SEGUNDA-FEIRA, 06-07-2015, ANO 16, N.º 5637
Jorge Jesus admite ter recusado convites de clubes italianos
Sporting Quando Jorge Jesus decidiu sair do Benfica teve em carteira outras propostas para além do Sporting e do Catar. Só de Itália chegaram quatro convites. «Se quisesse tinha ido para um dos quatro melhores italianos. Houve a possbilidade de rumar a Nápoles, Roma, Inter e Milan», confirmou o novo treinador dos leões numa entrevista concedida à SIC Notícias.
«Não tive tempo de me despedir dos jogadores do Benfica» - Jorge Jesus
Benfica O antigo treinador do Benfica, que protagonizou badalada transferência para o Sporting neste defeso, considera os jogadores os grandes responsáveis pelos sucessos que alcançou no clube da Luz. «Não tive tempo de me despedir dos jogadores do Benfica. Quero agradecer-lhes estes seis anos porque eles foram os grandes obreiros dos títulos que conseguimos. Um grande obrigado, e um reconhecimento. Foi gratificante ter trabalhado com eles», disse em declarações à SIC Notícias.
«Comigo, William vai dar mais» - Jorge Jesus
Sporting O treinador do Sporting elogiou William Carvalho, frisando que o médio internacional português poderá ser potencializado juntamente com o restante plantel. «William é uma certeza, um jogador com qualidade. O Sporting tem jovens que já são certezas, não são esperanças, nem dúvidas. O William será potencializado se a equipa também for. Só valorizamos jogadores se a equipa responder à conquista de títulos. É um jogador com características para dar mais. Não tenho dúvidas de que comigo vai jogar
Rui Miguel ruma ao Zimbru
Moldávia Rui Miguel tem pela frente mais uma aventura no estrangeiro. O médio assinou um contrato com o Zimbru, da Moldávia, deixando para trás o Rapid Bucareste. O criativo de 31 anos assinou um vínculo válido por duas épocas.
«Não era fácil para Bernardo Silva jogar no Benfica» - Jorge Jesus
Benfica Bernardo Silva é uma das maiores promessas do futebol português, mas quando orientado por Jorge Jesus não dispôs de muitas oportunidades na equipa principal, sendo relegado para os «bês». Pouco tempo depois deixou o Benfica e rumou ao Mónaco, da Liga francesa. «Não era fácil para Bernardo Silva entrar na equipa do Benfica que tinha jogadores como Gaitán e Sálvio. Não tenho dúvidas que Bernardo Silva ainda vai ser melhor jogador do que já é», atirou.
«Não hesitei. Não discuti nada, nem verbas» - Jorge Jesus
Sporting O treinador do Sporting diz que teve em mãos propostas mais tentadores financeiramente mas que optou por rumar a Alvalade devido ao projeto desportivo do clube. «Tinha propostas de fora de Portugal e não há comparação possível. Propostas de bons clubes, mas não daqueles que normalmente lutam para ganhar a Champions, que é um dos meus sonhos. Ganhei tudo em Portugal, estive em duas finais da Liga Europa e nunca numa final da Champions, posso sonhar. Se tivesse de olhar por carreira financeira
Conselho de Presidentes e Assembleia Geral Extraordinária na próxima terça-feira
Liga A Liga agendou para a próxima terça-feira, dia 7 de julho, a reunião do Conselho de Presidentes e uma Assembleia Extraordinária, encontros que vão decorrer em Santa Maria da Feira. Na ordem de trabalhos constam os seguintes pontos: leitura e aprovação da ata da reunião de 16 de março de 2015; apreciação, discussão e deliberação sobre os relatórios e contas relativos às épocas desportivas 2012-2013 e 2013-2014 e respetivos pareceres do conselho fiscal; apreciação, discussão e deliberação sobre
«O Danilo enquadrava-se no nosso modelo de jogo» - Jorge Jesus
Sporting Jorge Jesus não se esconde atrás de meias palavras e afirmou que o Sporting está na luta pelo título de campeão nacional para a próxima época. Para tal, o técnico referiu que não está à espera que saiam jogadores do atual plantel e confessou, ainda, que Danilo – entretanto contratado pelo FC Porto – interessava aos leões. «O Danilo enquadrava-se no modelo de jogo que temos pensado e era mais um jogador a pensar no futuro». O técnico disse ainda que Ricky van Wolfswinkel «é uma possbilidade»
«Saí de uma situação confortável para uma situação de risco» - Jorge Jesus
Sporting Jorge Jesus assinou uma das mais polémicas transferências do futebol português quando no final desta temporada trocou o Benfica pelo Sporting. O técnico dos leões assume que foi uma opção de risco. «Saí de uma situação confortável para uma situação de risco», admitiu. Jorge Jesus acrescentou, ainda, que a mudança ocorreu com um «grande peso familiar» na hora da decisão.
«Benfica quebrou hegemonia do FC Porto» - Jorge Jesus
Sporting O agora treinador do Sporting lembra a passagem pelo Benfica e os êxitos alcançados no clube da Luz. «Em seis anos, ganhámos dez títulos. Neste momento, o Benfica é cabeça de série da Champions e tem sido a equipa que contribuiu com mais pontos para o ranking de Portugal. Antes de chegarmos, o Benfica tinha sido campeão uma ou duas vezes em 20 anos. O FC Porto tinha a hegemonia no futebol português e isso mudou nestes seis anos», disse em entrevista à SIC Notícias. Sobre a s
«O presidente é que decide se vai para o banco de suplentes» - Jorge Jesus
Sporting O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, tem por hábito ver os jogos dos leões a partir do banco de suplentes. Jorge Jesus é conhecido por não gostar muito da ideia. Confrontado com essa possibilidade, o técnico foi esclarecedor. «Se o presidente quiser ir para o banco de suplentes, vai. Ele é que decide», afirmou.
«São as vitórias que alimentam as estruturas»- Jorge Jesus
Sporting Jorge Jesus é o homem do momento no Sporting, mas não esquece a passagem pelo Benfica. Numa entrevista concedida à SIC Notícias, o treinador referiu que o sucesso da estrutura está nas vitórias. «Não são as estruturas que ganham campeonatos. O que ganha os campeonatos e alimenta as estruturas são as vitórias», sublinhou.
«Falarei com o presidente do Benfica de forma natural» - Jorge Jesus
Sporting No momento da saída de Jorge Jesus do Benfica para o Sporting, a relação entre Luís Filipe Vieira, presidente dos encarnados, e o técnico terá esfriado. Ainda assim, o treinador bicampeão diz que não deixarão de falar. «Somos duas pessoas civilizadas. Nós tínhamos uma boa relação e eu não confundo as coisas. A minha saída não teve nada a ver com uma alteração de política. Quando me cruzar com o presidente do Benfica falarei com ele de forma natural», admitiu.
Empresário de Van Persie desmente acordo com o Fenerbahçe
Manchester United Kees Vos, representante de Robin van Persie, desmentiu as notícias veiculadas pela imprensa britânica, dando conta de que o avançado holandês do Manchester United teria já assinado acordo com o Fenerbahçe. «Se Van Persie tivesse mudado de clube, teríamos todo o prazer em o anunciar. Neste momento, estou na Holanda e tudo o que posso dizer é que, amanhã (segunda-feira), Van Persie vai apresentar-se no Manchester United para o primeiro treino da época», disse em declarações ao Voetbal intern
«Não imaginava vir a treinar o Sporting» - Jorge Jesus
Sporting Jorge Jesus confessou este domingo que nunca imaginou que a mudança para Alvalade fosse tão rápida. «Quando a época acabou nunca pensei que neste momento estaria a treinar o Sporting», disse este domingo, em entrevista ao programa «Play-Off» da Sic Notícias. Quanto à nova realidade, Jorge Jesus diz ainda estar a conhecer o reino do leão. «Aos poucos estou a conhecer a realidade do meu novo clube. Tenho de trabalhar muito e, para isso, entro muitas vezes às 7 da manhã e saio às 21 horas», re
Markus Berger assina por uma época
Tondela Markus Berger é o novo reforço do Tondela para a defesa. O austríaco, de 30 anos, assinou pelo clube recém-promovido, depois de ter passado pela Académica de Coimbra e Gil Vicente. O contrato é válido por uma temporada. Em declarações ao site do clube, Berger disse estar muito satisfeito pelo passo dado na carreira. «Assinar com o CD Tondela é para mim uma grande satisfação e agora sou mais um para ajudar no grande objetivo que o clube tem e que é garantir a manutenção o mais rápido poss
Livre perfeito de David Villa dá vitória ao NY City (vídeo)
Estados Unidos O New York City venceu esta madrugada o Montreal, por 2-1, com David Villa a ser determinante para o resultado final. O internacional espanhol abriu o marcador aos 34 minutos e aos 82 desfez o empate na marcação de um livre direto. Ora veja!
Anselmo Cardoso e as aventuras fantásticas no Irão e no Qatar
Portugueses emigrantes Anselmo Cardoso é natural de Freiria, freguesia do concelho de Torres Vedras com cerca de três mil habitantes. No Freiria Sport Clube iniciou o percurso no mundo do futebol e aos 19 anos seguiu para o Torreense que em 2002/03 competia na 2.ª Divisão B. Três temporadas de bom nível abriram-lhe as portas da Liga. O Estrela da Amadora era um dos interessados e não tardou a assegurar os serviços do avançado. A estreia foi diante a Académica de Coimbra e o primeiro golo frente ao...Sporting. O Estrel
Marco Silva esperado em Atenas até terça-feira
Olympiakos «Marco Silva está livre». É assim que a imprensa grega dá conta da rescisão de contrato com o Sporting, ficando o treinador com caminho aberto para assinar pelo Olympiakos. Segundo o site Contra.gr, Marco Silva é esperado em Atenas até terça-feira para assinar contrato com o clube e começar a preparar a nova temporada.
Sacavenense tem novo treinador de formação
CN Seniores O Sport Grupo Sacavenense tem um novo treinador na estrutura de formação. Márcio Moreira, que na última época desempenhou, no Agualva, as funções de treinador de seniores e coordenador de futebol, vai assumir a pasta de treinador principal de benjamins 10, treinador adjunto de iniciados A, treinador principal de iniciados C e treinador na escola da academia do Sporting. «Sinto-me muito feliz por assinar por um clube que, no plano da formação, é um dos melhores», explicou Márcio Moreira a
Adeptos pedem Santi Cazorla para substituir Arda Turan
Atlético Madrid Santi Cazorla é o grande desejado para substituir Arda Turan no Atlético de Madrid. O turco está de saída e os adeptos já escolheram o sucessor. Cazorla pertence ao Arsenal, mas já terá dito que gostava de regressar ao futebol espanhol, de onde partiu em 2012, quando vestia a camisola do Málaga. O médio de 30 anos é internacional e é considerado um dos maiores criativos da atualidade do futebol espanhol . Praticamente certa é a saída de Arda Turan que deixará os colchoneros.
Portugal não evita despromoção na Liga Mundial
Voleibol A Seleção Nacional de voleibol foi derrotada pela Finlândia, por 1-3, falhando assim a manutenção no Grupo 2 da Liga Mundial. A precisar de uma vitória por 3-0 ou 3-1, Portugal acabou por ver confirmada a despromoção ao Grupo 3 logo após os primeiros dois sets, cedendo por 18-25 e 20-25. A equipa orientada por Hugo Silva ainda respondeu com uma vitória por 25-18 no terceiro set mas acabou por voltar a perder (23-25) no quarto encontro.
Arsenal e Chelsea lutam por Munir
Inglaterra Munir El Haddadi tem dois colossos europeus à perna. Arsenal e Chelsea já mostraram interesse no atacante que está vinculado ao Barcelona até 2017. Com pouco espaço na equipa blaugrana, a mudança de ares é um cenário provável, estando os gunners na linha da frente para a contratação. O Chelsea também entrou na corrida e pode baralhar as contas. Até ao momento ainda não foram revelados valores das propostas. Segundo o Mundo Deportivo, Munir tem ainda em carteira propostas de clu
África do Sul no caminho de Angola
Palancas A seleção da África do Sul confirmou hoje o favoritismo ao vencer, 2-0, as Ilhas Maurícias, depois de ter ganho em casa, por 3-0, jogos da segunda ronda de acesso à fase final do CHAN-2016, no Ruanda, competição destinada a seleções composta por jogadores nacionais que militam nos respetivos campeonatos. Com este resultado, os sul africanos vão discutir agora com os Palancas Negras, na terceira e última eliminatória, uma vaga no torneio. Angola, refira-se, afastou a Suazilândia. Depois de
Nené Bonilha e Nailson chegam para assinar
Nacional O Nacional deu conta das chegadas de Nené Bonilha e Nailson à Madeira. O médio de 23 anos (ex-Rio Claro) e o defesa central de 21 anos (ex-Santos) devem realizar exames médicos na segunda-feira e assinar contrato com o clube. Quem também já chegou à Madeira foi Matthew Rusike, avançado sul-africano que assinou um contrato válido por dois anos.
Álvaro Parente e Miguel Ramos ficaram em segundo na prova de GT Open
Automobilismo A dupla portuguesa composta por Álvaro Parente e Miguel Ramos (McLaren) conquistou este domingo a segunda posição na corrida do Internacional GT Open, realizada no circuito Red Bull, na Áustria. O pódio ficou completo com a primeira posição de Matt Griffin e do britânico Duncan Cameron. Pese este resultado, a dupla portuguesa lidera o campeonato, com 112 pontos, mais quatro do que Raffaele Giammaria e Ezequiel Pérez Companc e mais cinco da dupla formada pelo tailandês Pasin Lathouras e o it
Segundo teste, segunda derrota para Leonardo Jardim
Mónaco O Mónaco sofreu a segunda derrota em outros tantos jogos já realizados na pré-época. Depois do desaire com o Hannover (0-1), a equipa orientada por Leonardo Jardim perdeu com o Shakhtar Donetsk por 0-3, num encontro realizado em Lublin, na Polónia. Marlos (6 e 15 minutos) colocou os ucranianos em vantagem, Taison (52) fixou o resultado final na segunda parte. Na sexta-feira, o Mónaco realiza novo jogo de preparação com o Dínamo Moscovo, já no Estádio Louis II.
Novos primodivisionários destacam-se na Taça da Liga
Moçambique Os novos primodivisionários Ferroviário de Nacala e 1.º de Maio de Quelimane estiveram, este domingo, em destaque na Taça da Liga-BNI, a nova competição promovida pela Liga Moçambicana de Futebol. Jogando diante de adversários das suas cidades, Desportivo de Nacala e Ferroviário de Quelimane, triunfaram por 3-2 e 4-2, respetivamente, em ambas as ocasiões no desempate por grandes penalidades. No derby nacalense, que, para não variar, conheceu as habituais batalhas campais envolvendo os adeptos
Iniesta não acredita na saída de Sergio Ramos do Real Madrid
Espanha Andrés Iniesta tem acompanhado a novela entre Sergio Ramos e a possível transferência para o Manchester United na primeira fila, mas na sua opinião o Real Madrid não vai facilitar. «Tenho dúvidas que o Real Madrid deixe sair o Sergio Ramos», disse. Segundo as últimas notícias, os ingleses estão dispostos a gastar cerca de 30 milhões de euros na aquisição do defesa espanhol, mas esse valor não convenceu os blancos. Os Red devils voltaram à carga e já colocaram De Gea no negócio,
Duas pessoas morrem durante festejos da vitória do Chile na Copa América
Chile A Imprensa chilena noticia este domingo que pelo menos duas pessoas morreram durante as comemorações no Chile devido à conquista da Copa América. Ao que tudo indica, um condutor atropelou mortalmente duas pessoas e causou vários feridos numa rua de Santiago, capital do país, avança a rádio Bío-Bío. Recorde-se que o Chile venceu, pela primeira vez na sua história, a Copa América após derrotar a Argentina nas grandes penalidades (4-1).
Mambas goleiam Seychelles e seguem em frente no CAN
Moçambique A seleção moçambicana de futebol goleou a sua congénere das Seychelles por 4-0, em partida realizada sábado na cidade de Victoria, a capital daquela ilha do Oceano Índico, a contar para a segunda mão da primeira eliminatória para o Campeonato Interno CAN Ruanda-2016. Os Mambas, que haviam ganho na Beira por 5-1, no primeiro embate entre os dois conjuntos, seguem impetuosamente em frente em busca da segunda participação na fase final do Campeonato Africano destinado aos futebolistas que atuam
Inter avança por Moutinho
Mónaco Depois de Geoffrey Kondogbia, o Inter de Milão quer voltar a ‘pescar’ no Mónaco sendo o internacional português João Moutinho o próximo alvo do clube italiano. O Journal du Dimanche escreve que a contratação do médio de 28 anos recebeu o aval do treinador Roberto Mancini, pelo que o clube deverá em breve oficializar uma proposta. O Mónaco está a pedir 25 milhões de euros para abdicar dos direitos de João Moutinho, que foi igualmente associado ao Zenit de São Petersburgo, de André Vi

classificações

Liga
Liga 2
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classificação
1. ª jornada
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Para emagrecer quase morreu e depois até foi anjo da Victoria`s Secret...
A correr no Tempo A verdade? Ontem, no GP da Grã-Bretanha, foi apenas mais um sinal, um sinal do que já se sabia que Lewis Hamilton é a «bala negra» que se pode tornar numa espécie de Ayrton Senna. Em criança queria ser como Cristiano Ronaldo jogador de futebol - e quando CR7 perdeu Irina, soube-se que ele correu ao seu alcance, mas não, não era nada do que parecia, era só amizade. Seguiu-se Kendall Jenner, a filha de Bruce Jenner, o campeão olímpico do decatlo, que agora é a... Caitlyn Jenner - mas o «forte e atribulado romance» afinal era só especulação também, assim como o caso com Gigi Hadid. Sim, antes, muito antes, também se falara de Kim Kardashian, a meia irmã de Kendall como namorada de Hamilton - e afinal não era ela, a tal namorada americana era... Nicole Scherzinger. O «amor de longa data» chegou ao fim, porque Hamilton não «queria casar», disse ela. Ao fim de sete anos de namoro à quarta foi de vez: acabou mesmo. Ele anda enrolado em affairs que «nada significam», ela, a Nicole, acabou por conformar a mágoa nos braços de outro. Que não percebe de motores, no que toca a golos é um ás... Campeão da fórmula 1 ou pupilo de Vítor Pereira? Nicole Scherzinger dá-lhe a resposta... De futebol nada percebe, tinha dificuldades em fazer surf, mas no softball era a melhor. Nicole Prescovia Elikolani Valiente Scherzinger ou simplesmente Nicole Scherzinger é uma cantora e compositora americana. Nasceu em Honolulu, Havai, a 29 de junho de 1978, filha de Alfonso Valiente, descendente de filipinos, e de Rosemary, com descendência russa. Nicole cresceu num bairro no centro da cidade, não era rica, mas tinha um talento inato – cantava e encantava. A fama surgiu mais tarde quando integrou o grupo musical ´The Pussycat Dolls´ que vendeu cerca de 15 milhões de álbuns e mais de 54 milhões em singles, tornando-se um dos grupos musicais femininos mais bem-sucedidos da história. Mesmo antes de chegar a vocalista da banda, Nicole participou no reality show ´Popstars´, e mais tarde foi jurada do programa de música ´The X Factor´ e venceu a décima temporada do concurso ´Dacing with the Stars´ em 2010. ...
Estrela de Diamante É a parte 8. Com Eusébio já no Panteão, continuamos a relembrar-lhe Eusébio – o Eusébio Como Nunca se Viu do livro que A D. Quixote publicou em parceria com A Bola. Mas mesmo que já o tenha lido, não deixe de ir até ao fim – porque, aqui, há muito de novo para ler sobre o Eusébio e o país do Eusébio, o mundo do Eusébio. E não deixe também de atirar os olhos à galeria de fotos – porque para ver o Eusébio como o Eusébio nunca se viu ainda há mais, muito mais ainda, como nem imagina... Durante os jogos do Mundial de 1966, Eusébio fora apresentado aos altifalantes dos estádios ingleses com um toque sibilino a insinuar-se – aliás, não apenas ele: Hilário, born in Mozambique... Vicente, born in Mozambique... Coluna, the captain, born in Mozambique... Eusébio, born in Mozambique... - Não, não gostava, porque percebia que era política, eles queriam à força ligar-nos às colónias, a tudo o que se estava a passar. Eu tinha nascido em Moçambique, é verdade, mas era português. E não gostava porque nunca gostei que se misturasse a política com o futebol, a minha política era a bola, foi sempre... (isso disse, claro, depois, muito depois...) Entretanto, Eduardo Galeano traçou-lhe retrato para ler também nas entrelinhas: - Nasceu destinado a engraxar sapatos, vender amendoins ou roubar carteiras. Na infância chamavam-lhe: Ninguém. Chegou aos campos de futebol a correr como só corre alguém que foge da polícia ou da miséria que lhe morde os calcanhares. Foi africano de Moçambique, o melhor jogador de toda a história de Portugal. Eusébio: pernas altas, braços caídos, olhar triste... DA SOFIA LOREN À FINTA QUANDO METEU SIMONE DE OLIVEIRA E MADALENA IGLÉSIAS ... E era assim, a esquivar-se, a escapar-se que Eusébio era cada vez mais o que era - o Eusébio a imortalizar-se. Mudara de carro, a atração por Lisboa era agora o Taunus 17 M, o Taunus amarelo a que os sinaleiros abriam passagem como se fosse estrela a cruzar os céus, resplandecente. Admiradores e admiradoras, sobretudo estrangeiras, inundavam-lhe a Luz com cartas – e, por essa altura, revelou, na Flama, paixão que não se lhe conhecia: o jazz. E que, no cinema, adorava sobretudo Sofia Loren e de Charlton Heston. (Do Benfica-Sporting que era a rivalidade entre Simone de Oliveira e Madalena Iglésias fugia, sorrateiro, como fugia dos defesas que lhe iam no encalço, em campo – não disse qual delas preferia...) KING PORQUÊ, KING POR QUEM E KING COM QUEM... Nesse ano de 1967, António Simões deu-lhe mais um signo, um outro signo para lá da Pantera Negra: King. Tudo por causa das chuteiras que a Puma fizera em sua honra. Rudolf e Adolf Dassler eram irmãos. Criaram a Adidas, mas, em 1948, desentenderam-se – e Rudolf fundou a Puma. Meses antes do Mundial de 66, lembrara-se de contratar Eusébio. Perante o furor do CM, chamou-o a férias em Herzogenaurach, cidadezinha à beira de Nuremberga, onde a sua empresa montara sede – e, de súbito, soltou-se-lhe a ideia: lançar ao mercado as primeiras chuteiras dedicadas a um jogador: as Puma King Eusébio. Foram apresentadas em 1967, postas à venda em 1968 – e seria com as chuteiras King que nasceram de Eusébio em Inglaterra que Maradona levou a Argentina a campeã do mundo, destroçando, pelo caminho, os ingleses, com mão de Deus. Não, não foi só: Cruyff e Beckenbauer também as usaram nos seus fascínios. 7 ESCUDOS POR CADA CHUTEIRA VENDIDA PELO MUNDO INTEIRO... A Puma não se ficou por essa novidade: também foi a Puma que criou as primeiras chuteiras com nove pitons, o normal eram 10 – e criou-as para que se adaptassem melhor a Eusébio, depois da terceira operação de Eusébio ao joelho: - Foram as botas que marcaram a minha carreira, incrível como me facilitavam o equilíbrio em campo... Para renovar o contrato com a marca, Eusébio recebeu 600 contos de luvas – e além de mais 72 contos por cada ano de ligação, tinha direito a 7 escudos por cada par de botas vendidas onde quer que fosse. ...
Estrela de Diamante É a parte 7. Com Eusébio a caminho do Panteão, relembramos-lhe Eusébio – o Eusébio Como Nunca se Viu do livro que A D. Quixote publicou em parceria com A Bola. Mas mesmo que já o tenha lido, não deixe de ir até ao fim – porque, aqui, há muito de novo para ler sobre o Eusébio e o país do Eusébio, o mundo do Eusébio. E não deixe também de atirar os olhos à galeria de fotos – porque para ver o Eusébio como o Eusébio nunca se viu ainda há mais, muito mais ainda, como nem sequer o imagina... Simone Beauvoir passara por Portugal e chocara-se: - Eu vi. Vi que em sete milhões de portugueses apenas 70 mil comem o suficiente. Vi meninas de quatro e cinco anos, vestidas com sacos de sarapilheira, esfomeadas, a remexer lixeiras. E, entre paredes de tabique e tabuletas dizendo: Insalube... Proibido Habitar... vi, fervilhando, crianças nuas, vivendo lá dentro. Béla Guttmann voltara a Portugal e espantara-se. Ao chegar ao Benfica em 1959, reparara que só havia três jogadores com automóvel: Costa Pereira, que era filho de um homem muito rico de Moçambique; Artur Santos, que geria um talho na Amadora; e José Águas, que trabalhava numa concessionária da Ford. À Luz regressara trazido por brisa sebastiânica em agosto de 1965 e ao contar 30 automóveis estacionados em redor do campo antes dum dos primeiros treinos, virou-se para Fernando Caiado, o seu adjunto, exclamou-lhe: - Assim, nunca mais seremos campeões europeus! Todos acharam que era mais uma das suas blagues, das suas famosas blagues. (Ver-se-ia, porém, que não. E que esse seu regresso a treinador do Benfica até seria pior do que imaginara...) «PARA GANHAR 500 CONTOS A ÉPOCA TERÁ DE SER EXTRAORDINÁRIA...» 36 jornalistas europeus deram A Bola de Ouro do France Football para o Melhor Jogador Europeu a Eusébio. Que, aparecendo na foto com a farda de soldado, soltou em entrevista ao jornal italiano Il Giorno, a pergunta: - Por que deveria eu renunciar a ganhar tanto como o Suarez? No Benfica, para ganhar 500 contos por ano entre luvas e prémios a época terá de ser extraordinária. Em Itália só de salários dão-me 1500 contos... A CABEÇADA QUE O DEIXOU COM MEDO DE NÃO VOLTAR A JOGAR... Se 1965 acabou de sorriso aberto para Eusébio, 1966 começou em sangue a juntar-se a uma mágoa que já não domava: em jogo com a Académica, disputando bola a Artur Jorge, chocou a cabeça de um na cabeça do outro. Caiu desmaiado na relva, em maca o levaram para a ambulância para Clínica de São Lucas com traumatismo craniano. Só lá recuperou os sentidos. Três semanas depois, voltou aos treinos – e à saída do tinha Carlos Miranda, repórter de A Bola, à sua espera: - Tive medo. Quando me disseram que estas pancadas na cabeça podiam ter efeitos desastrosos, assustei-me. O que é que pensei? Sei lá... Tudo... Inclusivamente que podia não jogar mais à bola. «NÃO LEVO VIDA CONVENIENTE? MAS EU CASEI-ME, SENHOR...» Ah! A mágoa que já não domava, era porquê? Era por ver como benfiquistas aos magotes reagiram à notícia da sua Bola de Ouro: - Não sou vaidoso, mas julguei que toda a gente do Benfica ia ficar contente, alguns parece que ficaram zangados comigo por eu ter sido escolhido como o Melhor da Europa. Sei lá porquê, só sei que não entendo... Carlos Miranda deu-lhe dica: que talvez andassem zangados consigo por acharem que Eusébio não andava jogando o que podia, desleixando-se - e ele embasbacou-se: - O quê? Diz-se que não levo vida conveniente para futebolista que se preze?! Mas eu casei-me, senhor... E insinuar-se que mesmo depois de casado foi assim?! Isso é mentira. Desde que me casei, nunca tive o mais ligeiro aborrecimento com a minha mulher, portanto.. Se se diz, o que é que posso fazer?! Olhe, rir-me. Sim, rio-me quando oiço falar de mau comportamento dos jogadores do Benfica. Ninguém está mais em foco do que um jogador do Benfica: temos mil olhos a acompanhar todos os nossos gestos, os nossos propósitos. Se há quem pisa o risco, dali a minutos a direção já tem relatório, castiga, multa. Se não fui castigado, se não fui multado, acusam-me de quê?! De momento, o meu problema é um apenas: o peso. Aconteceu-me o que acontece a quase toda a gente: casei, engordei. Tenho tido dificuldade para recuperar o peso ideal, isso é verdade. Mas a coisa vai. Pode ser que daqui a uns meses já tenham feito as pazes comigo... DE LUVAS NO BENFICA, MENOS DO QUE SÓ SALÁRIOS NO INTER... Logo depois, foi ele, o Eusébio, quem abriu o coração – e apesar do desejo cada vez mais aguçado do Inter renovou o seu contrato com o Benfica até 1969. De luvas, pela assinatura, o clube deu-lhe 1300 contos. 325 recebeu-as na hora, 975 ficou de receber no final de março. Mas, claro - ficou a perder, a perder muito dinheiro. (Reparou bem? Só em salários do Inter ficaria a receber 1500 contos por ano - e em Portugal ficou a receber 10 vezes menos de ordenados...) ...

PORTUGUESES

EMIGRANTES

ANSELMO CARDOSO E AS AVENTURAS FANTÁSTICAS NO IRÃO E NO QATAR. Anselmo Cardoso é natural de Freiria, freguesia do concelho de Torres Vedras com cerca de três mil habitantes. No Freiria Sport Clube iniciou o percurso no mundo do futebol e aos 19 anos seguiu para o Torreense que em 2002/03 competia na 2.ª Divisão B. Três temporadas de bom nível abriram-lhe as portas da Liga. O Estrela da Amadora era um dos interessados e não tardou a assegurar os serviços do avançado. A estreia foi diante a Académica de Coimbra e o primeiro golo frente ao...Sporting. O Estrela da Amadora recebe o Sporting a 5 de dezembro de 2008 e acaba derrotado por 1-3. Anselmo abre o marcador aos cinco minutos de jogo, mas a equipa de Alvalade consuma a reviravolta através de Izmailov, Liedson e Vukcevic. Quatro épocas e muitos golos depois ruma ao Nacional. Na Madeira fica três temporadas com um empréstimo ao Rio Ave pelo meio. Aos 28 anos decide prosseguir a carreira no estrangeiro ao aceitar o convite do Tractor, do Irão. «Confesso que sempre tive a curiosidade de conhecer outras realidades, outros costumes e não poderia ter escolhido melhor destino para encontrar uma cultura tão divergente daquela que temos em Portugal. O Irão é um país que ama o futebol», começa por contar o avançado português a A BOLA. A paixão dos adeptos pelo clube é algo que Anselmo não esquece. Mesmo quando as exibições e os resultados não correspondiam às ambições da equipa lá estavam eles a puxar de forma fervorosa pelos jogadores: - Tive a sorte de estar num clube com os adeptos mais fervorosos do Irão. São realmente fantásticos e é difícil exteriorizar o que sentia quando entrava em campo e à minha volta estavam 60 mil adeptos. Durante os 90 minutos apoiavam-nos independentemente do resultado. É sem dúvida um dos bons momentos que guardo da minha passagem pelo Tractor. Adaptado a uma nova realidade e a uma área de residência, onde, por exemplo, «não existia centro comercial, cinema ou até mesmo uma esplanada para beber um simples café», a passagem de Anselmo pelo futebol iraniano não durou tanto quanto o próprio estava à espera. Apesar de a nível desportivo tudo correr pelo melhor, as dificuldades financeiras que pairavam sobre o Tractor levaram o avançado português a rescindir contrato. Uma decisão difícil que culminou com uma agradável surpresa. «Após a rescisão vários adeptos enviaram-me mensagens a manifestar o seu desejo de me verem de novo no clube. Essas palavras fizeram com que ficasse bastante orgulhoso do trabalho que desenvolvi no Irão». Regresso a Portugal e aventura no Qatar O regresso a Portugal acabou por ser inevitável. Anselmo assina pelo Portimonense a meio da temporada 2012/13 e por lá fica um ano e meio. A última temporada em Portimão fica marcada por vários problemas físicos que colocam o avançado português numa posição delicada. Recorre ao Estágio do Jogador – iniciativa do Sindicato dos Jogadores que este ano vai na 13.ª edição – para atletas profissionais desempregados e aí consegue recuperar a melhor forma física. O Caldas, do Campeonato Nacional de Seniores, mostra interesse em contar com os seus serviços, mas uma nova proposta vinda do estrangeiro convence Anselmo. Destino? Qatar. «A aventura no Qatar começa desde logo com um momento marcante. Já passava da meia-noite quando saí do aeroporto e assim que cheguei à rua parecia que estava numa sauna. Confesso também que parti receoso motivado pela passagem pelo Irão, mas percebi muito cedo que são dois países bem diferentes. O Qatar é um país tradicional islâmico e as pessoas levam as práticas religiosas muito a sério. As mulheres vestem trajes pretos [n.d.r. burca], sendo que muitas estão praticamente “escondidas” atrás das suas roupas. A nível gastronómico posso dizer que a comida é razoável contudo não posso opinar muito sobre isso pois não me aventurei muito», descreve o avançado de 31 anos. «O Qatar é um país pequeno mas com excelentes condições de vida. Facilmente se observam carros topo de gama nas ruas, alguns deles que só tinha visto em filmes (risos). Para visitar existem alguns locais interessantes como o museu islâmico, o Souk [n.d.r. mercado], o deserto, as praias e o The Pearl que é uma ilha artificial em Doha», acrescenta. Objetivo é continuar no Qatar A época no Al- Mesaimeer correu de feição a Anselmo. Subida à primeira divisão e segundo melhor marcador do campeonato com 19 golos. Questionado sobre quais os planos que reserva para o futuro, o avançado assume que passa por continuar onde foi feliz... «Depois de uma época desportiva acima da média o objetivo passa por continuar no Qatar. Por inúmeras razões é, neste momento, a liga onde desejo jogar», termina. ...
NÉLSON SANTOS, O PORTUGUÊS QUE SE ENFEITIÇOU PELO SOL MOÇAMBICANO. Desde muito cedo que Nélson Santos começou a trabalhar no futebol. Ainda nem tinha acabado o curso de Educação Física e Desporto do Instituto Piaget de Almada e já estava a trabalhar na formação do Belenenses. Congelou a matrícula, passou por adjunto no Pinhalnovense, como António Pereira, Pontassolense, com Paixão, regressou ao Belenenses como observador, foi preparador físico do Marítimo, com Van der Gaag, lá acabou o curso superior e fez os níveis I a IV de treinador, o primeiro com apenas... 18 anos. Aos 27 anos percebeu que a emigração seria o seu destino. Estávamos em finais de 2011. O agente João Paulo Rodrigues acabou por o apresentar a Diamantino Miranda e as hipóteses de ir para a índia ou Hungria esfumaram-se, mas por boas razões: «Comecei a falar com o Diamantino e houve uma empatia imediata. As nossas ideias sobre futebol revelaram-se convergentes. Pouco depois, ele recebeu um convite de Moçambique para treinar o Costa do Sol e convidou-me para integrar a equipa técnica. Chegámos em janeiro de 2012. O Diamantino já saiu, pelas razões conhecidas, eu por cá continuo, agora como treinador principal do Costa do Sol. E muito feliz», conta Nélson Santos. Um aventureiro que ganhou a aposta Nélson Santos define-se como «aventureiro» e considera ter «grande facilidade de adaptação a qualquer realidade». Por isso não hesitou em fazer as malas para Moçambique, país onde nunca tinha estado. «Por isso, pelo estudo que fiz de Moçambique e por ter muitos amigos que, sendo de África, acabaram por fazer pontes muito antes de eu imaginar que viria para Moçambique», junta o jovem treinador português. Jovem sim, 31 anos, mais novo que alguns jogadores. «Agora as pessoas já sabem quem eu sou, mas ainda me chegaram a perguntar se eu era... jogador. Deve ser também por esta cara de miúdo», conta, rindo... O orgulho de se sentir valorizado A adaptação foi «rápida, fácil e plenamente conseguida», conta Nélson Santos. Único senão, que conta mais por graça do que por queixa, alguma comida mais condimentada, preferindo poupar o estômago a pratos mais picantes. Em termos profissionais, o reconhecimento do trabalho de Nélson Santos chegou cedo. Tão cedo que ao fim de alguns meses em Maputo e de ter participado, como convidado, em ações de formação, foi convido para dar aulas de treino desportivo no curso de Educação Física e Desporto da Universidade Eduardo Mondlane. Treina durante o dia, dá aulas à noite, pouco sobra para descanso. Quem corre por gosto até se pode cansar, mas a auto-estima sai reforçada. «Uma das razões pelas quais eu me apaixonei por Moçambique é o reconhecimento do trabalho que estou a fazer e saber que estou a ser útil para o desenvolvimento do desporto deste grande país», conta Nélson Santos. Além disso, «Moçambique tem uma enorme sede de aprendizagem, cada vez há mais jovens nas universidades e os alunos querem mesmo aprender. É bom poder partilhar a nossa experiência e conhecimentos e ver que as pessoas valorizam o que lhes transmitimos. Isso não tem preço», junta Nélson Santos. O filho único que mentiu aos pais Os pais de Nélson Santos tinham grandes ambições para o agora treinador do Costa do Sol. Para mais, sendo filho único. Medicina ou Direito eram o que queriam para o filho, mas este que só pensava em desporto, mesmo sabendo da oposição dos pais. «Tive de sair de casa e mentir para me poder matricular em Desporto. Eles ficaram um bocado desiludidos, mas pais são pais, acabam sempre por aceitar e dar todo o apoio a um filho. E hoje, é engraçado, são os meus maiores fãs. Orgulham-se de ver o filho a ser reconhecido, a aparecer na comunicação social. Orgulham-se das minhas vitórias, do meu percurso, do respeito que consegui granjear. Recortam entrevistas, guardam lembranças...», conta Nélson Santos, sorrindo com candura e falando do que realmente sente falta de Portugal. «Quando me perguntam se tenho saudades de Portugal, costumo dizer que apenas os meus pais me ligam ao país onde nasci. Ok, eles e um ou outro amigo e alguma comida que só em Portugal é confecionada como eu gosto. No mais, vou-lhe ser sincero, já me sinto mais moçambicano do que português. E gostava muito de conseguir trazer os meus pais para viverem comigo aqui. Por isso, quando me perguntam se gostava de treinar em Portugal, respondo que adoro treinar em Moçambique, que me vejo fazer toda a minha vida aqui sabendo que vou ser feliz. Mas claro, estamos a falar de uma profissão de treinador, o amanhã é sempre um grande ponto de interrogação», comenta Nélson Santos. O sol que enche a alma Quando fala de Moçambique, Nélson santos empolga-se. Tenta arranjar uma série de adjetivos e por vezes até parece frustrado porque fica com a sensação que diga o que disser não consegue fazer justiça ao que sente por Moçambique. Mas tenta. «O sol em Moçambique é fantástico. Mágico mesmo. Aquela sensação de acordarmos e recebermos os bons dias acolhedores de um sol quente e convidativo. É impossível acordar mal disposto num país como Moçambique, que tem um sol assim. Por isso, eu não me estou a imaginar em viver no país do norte da Europa, por exemplo, com frio, escuro, sem este sol a dar-me os bons dias. Depois, eu tenho aqui muitos amigos. Quase todos moçambicanos. Ao pé deles estamos sempre bem dispostos. Em terceiro lugar, este povo é maravilhoso, acolhedor, humilde, que partilha que nos faz sentir em casa. Em quarto, este é um país lindíssimo, com praias, parques e paisagens de cortar a respiração. Em quinto, é um país em franco desenvolvimento social e económico e é um prazer sentir que fazemos parte desse processo, onde sabemos que o amanhã é dito com esperança não com o medo que se vive na Europa. Por último, Moçambique faz-me acreditar que sou... moçambicano», conta, de um só fôlego. Sim, moçambicano. E não é força de expressão. «Quando for legalmente possível, e porque espero por aqui continuar, terei orgulho em pedir a nacionalidade moçambicana. Não porque não goste de ser português, longe disso, mas porque me sinto que este também é o meu país», justifica. País seguro O Mundo houve falar muitas vezes de Moçambique «por razões erradas». As histórias dos raptos ou de conflitos armados acabam por assustar quem não conhece Moçambique. «Os meus pais também estavam apreensivos, mas já os trouxe duas vezes cá e eles puderam testemunhar o que sempre digo. Nunca tive qualquer problema, nunca me assaltaram a casa, ando tranquilamente nas ruas. Tenho apenas os cuidados básicos que se devem tomar também em Lisboa, Londres ou Nova Iorque. Quem cá está não sente insegurança», garante Nélson Santos. O papel do feiticeiro Para um treinador estrangeiro que não conheça Moçambique, o papel do chamado feiticeiro junto das equipas e jogadores acaba por ser um desafio. Com o qual Nélson Santos aprendeu a lidar. «Quando falamos em rituais, em tradições, em costumes e crenças, só há um erro primário: o de queremos cortar com essa realidade. Temos de nos adaptar, respeitar, aceitar as crenças e tentar conciliar tudo em prol de um bem comum: a equipa. Eu não deixo de ter uma ação que considero pedagógica, de os fazer compreender que o caminho mais rápido para o sucesso é o trabalho, a paixão, a dedicação, o talento, a união. Mas como treinador sei também que a parte psicológica é essencial para o sucesso. Por isso, tenho também de me adaptar aos costumes e crenças dos meus jogadores», conta Nélson Santos. E dá exemplos: «Se os guarda-redes acreditam que dá azar fazer remates à baliza durante o aquecimento para o jogo eu adapto os exercícios para conseguir o mesmo objetivo. Se se acredita que entrar primeiro em campo em certos jogos faz com que a equipa fique mais confiante, eu planeio as coisas dessa maneira. Se estamos quatro a cinco jornadas sem marcar golos, mesmo com bons avançados, e eles entendem que há algo que os impede de marcar, eu adapto-me. Insisto na palavra adaptação porque tudo é conciliável para atingir os mesmos fins, além de que, com o tempo, os atletas também se adaptam a mim, são sensíveis à minha mensagem e acreditam mais na força que eles têm, no trabalho, na dedicação», revela. Segundo lugar e bom futebol Falemos então um pouco de futebol. Nélson Santos está em segundo lugar do Moçambola, com os mesmos pontos da Liga Desportiva de Maputo, do português Litos, atrás do Maxaquene do moçambicano (mas tratado como sendo português em Portugal) Chiquinho Conde. «Estamos a fazer a melhor primeira volta dos últimos anos. E vencemos a Taça de Maputo, que também já nos fugia há muito», conta Nélson Santos, treinador de um Costa do Sol que, «sendo o clube com mais títulos, está em busca de regressar aos tempos áureos». Nélson Santos fica feliz quando se elogia a qualidade do futebol praticado pelo Costa do Sol. E é hoje um treinador com razões para sorrir. «Estou num país que adoro e que me acolheu muito bem, a desenvolver um trabalho que é reconhecido, a fazer o que mais gosto. E com o tal sol de que falei a dar-me os bons dias, só tenho razões para me sentir feliz», resume. ...
RÚBEN GUERREIRO: O EXEMPLO DO PORTUGUÊS QUE OS AMERICANOS DESEJAM. Tem 20 anos, já é um exemplo a seguir. Rúben Guerreiro pedala desde que se lembra. Na estante de casa tem um troféu de campeão nacional que venceu aos 18 anos. Começou no BTT e, hoje, o ciclismo é a sua profissão. Nos EUA, no AXEON Cycling Team, todos o adoram. É o primeiro e único português a vestir a camisola do grupo do Estado do Colorado, mas a equipa técnica já confessou a Rúben estar interessada em mais portugueses. O exemplo luso parece ter convencido os americanos. O menino do Barreiro que compete como gente grande Nasceu no Barreiro, Lisboa, em 1994. Aos 11 anos Rúben Guerreiro já pedalava, ingressou pelo Mato Cheirinhos (1 ano) e no Alcobaça recebeu o maior prémio nacional da categoria, em juniores. Ao longo dos anos, poucos para quem ainda tem o futuro pela frente, o ciclista foi levando os desafios cada vez mais a sério. Depois do Alcobaça o percurso foi percorrido até Santa Maria da Feira. Dois anos e o acumular de uma bagagem que o fez voar para os Estados Unidos. O agente português João Correia a viver do outro lado do Atlântico intermediou a ida de Rúben para a América, e apesar de ter assinado contrato em outubro passado só começou a competir pela equipa em março. Uma das primeiras provas do ciclista ao serviço do AXEON foi na Costa Vicentina portuguesa e Rúben ficou em primeiro lugar. Durante dois meses as principais competições foram na Europa. O jovem diz com modéstia que «esta época tem corrido bem», depois de no último sábado ter conquistado o segundo lugar do campeonato nacional de estrada, em Braga. «Ciclismo é a competição mais dura do mundo» Descanso. Descanso é palavra-chave para Rúben, que reconhece que o «ciclismo é a prova mais dura do mundo. Sem descanso ninguém aguenta treinar entre quatro a cinco horas seguidas». Ao todo, por semana os treinos equivalem a 21/22 horas. Agora, de férias em Portugal a preparar a Tour de Utah (EUA) que não é mais que um preparativo para a Tour de Lavenir, conhecida como Volta à França do Futuro, Rúben treina, habitualmente na Serra da Arrábida, com o companheiro Rafael Reis que é «como um braço direito». A privação de uma vida normal «Tenho de me privar de uma vida normal, se quero ter o máximo de rendimento. Não posso sair à noite», admitiu. As saídas, o álcool, são luxos dos quais Rúben não pode desfrutar. A vida de ciclista não é compatível com a idade das loucuras. O jovem disse que a comida americana é muito boa, principalmente, a comida mexicana que encontrou nos Estados Unidos. A verdade é que, muitas vezes, as saladas e uma dieta vegetariana têm de ser opção. O sucesso é resultado daquilo que se abdica de fazer. Claro está que as saudades de estar com os amigos, com a família, e as praias portuguesas fazem falta a quem está longe, mas o sonho é energia para continuar na corrida. Grandes individualidades, equipas nem por isso Para quem conhece duas formas de encarar o ciclismo tão distintas, como é o caso de Portugal e dos Estados Unidos, diz que Portugal é rico em bons ciclistas e não fica atrás dos americanos no que toca a talentos. Em relação a equipas, a situação muda e, «os portugueses restringem-se a muito poucos grupos. A organização lusa também poderia ser melhor... Volta à França do Futuro e o sonho de pedalar até aos 40 Para além de ser ciclista profissional, Rúben Guerreiro considera-se um adepto da modalidade. Ainda agora começou a carreira do jovem, mas o segredo, afirma, é pensar sempre na próxima corrida, sem grandes planos futuros. Poder contar as experiências de uma carreira que termine aos 40/45 anos é o maior sonho de quem quer vencer a Volta à França do Futuro. A promessa continua a pedalar... ...
MANUEL CURTO, AS SAUDADES DO SOL E O RESTAURANTE EM ALGÉS QUE PROMETE SER UM SUCESSO. Fez grande parte da formação no Benfica, passou pela equipa B há quase 10 anos, vestiu a camisola do Estoril e, em 2013, decidiu aventurar-se pela primeira vez no estrangeiro, longe bem longe, no Cazaquistão, onde representou o Taraz. No ano seguinte, nova mudança de clube, país e de estilo de vida, rumo à Polónia e ao Zaglebie Lubin. No início da época que findou, assinou pelo Lierse, da 1.ª Divisão da Bélgica, mais uma mudança, agora para o país das 1001 cervejas. Foi por lá, na pequena cidade de Lier, pouco mais de 35 mil habitantes, no norte do país, que recebeu a melhor notícia em 28 anos de vida: ia (e vai) ser pai! Do Francisco, que é esperado no mês de novembro. O médio confessa que gostava que o primogénito nascesse em Portugal, até porque é em Portugal que o espera outro grande desafio: aventurar-se no mundo da restauração. E também já tem nome o outro menino dos olhos de Manuel Curto, chama-se NATÁBUA, vai estar instalado no renovado Mercado de Algés - vai ser uma espécie de irmão gémeo do de Santos - e, entre muitas outras iguarias, o proprietário desvenda algumas das especialidades da casa, todas, sem exceção, servidas numa tábua. «Optámos por não ter pratos, quem lá for vai ter mesmo de comer numa tábua e garanto que não se vai arrepender. Em primeiro lugar porque vai gostar da experiência, depois porque vai ter a oportunidade de, entre muitos outros pratos, provar bifes de javali, espadarte ou cavalo, carne muito apreciada na Bélgica e prato tradicional», explica Manuel Curto, algo ansioso pelo dia da inauguração, já no próximo mês, em que, feliz coincidência, vai completar 29 anos, mais concretamente a 9 de julho. À procura de um lugar ao sol Na Bélgica um dos choques iniciais, para quem nasceu num país cheio de luz, foi a quase ausência de sol ao longo do ano. «Acordar todos os dias e raramente ver sol mexeu muito comigo. Depois, para piorar ainda mais o cenário, o frio extremo. Curioso: em Portugal queixamo-nos muito mas, agora mais do que nunca, tenho a certeza de que vivemos num paraíso à beira-mar», assinala, sempre muito elogioso em relação ao povo belga. «São extremamente acolhedores, simpáticos e solícitos. Não tem nada a apontar a ninguém, talvez apenas uma coisa: uma das especialidades nacionais são os mexilhões mas garanto que os faço melhor do que eles! E não estou a brincar, afinal vou ter um restaurante e tenho feito alguns estágios culinários», completa. Prioridade aos portugueses Por tudo isto e muito mais (o bebé, o restaurante, as saudades da praia, do sol, da família, dos amigos), Manuel Curto confessa que gostava de voltar a Portugal. Vontade não lhe falta e propostas de trabalho do estrangeiro também não, só que estabeleceu como prioridade regressar. «Tenho clubes interessados, porém, dou prioridade aos portugueses. Tenho 28 anos, ganhei experiência e calo nestas passagens pelo Cazaquistão, Polónia e Bélgica, mas o meu desejo é prosseguir a carreira em Portugal. Sou paciente e estou disponível para um projeto ambicioso», finalizou. ...
 

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