SÁBADO, 30-05-2015, ANO 16, N.º 5600
Dragões recebem 23.1 milhões pela saída de Danilo
FC Porto O FC Porto revelou à CMVM que a SAD vai ficar com 23.1 milhões de euros pela saída do lateral brasileiro Danilo para o Real Madrid. O colosso espanhol pagou cerca de 31.5 milhões de euros, mas 8.4 milhões foram para os custos de intermediação e o Santos também recebeu a sua parte.
Festa na Luz cancelada
Benfica O Benfica decidiu cancelar a festa que tinha agendado para esta madrugada, na qual os jogadores deveriam rumar ao Estádio da Luz para exibirem a Taça da Liga conquistada em Coimbra. De acordo com uma nota publicada no site do clube, «o acentuado e inesperado atraso» na viagem de regresso de Coimbra para a capital levou ao cancelamento dos festejos.
Basileia de Paulo Sousa encerra campeonato com triunfo sobre o St. Gallen (4-3)
Suíça O Basileia, orientado pelo português Paulo Sousa, terminou a liga Suíça com uma vitória em casa, frente ao St. Gallen, por 4-3. Marco Streller (17), Walter Samuel (50), Luca Zuff (78) e Albian Ajeti (87) apontaram os golos da equipa da casa, que há cerca de duas semanas garantiu o hexacampeonato. Marco Mathys (3o), Danijel Aleksic (38) e Marco Aratore (54) marcaram para o St. Gallen, que termina a prova na sexta posição.
«Estou muito satisfeito com o que temos feito» – Carlos Pereira
Marítimo O presidente do Marítimo, Carlos Pereira, lamentou que não fosse possível derrotar o Benfica e somar a Taça da Liga, mas salientou o trabalho que foi desenvolvido por todos ao longo da temporada. «Não conseguimos atingir o que queríamos, mas a aposta do Marítimo é na formação de jogadores de treinadores e estou muito satisfeito com o que temos desenvolvido. É uma equipa jovem e tenho de estar satisfeito com o que fizeram ao longo da época», afirmou Carlos Pereira.
Benfica garante terceiro lugar no campeonato após vencer ABC (33-31)
Andebol O Benfica assegurou, esta sexta-feira, o terceiro lugar no campeonato nacional de andebol, ao vencer o segundo jogo do play-off referente ao 3.º e 4.º lugares, frente ao do ABC, por 33-31. Depois do triunfo no Pavilhão da Luz, a vitória das águias em Braga dispensa, assim, a realização de um terceiro jogo para apurar o último lugar do pódio nacional.
«Quero dedicar também este título ao Salvio» – Jesus
Benfica O treinador do Benfica, Jorge Jesus, quis dedicar a vitória na Taça da Liga, após o triunfo frente ao Marítimo (2-1), ao argentino Eduardo Salvio, que contraiu uma grave lesão. «O Marítimo esteve melhor hoje do que na Luz. Eles corrigiram algumas situações e foram mais pressionantes, principalmente na primeira parte, e foram um digno vencido», afirmou Jorge Jesus, em declarações à TVI. O técnico encarnado realçou a maior experiência da sua equipa como um fator importante na conquista do trof
«Tenho várias propostas mas ainda não decidi nada» - Danilo Pereira
Marítimo O médio do Marítimo, Danilo, revelou, esta sexta-feira, que ainda não tomou qualquer decisão sobre o seu futuro, apesar de já ter sido sondado por vários clubes. «Tenho várias propostas, no estrangeiro e em Portugal, mas ainda tenho de decidir», afirmou o jogador, que fez parte da formação nos encarnados. «Se seria bom regressar ao Benfica? Não sei, são perspetivas. Veremos o que vai acontecer», concluiu.
Salvio agradece palavras de Jorge Jesus
Benfica Salvio utilizou as redes sociais para agradecer as palavras de Jorge Jesus, que dedicou a vitória na Taça da Liga, sobre o Marítimo, ao extremo argentino. «Muito obrigado, Mister. Juntos», escreveu Salvio no Twitter.
Benfica chega aos 75 títulos e supera o FC Porto
Benfica O Benfica ao conquistar a Taça da Liga, após ter derrotado o Marítimo, passou a somar 75 títulos, ou seja, passou a contar com mais um título no futebol do que os rivais do FC Porto. Nestas contas não entra a Taça Latina (1949/50), visto que não é reconhecida pela FIFA (organismo que rege o futebol mundial).
Jorge Jesus torna-se o treinador dos encarnados com mais títulos
Benfica Com a conquista da Taça da Liga, esta sexta-feira, Jorge Jesus ultrapassou o treinador Otto Glória em número de títulos conquistados pelo Benfica, somando agora dez títulos. Desde que chegou ao clube da Luz, em 2009, Jesus já conta no seu palmarés com três campeonatos, uma Supertaça, uma Taça de Portugal e cinco Taças da Liga. O brasileiro Otto Glória esteve no comando técnico dos encarnados entre 1954 e 1959 e depois de 1968 até 1970, tendo vencido quatro campeonatos e cinco Taças de Port
«Ganhar pelo Benfica é sempre especial» – Artur
Benfica O guarda-redes Artur não escondeu o orgulho por ter conquistado a Taça da Liga e somado mais um troféu para o seu currículo. «Ganhar pelo Benfica é sempre especial. Acho que cada vez que ganho é uma emoção diferente, porque este clube é enorme», afirmou Artur, em declarações à TVI. O futuro do guarda-redes brasileiro estará em aberto para a próxima temporada. «Ainda não sei. Vamos ver se encontramos um consenso, mas agora não quero pensar nisso, porque é um momento de alegria.»
«Não quero estar a falar do árbitro...» – Ivo Vieira
Marítimo O treinador do Marítimo, Ivo Vieira, não quis alongar-se em comentários sobre a arbitragem na derrota frente ao Benfica (2-1), mas deixou algumas críticas ao árbitro Carlos Xistra. «Quero enaltecer o trabalho enorme que os meus jogadores fizeram. Depois, estar a perder na primeira parte e ainda conseguir igualar o jogo, mas antes tivemos uma expulsão. Não quero continuar a falar do árbitro, mas o jogo ficou marcado por um excesso de cartões para o nosso lado», afirmou Ivo Vieira, em declaraçõ
«O meu último jogo? Acho que não» – Ola John
Benfica O extremo holandês Ola John, autor de um dos golos do Benfica, ficou orgulhoso pelo seu contributo e desmentiu que esteja de saída. «Conseguimos ganhar e foi muito importante. O jogo não fácil, pelo que estou muito feliz», afirmou Ola John, em declarações à TVI. O nome do extremo holandês tem sido associado ao Swansea. «O meu último jogo? Acho que não. Quero ficar e vamos ver.»
«Demos tudo para levar o jogo para as penalidades» - João Diogo
Marítimo João Diogo, defesa/médio direito do Marítimo, marcou o golo que manteve algumas esperanças para a equipa madeirense até Ola John entrar e sentenciar o jogo. OO jogador português admitiu que com a expulsão, a equipa tentou manter o empate e levar o jogo para as grandes penalidades. «Estávamos com esperança, jogámos para ganhar e acho que estivemos bem», disse João Diogo. «Com dez jogadores foi mais complicado, demos tudo de o que conseguimos, demos tudo para levar o jogo para as penalida
«Cumprimos mais um dos objetivos da temporada» – Jonas
Benfica O avançado brasileiro Jonas, que marcou frente ao Marítimo, realçou que o Benfica foi um justo vencedor e que cumpriu mais um objetivo da época. «Sabia que era um jogo complicado e frente a uma boa equipa. Nós cumprimos mais um dos objetivos que traçamos no início da temporada e agora tempos de pensar já na próxima temporada», afirmou Jonas, em declarações à TVI.
Marcelo falha Copa América devido a lesão
Brasil O lateral brasileiro Marcelo foi riscado da convocatória de Dunga para a Copa América e para todos os jogos particulares que antecedem a competição, devido a «problemas médicos», conforme anunciou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O jogador do Real Madrid vai ser rendido pelo defesa-esquerdo Geferson, do Internacional de Porto Alegre.
Agente de Ibrahimovic desmente regresso do avançado ao Milan
Paris Saint-Germain Embora o presidente do Milan, Silvio Berlusconi, tenha dita que pretendia o regresso de Zlatan Ibrahimovic (PSG), o empresário do jogador, Mino Raiola, afastou essa possibilidade. «Não sabia que Berlusconi tinha dito isso, mas é impossível grandes jogadores regressarem a Itália. Fico satisfeito que Berlusconi tenha dito isso, mas não é realmente possível», afirmou Raiola, em declarações à SKY Itália. O Milan pretende reformular o plantel para a próxima temporada, isto após uma época
Tiago Ferreira reforça União da Madeira
União O recém-promovido ao principal escalão português, União da Madeira, garantiu hoje um reforço para a próxima época, Tiago Ferreira, é a mais recente contratação do clube madeirense. Tiago Ferreira, defesa-central de 21 anos, chega do Zulte Waregem da Bélgica e assina um contrato válido para as próximas três épocas. O central fez parte da sua formação no FC Porto e é um dos vice-campeões de sub-20 no mundial da Colômbia em 2011.
Dínamo Zagreb fecha campeonato com goleada
Croácia O Dínamo Zagreb recebeu e venceu, esta sexta-feira, o Rijeka, por 4-0, em jogo da 36.ª e última jornada do campeonato croata. Os portugueses Eduardo, Gonçalo Santos e Paulo Machado foram titulares na formação de Zagreb, que já havia garantido o título no início do mês. O Dínamo Zagreb termina, assim, o campeonato com 26 vitórias, 10 empates e nenhuma derrota.
«Temos a ambição de conquistar outro título» – Messi
Barcelona O argentino Lionel Messi reconheceu o valor do Athletic, mas realçou a vontade entre os jogadores do Barcelona em derrotarem o rival na final e assegurarem a Taça do Rei. «Amanhã temos uma final muito complicada, mas temos a ambição de conquistou outro título. Vamos Barça», escreveu Messi, nas redes sociais. Depois de já terem vencido o campeonato, o Barcelona poderá conquistar o segundo troféu da temporada e ainda tem a hipótese de vencer a Liga dos Campeões.
Witsel quer jogar com De Bruyne no Zenit
Wolfsburgo Em entrevista ao «Sportizen», Witsel, antigo jogador do Benfica, fez um apelo ao compatriota belga, Kevin De Bruyne, para se juntar ao Zenit na próxima época e assim jogarem lado a lado no meio campo do clube russo. O compatriota de Witsel, joga no Wolfsburgo e tem sido alvo de vários clubes europeus. «Kevin De Bruyne, venha para o Zenit! Seria um reforço importante para nós. Um jogador que pode fazer a diferença!.. Aqui tem a chance de jogar num clube de topo europeu e desafiar outros gra
«É difícil travar Messi quando ele está bem» – Valverde
Athletic Bilbao O treinador do Athletic, Ernesto Valverde, reconheceu que travar Lionel Messi será complicado e que defrontar o Barcelona na final da Taça do Rei será um jogo de elevado grau de dificuldade. «É uma das partidas mais importantes da história do Athletic. Acredito nesta equipa e esperar que aconteça algum milagre», afirmou Valverde, em conferência de Imprensa. O técnico sabe que Messi é o perigo número um para a sua baliza. «É difícil travar Messi quando ele está bem, mas temos de tentar.
Santos processa Neymar e catalães
Barcelona O presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, anunciou que o clube vai, junto da FIFA, processar o Barcelona, Neymar, o pai do craque brasileiro e a empresa que tratou da transferência do jogador para a Catalunha, em 2013, por irregularidades no processo. «O Santos considera que o Barcelona, o Neymar e a empresa dele cometeram violações do contrato de transferência e reclama uma indemnização dos prejuízos, mais juros», afirmou o presidente do Santos, em conferência de imprensa. Em causa est
Diego Costa contrai lesão após entrada de Obi Mikel
Chelsea A onda de azar continua a prosseguir o avançado hispano-brasileiro Diego Costa, isto após ter sofrido uma lesão durante o treino do Chelsea na sequência de uma entrada de John Obi Mikel. O Chelsea está a realizou um estágio na Tailândia e Mikel terá feito uma entrada mais dura sobre Diego Costa, que teve de abandonar a sessão lesionado, segundo revelou a Imprensa inglesa.
Platini comenta reeleição de Blatter
UEFA O Presidente da UEFA, Michel Platini, comentou a reeleição de Blatter para a presidência da FIFA sem referir o nome do presidente, falou do orgulho que tem por ter apoiado o Príncipe Ali e crítica a falta de credibilidade por parte da atual presidência da FIFA. «Estou orgulhoso de que a UEFA tenha defendido e apoiado um movimento de mudança na FIFA. Mudança que na minha opinião é crucial caso esta organização queira recuperar a sua credibilidade. Felicito o meu amigo príncipe Ali pela sua ca
Guerrero reforça Flamengo
Brasil O Flamengo anunciou, esta sexta-feira, ter chegado a acordo para a contratação do avançado peruano Paolo Guerrero, de 31 anos. O antigo jogador do Corinthians, clube do qual saiu recentemente, assinou um contrato válido para as próximas três temporadas.
«Estamos a falar de uma final e não de mim» – Klopp
Borussia Dortmund Jurgen Klopp garantiu que todos estão concentrados no jogo frente ao Wolfsburgo, para a final da Taça da Alemanha, e não no seu futuro. «Estamos a falar de uma final e não de mim. É sobre a equipa. Ainda temos a oportunidade de alcançar algo. Estar na final era o nosso objetivo desde o primeiro dia», afirmou Klopp, em conferência de Imprensa. O treinador alemão está de partida do Dortmund depois da final da Taça da Alemanha. «Não estou nostálgico. Não temos de conversar sobre nada mais.
`Bis` de Edinho na vitória do Erciyesspor sobre o Karabukspor (4-3)
Turquia O internacional português Edinho esteve em destaque, esta sexta-feira, ao apontar dois golos na vitória do Erciyesspor sobre o Karabukspor, por 4-3, referente à penúltima jornada do campeonato turco. Edinho faturou aos 49 minutos, numa altura em que o Erciyesspor perdia por 1-2, chegando ao bis já perto dos descontos, fixando o resultado final em 4-3.
«Não pensei duas vezes quando assinei pelo FC Porto» - Marcano
FC Porto O central espanhol, Iván Marcano disse em entrevista à revista ´Dragões´ que o FC Porto «é um grandíssimo clube» e que não pensou duas vezes quando assinou. Marcano acredita que agora a equipa está «muito mais preparada» para lutar por títulos. A entrevista será lançada amanhã na edição do mês de junho da revista mensal.
UEFA suspende Lopetegui por um jogo
FC Porto O Comité de Controlo, Ética e Disciplina da UEFA anunciou, esta sexta-feira, ter aplicado um jogo de suspensão a Julen Lopetegui, na sequência da expulsão no jogo da segunda mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, entre o Bayern Munique e o FC Porto, que os alemães venceram por 6-1. Desta forma, Lopetegui não orientará a equipa na primeira jornada da fase de grupos da Champions da próxima época.
Triunfo sobre o Vila Real no fecho da época
Boavista A última semana de treinos do Boavista terminou com um triunfo por 2x1 sobre o Vila Real, equipa que milita no Campeonato Nacional de Seniores. Numa partida em que Petit utilizou jogadores que estiveram emprestados a outros clubes ou que alinharam na equipa de juniores durante a temporada que agora findou, o avançado brasileiro Douglas Abner foi quem mais se destacou, apontando os dois golos dos axadrezados, já depois de Rui Magalhães ter colocado a formação do Campeonato Nacional de Seniores
FPF critica reeleição de Blatter
FPF A Federação Portuguesa de Futebol reagiu, esta sexta-feira, à reeleição de Joseph Blatter como presidente da FIFA. Em comunicado, divulgado no site oficial, a FPF defende que as eleições deveriam ter sido adiadas e que o candidato que sempre apoiaram, Luís Figo, «viu antes de muitos que os resultados do dia 29 de maio estavam estabelecidos há muito tempo.» Comunicado: Quando uma organização se desliga da realidade e se fecha sobre si própria corre o risco de implodir. O

classificações

Liga
Liga 2
34. ª jornada
classificação
46. ª jornada
classificação
22-05
FC Porto
20:30
Penafiel
Sport TV1
23-05
Estoril
17:00
Boavista
23-05
Nacional
18:00
P. Ferreira
23-05
Arouca
18:00
Moreirense
23-05
Benfica
18:00
Marítimo
BTV1
23-05
Gil Vicente
18:00
Belenenses
23-05
Rio Ave
18:00
Sporting
Sport TV1
23-05
SC Braga
20:15
V. Setúbal
Sport TV1
23-05
Académica
20:15
V. Guimarães
Sport TV2
23-05
Beira-Mar
1 1 16:00
Académico
23-05
Portimonense
1 1 17:00
Leixões
24-05
Santa Clara
0 2 16:00
Covilhã
24-05
Marítimo B
0 0 16:00
FC Porto B
24-05
Oriental
0 3 17:00
União
24-05
Olhanense
1 1 17:00
Atlético
24-05
Aves
3 0 17:00
Trofense
24-05
Benfica B
2 1 17:00
V. Guimarães B
24-05
SC Braga B
2 3 17:00
Sporting B
24-05
Chaves
2 0 17:00
Oliveirense
24-05
Farense
4 1 17:00
Feirense
24-05
Freamunde
1 1 17:00
Tondela
J
V
E
D
G
P
1
Benfica
34
27
4
3
86-16
85
2
FC Porto
34
25
7
2
74-13
82
3
Sporting
34
22
10
2
67-29
76
4
SC Braga
34
17
7
10
55-28
58
5
V. Guimarães
34
15
10
9
50-35
55
6
Belenenses
34
12
12
10
34-35
48
7
Nacional
34
13
8
13
45-46
47
8
P. Ferreira
34
12
11
11
40-45
47
9
Marítimo
34
12
8
14
46-45
44
10
Rio Ave
34
10
13
11
38-42
43
11
Moreirense
34
11
10
13
33-42
43
12
Estoril
34
9
13
12
38-56
40
13
Boavista
34
9
7
18
27-50
34
14
V. Setúbal
34
7
8
19
24-56
29
15
Académica
34
4
17
13
26-46
29
16
Arouca
34
7
7
20
26-50
28
17
Gil Vicente
34
4
11
19
25-60
23
18
Penafiel
34
5
7
22
29-69
22
J
V
E
D
G
P
1
Tondela
46
21
18
7
67-51
81
2
União
46
22
14
10
69-39
80
3
Chaves
46
20
20
6
68-45
80
4
Covilhã
46
23
11
12
78-46
80
5
Sporting B
46
22
12
12
66-57
78
6
Benfica B
46
22
11
13
81-60
77
7
Feirense
46
21
12
13
61-51
75
8
Freamunde
46
18
17
11
48-32
71
9
V. Guimarães B
46
19
8
19
71-57
65
10
Beira-Mar
46
16
15
15
52-48
63
11
Farense
46
16
14
16
51-54
62
12
Académico
46
17
11
18
55-56
62
13
FC Porto B
46
17
10
19
66-64
61
14
Portimonense
46
15
15
16
56-62
60
15
Oriental
46
15
13
18
47-59
58
16
Olhanense
46
13
16
17
51-56
55
17
Oliveirense
46
14
13
19
50-67
55
18
Aves
46
12
17
17
52-58
53
19
Santa Clara
46
10
21
15
33-42
51
20
Leixões
46
13
11
22
53-67
50
21
SC Braga B
46
12
15
19
48-62
49
22
Atlético
46
11
14
21
56-70
47
23
Marítimo B
46
10
11
25
37-67
41
24
Trofense
46
9
9
28
35-81
36
Tem mecânico português, inspirou-se num louco, aos 8 anos recebeu um Renault, aos 10 já pilotava sobre gelo...
Estilos e Espantos «Ser campeão do mundo não muda nada na minha vida. No outro dia continuo a acordar com fome, com dor de barriga, largo-me...» disse numa ocasião Nelson Piquet, o brasileiro (com sangue português pelo lado Sotomayor da família) que foi campeão de Fórmula 1. No rali não é exceção, apenas se mudam os nomes e as nacionalidades. Há pilotos mais cerebrais e outros mais virados para o espetáculo. «Levo de Portugal uma recordação para toda a vida, já que foi um rali praticamente perfeito para nós e não poderia estar mais feliz com o que fizemos nestes últimos dias. Agora não quero pensar em mais nada que não seja comer um bom bife e relaxar». Palavras de Jari-Matti Latvala, que conquistou pela primeira vez um Rali de Portugal, valeu-lhe a ajuda do mecânico, cujo sangue também é português. Aos 8 anos recebeu um Ford Escort de prenda, aos 10 já pilotava em lagos congelados. Tem a força de Henri Toivonen, uma espetacularidade na condução a que muitos apelidam de excesso de loucura, e não se enganam, afinal o pai não foi só piloto, foi igualmente campeão. Mas a força de vencer foi buscá-la a Marcus Gronholm, o agricultor que encontrou nas pistas a adrenalina que faltava para conseguir respirar... Nasceu a 3 de abril de 1985 em Toysa, na Finlândia, filho de Jari Latvala, um ex-piloto de rali e campeão finlandês do Grupo N em 1994. Aos oito anos recebeu do pai um Ford Escort, aos dez, já pilotava em lagos congelados ao volante de um Opel Ascona. É conhecido pelo seu estilo agressivo de condução, o que já lhe rendeu muitos aplausos e comparações a Colin McRae, o falecido piloto escocês, campeão dos mundiais de rali. Jari-Matti Latvala tinha como ídolo de infância o irreverente Henri Toivonen, mas a inspiração veio do louco Marcus Gronholm e mais. Foi no rali da Suécia em 2008, que Latvala conseguiu a sua primeira vitória no Mundial de Ralis, tornando-se no mais jovem vencedor de sempre, derrubando o recorde do próprio ídolo Toivonen que em 1980 vencera o Rali da Grã-Bretanha aos 24 anos e 86 dias. Latvala tinha então 22 anos. Agora com 30 anos a experiência é outra, mas a fome de títulos continua. Depois da tempestade voltou a sorrir, e fê-lo em Portugal. O renascimento do finlandês que aprendeu a voar Jari-Matti Latvala venceu pela primeira vez o Rali de Portugal, primeiro triunfo da temporada na quinta prova do Campeonato do Mundo. «Foi um rali extraordinário para nós. Provámos que continuamos competitivos e que temos capacidade de ganhar», afirmou o piloto finlandês que liderava ao volante da Volkswagen. Sébastien Ogier, o bicampeão da competição acabou por ser segundo classificado e na hora de fazer o balanço da prova não escondeu as dificuldades sentidas. «Foi um rali muito difícil, tentámos tudo para vencer, mas não foi possível. Perante as dificuldades de ter sido o primeiro na estrada nos primeiros dias, tenho de estar muito satisfeito com o segundo lugar em Portugal. Sabia que ser o primeiro na estrada ia tornar as coisas mais difíceis para nós, mas é assim que as coisas são e não adianta agora lamentar a situação. Estou na frente do campeonato e isso é o mais importante». «Em Portugal tenho tido alguns acidentes, grandes acidentes, mas isso foi no Sul. Aqui no Norte do país foi como começar de novo», referiu Latvala que alcançou a 13ª vitória na carreira. Um troféu especial que defendeu também o recorde de cinco vitórias do compatriota Markku Alén nas estradas portuguesas, que estava ameaçado por Ogier, já vencedor por quatro vezes em Portugal. «O Markku disse-me que aqui no norte de Portugal ganham os finlandeses. Não fui feliz nos anos a sul, mas aqui foi maravilhoso». Jari-Matti Latvala e Sébastien Ogier, ambos pilotos da Volkswagen entraram para a derradeira especial em Fafe separados por 10,5 segundos, depois de Latvala ter respondido da melhor forma a Ogier na longa e dura classificativa de Vieira do Minho. Mas Ogier não dramatizou. «É aborrecido quando o melhor ganha sempre». Vencedor das três primeiras provas, em Monte Carlo, Suécia e México, Sébastien Ogier consolidou a liderança do Mundial, com 105 pontos. Com a vitória alcançada no Rali de Portugal, Latvala subiu ao sexto lugar e soma agora 46 pontos. «É uma grande sensação. Após os últimos três ralis, alguns questionaram se eu alguma vez estaria de volta. Foi um dos períodos mais difíceis da minha carreira. Dar a volta e ganhar é uma sensação única. Seb fez um grande trabalho de recuperação tendo em conta a sua posição na estrada, mas hoje estivemos iguais», afirmou Latvala, que foi vice-campeão do mundo duas vezes - 2010 e 2014, ofuscado em ambas pelo talento dos franceses, Sébastie Loeb e Ogier. Correu pela primeira vez ainda não tinha carta de condução, valeu-lhe o talento que herdou do pai, também piloto e campeão de ralis Latvala fez a sua aparição no Campeonato do Mundo de Ralis aos 17 anos. Como não tinha ainda era menor de idade e não tinha de condução, teve que se estrear no WRC no Network Q Rali da Grã-Bretanha de 2002, o mesmo rali que, uma década depois lhe permitia assegurar a sétima vitória da sua carreira. «Quando começamos a correr fora de portas, não temos um plano específico de 10 anos para o sucesso, mas, certamente, que a minha família já tinha em mente tornar-me um piloto de fábrica. O primeiro objetivo foi tanto concentrar-me nos resultados, mas sim em ganhar experiência, especialmente nos ralis do Campeonato do Mundo disputados em pisos diferentes. Só depois disso é que começamos, mais seriamente, em tentar chamar a atenção das equipas oficiais que, em 2006, me deram uma oportunidade, nomeadamente, a Stobart M-Sport que me resolveu contratar». A Finlandia é o país que forma campeões a todo o terreno e Latvala não foi exceção. O pai serviu-lhe de exemplo. «Desde 1981 que o meu pai era piloto de ralis. Foi o melhor piloto ‘Júnior’ em 1983 e ganhou o campeonato finlandês em 1984 num Grupo N, ganhou dinheiro suficiente na sua empresa para correr patrocinado por ela, sem mais nenhum apoio. A sua paixão rapidamente passou para mim e o seu incentivo foi grande quando percebeu que eu também gostava de ralis. E tudo começou então a acontecer na minha carreira de forma muito rápida. Timo Jouhki arranjou-me uma sessão de testes, na Finlândia para jovens pilotos, em setembro de 2001 quando soube os meus bons resultados nalgumas provas ‘caseiras’, chamados ‘rallysprints’ que temos na Finlândia. O selecionado nesse teste foi curiosamente, Mikko Hirvonen, mas o Timo ficou bastante entusiasmado comigo. Quis também dar-me uma oportunidade, apesar de nunca ter trabalhado, até então, com alguém tão novo. Foi assim, que me enviou para Inglaterra para conhecer o Pentti Airikkala e evoluir a minha condução na sua escola de pilotagem. Pentti estabeleceu-me em Inglaterra e, assim, pude tirar a carta de condução lá e iniciar-me nos ralis britânicos». ...
Do Passado para o Presente Três vitórias seguidas, ninguém o conseguira antes do Sporting, na Taça de Portugal. Esta é uma viagem por esses anos dourados – mas uma viagem a muito mais do que o futebol era, o futebol foi... Antes das três seguidas, que até poderiam ter sido quatro se a FPF não tivesse riscado do calendário a edição de 1946/47, a primeira vitória do Sporting na Taça de Portugal foi numa temporada histórica, na temporada de 1940/41. Ganhou-a ao Belenenses nas Salésias, que era o campo do Belenenses: 4-1 – e antes já ganhara o Campeonato de Lisboa e o Campeonato Nacional da I Divisão. Sombra houve apenas na tesouraria, o futebol deu prejuízo, um prejuízo de 80 contos, as receitas andaram pelos 238, as receitas pelos 318. 160 contos foram para pagar ordenados aos jogadores, que, no Relatório e Contas, se tratavam hipocritamente como: «assistência aos futebolistas». A Joseph Szabo, o treinador, couberam 28.850 escudos durante o ano. E não foi mais porque aceitara baixar o salário global em três contos por... «amor leonino». (Pelos jornais havia publicidade aos rádios Philips 141 Super 4 com imagem de Fernando Peça, «o locutor português da BBC», cada um custava 750 escudos. E as mulheres de limpeza recebiam por um dia inteiro de trabalho 120 escudos por mês...) 750 escudos de ordenado para Peyroteo, mas só se não houve multa, a multa... A «assistência» a Fernando Peyroteo, a estrela da equipa, rendia-lhe mensalmente 750 escudos por mês – mas para que fossem mesmo 750 escudos não podia sofrer nenhuma multa de Szabo, os seus famosos: - diez per ciente, os dez por cento do ordenado por um minuto que fosse de atraso ao treino, os dez por cento se, na ronda da noite, os jogadores não estivessem em casa – os dez por cento por cento por falta de empenho em jogo e outras coisas assim. Ainda no FC Porto, ainda antes de vir para o Sporting, lembrou-se de aplicar o «cástigo» (como ele dizia...) aos avançados que, no treino, chutassem isolados dentro da área e não fizessem golo! Não era só o Sporting que multava, a polícia também e por causa de um isqueiro no Rossio Peyroteo perdeu mais de meio mês de ordenado No país também havia a psicose do castigo e da multa – e às vezes ridícula. Um exemplo: o governo lançou decreto impedindo o uso de isqueiro «debaixo de telha». Sem o dizer era medida para proteger a empresa nacional dos fósforos – que até tinha uma grande equipa de futebol: Os Fósforos. Para utilizá-lo era preciso livrete idêntico ao de porte de armas, custava 50 escudos. Os denunciantes do delito recebiam 15% da coima que poderia chegar a 250 escudos – e se o «delinquente» (era assim que estava no texto do decreto!) fosse funcionário do Estado, civil ou militar, a multa era elevada ao dobro. (250 escudos custava, por essa altura, segundo anúncio do Diário de Lisboa, um fato tipo sport, casaco e calça, da Alfaiataria Imperial, na Rua Augusta...) Quando Peyroteo se tornou capitão da seleção deram-lhe, como lembrança, um isqueiro. Uma vez, à saída do trabalho, no Grémio das Carnes, no Rossio, passou-o a um colega, para que acendesse o cigarro. Um polícia abeirou-se para apreender o... «móbil do crime», apesar de não ter feito chama. Gerou-se levantamento popular – e Peyroteo pediu ao agente que lhe passasse a multa depressa, que tinha mais que fazer. Passou. De 400 escudos. E nem sequer voltou atrás quando o jogador lhe mostrou que o isqueiro não tinha gás... ...

PORTUGUESES

EMIGRANTES

FÁBIO PAÍM AINDA SONHA COM O SPORTING NA LITUÂNIA. «Se acham que sou bom, esperem até ver o Fábio Paím». Foi uma das frases que marcou a chegada de Cristiano Ronaldo a Manchester, em 2003. «O Cristiano Ronaldo? Esqueçam, este é muito melhor...É outra coisa», disse Aurélio Pereira, o responsável máximo do departamento de prospeção da equipa de Alvalade, numa altura em que na Academia de Alcochete despontava «um dos maiores talentos do futebol português». Filho de pais angolanos, Paím nasceu em Belém. Cresceu num bairro pobre dos arredores de Lisboa e aos nove anos convenceu os responsáveis do Sporting a abrirem-lhe a porta. Aos 13 os principais clubes da Europa sonhavam com a sua contratação. Com 16 assinou o primeiro contrato profissional e passou a ganhar mais do que alguns jogadores da equipa principal. O primeiro ordenado serviu para comprar o carro dos seus sonhos e não tinha sequer idade para conduzir. Foi agenciado por Jorge Mendes, o Super Agente que hoje representa jogadores como James Rodriguez, Falcão, Di María e Cristiano Ronaldo. Chegou a competir nas reservas do Chelsea, privando de perto com Didier Drogba e Frank Lampard. Fábio Paím teve o mundo a seus pés, mas não conseguiu dar o passo seguinte. Terminou a sua ligação aos leões em 2010 e começou aí a batalha para provar que todos aqueles que o apontavam como a «grande promessa» não estavam errados. Começou na 2.ª divisão B, no Torreense. Passou por Angola, China, Qatar e Malta. Hoje, aos 27 anos, Fábio Paím está na Lituânia a lutar não apenas pelos seus sonhos, mas sobretudo pela sua família. Assume os erros e excessos do passado. Servem de lição para ele e para «todos os que sonham fazer carreira no mundo do futebol». Há cinco meses no Nevezis, o avançado está feliz por continuar a fazer o que mais gosta. «Tem sido uma experiência muito boa. Não falta nada no clube, têm sido sérios comigo e felizmente está a correr tudo bem. A grande diferença é que o futebol é mais físico e com muito pontapé para a frente. Mas penso que a adaptação está a correr bem», começa por contar a A BOLA. Num país sem grande tradição futebolística, Fábio Paím ganhou notoriedade depois de uma cadeia televisiva lituana transmitir uma reportagem a dar a conhecer o seu percurso. Sente agora que as pessoas querem saber mais sobre ele e o porquê de estar ali. «Esse programa foi dos mais vistos e sinto-me orgulhoso ao pensar que a minha história tem ajudado muitos jovens jogadores. Estou aqui por algum motivo e não vou desistir. Só quando não der mais. Desistir talvez fosse a vontade de muitos, mas vou continuar a lutar pelo futebol», garante-nos. Receita para perder 12 kg em apenas...2 semanas Para que se tenha uma ideia do impacto que o programa teve é preciso falarmos sobre uma das mudanças mais radicais na vida de Fábio, desde que chegou à Lituânia. Pois bem, o extremo português deu prova de que está empenhado e com a ajuda de um profissional conseguiu perder doze quilos em apenas duas semanas. Como? «Um médico que trabalha com grandes nomes de Hollywood ajudou-me nesta mudança. Eu não o conhecia, mas ele viu a minha história na televisão e gostou. Veio ao clube para falar comigo, mostrou-me alguns dos seus trabalhos e disse que estava ali para me ajudar. Normalmente, ele leva 15 mil euros e posso dizer que não paguei um cêntimo. Fiquei sem palavras, mas o resultado está à vista de todos», conta num tom emocionado. «Acredito que o trabalho é sempre recompensado. Se lá no passado tivesse este pensamento tudo seria muito diferente hoje em dia. Mas já me sinto um vencedor por tudo o que tenho passado», acrescenta. Eventos solidários para combater a pobreza O Nevezis, clube que conseguiu convencer Fábio a embarcar nesta viagem, luta pela subida ao principal escalão. O avançado português garante que o clube tem todas as condições para dar o salto, graças ao «bom trabalho» do presidente. O dia-a-dia é passado entre a residência e o centro de treinos do clube, mas ainda há espaço para marcar presença em eventos de cariz social. Defende que devemos partilhar sempre o que temos com os mais necessitados. Por muito pouco que seja. «Existe muita pobreza não só nas ruas da Lituânia, mas dentro de muitas casas. Os lituanos escondem muito esse lado. Aqui também pensam que eu sou rico por ser um jogador estrangeiro (risos). Sou uma pessoa que tenho pouco, mas sempre que posso ajudo», garante. O sonho de voltar a vestir a camisola do Sporting A distância para a família, sobretudo para o pequeno Jaden (filho), são as principais dificuldades. A língua é complicada, mas já dá «uns toques». Luta diariamente para dar um bom futuro ao filho e não é de ficar a olhar para trás. O futuro? Será onde «Deus quiser», mas voltar a Alvalade era um «sonho»... «Sinto que aqui estão felizes comigo, mas é claro que gostava de arranjar algo melhor. Gostava de arranjar um bom projeto tanto para mim como para o clube. Tenho 27 anos, já não sou nenhuma criança...Preciso de algo que me deixe motivado. Regressar a Portugal? Um dos meus maiores sonhos é um dia voltar a vestir a camisola do meu Sporting. Depois disso podia acabar a carreira», diz emocionado. Filho segue pisadas do pai? A referência a Jaden leva a uma pergunta inevitável. Vai ele seguir a carreira de futebolista como o pai? «Para ser sincero, claro que gostava, mas não o obrigo a nada. Quero que seja ele a escolher. Mas por aquilo que vejo do pé esquerdo, acho que não me vou safar», graceja. Mensagem para todos os jovens jogadores Paím cresceu com o rótulo de estrela. Teve uma «infância feliz» apesar dos erros e excessos. Perspetivaram-lhe um futuro melhor que, precisamente, o melhor do mundo Cristiano Ronaldo. Não conseguiu chegar a esse patamar, mas não desiste de lutar por si e por todos aqueles que o acompanham. Uma mensagem para todos aqueles que sonham fazer do futebol carreira? «A mensagem está na minha história»....
SERENO: DO CHOQUE CULTURAL À GLÓRIA DE CAMPEÃO. Kayseri é uma cidade turca com cerca de um milhão de habitantes e é, por vezes, associada à mística Capadócia. Com uma história ancestral e uma população que segue criteriosamente os ditames do Islão, o futebol também é motivo de celebração. Afinal, o clube local – Kayserispor – sagrou-se recentemente campeão da II Liga da Turquia, com a valiosa ajuda de um português: Henrique Sereno. «A conquista do título foi importante, pois caso não fossemos campeões corríamos o risco de a equipa acabar e não nos pagarem o que deviam. Estivemos a época inteira com a corda ao pescoço», conta em conversa com a A BOLA. De facto, os problemas financeiros do Kayserispor revelaram-se um transtorno para os seus jogadores com vários salários em atraso, cenário que ainda hoje afeta Sereno. De férias em Guimarães – código postal em Portugal –, o defesa-central, de 30 anos, desconhece qual será o próximo passo. Findado o contrato com o Kayserispor, a verdade é que a vontade de voltar a solo luso não é muita e a ideia de voltar à Turquia também está longe de ser uma prioridade. O internacional português mostra-se, assim, preparado para rumar até outras paragens. Outras culturas chamam por si: «Terminamos contrato e houve mudança de direção [a anterior tinha apresentado uma proposta de renovação]. Agora, não sei se irei lá ficar ou sequer se irei continuar na Turquia. Estou disposto a mudar. Para já, existem alguns contactos mas nada ainda em concreto. Portugal? Quero ficar lá fora, pelo menos, três anos. Por cá está cada vez mais difícil fazer carreira.» Das restrições sociais à predileção pela costa portuguesa Mudar de malas e bagagens para a Turquia implicou a adaptação a uma nova realidade. Em Kayseri, Sereno encontrou uma população afável, mas também algumas restrições a que não está habituado como, por exemplo, o consumo de álcool em locais públicos. Já em Capadócia – local que visita regularmente – o cenário é diferente. Há mais oferta cultural. Há também gente diferente. «É uma cidade muito bonita e turística. Sempre que podia tentava ir lá», recorda. Longe de casa e das suas três filhas, que o visitavam esporadicamente, aproveitou para tentar descobrir o país. «Fui a todo lado. Mas, para mim, nada se pode comparar à costa portuguesa», revela o internacional português. Um dos episódios que mais o marcaram, contudo, está relacionado com algumas das divergências culturais com que se deparou: «No dia do primeiro jogo estávamos a comer, quando certos jogadores turcos decidiram atirar lixo para o chão, o qual foi depois apanhado pelo empregado. Isso, chocou-me um pouco. Nota-se uma diferença social muito grande. Mas, depois, a situação foi corrigida e as coisas melhoraram.» «O melhor campeonato é o espanhol O Kayserispor não foi o primeiro motivo de imigração do defesa-central. No currículo conta com passagens por Espanha (Valladolid) e Alemanha (Colónia). Teve, por isso, a felicidade de participar em dois dos campeonatos mais competitivos a nível internacional. Cruzou-se com nomes grandes do desporto-rei, como Petit, Manucho e Podolski, e viveu experiências que jamais esquecerá. Gostou da sua estadia na Alemanha, embora lamente o distanciamento das pessoas. No entanto, foi em Espanha que encontrou uma «segunda casa», salientando a proximidade da mentalidade portuguesa com a de nuestros hermanos. Bundesliga ou La Liga, qual das duas a melhor? «A nível técnico o melhor campeonato é o espanhol. Afinal, essa é uma das razões que leva, quase todos os anos, as suas equipas às finais das competições europeias», destaca. Só faltou mesmo uma coisa. «Jogar no Barcelona ou no Real Madrid, mas tal não foi possível», graceja. De dragão ao peito sagrou-se campeão Na época 2010/2011, Sereno vestiu as cores do FC Porto. «A nível de currículo foi bom. Fiz 15 jogos e acabei por ter um papel na conquista do título e da Taça de Portugal», declara. Depois, com Vítor Pereira – que recentemente triunfou no campeonato e taça da Grécia ao leme do Olympiacos – foi-lhe dito que teria hipóteses de continuar na equipa. «Teria que lutar para ganhar espaço. Por isso, acabei por optar por onde pudesse jogar a 100 por cento», revela. O jogador acabou, mais tarde, por ser emprestado pelos dragões ao Colónia (2011/2012) e ao Valladolid (2012/2013). De Elvas até à Seleção Na carreira de qualquer jogador vestir a camisola da Seleção é uma ambição. Sereno conseguiu, por duas vezes, em 2013. Agora, confessa que gostaria de voltar a entrar em campo com as cores da Equipa das Quinas. No entanto, tudo dependerá do seu futuro a curto e médio prazo. «Se for para um campeonato visível poderei ter a minha oportunidade outra vez, dependendo também de como estiver a nível de forma», relembra, acrescentando que tem orgulho no seu percurso desde que deixou Elvas para trás: «Saí diretamente para o Vitória de Guimarães e cheguei a internacional, tendo a oportunidade de jogar com Cristiano Ronaldo, um dos melhores do mundo.»...
CARDINAL, O DRAGÃO QUE VOA PELOS PAVILHÕES EUROPEUS . Minutos antes da conversa, saía apressado de um treino. Acedeu ao pedido de A Bola com simpatia e despendeu alguns minutos para falar sobre o presente e futuro da modalidade. Tentou o futebol, mas foi o futsal que o cativou. Ainda calçou as chuteiras, mas as sapatilhas venceram o duelo. Cardinal é um dos melhores jogadores portugueses da atualidade, mas nem tudo foram rosas na carreira do portuense. Os primeiros tempos foram de incerteza. A insegurança pairou, mas não demoveu um jogador que nasceu para vencer. A formação foi recheada de dúvida e falta de condições. Para alguns jogadores isso foi o suficiente para matar uma carreira à nascença. Para Cardinal foi o início de uma caminhada longa que, apesar dos altos e baixos, tem dado muitas alegrias. Mesmo enquanto sénior e profissional de futsal não esconde que encontrou vários entraves. Por isso, emigrar para outros campeonatos sempre foi uma opção - muito! – válida. Mas já lá vamos. Recuemos à época 2004/2005. Cardinal deixa a cidade do Porto e muda-se para Vizela. Assina pela Fundação Jorge Antunes onde realiza uma temporada com poucos minutos. O ordenado era o possível e tempo para estar com a família só uma vez por semana. Seguiram-se temporadas no Boavista e Freixieiro. No emblema de Matosinhos ganhou notoriedade. O jogador diz ter sido uma das melhores experiências. «Foi uma das minhas melhores passagens. Tenho boas recordações desse clube», confessou. As boas exibições levaram-no até ao Sporting. Corria a temporada 2012. Teve o leão ao peito por uma época. Depois começou a aventura internacional. Uma coisa é certa: assegura não se ter arrependido nem um dia de ter arriscado. Não se acanha e revela uma das principais razões que o levou a emigrar. «Tomei esta decisão porque quero dar uma estabilidade à minha família. Em Portugal não se ganha tanto e lá fora conseguimos poupar a pensar no futuro.» Rússia: O frio da rua contrastado com o calor do grupo No dia em que o telemóvel toca a dar conta do interesse do CSKA de Moscovo, o pivot, na altura no Sporting, fica pensativo. Satisfeito pela oportunidade, mas reticente por poder jogar num campeonato de um país que pouco conhecia. «Foi a primeira aventura fora e apesar de achar que estava minimamente preparado, há sempre questões para as quais precisamos de tempo», disse. O frio e a língua foram os principais adversários do conhecido adepto do FC Porto. «O idioma foi muito complicado. Ainda assim, tive a sorte de dividir o balneário com mais portugueses. Para além de jogadores, ainda lá estavam dois elementos portugueses no corpo técnico», refere. O Pivot recuou ao tempo que passou esteve na Rússia e recordou uma surpresa. «Lembro-me de que quando fui estava com a ideia de que encontraria um povo pouco falador e muito fechado. De facto são fechados, mas os jogadores com quem partilhei balneário eram muito brincalhões. Na primeira semana fomos todos jantar e os atletas russos pagaram a conta», revela com um sorriso pelo meio. Espanha, um país tão perto e uma realidade tão diferente Após uma temporada com a camisola do CSKA volta a Portugal e assina pelo Rio Ave. A passagem foi positiva, mas o telefone voltou a tocar com um indicativo internacional. Desta feita, de Espanha. Do outro lado davam conta do interesse do Inter Movistar. Desde que em 2013 aterrou em Espanha já foi campeão, venceu a Taça do Rei, foi nomeado para melhor jogador do campeonato e está a uma vitória de atingir a final da Liga. Na terra de nuestros hermanos, Cardinal deparou-se com títulos e não só. O próprio explica: «A mentalidade é muito diferente. Os clubes têm uma visão mais profissional. Há um estudo detalhado sobre os adversários e até há programas de televisão que só falam no campeonato de futsal», menciona. O internacional português acrescentou, ainda, que a liga espanhola «é a melhor do mundo» e tem, por isso, «outra visibilidade.» No Inter Movistar, tem a seu lado Ricardinho que considera ser «o melhor jogador do mundo de futsal», admite. Com mais dois anos de contrato o atleta pretende cumprir o vínculo, mas adianta que no desporto «tudo pode acontecer.» Raios-x à modalidade em Portugal e a mágoa de nunca ter jogado pelo FC Porto Cardinal é um apaixonado pelo futsal e não abraçou a modalidade como uma segunda opção. Foi sempre a prioridade e, por isso, é um observador atento. No futsal nacional vê uma grande lacuna. «Entristece-me olhar para Portugal e ver uma falta de aposta na formação. E isso vai pagar-se caro. A formação deve ser o futuro e é bom que comecem a olhar para os jovens como promessas.» O jogador do Inter Movistar diz que se não for dada importância aos escalões mais jovens, a seleção nacional também ficará a perder. «Neste momento a seleção não está tão forte porque alguns dos principais jogadores já não são opção, mas a oferta também não é tanta como já foi», avisa. Com uma carreira imaculada, o facto de o FC Porto não ter equipa de futsal é a sua grande mágoa. «Como todos sabem sou portista e o meu maior sonho era jogar com a camisola do meu clube. Acredito que esse projeto avance e só espero estar em forma para ainda poder dar o meu contributo», finaliza com uma gargalhada. ...
HUGO VICENTE NA CAPITAL MUNDIAL DO BACALHAU, ONDE MOURINHO É O `PATINHO FEIO´. Alesund, terra simpática de 40 mil habitantes, situada na costa oeste da Noruega, mais conhecida como a capital mundial do bacalhau. Foi este o ponto de partida para a primeira aventura além-fronteiras de Hugo Vicente, de 37 anos, que desde fevereiro de 2013 acumula as funções de coordenador da formação e treinador da equipa principal do Bergsoy, da 3.ª divisão norueguesa. Contrariamente ao que sucede com a maioria das pessoas ligadas ao futebol, trabalhar na Escandinávia era já um objetivo do técnico. «A oportunidade surgiu por um desejo meu de ter desafios ao nível de treino fora de Portugal, e por fruto de formações que fui fazendo, sempre tive os países escandinavos como uma das minhas prioridades. Após algumas pesquisas na Internet, vi um anúncio ao qual respondi mas confesso que sem estar realmente a pensar em ir para fora nesse momento, uma vez que estava a trabalhar no SC Braga», conta a A BOLA Hugo Vicente, cujo currículo inclui ainda com passagens pelo Paio Pires e pelo Benfica, onde era responsável pelo projeto The Benfica Way, que dava a conhecer a metodologia de treino dos encarnados no estrangeiro, através da realização de formações. Após quatro anos na formação do SC Braga, clube ao qual rumou a convite de Luís Martins, atual adjunto de Villas Boas, foi tempo de pensar noutros horizontes. «Durante as formações que dei, curiosamente nunca na Noruega, mas várias vezes na Suécia e na Dinamarca, percebi que os clubes estão bem organizados, com boas instalações. E o nível não era muito elevado, o que poderia ser uma oportunidade para chegar a um patamar mais elevado, numa outra realidade», explica. Aposta forte no Desporto e na formação Volvidos dois anos da chegada ao Bergsoy, Hugo Vicente acredita que a aposta na formação dos jovens atletas por parte dos clubes é mais vincada na Noruega do que em Portugal, sobretudo em clubes de divisões inferiores. «São realidades diferentes. As equipas seniores têm uma grande percentagem de atletas do escalão júnior, não tanto por opção mas devido à escassez de atletas, temos de ter em conta a densidade populacional do país e as distâncias entre cidades, que são muito maiores e implicam mais horas de viagem. Em clubes mais pequenos não há possibilidade de atrair atletas de cidades vizinhas, logo acaba por haver uma aposta natural na formação», justifica o técnico, destacando, ainda, a vertente social comummente associada ao desporto norueguês. «O futebol aqui é para todos e a distinção de atletas baseia-se na qualidade, sobretudo nos clubes não profissionais. Por exemplo, tenho um jogador de 15 anos e outros cinco de idade inferior a 18 no meu plantel sénior. Em Portugal, os clubes têm as equipas de competição e depois têm escolas de futebol que acabam por vender o sonho de se jogar num clube grande, mesmo quando a qualidade é totalmente inexistente. Isso aqui isso não existe.» Hugo Vicente considera, por isso mesmo, que a mudança para a Noruega foi uma aposta ganha. Por vários motivos. «Não me arrependo de ter vindo porque deparei-me com uma realidade muito diferente, que exigiu muita paciência e capacidade de adaptação a um pensar diferente. Fiquei surpreendido com o apoio que é dado aos clubes por parte da federação e das associações de futebol. A maior parte dos equipamentos desportivos, estádios, pavilhões, etc, pertencem ao estado e são em parte financiados pelas autarquias, mesmo quando têm gestão autónoma dos clubes. Claro que isto acaba por ser uma bola de neve, porque aqui é quase obrigatório praticar Desporto, logo desde criança», destaca. Na Noruega, explica o treinador, também é comum as crianças serem treinadas pelos pais, devidamente formados pela federação norueguesa. «Há treinadores, muitos deles ex-jogadores de clubes locais, que acabam por pegar na equipa do filho pelo facto de não haver onde ir buscar outros técnicos. Existe essa realidade, sobretudo até aos 12 anos em que o futebol é meramente recreativo, mas a federação dá muito apoio para garantir a qualidade dos treinos, através de cursos e formações.» Noruegueses adoram a Premier League Na Noruega, Hugo Vicente encontrou um bocadinho do país natal presente em alguns aspectos, nomeadamente através da paixão pelo futebol. «As pessoas aqui amam o futebol. Homens, mulheres, todos são fanáticos. A Noruega é mesmo o país com maior número de praticantes de futebol (no rácio com o número de habitantes), mesmo no feminino», explica o técnico. Há, no entanto, uma diferença. «Os noruegueses seguem religiosamente o futebol inglês. Também acompanham o norueguês, mas são fanáticos pela Premier League», revela. José Mourinho, que recentemente se sagrou campeão inglês pelo Chelsea, é que não colhe grandes amizades no meio dos nórdicos. «Há uma enorme legião de fãs do Manchester United e do Liverpool, o Chelsea acaba por ser um pouco o patinho feio... Mas o futebol inglês é muito valorizado pelo que nomes como Mourinho são obviamente preciosos para pessoas como eu, que estão cá fora, e credibilizam a marca do treinador português», observa. Jantar à hora do lanche Chegado a Alesund, Hugo procurou de imediato entranhar-se no modo de vida norueguês. «Fui muito bem recebido, também tive o interesse em aprender a língua assim que aqui cheguei, o que facilita bastante a integração, porque apesar de toda a gente falar inglês eles apreciam bastante o facto de se falar a língua deles», constata. E o norueguês, revela, sai «cada vez melhor». «Na Noruega existem diversos dialectos e quando nos deparamos com alguém de outra região é sempre muito complicado, mas hoje já consigo comunicar bem, o que realmente facilita tudo». A alimentação, por sua vez, também não se revelou um entrave. Até porque Hugo vive naquela que é considerada a capital mundial do bacalhau… «No supermercado há de tudo e cozinhando em casa tudo se torna mais normal. O nosso bacalhau é mais do que comum e muito bom, tal como o salmão. As carnes vermelhas é que já são mais dispendiosas», revela o técnico. Mais desafiante do que a própria alimentação foi mesmo a adaptação aos horários das refeições. Assim como aos dias pequeninos. «Aqui o almoço é às 11.30 horas e o jantar por volta das 16.30. Agora neste período só começa a anoitecer perto das 22, 23 horas, mas durante o inverno às 15 horas já é noite... Ao início fazia um pouco confusão, como jantava cedo depois chegava ao fim do dia esfomeado, mas é algo facilmente ultrapassável.» Hugo Vicente, de resto, já se rendeu aos encantos da Noruega. E aproveita para desmistificar alguns preconceitos. «É um país com muita natureza, que é no mínimo deslumbrante. Contrariamente ao que se pensa, as pessoas aqui não são fechadas. São apenas mais práticas, não agem tanto a quente. Além disso, há muito civismo, sobretudo na estrada, e muito respeito pelas crianças, idosos, animais…», explica o treinador. E o frio? «É apenas uma questão de mais (e melhor) roupa... é algo facilmente ultrapassável», começa por dizer. «O pior, e que por vezes condiciona os treinos, é a neve. Felizmente desde que cá estou tem sido quase sempre possível remover a neve do campo sem que esta afete o horário dos treinos.» E o futuro? Tendo em conta que a época desportiva ainda há pouco começou na Noruega – decorre entre março e outubro, altura em que as condições climatéricas são mais favoráveis – deixar o país para rumar a outras paragens não está, para já, nos planos de Hugo Vicente, que, ainda assim, não deixa de pensar no futuro. «Para já não tenho planos de sair daqui, uma vez que tenho contrato até 2016. Este ano vou tirar o curso de 3.º nível de treinador na Federação Norueguesa, e como tal espero continuar por cá, a não ser que surja alguma proposta que me faca equacionar. Para já, no entanto, parece-me que é para continuar», sublinha o técnico, que não se deixa abater pelas saudades do país natal. «Sinto falta da família e dos amigos, e depois, claro, da comida e do clima, mas não existe nada que me faça pensar muito nisso, talvez por estar a fazer o que gosto e que ocupa muito do meu tempo», conclui. ...
 

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