugal deu, que Eusébio deu, um festival, foi de maravilha......

PORTUGUESES

EMIGRANTES

RÚBEN VEZO VIVE SONHO EM VALÊNCIA SEM ESQUECER INFÂNCIA EM SETÚBAL. Rúben Vezo tem apenas 21 anos mas já concretizou muitos dos seus sonhos. A estreia na liga portuguesa frente ao FC Porto. A mudança de Setúbal para o Valência. A chamada à Seleção A portuguesa. A estreia na liga espanhola e o golo no segundo jogo com a camisola che. Vezo tem muito para contar sobre a sua ainda curta carreira. O central português cresceu em Setúbal e foi no Clube Desportivo «Os Pelezinhos» que começou a dar os primeiros passos rumo a um sonho partilhado por muitos jovens: singrar no mundo do futebol. O talento levou-o para as camadas jovens do Vitória de Setúbal e no Bonfim cumpriu todos os escalões de formação até chegar a sénior onde concretizou um «sonho de criança». 18 agosto 2013. Precisamente o dia da estreia de Vezo na Liga. Titular na jornada inaugural da época 2013/14 frente ao FC Porto. O primeiro dia de um sonho que conheceu novos contornos em novembro quando o Valência (Espanha) anunciou que chegou a acordo para a transferência do central. Continuou no Sado até ao final do ano e depois sim rumou ao mítico Mestalla. A primeira aventura no estrangeiro aos 19 anos e logo no Valência... «Foi algo inexplicável. Tinha acabado de concretizar um sonho de criança, que era ser jogador profissional e estrear-me na Liga, e muito rapidamente já estava a viver outro, que era chegar a uma das melhores senão a melhor liga do mundo e a um dos clubes com mais história em Espanha. Sem dúvida sensações que não esperava viver tão cedo», começa por contar Vezo a A BOLA a partir de Áustria, local de estágio escolhido pela formação che. Confessa que a adaptação a Valência «correu bem». Sem grandes sobressaltos, nem problemas de maior, Vezo contou ainda com a preciosa ajuda dos companheiros portugueses João Pereira, Ricardo Costa e Hélder Postiga que acabaram por tornar «tudo mais fácil». Complicada só mesmo a adaptação ao nível físico `exigido` na liga espanhola. «O futebol espanhol é um campeonato muito competitivo, com um futebol muito rápido e com ritmos de jogo muito elevados. Tinha acabado de sair de uma realidade diferente e talvez esse aspeto mais físico, da intensidade a que se joga cada jogo, foi a minha maior dificuldade», aponta o central português. «A nível cultural não existe grande diferença entre Setúbal e Valência. Diferenças mínimas nas rotinas diárias. Aqui almoçam muito tarde, às 16 horas é normal ver as pessoas a entrarem nos restaurantes para almoçarem, hora que em Portugal geralmente estamos a lanchar. Em Valência também existe o hábito de fazer a sesta. Até há estabelecimentos que fecham para fazer a sesta», acrescenta entre risos. Valência tem a melhor afición! A Curva Nord 10 é uma das claques mais emblemáticas do campeonato espanhol e uma das referências do Estádio Mestalla. Presente nos bons e maus momentos da equipa. Rúben Vezo diz que ficou encantado com o apoio da afición valenciana. «Não tenho palavras para os adeptos valencianos, vivem o clube com intensidade e amor! O estádio está sempre cheio, seja contra o primeiro classificado seja contra o último. Estão sempre lá a dar o seu contributo cantando durante os 90 minutos. São sem dúvida o nosso 12.º jogador», sublinha. André Gomes e João Cancelo completam a armada lusa no Valência. O médio e o defesa chegaram a temporada passada, precisamente na mesma altura em que houve mudança no comando técnico. Nuno Espírito Santo assumiu os destinos da equipa e teve o mérito de colocar a equipa nos lugares de acesso ao play-off da Liga dos Campeões. Questionado sobre se o facto de o técnico ser português facilita a vida aos jogadores portugueses, Vezo é claro a afirmar que todos são tratados de igual forma: «Não facilita em nada. Somos um grupo e o importante é tudo aquilo que seja melhor para a equipa.» Segundo jogo termina com golo da vitória...nos descontos A caminhada de Rúben Vezo é surpreendente. Mais do que isso, é daqueles bons exemplos para todos os jovens que lutam diariamente para fazerem do futebol vida. Esforço, dedicação, humildade e sobretudo perseverança são palavras de ordem para vingar no desporto-rei. O central português lutou e soube colher os frutos do seu trabalho. Na hora de apontar dois dos momentos mais marcantes desde a hora em que vestiu pela primeira vez a camisola do Valência, Vezo destaca um individual e outro coletivo. «O golo que marquei contra o Granada [n.d.r. 23 de fevereiro de 2014] em casa já nos descontos e que deu a vitória à nossa equipa e a qualificação para a Champions este ano.» Paulo Bento levou-o aos trabalhos da Seleção Nacional Rúben Vezo é internacional sub-21 português mas já teve a honra de ser convocado para um jogo da equipa A de Portugal. Tudo aconteceu na primeira jornada da fase de grupos de qualificação para o Euro 2016 quando Paulo Bento decidiu chamar pela primeira vez Vezo, Ricardo Horta e Pedro Tiba. O central português não saiu do banco mas recorda o momento com profunda emoção. «Qualquer jogador sonha representar a sua seleção ao mais alto nível e eu não fujo à regra. Tudo aconteceu muito rápido e ser convocado para a seleção, com apenas 20 anos, foi de facto um motivo de grande orgulho e motivação para mim. Foi uma sensação única e especial, talvez a melhor alegria que já tive no futebol», assume. Saudades da família, dos amigos e do bairro em Setúbal A vida de um jogador profissional requer muitas privações. Principalmente para quem está longe da terra natal. A família e os amigos estão a quilómetros de distância o que para Vezo é sem dúvida uma das principais dificuldades. «Sinto saudades da minha família que é o mais importante para mim. Mas também sinto muito a falta dos meus amigos. Fomos todos criados no mesmo bairro, crescemos e brincámos juntos, criámos todos um laço e uma união muito grande e muitas vezes sinto falta desse convívio.» E o campeonato português? «Continuo a acompanhar o Vitória. Quando os jogos dão na televisão sempre que posso vejo. Estou sempre atento às notícias e falo frequentemente com os meus colegas. Mantemos essa relação de amizade. No geral, penso que vai ser um campeonato bastante competitivo. As equipas estão a reforçar-se bem e de certeza que todas elas vão ter de lutar até ao final para garantirem os seus objetivos», perspetiva. Objetivo passa por trabalhar para conquistar o seu espaço A concorrência por um lugar no eixo defensivo do Valência é forte. O internacional argentino Nicólas Otamendi e o internacional alemão Shkodran Mustafi são habituais titulares, mas um dos objetivos de Vezo à partida para a nova época é conquistar o seu espaço. Isso e que a equipa consiga chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões. «Espero uma época mais vitoriosa que a do ano passado e que passemos o play-off. A nível pessoal vou trabalhar para conquistar o meu espaço aqui no Valência e procurar jogar o máximo de jogos possíveis para dar continuidade à minha evolução e aprendizagem», termina. ...
ANSELMO CARDOSO E AS AVENTURAS FANTÁSTICAS NO IRÃO E NO QATAR. Anselmo Cardoso é natural de Freiria, freguesia do concelho de Torres Vedras com cerca de três mil habitantes. No Freiria Sport Clube iniciou o percurso no mundo do futebol e aos 19 anos seguiu para o Torreense que em 2002/03 competia na 2.ª Divisão B. Três temporadas de bom nível abriram-lhe as portas da Liga. O Estrela da Amadora era um dos interessados e não tardou a assegurar os serviços do avançado. A estreia foi diante a Académica de Coimbra e o primeiro golo frente ao...Sporting. O Estrela da Amadora recebe o Sporting a 5 de dezembro de 2008 e acaba derrotado por 1-3. Anselmo abre o marcador aos cinco minutos de jogo, mas a equipa de Alvalade consuma a reviravolta através de Izmailov, Liedson e Vukcevic. Quatro épocas e muitos golos depois ruma ao Nacional. Na Madeira fica três temporadas com um empréstimo ao Rio Ave pelo meio. Aos 28 anos decide prosseguir a carreira no estrangeiro ao aceitar o convite do Tractor, do Irão. «Confesso que sempre tive a curiosidade de conhecer outras realidades, outros costumes e não poderia ter escolhido melhor destino para encontrar uma cultura tão divergente daquela que temos em Portugal. O Irão é um país que ama o futebol», começa por contar o avançado português a A BOLA. A paixão dos adeptos pelo clube é algo que Anselmo não esquece. Mesmo quando as exibições e os resultados não correspondiam às ambições da equipa lá estavam eles a puxar de forma fervorosa pelos jogadores: - Tive a sorte de estar num clube com os adeptos mais fervorosos do Irão. São realmente fantásticos e é difícil exteriorizar o que sentia quando entrava em campo e à minha volta estavam 60 mil adeptos. Durante os 90 minutos apoiavam-nos independentemente do resultado. É sem dúvida um dos bons momentos que guardo da minha passagem pelo Tractor. Adaptado a uma nova realidade e a uma área de residência, onde, por exemplo, «não existia centro comercial, cinema ou até mesmo uma esplanada para beber um simples café», a passagem de Anselmo pelo futebol iraniano não durou tanto quanto o próprio estava à espera. Apesar de a nível desportivo tudo correr pelo melhor, as dificuldades financeiras que pairavam sobre o Tractor levaram o avançado português a rescindir contrato. Uma decisão difícil que culminou com uma agradável surpresa. «Após a rescisão vários adeptos enviaram-me mensagens a manifestar o seu desejo de me verem de novo no clube. Essas palavras fizeram com que ficasse bastante orgulhoso do trabalho que desenvolvi no Irão». Regresso a Portugal e aventura no Qatar O regresso a Portugal acabou por ser inevitável. Anselmo assina pelo Portimonense a meio da temporada 2012/13 e por lá fica um ano e meio. A última temporada em Portimão fica marcada por vários problemas físicos que colocam o avançado português numa posição delicada. Recorre ao Estágio do Jogador – iniciativa do Sindicato dos Jogadores que este ano vai na 13.ª edição – para atletas profissionais desempregados e aí consegue recuperar a melhor forma física. O Caldas, do Campeonato Nacional de Seniores, mostra interesse em contar com os seus serviços, mas uma nova proposta vinda do estrangeiro convence Anselmo. Destino? Qatar. «A aventura no Qatar começa desde logo com um momento marcante. Já passava da meia-noite quando saí do aeroporto e assim que cheguei à rua parecia que estava numa sauna. Confesso também que parti receoso motivado pela passagem pelo Irão, mas percebi muito cedo que são dois países bem diferentes. O Qatar é um país tradicional islâmico e as pessoas levam as práticas religiosas muito a sério. As mulheres vestem trajes pretos [n.d.r. burca], sendo que muitas estão praticamente “escondidas” atrás das suas roupas. A nível gastronómico posso dizer que a comida é razoável contudo não posso opinar muito sobre isso pois não me aventurei muito», descreve o avançado de 31 anos. «O Qatar é um país pequeno mas com excelentes condições de vida. Facilmente se observam carros topo de gama nas ruas, alguns deles que só tinha visto em filmes (risos). Para visitar existem alguns locais interessantes como o museu islâmico, o Souk [n.d.r. mercado], o deserto, as praias e o The Pearl que é uma ilha artificial em Doha», acrescenta. Objetivo é continuar no Qatar A época no Al- Mesaimeer correu de feição a Anselmo. Subida à primeira divisão e segundo melhor marcador do campeonato com 19 golos. Questionado sobre quais os planos que reserva para o futuro, o avançado assume que passa por continuar onde foi feliz... «Depois de uma época desportiva acima da média o objetivo passa por continuar no Qatar. Por inúmeras razões é, neste momento, a liga onde desejo jogar», termina. ...
NÉLSON SANTOS, O PORTUGUÊS QUE SE ENFEITIÇOU PELO SOL MOÇAMBICANO. Desde muito cedo que Nélson Santos começou a trabalhar no futebol. Ainda nem tinha acabado o curso de Educação Física e Desporto do Instituto Piaget de Almada e já estava a trabalhar na formação do Belenenses. Congelou a matrícula, passou por adjunto no Pinhalnovense, como António Pereira, Pontassolense, com Paixão, regressou ao Belenenses como observador, foi preparador físico do Marítimo, com Van der Gaag, lá acabou o curso superior e fez os níveis I a IV de treinador, o primeiro com apenas... 18 anos. Aos 27 anos percebeu que a emigração seria o seu destino. Estávamos em finais de 2011. O agente João Paulo Rodrigues acabou por o apresentar a Diamantino Miranda e as hipóteses de ir para a índia ou Hungria esfumaram-se, mas por boas razões: «Comecei a falar com o Diamantino e houve uma empatia imediata. As nossas ideias sobre futebol revelaram-se convergentes. Pouco depois, ele recebeu um convite de Moçambique para treinar o Costa do Sol e convidou-me para integrar a equipa técnica. Chegámos em janeiro de 2012. O Diamantino já saiu, pelas razões conhecidas, eu por cá continuo, agora como treinador principal do Costa do Sol. E muito feliz», conta Nélson Santos. Um aventureiro que ganhou a aposta Nélson Santos define-se como «aventureiro» e considera ter «grande facilidade de adaptação a qualquer realidade». Por isso não hesitou em fazer as malas para Moçambique, país onde nunca tinha estado. «Por isso, pelo estudo que fiz de Moçambique e por ter muitos amigos que, sendo de África, acabaram por fazer pontes muito antes de eu imaginar que viria para Moçambique», junta o jovem treinador português. Jovem sim, 31 anos, mais novo que alguns jogadores. «Agora as pessoas já sabem quem eu sou, mas ainda me chegaram a perguntar se eu era... jogador. Deve ser também por esta cara de miúdo», conta, rindo... O orgulho de se sentir valorizado A adaptação foi «rápida, fácil e plenamente conseguida», conta Nélson Santos. Único senão, que conta mais por graça do que por queixa, alguma comida mais condimentada, preferindo poupar o estômago a pratos mais picantes. Em termos profissionais, o reconhecimento do trabalho de Nélson Santos chegou cedo. Tão cedo que ao fim de alguns meses em Maputo e de ter participado, como convidado, em ações de formação, foi convido para dar aulas de treino desportivo no curso de Educação Física e Desporto da Universidade Eduardo Mondlane. Treina durante o dia, dá aulas à noite, pouco sobra para descanso. Quem corre por gosto até se pode cansar, mas a auto-estima sai reforçada. «Uma das razões pelas quais eu me apaixonei por Moçambique é o reconhecimento do trabalho que estou a fazer e saber que estou a ser útil para o desenvolvimento do desporto deste grande país», conta Nélson Santos. Além disso, «Moçambique tem uma enorme sede de aprendizagem, cada vez há mais jovens nas universidades e os alunos querem mesmo aprender. É bom poder partilhar a nossa experiência e conhecimentos e ver que as pessoas valorizam o que lhes transmitimos. Isso não tem preço», junta Nélson Santos. O filho único que mentiu aos pais Os pais de Nélson Santos tinham grandes ambições para o agora treinador do Costa do Sol. Para mais, sendo filho único. Medicina ou Direito eram o que queriam para o filho, mas este que só pensava em desporto, mesmo sabendo da oposição dos pais. «Tive de sair de casa e mentir para me poder matricular em Desporto. Eles ficaram um bocado desiludidos, mas pais são pais, acabam sempre por aceitar e dar todo o apoio a um filho. E hoje, é engraçado, são os meus maiores fãs. Orgulham-se de ver o filho a ser reconhecido, a aparecer na comunicação social. Orgulham-se das minhas vitórias, do meu percurso, do respeito que consegui granjear. Recortam entrevistas, guardam lembranças...», conta Nélson Santos, sorrindo com candura e falando do que realmente sente falta de Portugal. «Quando me perguntam se tenho saudades de Portugal, costumo dizer que apenas os meus pais me ligam ao país onde nasci. Ok, eles e um ou outro amigo e alguma comida que só em Portugal é confecionada como eu gosto. No mais, vou-lhe ser sincero, já me sinto mais moçambicano do que português. E gostava muito de conseguir trazer os meus pais para viverem comigo aqui. Por isso, quando me perguntam se gostava de treinar em Portugal, respondo que adoro treinar em Moçambique, que me vejo fazer toda a minha vida aqui sabendo que vou ser feliz. Mas claro, estamos a falar de uma profissão de treinador, o amanhã é sempre um grande ponto de interrogação», comenta Nélson Santos. O sol que enche a alma Quando fala de Moçambique, Nélson santos empolga-se. Tenta arranjar uma série de adjetivos e por vezes até parece frustrado porque fica com a sensação que diga o que disser não consegue fazer justiça ao que sente por Moçambique. Mas tenta. «O sol em Moçambique é fantástico. Mágico mesmo. Aquela sensação de acordarmos e recebermos os bons dias acolhedores de um sol quente e convidativo. É impossível acordar mal disposto num país como Moçambique, que tem um sol assim. Por isso, eu não me estou a imaginar em viver no país do norte da Europa, por exemplo, com frio, escuro, sem este sol a dar-me os bons dias. Depois, eu tenho aqui muitos amigos. Quase todos moçambicanos. Ao pé deles estamos sempre bem dispostos. Em terceiro lugar, este povo é maravilhoso, acolhedor, humilde, que partilha que nos faz sentir em casa. Em quarto, este é um país lindíssimo, com praias, parques e paisagens de cortar a respiração. Em quinto, é um país em franco desenvolvimento social e económico e é um prazer sentir que fazemos parte desse processo, onde sabemos que o amanhã é dito com esperança não com o medo que se vive na Europa. Por último, Moçambique faz-me acreditar que sou... moçambicano», conta, de um só fôlego. Sim, moçambicano. E não é força de expressão. «Quando for legalmente possível, e porque espero por aqui continuar, terei orgulho em pedir a nacionalidade moçambicana. Não porque não goste de ser português, longe disso, mas porque me sinto que este também é o meu país», justifica. País seguro O Mundo houve falar muitas vezes de Moçambique «por razões erradas». As histórias dos raptos ou de conflitos armados acabam por assustar quem não conhece Moçambique. «Os meus pais também estavam apreensivos, mas já os trouxe duas vezes cá e eles puderam testemunhar o que sempre digo. Nunca tive qualquer problema, nunca me assaltaram a casa, ando tranquilamente nas ruas. Tenho apenas os cuidados básicos que se devem tomar também em Lisboa, Londres ou Nova Iorque. Quem cá está não sente insegurança», garante Nélson Santos. O papel do feiticeiro Para um treinador estrangeiro que não conheça Moçambique, o papel do chamado feiticeiro junto das equipas e jogadores acaba por ser um desafio. Com o qual Nélson Santos aprendeu a lidar. «Quando falamos em rituais, em tradições, em costumes e crenças, só há um erro primário: o de queremos cortar com essa realidade. Temos de nos adaptar, respeitar, aceitar as crenças e tentar conciliar tudo em prol de um bem comum: a equipa. Eu não deixo de ter uma ação que considero pedagógica, de os fazer compreender que o caminho mais rápido para o sucesso é o trabalho, a paixão, a dedicação, o talento, a união. Mas como treinador sei também que a parte psicológica é essencial para o sucesso. Por isso, tenho também de me adaptar aos costumes e crenças dos meus jogadores», conta Nélson Santos. E dá exemplos: «Se os guarda-redes acreditam que dá azar fazer remates à baliza durante o aquecimento para o jogo eu adapto os exercícios para conseguir o mesmo objetivo. Se se acredita que entrar primeiro em campo em certos jogos faz com que a equipa fique mais confiante, eu planeio as coisas dessa maneira. Se estamos quatro a cinco jornadas sem marcar golos, mesmo com bons avançados, e eles entendem que há algo que os impede de marcar, eu adapto-me. Insisto na palavra adaptação porque tudo é conciliável para atingir os mesmos fins, além de que, com o tempo, os atletas também se adaptam a mim, são sensíveis à minha mensagem e acreditam mais na força que eles têm, no trabalho, na dedicação», revela. Segundo lugar e bom futebol Falemos então um pouco de futebol. Nélson Santos está em segundo lugar do Moçambola, com os mesmos pontos da Liga Desportiva de Maputo, do português Litos, atrás do Maxaquene do moçambicano (mas tratado como sendo português em Portugal) Chiquinho Conde. «Estamos a fazer a melhor primeira volta dos últimos anos. E vencemos a Taça de Maputo, que também já nos fugia há muito», conta Nélson Santos, treinador de um Costa do Sol que, «sendo o clube com mais títulos, está em busca de regressar aos tempos áureos». Nélson Santos fica feliz quando se elogia a qualidade do futebol praticado pelo Costa do Sol. E é hoje um treinador com razões para sorrir. «Estou num país que adoro e que me acolheu muito bem, a desenvolver um trabalho que é reconhecido, a fazer o que mais gosto. E com o tal sol de que falei a dar-me os bons dias, só tenho razões para me sentir feliz», resume. ...
RÚBEN GUERREIRO: O EXEMPLO DO PORTUGUÊS QUE OS AMERICANOS DESEJAM. Tem 20 anos, já é um exemplo a seguir. Rúben Guerreiro pedala desde que se lembra. Na estante de casa tem um troféu de campeão nacional que venceu aos 18 anos. Começou no BTT e, hoje, o ciclismo é a sua profissão. Nos EUA, no AXEON Cycling Team, todos o adoram. É o primeiro e único português a vestir a camisola do grupo do Estado do Colorado, mas a equipa técnica já confessou a Rúben estar interessada em mais portugueses. O exemplo luso parece ter convencido os americanos. O menino do Barreiro que compete como gente grande Nasceu no Barreiro, Lisboa, em 1994. Aos 11 anos Rúben Guerreiro já pedalava, ingressou pelo Mato Cheirinhos (1 ano) e no Alcobaça recebeu o maior prémio nacional da categoria, em juniores. Ao longo dos anos, poucos para quem ainda tem o futuro pela frente, o ciclista foi levando os desafios cada vez mais a sério. Depois do Alcobaça o percurso foi percorrido até Santa Maria da Feira. Dois anos e o acumular de uma bagagem que o fez voar para os Estados Unidos. O agente português João Correia a viver do outro lado do Atlântico intermediou a ida de Rúben para a América, e apesar de ter assinado contrato em outubro passado só começou a competir pela equipa em março. Uma das primeiras provas do ciclista ao serviço do AXEON foi na Costa Vicentina portuguesa e Rúben ficou em primeiro lugar. Durante dois meses as principais competições foram na Europa. O jovem diz com modéstia que «esta época tem corrido bem», depois de no último sábado ter conquistado o segundo lugar do campeonato nacional de estrada, em Braga. «Ciclismo é a competição mais dura do mundo» Descanso. Descanso é palavra-chave para Rúben, que reconhece que o «ciclismo é a prova mais dura do mundo. Sem descanso ninguém aguenta treinar entre quatro a cinco horas seguidas». Ao todo, por semana os treinos equivalem a 21/22 horas. Agora, de férias em Portugal a preparar a Tour de Utah (EUA) que não é mais que um preparativo para a Tour de Lavenir, conhecida como Volta à França do Futuro, Rúben treina, habitualmente na Serra da Arrábida, com o companheiro Rafael Reis que é «como um braço direito». A privação de uma vida normal «Tenho de me privar de uma vida normal, se quero ter o máximo de rendimento. Não posso sair à noite», admitiu. As saídas, o álcool, são luxos dos quais Rúben não pode desfrutar. A vida de ciclista não é compatível com a idade das loucuras. O jovem disse que a comida americana é muito boa, principalmente, a comida mexicana que encontrou nos Estados Unidos. A verdade é que, muitas vezes, as saladas e uma dieta vegetariana têm de ser opção. O sucesso é resultado daquilo que se abdica de fazer. Claro está que as saudades de estar com os amigos, com a família, e as praias portuguesas fazem falta a quem está longe, mas o sonho é energia para continuar na corrida. Grandes individualidades, equipas nem por isso Para quem conhece duas formas de encarar o ciclismo tão distintas, como é o caso de Portugal e dos Estados Unidos, diz que Portugal é rico em bons ciclistas e não fica atrás dos americanos no que toca a talentos. Em relação a equipas, a situação muda e, «os portugueses restringem-se a muito poucos grupos. A organização lusa também poderia ser melhor... Volta à França do Futuro e o sonho de pedalar até aos 40 Para além de ser ciclista profissional, Rúben Guerreiro considera-se um adepto da modalidade. Ainda agora começou a carreira do jovem, mas o segredo, afirma, é pensar sempre na próxima corrida, sem grandes planos futuros. Poder contar as experiências de uma carreira que termine aos 40/45 anos é o maior sonho de quem quer vencer a Volta à França do Futuro. A promessa continua a pedalar... ...
 

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Maxi Pereira tomou boa decisão ao trocar o Benfica pelo FC Porto?

 

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de ontem
Iker Casillas é uma boa escolha para guarda-redes do FC Porto?
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